Cajon del Maipo, Embalse El Yeso e banhos termais: o melhor tour no Chile

Chile tem muita coisa bacana pra ver! De neve a vinho, de vulcão à praia. Na minha segunda passagem por lá, decidi fazer novamente o passeio a Cajon del Maipo (1h30 de Santiago).

A região de Cajon del Maipo é formada por pequenos vilarejos e a principal delas é San Jose del Maipo. É ali que localiza-se o Embalse El Yeso, uma represa de cor azul turquesa cercada por montanhas da cordilheira (a uma altitude de 3000 metros), que no inverno ficam cobertas de neve.

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O Embalse El Yeso foi construído no ano de 1964 e tem capacidade de 253 milhões de metros cúbicos, 8 km de extensão e 55 metros de profundidade. É a principal fonte de abastecimento de água potável para a cidade de Santiago.

Eu já tive a oportunidade de visitar o local em duas estações: verão e inverno. São paisagens lindas e completamente diferentes! Olha só!

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No verão: montanhas áridas
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Minha primeira visita: era fim do inverno, a neve já estava derretendo

Parece até um quadro de tão perfeito né? Na primeira vez que conheci decidi alugar um carro e não consegui chegar até o destino final (Baños Colinas). Parte da estrada é bem difícil de dirigir! É lama, buraco, resto de neve… o que aconteceu people? Fiquei atolada!  Dessa vez, fechei com a agência Vem pro Chile Oficial, que ofereceu toda a estrutura: transporte, alimentação e guia. Melhor escolha ever!! O Jorge, dono da empresa, foi um querido e super profissional. Me contou toda a historia do lugar (e pelo menos pra mim isso é bem importante! Não adianta tirar fotos e voltar pra casa sem saber o que é).

O passeio a Cajón del Maipo dura o dia inteiro (você sai de Santiago às 7h e retorna por volta das 18h). Se vale a pena? Tenho certeza que você não vai parar de clicar!

Quando conhecer?

A melhor época para visitar o Cajón del Maipo é de novembro a abril, fora da temporada de neve, quando as estradas estão em melhores condições. Mas existem tours iradosss no inverno também, com direito a cabaninha estilo iglu (pirei!). Pra isso, precisa ir com alguém que conheça cada pedacinho do caminho. Caso contrário, você derrapa e atola (tipo eu).

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Parte da estrada: é preciso saber dirigir muito bem (Foto: Renata Telles)
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Olha esse espacinho pra passar com o carro… (Foto: Renata Telles)

Baños Colinas

Pensa num lugar pra relaxar e meditar? Bãnos Colina é a opção certa! Depois de passar pelo Embalse El Yeso, seguimos para uma das termas mais populares da região.

Prepare-se pra conhecer uma “banheira térmica a céu aberto”. O ponto forte deste lugar é apreciar e aproveitar as piscinas aquecidas por vulcões. A água termal brota da terra e se distribui entre 7 piscinas naturais de temperaturas que variam desde 37°C à 50°C (você vai reparar que na última piscina não tem ninguém…. impossivel entrar de tão quente rs)

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São sete piscinas que variam desde 37°C à 50°C (Foto: Renata Telles)
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Hora de relaxar em uma das piscinas!

Dentro da piscina termal, aproveite pra cobrir o rosto com lama vulcânica! É um super tratamento pra pele, saí com a minha lisinha 😀. Já o cabelo…. não mergulhe, você vai se arrepender pro resto da vida… De tanto mineral na água seus fios ficam duros! E você sai brancaaaa de sal.

Aí vem a pior parte! Prepare-se para o banheiro: ele não tem estrutura nenhuma e dependendo da hora do dia, vira um lamaçal. Leve toalha, chinelo, roupa… e tenha paciência! Haaaa, a água do chuveiro é muitoooo gelada, já vou logo avisando…

Vai uma empanada?

Após o banho, o passeio termina com um delicioso lanche em uma cabaninha bem rústica. Ali, no meio do nada, mora Seu Tonico e a mulher. Os dois ficam na casa até o inverno chegar. As empanadas do casal são de comer rezando!

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Experimente as empanadas do Seu Tonico (Foto: Renata Telles)
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O lugar é super rústico (Foto: Renata Telles)

PROMO – Consegui fechar uma parceria bem legal para quem é seguidor do Ela que Ama Viajar!  A agência Vem Pro Chile Oficial está dando 15% de desconto no passeio! Basta citar meu nome ou o blog!

 

 

 

 

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Que tal visitar a lanchonete mais cool da capital paulista? Você vai se surpreender com o menu inovador

Há algum tempo já estava cansada de hamburguerias tradicionais. Sempre os mesmos acompanhamentos e eu, sendo vegetariana, ficava com apenas uma opção do cardápio. Ou era soja, ou era grão de bico… Recentemente visitei o Matilda Lanches, da chef Renata Vanzetto (dona também do Marakuthai, MeGusta e Ema), localizado nos Jardins, e me surpreendi.

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Hambúrguer de brócolis empanado (Wellington Nemeth/Divulgação)

Pela primeira vez um menu justo, com boas e diferentes opções de sandubas vegetarianos e veganos. As misturas são inusitadas: hambúrguer de shimeji frito com shoyu, açúcar mascavo e maionese de avocado, hambúrguer de cogumelo, sour cream e jalapeño e hambúrguer de brócolis empanado com wasabi e cebola caramelizada servidos em uma folha de repolho (que substitui o pão). Para quem come carboidrato, há ainda o hambúrguer de brioche.

Eu escolhi o sanduíche de cogumelo e sour cream. Minha vontade era de comer uns três desses de tão bom… rs A comida é leve e tem um sabor indescritível.

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Meu sanduba de cogumelos e sour cream com cebolas caramelizadas. Atrás, as batatas rústicas e a couve-flor frita com molho picante e defumado (Foto: Renata Telles)

Para acompanhar o hambúrguer, as tradicionais batatas fritas and… buffalo flowers (couve-flor frita com molho picante e defumado). Deliciosooo, mas para quem curte pimenta!!

Os carnívoros também tem vez

Existem opções de frango, filé crocante e costela em hambúrgueres como o Matilda Vietnamita, Hot Mama e o X-Burguer (respectivamente), além de Nâguetizzz (escreve-se assim mesmo rs) de frango com sour cream e maionese spicy.

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Crazy crispy chicken – frango crocante, maionese pink, picles de couve-flor no pão brioche (Foto: Wellington Nemeth/Divulgação)

Há duas opções de sobremesa: bolinhos de chuva com canela e calda de doce de leite e a musse de chocolate com pedaços de bolo. Obviamente, a formiga aqui experimentou os dois. O meu preferido? Os bolinhos…. tão crocantes!

Pequena e aconchegante

A casa tem proposta informal e comporta apenas 25 lugares. O espaço possui 50 metros quadrados e abriga uma pequena cozinha (aberta para os clientes). O sistema é “pague e pegue”. Você faz seu pedido no caixa e aguarda até que o pager toque para retirar no balcão. Os preços dos sandubas variam de R$22 a R$33 (e você pode colocar extras por R$3 cada)

 

End: Rua Bela Cintra, 1541 – Jardins. Tel. (11) 3081-8358. Ter. a sex.: 19h às 24h. Sáb.: 13h às 17h e 19h às 24h. Dom.: 13h às 18h

 

 

 

Conheça um pedacinho do Vietnã em São Paulo

O que mais curto em São Paulo é poder viajar pelo mundo sem sair da capital paulista! WHAT? Isso mesmo! Tem feira alemã, festa chinesa, evento italiano… Tá com vontade de comer um prato da Síria? Você acha! Quer comprar ingredientes árabes? Bingo!

Essa semana fui parar na Ásia! Conheci o restaurante vietnamita Bia Hoi. Morro de vontade de conhecer o país, mas enquanto isso não acontece, a gente vai se familiarizando com a cultura de lá né!

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Restaurante Bia Hoi, inspirado nos botecos do Vietnã (Foto: Renata Telles)

Localizado no coração do centro da cidade, perto da praça Roosevelt, a casa é super intimista e tem charme especial. É inspirado nos botecos de Hanói, capital do Vietnã. No cardápio, criado pela chef Dani Borges, há petiscos tradicionais do país como o Goi Cuon (rolinhos primavera frescos feitos com verduras e ervas enrolados em papel de arroz) e o Cha Ca (cubos de peixe marinados em tamarindo e cúrcuma salteados com dill e amendoim). Eu te digo com todas as letras: prove esse bendito peixe! É uma explosão de sabores!

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Gin, bolinhos de feijão verde com tapioca e peixe marinado em tamarindo (Foto: Renata Telles)

Ainda recomendo os bolinhos de feijão verde com tapioca e molho de pimenta! Eu poderia ficar apenas com os petiscos de tão gostosos, mas decidi provar ainda opções de pratos principais. Como não como carne vermelha e frango, pulei os famosos Thit Kho To (picadinho de filé mignon suíno em molho de leite de coco queimado) e o Hoi An (costelinha de porco marinada em infusão de capim limão) e experimentei o Little Hanoi (berinjela ao leite de coco com cebolas e talos de cebolinha acompanhada de arroz branco).

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Parece até carne ne? Mas é berinjela e tava deliciosa! (Foto: Renata Telles)

Acabou? Não! Porque sou uma formiguinha e não quis sair sem provar as sobremesas! O menu oferece dois doces: Ca Phe Mousse (inspirado no café com leite condensado muito popular no Vietnã) e French Quarter (creme brulée feito de jaca). Confesso que curti mais a compota de fruta, mas vai do gosto de cada um!

 

Curiosidade sobre o nome do restaurante: bia é cerveja em vietnamita (vem do francês bière). Hoi é gás. Bia Hoi quer dizer cerveja fresca, ou seja, chope! O nome também é dado às choperias que vendem o bia hoi no Vietnã.

A carta de bebidas

Bem, levando em conta o significado do nome do restaurante, é claro que a carta de bebidas não poderia decepcionar, certo?  São vários tipos de cervejas e drinks. Fiquei com um dos mais pedidos da casa, o Hanói Gin Tônica (com infusão de capim limão).

Anote aí porque vale a visita!

Bia Hoi

End: Rua Rego Freitas, 516, Vila Buarque/ Terça a Sexta – 12h às 14h30 e 19h às 23h30
Sábado – 12h às 23h30/ Domingo – 12h30 às 17h30

 

10 dicas de programa para fazer em Gramado

Bateu o friozinho e a gente já pensa logo nos destinos de serra! Fondue, vinho…. (e alguns quilinhos a mais.. rs). É nessa época que bomba Gramado, cidade localizada a 115 km do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Com a chegada do inverno, as baixas temperaturas podem resultar em geadas e até mesmo neve!

Quer conhecer o destino? Separei 10 programas que não podem faltar no seu roteiro!

1 – Lago Negro

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Ok, já te digo logo, o lago é artificial, mas nem por isso perde seu encanto! O lugar é um dos símbolos de Gramado, foi construído depois de um incêndio na área. Caminhe, ande de pedalinho e aproveite para tirar fotos em meio a hortênsias e azaleias!

End: Rua A. J. Renner, s/n, Gramado

2 – Visita à fábrica de chocolate Prawer

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Difícil é não engordar em Gramado

A fábrica da Prawer ocupa uma área de 2.500m² e fabrica o chocolate artesanal mais antigo do país. Me acabei na loja comprando mil e um tipos e na hora da conta, quase infartei… rs É carooo, mas vale a pena sair de lá com uma barrinha! São chocolates deliciosos!!!

As visitas acontecem de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h30 e das 14h às 16h. Não é necessário agendar horário. A visita é gratuita e pode ser feita por apenas uma pessoa ou em grupo de no máximo 20 pessoas por vez. A  visita tem duração de 10 minutos em média, com degustação de um produto Prawer.

End: Avenida das Hortênsias, 4100 – Tel: (54) 3286.1580

3 – Rua Torta

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A rua mais fofa de Gramado

Tire um dia para conhecer o centro de Gramado a pé. Caminhe pela famosa Borges de Medeiros (onde há dezenas de lojas e restaurantes) e visite a Rua Emílio Sorgets, mais conhecida como Rua Torta, que lembra a popular Lombard Street, em São Francisco, Califórnia. Ela é uma gracinhaaa e vale chegar até o topo (nada de preguiça hein! Bom pra queimar o chocolate rs)

4 – Mini Mundo

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Otto Höppner, dono do hotel Rita Höppner, começou a montar miniaturas de cidades e paisagens alemãs no jardim de sua casa para os netos brincarem. O trabalho fez tanto sucesso que foi aberto ao público em 1983.

End: Rua Horácio Cardoso, 291 | Tel. (54) 3286-4055 | Aberto diariamente das 9h às 17h

5 – Museu do Automóvel

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Vale a pena visitar o Hollywood Dream Cars! O museu tem relíquias como Cadillac, Lincoln Continental, entre outros clássicos que vão desde os anos 1920 até 1960. Durante o passeio você escuta trilha sonora de Elvis Presley.

End: Av das Hortensias, 4151. Funciona todos os dias, das 8h às 18h

6 – Snowland

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Quer ter o gostinho de pisar na neve? Conheça a primeira pista de esqui indoor das Américas, uma das principais atrações de Gramado. O ingresso do Snowland dá direito a várias atividades, como patinação no gelo, carrinho bate-bate, simulador 7D e pelo menos duas horas na área de neve.

End: Saída de Gramado para Nova Petrópolis – RS 235, 9.009 | Tel: (54) 3295-6000. De segunda a domingo, das 10h às 17h

7- Museu da Moda

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O museu conta a história da moda através de um grande acervo de vestuário feminino, desde a época de Cristo até os dias atuais. Maior nome da alta costura gaúcha, Milka Wolff criou o lugar, que possui 2.500 m² quadrados.

End: Ligação Gramado-Canela, av. Ernani Kroeff Fleck, 1810, Canela | Tel: (54) 3282-1121| Aberto de 2ª a 6ª das 10h às 18h; sábado, domingo e feriado das 10h às 19h

8 – Mundo a Vapor

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Mais um museu imperdível! Nesse aqui você confere réplicas de locomotivas (aliás, a entrada do lugar já chama atenção! Há a remontagem do trágico acidente ferroviário que ocorreu em 1895 na capital da França, Paris. Uma locomotiva em alta velocidade e desgovernada, cruzou a parede e ficou preso a uma altura de 12 metros, sem tocar o chão).

End: Ligação Gramado-Canela, av. D. Luiz Guanella, 1247, Canela | Tel: (54) 3282-1125 | Aberto todos os dias das 9h às 17h

9 – O Reino do Chocolate

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O Reino do Chocolate foi inaugurado em 2008. Ainda na porta, você é recepcionada por um enorme coelho de chocolate (na realidade, o maior do mundo! Já entrou até no Guinness Book, pesa 1.640 quilos e tem 2,95 de altura)

Durante a visita, é possível conhecer um pouquinho da história do chocolate através de um passeio dentro do Reino em uma área de 1,6 mil metros quadrados.

End: Av. das Hortênsias, 5382. Tel: (54) 3286-3588

10 – Bondinho

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Passeio de bondinho (Foto: Parques da Serra)

Bondinhos Aéreos , no Parques da Serra, é uma das grandes atrações da região para conferir o cartão postal da serra gaúcha: a Cascata do Caracol.  O parque possui uma área grande com lojas, lanches e café, embarque dos bondinhos e o Espaço das Esculturas que Falam (80 animais talhados em madeira emitem sons ao serem tocados).

End: Continuação da Estrada do Caracol, Estrada da Ferradura, 699. | Tel: (54) 9205-9810| Aberto diariamente das 7h às 18h.

*Crédito das fotos: GramadoCanela

O blog Melhor com Você também passou por Gramado! Confira mais dicas da cidade aqui!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tudo mini: conheça o site que vai te fazer economizar em viagens

Já falei por aqui algumas vezes o quanto é importante a gente planejar o que vamos levar na mala. Muitas vezes colocamos produtos pesados e roupas que ficarão dentro da bagagem por toda a viagem.

Essa semana estava na internet e uma amiga me mandou o link dessa loja. Quase infartei quando entrei. Que demais!!! Eu, que sou super cuidadosa no tamanho dos produtos que levo (justamente pra não pagar excesso de peso), fiquei de cara com a página. Nela você acha TUDO, eu disse TUDO, em tamanho mini. É um site pensado pra quem viaja, acampa ou passa a maior parte do tempo dentro de um carro ou escritório.

Mais uma vez minha gente, praticidade é tudo nessa vida!!

Além dos kits óbvios (shampoo, condicionador, sabonete…), você acha remédios (tylenol, band-aid, tesoura…), suplementos, comida (biscoitos, geleias…), produtos para pet, crianças, nécessaire, enfim, TUDO EM TAMANHO PEQUENO!

Agora vem a notícia ruim…. rs É um site internacional, mas eles fazem entrega pro Brasil! Precisa pedir com bastante antecedência… rs

 

Dá pra desacelerar em São Paulo? Conheça uma opção que vai fazer você flutuar!

É possível desacelerar em São Paulo? Te digo que sim! Sendo morador, turista ou visitante, a cidade oferece muitos serviços pra você respirar e fugir da correria diária. Além dos parques Ibirapuera e Villa-Lobos, que são os meus preferidos porque posso andar de bike e caminhar, eu tenho um cantinho especial: é o Centro de Estética Roseli Siqueira, localizado no bairro de Pinheiros.

Há mais de 30 anos no mercado, a esteticista e cosmetóloga Roseli Siqueira tem o dom de cuidar da pele das pessoas por meio de massagens e tratamentos que promovam beleza, saúde e bem-estar. Entre suas clientes estão as atrizes Mariana Ximenes e Cleo Pires, por exemplo.

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Gostaria de dizer que esse corpo é meu (rs), mas é da modelo Izabel Goulart,    uma das clientes da clínica de Roseli Siqueira (Foto: Divulgação)

Toda vez que me sinto estressada, com dor nas costas ou pescoço, energia baixa e até meio triste, corro pra clínica que tem dezenas de massagens relaxantes. Cada uma tem uma função, há opções de drenagem linfática e modeladora para perda de medidas e sessões de relaxamento (as minhas favoritas!). Elas tem o objetivo de aliviar os pontos de tensão e diminuir o cansaço.

Essa semana passei por lá e conheci a Massagem Esplendorosa. Ela funciona como um rejuvenescimento facial através da tonificação dos músculos. A finalização é feita com uma máscara de chocolate, que melhora a energia e vitalidade da pele. São 75 minutos de puro descanso! Eu saí outra de lá e olha, não é propaganda enganosa!

A clínica também tem tratamento corporal e facial Feng Shui. Eles trabalham o bom funcionamento interior do corpo através do desbloqueio energético equilibrando os meridianos YIN  e YANG.

Eu não sei vocês, mas quando viajo eu fico cansada… rs Ando tanto durante o dia que chego ao hotel esgotada. E em cada país que visito tento ao menos reservar uma horinha de relaxamento. Foi assim, por exemplo, na Tailândia e Índia, onde fiz massagens ayurvédicas.

Por isso, fica a dica! Está em São Paulo? Faça uma visitinha e experimente uma dessas massagens. Você não vai se arrepender! ♥♥

 

 

 

 

 

 

 

Chile: um passeio encantador pela vinícola Concha Y Toro

O Chile é um dos países mais queridos da América Latina (pelo menos pra mim!). Toda vez que piso em Santiago sou recebida como uma local. Todos os chilenos são muito queridos e solícitos (e olha, não to puxando o saco não. Dos povos mais simpáticos, Chile, Tailândia e Nepal ganham disparado).

Pois bem, tive o privilégio de visitar novamente o país, dessa vez, a convite da Casillero del Diablo (sim, aquele vinho delicioso que tem o desenho de um capetinha gente boa). Fui conhecer os lançamentos da marca e claro, aproveitei pra visitar a vinícola mais famosa do Chile: Concha Y Toro, localizada em Pirque. Foi ali que nasceu o centenário Casillero, além de outros vinhos. Durante o passeio aprendi a diferenciar algumas bebidas, conferi a produção master da marca e fiquei sabendo que os principais shoppers são mulheres! Ou seja, estamos ficando pós-graduadas quando o assunto é vinho

Realizei um tour que durou aproximadamente uma hora e conto aqui como foi a minha experiência. Partiu?

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Nos jardins da mansão da família Concha y Toro. O lugar foi fundado em 1883.

Como chegar

Dá pra ir de metrô –> Pegue a linha 4 – azul escuro – vá até a Estação Las Mercedes. Deixe o local pela saída Concha y Toro Oriente e pegue um dos mini ônibus da vinícola. Ele sai de meia em meia hora, das 9h às 16h30. O bilhete de ida e volta custa CLP $2.000. Você também pode pegar um táxi da estação, cerca de CLP $4.000, ou um ônibus (linhas 73, 80 ou 81).

De carro –> Pegue a rodovia Autopista Vespucio Sur. Vire à direita na saída Salida 39 Departamental Vicuña Mackenna. Siga em frente. Cerca de 5 km depois, a Avenida mudará o nome para Avenida Concha y Toro. Atravesse o Rio Maipo (ponte San Ramon) e vire à direita: você chegou a Avenida Virginia Subercaseaux. A primeira entrada à direita é a vinícola Concha y Toro

Transfer –> Existem muitas agências turísticas que fazem o passeio, na minha passagem pelo país eu conheci a Vem pro Chile. Fui super bem atendida pelo dono, Jorge, e ainda consegui uma promoção para os meus seguidores. Ele faz tour por vários lugares, entre eles, Cajon del Maipo, Baños Colinas, Valparaiso, etc.). Na compra de qualquer passeio, ganhe 15% de desconto! Basta falar no meu nome ou citar o Ela que Ama Viajar.

De carro/transfer a viagem dura mais ou menos uma horinha.

A compra do ingresso

Existem dois tipos de tour, eu escolhi o tradicional, mas ainda existe o Tour Marques de Casa Concha, que inclui degustação de queijos finos.

O passeio

A gente mal chega e já ganha uma taça para as degustações (você pode levar ela pra casa depois). O passeio começa nos jardins (que coisa mais lindaaaa, me senti num filme!), era ali que a família Concha Y Toro passava as férias de verão no fim do século XIX. Você começa andando por toda a área externa, passa pela mansão (no dia que eu fui ela não estava aberta) e circula entre as 26 cepas de uvas viníferas (dá pra provar as frutas!).

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Olha o humilde jardim da família…
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Degustação do primeiro vinho
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A mansão! No dia que eu fui estava fechada, mas dá pra visitar
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As cepas de uva: prove um cachinho, as frutas são deliciosas

Entre uma degustação e outra, você faz ainda uma visita às bodegas, entre elas, a tradicional Casillero del Diablo. O lugar, by the way, já suportou diversos terremotos. É nesse momento que a maior lenda da indústria mundial é contada! As luzes se apagam e você é transportado para o século XIX.

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Visita à adega subterrânea onde nasceu a lenda do el diablo…

A lenda: Don Melchior construiu uma adega subterrânea pra guardar seus melhores vinhos. Entretanto, começou a ser furtado e para afastar ladrões inventou que toda noite o diabo aparecia em sua “caverna”. Desse jeito ele conseguiu salvar suas relíquias… Espertinhoo né! A história ficou famosa e… virou vinho! No fim do passeio, você é levado ao lugar que o el diablo se esconde… Saca só!

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O diabinho camarada no fundo…

O almoço

Acabou? Só se você quiser! Complete o tour com um almoço no restaurante Concha y Toro (não está incluso). O cardápio possui diversas opções (carnes, peixes e pratos veggies), além de uma infinidade de vinhos… Como escolher? Fiquei louca!!! Optei por um rosé ma-ra-vi-lho-so, que infelizmente não tem no Brasil… 🙁

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Minha escolha para o almoço
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No prato principal escolhi salmão com nhoque ao molho de funghi (só de lembrar já me dá fome)

 

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Não deixe de pedir sobremesa: o cheesecake é delicioso

Se valeu a visita? Ir ao Chile e não conhecer a vínicola Concha Y Toro é como viajar a Paris e não ver a Torre Eiffel!

Ficou com dúvidas? Escreve aí que te respondo!

 

 

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Havana: um guia completo pra você se virar na capital cubana

Deixemos a política de lado. Cuba é encantadora, colorida e surpreendente. Estava planejando essa viagem há cinco anos, mas sempre trocava o destino de última hora. Erro meu! Me apaixonei pelo país assim que pisei em em Havana. Saí do aeroporto, fiz sinal para um táxi e entrei em um Cadillac ano 1946. O motorista já foi puxando conversa e me dando dicas da cidade. Enquanto a rádio local tocava reggaeton, ele me dizia o quanto gostava de morar em Cuba. “É seguro aqui!”, me garantia.

Decidi me hospedar em Havana Vieja (parte antiga da cidade). Queria realmente me sentir na Cuba dos anos 1950. Ao chegar no meu hostel, quase caí pra trás. O prédio era tão antigo que tive dúvidas se ele não poderia desabar a qualquer momento. Primeiro engano. As construções, apesar de velhas, eram verdadeiras fortalezas.

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A entrada do hostel… Mas não se assuste, dentro é tudo cuidadinho

Do lado de dentro, tudo novinho e bem cuidado. Abro a porta e sou recepcionada com um abraço pela dona do lugar. Parecia até que eu fazia parte da família dela, um amor e carinho sem igual. Em Cuba você é tratada assim, mesmo que seja uma estranha.

Ao caminhar pelas vielas de Havana, confesso, me senti desprotegida no início. Era como se eu estivesse andando pela Sé, em São Paulo. Pensava: “vou ser assaltada a qualquer momento”. Segundo engano! Como disse o taxista, a cidade não apresenta qualquer perigo! Ande sem medo, de dia ou à noite. Lógico, furtos podem existir se você deixar sua bolsa de lado, por exemplo. Mesmo assim, ao conversar com uma fotógrafa local, ela me contou que certa vez uma alemã havia esquecido sua bolsa numa praça. Duas horas depois, voltou ao local na esperança de encontrá-la. E encontrou! Estava no mesmo lugar, intacta!

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Pelas ruas de Havana

Os dias em Havana são longos, com um lindo por-do-sol às 19h. Saia com roupas frescas e calçado confortável, a temperatura beira 30 graus no mês de março. Prefira andar a pé ou de bike, os táxis são caros. Se precisar pegar um, opte pelo táxi compartilhado (espécie de uber pool). É fácil reconhecer na rua, são os automóveis mais velhinhos… rs

Abaixo, preparei um guia completo pra você curtir Havana!


A moeda

Troque a sua moeda ainda no aeroporto. Em Cuba, os valores são praticamente tabelados, então você não perde dinheiro. Importante: esqueça que o dólar existe (eles cobram uma taxa maior)! Leve euros!!

Existem hoje duas moedas correntes no país: o peso cubano, também chamado de moneda nacional, e o peso conversível, mais conhecido por sua sigla, CUC. Ele é a moeda mais forte, usada em setores específicos, entre eles, o turismo. O CUC tem paridade com o dólar americano (1 pra 1).

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A moeda dos turistas: CUCs cubanos

Já o CUP (peso cubano) é a moeda em que a maioria dos cubanos recebe o seu salário e paga suas contas. A cotação é mais ou menos de 25 CUP para 1 CUC. Nós turistas não podemos usar o CUP, mas se por um acaso algum vendedor quiser trocar com você, tudo bem. É fácil diferenciar as duas moedas, o CUC possui imagens de monumentos turísticos de Cuba enquanto o CUP carrega em suas notas heróis nacionais como José Martí, Camilo Cienfuegos e Che Guevara.


Transporte

O Aeroporto Internacional José Martí é o maior de Cuba e a porta de entrada pra quem chega em Havana. Fica localizado no sul da cidade a cerca de 18 km do centro de Havana.

Ao sair do local, você vai ver dezenas de táxis a sua espera. Prefira os carros mais velhinhos, as viagens saem mais baratas. Eu paguei 25CUC, geralmente os taxistas cobram de 30 a 35 CUCS. Os táxis mais caros são Turistaxi, Transgaviota e Taxi OK.

Quer economizar mais ainda? Pegue um táxi compartilhado, eles são chamados de Las Máquinas e param em pontos específicos (tipo um ônibus mesmo).

–> Você também pode dar um passeio em um carro conversível! Por toda a cidade existem centenas de antigos modelos coloridissimos! É possivel escolher pacotes de 1 ou 2 horas. Na verdade você combina tudo com o motorista. Ele geralmente passa pelos maiores pontos turísticos de Havana. Você vai no carona ou no banco de trás! É caro? Sim, cerca de 30, 40 cucs (40 dolares). Negocie!! Se não quiser gastar essa grana, vá na cara de pau e peça pra tirar somente uma foto.

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Onde se hospedar

Geralmente os turistas ficam entre dois bairros: Havana Vieja, o centro histórico, ou El Vedado, zona mais moderninha e cultural.

Em Havana Vieja eu me senti realmente na Cuba antiga (como escrevi acima) com casas coloridas e carrões antigos. É lá que fica a maior parte das atrações turísticas da cidade, como os  bares La Bodeguita del Medio e Floridita, o Museu da Revolução e o Museu Nacional de Belas Artes. A vantagem de ficar no centro histórico é que você pode fazer tudo a pé. Eu caminhava durante horas e descobria cada cantinho encantador. Sou bem suspeita pra falar, AMEI a parte antiga de Havana. Por sinal, esse bairro é tombado como patrimônio histórico pela Unesco.

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A única coisa que me incomodou em Havana Vieja foram os vendedores. Cada passo que você dá alguém vem te oferecendo algo: passeios, taxis, restaurantes e até massagens (existem muitos garotos de propaganda na cidade). Eu respirava fundo e seguia em frente!

El Vedado é totalmente oposto! É a cidade do “hoje”! Suas ruas são largas, não há muitos turistas por lá e o bairro é cheio de galerias de arte e centros culturais como a Fábrica de Arte Cubano onde acontecem exposições e shows. É bacana pra passear, mas achei longe de tudo. Em Vedado você gasta mais dinheiro de taxi, por isso, optei por Havana Vieja.

Olha, eu até podia te aconselhar a pegar ônibus, mas caraaaa.. sem noção! Eles são lotados o dia TODO. Pensa num bus pior do que os de São Paulo? Não vale o estresse… Como fiquei na parte antiga, quando precisava de um transporte, optava pelo táxi compartilhado.


Hotel, hostel ou casas particulares?

Hotel é a alternativa mais cara e impessoal, então já eliminei de primeira. Aconselho hostel e casas particulares. Mas um adendo: a maioria dos estabelecimentos não tem elevador, tem que subir de escada com a mala. Eu adoro hostel porque se você está sozinha, acaba fazendo amizades em 30 minutos. Acho bem divertido, pra vocês terem uma ideia, conheci uma brasileira e uma inglesa e viajamos juntas para Viñales.

Eu me hospedei no Cuba 58 Hostel, ele fica na Rua Cuba de número 58 (dãaa…. rs). As camas são ok, o café da manhã de tá direito a ovo, pão, café e suco e os banheiros são bem limpinhos. Só tive problema no primeiro dia porque o chuveiro demorou a ter água. Se não me engano, paguei 15 euros por 3 dias em quarto compartilhado. O que mais curti lá foi a recepção. As donas são umas fofas, te ajudam em tudo! Precisa de casa particular em Viñales? Elas arrumam! Taxi? Arrumam! Sugestões de lugares pra comer? Arrumam! E não é aquele tipo de dica falsa, elas não te mandam para um lugar turistão.

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Café da manhã no hostel

Depois que voltei de Viñales (conto em outro post), precisei reservar novamente uma diária no Hostel. Como não tinha vaga, elas me indicaram a casa particular Los Quarteles. Fica na rua do lado, fácil de achar. O lugar é maravilhosooooo se você tem 2 pessoas pra dividir o quarto. Me senti num filme! hahahahaa. Agora se está sozinha, vai pagar mais por um quarto lá… (30 cucs a diária)

Reserve aqui a sua hospedagem em Havana atráves do Booking.com. Você não paga nada a mais e ainda ajuda o blog! Lembrando que a maioria das reservas feitas através do Booking.com podem ser canceladas.


A Internet

Isso é algo bem novo em Cuba, esqueça aquela história de chegar no hostel ou em um café e pedir wifi. Pra navegar, cubanos e turistas precisam comprar um cartão, que vem com login e senha (1 hora = 1cuc). O segundo passo é procurar as praças da cidade que possuem o tal do wifi que vai conectar essa senha… (quando vc vê dezenas de pessoas paradas num lugar, pode ter certeza, ali tem o bendito sinal!). Louco ne! Sem contar que enfrentei 1 hora de fila pra comprar o tal cartão.

Mas olha, vai com paciência. Tenha em mente que você fará um detox porque a internet é lerda demais…. Foi bem difícil atualizar de lá, só conseguia usar o whats app e checar e-mails.


O que ver em Havana

Desde o fim da Revolução Cubana em 1959 e com o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos, o país ficou congelado no tempo.

Plaza de Armas – A praça foi a primeira da cidade, construída no século XVI. Nos fins de semana acontece uma feira de antiguidade.

Plaza de La Revolucion – O principal cartão postal de Havana e um dos símbolos da Revolução Cubana e do regime socialista. É lá que fica a emblemática imagem de Ernesto Che Guevara.  Também há um memorial dedicado a José Martí, criador do Partido Revolucionário Cubano. Como não tem nada pra fazer ali em volta e fica longe, preferi pegar aqueles ônibus turísticos, que passam pelos principais pontos da cidade.

Calle Obispo – nessa rua ficam as duas farmácias antigas de Havana, a Taquechel e a Johnson, da época em que as medicações eram manipuladas. Nas prateleiras há enormes potes de porcelana com medicamentos (eu, idiota, quando passei pela primeira vez, achei que fosse uma loja de decoração e queria comprar um desses vidros… hahahahaha). Na Calle Obispo fica ainda o Café Paris e o bar La Floridita, onde o escritor americano Hemingway tomava seus Daiquirís.

Plaza de la Catedral – Ela é tão linda…. é cheia de edifícios barrocos e claro, possui a Catedral de San Cristóbal de la Habana. Ao redor, ficam as típicas senhoras cubanas, com seus charutos e roupas típicas. Bem espertinhasss, as mulheres cobram 1 cuc pra tirar fotos com elas.

Museu de La Revolución – era o antigo palácio presidencial econta toda a história de Cuba. Não importa se você é comunista ou não, estamos falando de cultura e vale a visita. Não achei o acervo tão grande e organizado, mas é bacana! Só não vá esperando um Louvre… Atrás do museu fica o Memorial Granma. No “quintal” há tanques e aviões de guerra, além de um iate que levou Fidel Castro, Che Guevara e mais 80 combatentes do México para Cuba em 1956 a fim de dar início a fase decisiva da Revolução Cubana.

Capitólio Nacional – Ele foi construído em 1926, época em que a influência americana na ilha era muito grande (Cuba já foi o quintal dos Estados Unidos até acontecer a Revolução Cubana). Hoje o Capitólio é a sede da Biblioteca Nacional e Academia Cubana de Ciências, mas não está aberta a visitações. Ele está fechado há anos por conta de uma obra interminável

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Paseo del Prado – um simpático calçadão arborizado que fica no meio da Avenida Paseo de Martí, que começa no Capitólio e vai até o Malecón.

Malecón – É um calçadão a beira-mar que vai de Habana Vieja até foz do Rio Almendares. Os cubanos adoram se encontrar ali pra passear, pescar… Eu adorava tomar um mojito no fim da tarde por lá e assistir o sunset.

Forte de La Cabaña – Fica ali pertinho do Malecón, mas do outro lado da entrada da cidade. O forte, construído em 1774, protegia a Baía. Dá pra ficar horas andando por lá. Você ainda pode visitar o museu e ter uma vista privilegiada de Havana.


O que comer

Achei as refeições bem parecidas com os cardápios brasileiros. Arroz, feijão, carne, salada.. Mas eles ainda colocam banana na comida (minha mãe fazia isso comigo quando eu era pequena.. Ela deve ter sido cubana na encarnação passada). O prato mais famoso de lá chama-se Roupa Vieja. É um espécie de cozido feito de carne de porco e molho de tomate.

Recomendo comer nos paladares. Comida boa, caseira e barata (dependendo do lugar). Como virou modinha, alguns já tem preço de restaurante 5 estrelas… rs

Tem o La Guarida, que apareceu no filme Morango e Chocolate, mas de tão famoso, ficou caro e você precisa reservar, o Los Mercaderes (um pouquinho mais em conta) e o Los Nardos (melhor opção custo/benefício). Mas são milhares de opções por toda a cidade!

Eu confesso que o meu restaurante queridinho não é um Paladar. Fica ao lado do Cuba 58 Hostel e matou minha fome várias vezes… rs O Bar Máximo é sensacional! Comida de primeira e drinks deliciosos. Preço honesto! Eu não como carne vermelha e nem frango, então me fartei no camarão! hummmmm….

Existem dois lugares bem tradicionais e históricos em Havana, entretanto, não comi lá. Ouvi de muitas pessoas que a comida e bebida já não é tão gostosa como antes. Os bares são muito turísticos, você precisa brigar por um drink… hahahaha Por isso, desisti e só fiz algumas fotos. São eles: La Bodeguita (famoso por ter sido frequentado por Ernest Hemingway, Fidel Castro e Nat King Cole) e El Floridita (também conhecido porque er ali que Hemingway tomava seus daiquirís. Dizem, é o melhor daiquirí de Cuba….)

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Em frente ao famoso El Floridita

Curtiu? Tem mais alguma dúvida? Me escreva que te ajudo!

Mais sobre Cuba:

O que fazer em Cayo Largo

Como chegar em Cayo Largo

Cuba: o que fazer em Cayo Largo

Cayo Largo (ou Cayo Largo del Sul) é uma pequena ilha do Caribe e para chegar até lá, só de avião. São apenas 30 minutos no ar saindo de Havana (clique aqui para saber mais). A recepção no pequeno aeroporto Vilo Acuña é animada. Enquanto você espera sua mala na esteira, há a apresentação de um grupo de salsa. Confesso que estava morrendo de sono (era 7h da matina) e só queria entrar no transfer e dar de cara com aquele mar cristalino!

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Playa Sirena

Fiquei três dias na ilha e sinceramente não recomendo menos tempo. Prepare-se para fazer absolutamente NA-DA! O destino serve pra isso, relaxar, dar uma caminhada, se bronzear, comer, dormir, ler…. eu posso dizer que realmente consegui desacelerar nesse lugar! Minha terapia sem rivotril!

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Ler, comer, mergulhar, dormir… Relaxe em Cayo Largo

A praia em frente ao hotel

No primeiro dia aproveite pra dar uma reconhecida no local. Circule pelo resort (só há opções de resorts, sem casas de família), se delicie com uma piña colada (comidas e bebidas inclusas no pacote) e dê um mergulho na praia localizada em frente ao hotel. Há espreguiçadeiras e guarda-sol for free!

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Espreguiçadeiras em frente ao resort (Foto: Renata Telles)

Eu me hospedei no Pelicano. As diárias vão de 250 até 1000 e pouco reais dependendo do quarto escolhido. Eu fui no mais simples e curti (espaço grande, ar condicionado)!

Convenhamos: você vai passar o dia todo fora, na praia, pra que pagar caro num quarto? Hellooooo!

Os resorts são todos bem parecidos em relação à estrutura e atendimento. São antigos, precisando de reforma. A comida não é tão legal, é pesada e gordurosa, mas vai de gosto ne! (lembra muito a de cruzeiro…🤢). Reservei meu quarto pelo site Logitravel (bom porque parcela em 1000 vezes!)

Ilha das Iguanas

Na manhã seguinte, já relaxada, marque um passeio de catamarã (95 cucs – você compra direto no resort). Durante a programação é possível fazer snorkeling (no dia que fui o  mar estava mexendo muito..) e conhecer a Ilha das Iguanas!

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Ilha das Iguanas (Foto: Renata Telles)

Genteeee é a coisa mais linda do universo! Como o nome já diz, o lugar é lotado de iguanas! Tive até que tomar cuidado pra não o tropeçar em um bichinho rs. Lá não há quiosques, comida ou qualquer estrutura. Apenas os répteis e, sim, eles são donos de tudo! Por isso é necessário cuidado e respeito! Nada de tocá-los ou alimentá-los!

Lembre-se: nós somos os intrusos ali!

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O passeio dura o dia todo e inclui almoço. Como não curto lagosta, fiquei no ovo mesmo.. rs

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Meu almoço… Mas também tinha lagosta

Playa Sirena 

O terceiro e último dia pode ser uma ótima opção pra caminhar pelas praias Sirena e Paraiso. Foi o que eu fiz! 🙂 A Sirena tem cerca de dois quilômetros, possui muitas palmeiras e nenhum resort por perto. O mar turquesa é calmoo (quase uma piscina) e nas areias há restaurante, bar e lojinha de artesanato. Pra chegar até lá você tem duas opções: pagar 5 cucs no transfer do hotel ou 2 cucs em um taxi (obviamente, escolhi a segunda opção).

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A vontade é de ficar pra sempre no mar

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Playa Paraiso

De lá você pode pegar um novo taxi até a praia Paraiso (5 minutos de carro) ou ir andando… Eu preferi caminhar. O percurso dura uma horinha, mas você vai parando pra tirar fotos, dar um mergulho… recomendo a experiência.

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No caminho pra Playa Paraiso

Essa praia é naturalista, o que quer dizer que você pode dar de cara com nudistas. Eu ainda fico meio constrangida com isso, não consigo me acostumar e nem tirar a minha roupa… rs  O uso de trajes de banho ali é opcional, então eu não estava infringindo nenhuma lei…

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Olha esse mar! Não precisa nem de filtro ne

O mar é mais movimentado que a Sirena, por isso, tome cuidado! Haaaa e fique atento para ver estrelas do mar, tartarugas marinhas e diferentes espécies de peixes… Só pra você ter uma ideia, a Playa Paraiso foi considerada a quarta melhor do mundo pelo Tripadvisor no ano de 2016. Não é pouca coisa não ne?!

 

P.S: Recomendo levar uma mochila com água e lanche se for fazer a caminhada entre Sirena e Parayso!

Quando ir à ilha

A alta temporada vai de dezembro a março (ou seja, preços mais altos), por outro lado, é a melhor época pra visitar Cayo Largo. A temperatura beira 30 graus e à noite rola um ventinho frio. Se você for mais pro meio do ano (julho ou agosto), o calor estará duas vezes mais infernal.

Bom saber: o período de furacões vai de junho a outubro.

Mais sobre Cuba:

Como chegar em Cayo Largo

Um guia completo pra você curtir Havana

 

 

 

 

Missão Cuba: como chegar em Cayo Largo

Tudo que eu queria era ficar estirada na areia bebendo mojito e olhando pro mar cristalino do Caribe. Mas até chegar a essa cena de filme… senta que lá vem historia!

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Ir para Cayo Largo não é uma tarefa tão fácil! Para chegar até o paraíso, é preciso paciência. Alias, é necessário encarnar praticamente o Dalai Lama. Você só pode chegar até a ilha pela Cubatur (empresa do governo).

 

Primeiro é preciso enviar um e-mail à agência e checar vagas e preços (eu queria deixar tudo organizado do Brasil para não chegar em Cuba e ter problemas, mas vc tb pode fechar a viagem direto em um dos hoteis cadastrados na cidade, sempre com 48h de antecedência).
A meditação já começa por aí! Você envia uma, duas, três mensagens pro endereço geral e eles simplesmente NÃO respondem!  Mas como sou brasileira e não desisto nunca, fui lá fuçar o Facebook deles e descobri o email de um funcionário (anota aí que você vai precisar! ernesto.perez@opcional.cbt.tur). Prontinho, um dia depois lá estava a resposta na minha caixa de correio. Só que o Ernesto devia ser muito ocupado e encarregou a Naila (naila.rodriguez@opcional.cbt.tur.cu) para completar minha venda. E cadê Naila? Gente, eu só queria pagar e ela não mandava o bendito boleto bancário (pensei: vai dar merda!).

 

Dois dias antes da viagem ela me passa o documento, eu pago tipo 5 minutos depois e no fim do dia chega a passagem aérea no email (detalhe: a passagem era um bilhete escrito a mão). “Vai dar merda, pensei de novo”.

 

“Oi Naila, mas qual o horario do voo”?, pergunto. A resposta me deixou mais cabreira. “Não dá pra saber, você precisa ligar pra agência um dia antes e checar o horário”, ela me disse. “Vai dar merda! Eu não quero ser negativa, mas esse sentimento me contaminava…”

Nesse meio tempo, reservei o resort Pelicano. Existem poucas opções nas ilhas e apesar da diferença de preços, quase todos eles oferecem os mesmos serviços e comida (não é lá essas coisas não viu… construções antigas, instalações que precisam de uma reforma, comida razoável, mas é o que temos. Aceitemos people, Cuba não é Cancun ou Maldivas)

 

Chegando em Havana, um dia antes da viagem lá fui eu atrás do meu horário de voo. Preferi ir pessoalmente à agencia turística (instalada dentro do Hotel Inglaterra, no centro) pra conferir ao invés de ligar e correr o risco de entender algo errado. Quando você compra o boleto aéreo já esta incluso o transfer para o aeroporto (menos uma coisa pra pensar). A atendente, então, dispara: “O ônibus vai passar às 3h, o ponto de encontro será no Hostel São Miguel”

 

“Vai dar merda! 3h da manha? E se o ônibus não aparecer?” A sorte que o Hostel São Miguel ficava literalmente do ladinho de onde estava hospedada. Às 2h30, o moço do meu hostel me ajudou a descer a mala e me levou ao ponto de encontro. 3h10 apareceu um ônibus e eu quase chorei de emoção! Pronto, mais uma fase completa: vou pro aeroporto.

 

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O pequeno aeroporto de Cayo Largo (Foto: Renata Telles
Dentro do ônibus a guia informou que iríamos voar às 6h (Jesus, tinha tempo suficiente pra tirar uma soneca). Fiquei esperando, esperando e na hora do embarque avistei o aviãozinho que iria entrar… sim, bem inho mesmo (agora sim, vai dar merda! Parece que o avião é de papel). Mas, mais uma vez, eu estava errada. O voo foi um dos mais tranquilos que já tive e ainda fui recebida em Cayo Largo com grupo de salsa. Um ônibus nos esperava na chegada para nos levar até os resorts.

 

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O avião que peguei pra chegar e sair de Cayo Largo
Pronto! Deu certo! E tive os 3 dias mais maravilhosos da minha vida! Na volta pra Havana, segui as mesmas instruções: checar o horário de voo um dia antes na recepção do resort. Eu ainda dei sorte do meu avião sair só à tarde (aproveitei algumas horinhas a mais de praia). Se vale a pena? É uma bagunça organizada, mas você chega lá!!

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Passo a passo pra Cayo Largo

1 – Envie e-mail ou ligue para Cubatur (+53) 7 838 4597. É importante escrever tudo bemmm explicadinho….
2 – Eles vão te perguntar se você prefere depósito em conta ou cartão. Eu optei pelo cartão, é pag seguro.
3 – A Cubatur envia o boleto aéreo para o seu e-mail. Imprima e apresente no embarque do bus.
4 – Um dia antes da sua viagem, ligue pra agência e confira o horário do seu voo. Não dá pra escolher, pode ser que você voe de manhã ou no fim do dia. Se preferir, vá pessoalmente à agência (eu fui no Hotel Inglaterra (End: 416 Paseo de Martí, Havana)
5 – Eles são bem pontuais, esteja no ponto de encontro na hora combinada.
6 – Além de Cayo Largo, é possível fechar outros passeios por Cuba. Consulte o site. Pra quem não tem muito tempo, a empresa também faz Cayo Largo em 1 dia, bate e volta. Mas não recomendo… Você vai ver tudo correndo.