Havana: um guia completo pra você se virar na capital cubana

Deixemos a política de lado. Cuba é encantadora, colorida e surpreendente. Estava planejando essa viagem há cinco anos, mas sempre trocava o destino de última hora. Erro meu! Me apaixonei pelo país assim que pisei em em Havana. Saí do aeroporto, fiz sinal para um táxi e entrei em um Cadillac ano 1946. O motorista já foi puxando conversa e me dando dicas da cidade. Enquanto a rádio local tocava reggaeton, ele me dizia o quanto gostava de morar em Cuba. “É seguro aqui!”, me garantia.

Decidi me hospedar em Havana Vieja (parte antiga da cidade). Queria realmente me sentir na Cuba dos anos 1950. Ao chegar no meu hostel, quase caí pra trás. O prédio era tão antigo que tive dúvidas se ele não poderia desabar a qualquer momento. Primeiro engano. As construções, apesar de velhas, eram verdadeiras fortalezas.

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A entrada do hostel… Mas não se assuste, dentro é tudo cuidadinho

Do lado de dentro, tudo novinho e bem cuidado. Abro a porta e sou recepcionada com um abraço pela dona do lugar. Parecia até que eu fazia parte da família dela, um amor e carinho sem igual. Em Cuba você é tratada assim, mesmo que seja uma estranha.

Ao caminhar pelas vielas de Havana, confesso, me senti desprotegida no início. Era como se eu estivesse andando pela Sé, em São Paulo. Pensava: “vou ser assaltada a qualquer momento”. Segundo engano! Como disse o taxista, a cidade não apresenta qualquer perigo! Ande sem medo, de dia ou à noite. Lógico, furtos podem existir se você deixar sua bolsa de lado, por exemplo. Mesmo assim, ao conversar com uma fotógrafa local, ela me contou que certa vez uma alemã havia esquecido sua bolsa numa praça. Duas horas depois, voltou ao local na esperança de encontrá-la. E encontrou! Estava no mesmo lugar, intacta!

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Pelas ruas de Havana

Os dias em Havana são longos, com um lindo por-do-sol às 19h. Saia com roupas frescas e calçado confortável, a temperatura beira 30 graus no mês de março. Prefira andar a pé ou de bike, os táxis são caros. Se precisar pegar um, opte pelo táxi compartilhado (espécie de uber pool). É fácil reconhecer na rua, são os automóveis mais velhinhos… rs

Abaixo, preparei um guia completo pra você curtir Havana!


A moeda

Troque a sua moeda ainda no aeroporto. Em Cuba, os valores são praticamente tabelados, então você não perde dinheiro. Importante: esqueça que o dólar existe (eles cobram uma taxa maior)! Leve euros!!

Existem hoje duas moedas correntes no país: o peso cubano, também chamado de moneda nacional, e o peso conversível, mais conhecido por sua sigla, CUC. Ele é a moeda mais forte, usada em setores específicos, entre eles, o turismo. O CUC tem paridade com o dólar americano (1 pra 1).

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A moeda dos turistas: CUCs cubanos

Já o CUP (peso cubano) é a moeda em que a maioria dos cubanos recebe o seu salário e paga suas contas. A cotação é mais ou menos de 25 CUP para 1 CUC. Nós turistas não podemos usar o CUP, mas se por um acaso algum vendedor quiser trocar com você, tudo bem. É fácil diferenciar as duas moedas, o CUC possui imagens de monumentos turísticos de Cuba enquanto o CUP carrega em suas notas heróis nacionais como José Martí, Camilo Cienfuegos e Che Guevara.


Transporte

O Aeroporto Internacional José Martí é o maior de Cuba e a porta de entrada pra quem chega em Havana. Fica localizado no sul da cidade a cerca de 18 km do centro de Havana.

Ao sair do local, você vai ver dezenas de táxis a sua espera. Prefira os carros mais velhinhos, as viagens saem mais baratas. Eu paguei 25CUC, geralmente os taxistas cobram de 30 a 35 CUCS. Os táxis mais caros são Turistaxi, Transgaviota e Taxi OK.

Quer economizar mais ainda? Pegue um táxi compartilhado, eles são chamados de Las Máquinas e param em pontos específicos (tipo um ônibus mesmo).

–> Você também pode dar um passeio em um carro conversível! Por toda a cidade existem centenas de antigos modelos coloridissimos! É possivel escolher pacotes de 1 ou 2 horas. Na verdade você combina tudo com o motorista. Ele geralmente passa pelos maiores pontos turísticos de Havana. Você vai no carona ou no banco de trás! É caro? Sim, cerca de 30, 40 cucs (40 dolares). Negocie!! Se não quiser gastar essa grana, vá na cara de pau e peça pra tirar somente uma foto.

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Onde se hospedar

Geralmente os turistas ficam entre dois bairros: Havana Vieja, o centro histórico, ou El Vedado, zona mais moderninha e cultural.

Em Havana Vieja eu me senti realmente na Cuba antiga (como escrevi acima) com casas coloridas e carrões antigos. É lá que fica a maior parte das atrações turísticas da cidade, como os  bares La Bodeguita del Medio e Floridita, o Museu da Revolução e o Museu Nacional de Belas Artes. A vantagem de ficar no centro histórico é que você pode fazer tudo a pé. Eu caminhava durante horas e descobria cada cantinho encantador. Sou bem suspeita pra falar, AMEI a parte antiga de Havana. Por sinal, esse bairro é tombado como patrimônio histórico pela Unesco.

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A única coisa que me incomodou em Havana Vieja foram os vendedores. Cada passo que você dá alguém vem te oferecendo algo: passeios, taxis, restaurantes e até massagens (existem muitos garotos de propaganda na cidade). Eu respirava fundo e seguia em frente!

El Vedado é totalmente oposto! É a cidade do “hoje”! Suas ruas são largas, não há muitos turistas por lá e o bairro é cheio de galerias de arte e centros culturais como a Fábrica de Arte Cubano onde acontecem exposições e shows. É bacana pra passear, mas achei longe de tudo. Em Vedado você gasta mais dinheiro de taxi, por isso, optei por Havana Vieja.

Olha, eu até podia te aconselhar a pegar ônibus, mas caraaaa.. sem noção! Eles são lotados o dia TODO. Pensa num bus pior do que os de São Paulo? Não vale o estresse… Como fiquei na parte antiga, quando precisava de um transporte, optava pelo táxi compartilhado.


Hotel, hostel ou casas particulares?

Hotel é a alternativa mais cara e impessoal, então já eliminei de primeira. Aconselho hostel e casas particulares. Mas um adendo: a maioria dos estabelecimentos não tem elevador, tem que subir de escada com a mala. Eu adoro hostel porque se você está sozinha, acaba fazendo amizades em 30 minutos. Acho bem divertido, pra vocês terem uma ideia, conheci uma brasileira e uma inglesa e viajamos juntas para Viñales.

Eu me hospedei no Cuba 58 Hostel, ele fica na Rua Cuba de número 58 (dãaa…. rs). As camas são ok, o café da manhã de tá direito a ovo, pão, café e suco e os banheiros são bem limpinhos. Só tive problema no primeiro dia porque o chuveiro demorou a ter água. Se não me engano, paguei 15 euros por 3 dias em quarto compartilhado. O que mais curti lá foi a recepção. As donas são umas fofas, te ajudam em tudo! Precisa de casa particular em Viñales? Elas arrumam! Taxi? Arrumam! Sugestões de lugares pra comer? Arrumam! E não é aquele tipo de dica falsa, elas não te mandam para um lugar turistão.

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Café da manhã no hostel

Depois que voltei de Viñales (conto em outro post), precisei reservar novamente uma diária no Hostel. Como não tinha vaga, elas me indicaram a casa particular Los Quarteles. Fica na rua do lado, fácil de achar. O lugar é maravilhosooooo se você tem 2 pessoas pra dividir o quarto. Me senti num filme! hahahahaa. Agora se está sozinha, vai pagar mais por um quarto lá… (30 cucs a diária)

Reserve aqui a sua hospedagem em Havana atráves do Booking.com. Você não paga nada a mais e ainda ajuda o blog! Lembrando que a maioria das reservas feitas através do Booking.com podem ser canceladas.


A Internet

Isso é algo bem novo em Cuba, esqueça aquela história de chegar no hostel ou em um café e pedir wifi. Pra navegar, cubanos e turistas precisam comprar um cartão, que vem com login e senha (1 hora = 1cuc). O segundo passo é procurar as praças da cidade que possuem o tal do wifi que vai conectar essa senha… (quando vc vê dezenas de pessoas paradas num lugar, pode ter certeza, ali tem o bendito sinal!). Louco ne! Sem contar que enfrentei 1 hora de fila pra comprar o tal cartão.

Mas olha, vai com paciência. Tenha em mente que você fará um detox porque a internet é lerda demais…. Foi bem difícil atualizar de lá, só conseguia usar o whats app e checar e-mails.


O que ver em Havana

Desde o fim da Revolução Cubana em 1959 e com o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos, o país ficou congelado no tempo.

Plaza de Armas – A praça foi a primeira da cidade, construída no século XVI. Nos fins de semana acontece uma feira de antiguidade.

Plaza de La Revolucion – O principal cartão postal de Havana e um dos símbolos da Revolução Cubana e do regime socialista. É lá que fica a emblemática imagem de Ernesto Che Guevara.  Também há um memorial dedicado a José Martí, criador do Partido Revolucionário Cubano. Como não tem nada pra fazer ali em volta e fica longe, preferi pegar aqueles ônibus turísticos, que passam pelos principais pontos da cidade.

Calle Obispo – nessa rua ficam as duas farmácias antigas de Havana, a Taquechel e a Johnson, da época em que as medicações eram manipuladas. Nas prateleiras há enormes potes de porcelana com medicamentos (eu, idiota, quando passei pela primeira vez, achei que fosse uma loja de decoração e queria comprar um desses vidros… hahahahaha). Na Calle Obispo fica ainda o Café Paris e o bar La Floridita, onde o escritor americano Hemingway tomava seus Daiquirís.

Plaza de la Catedral – Ela é tão linda…. é cheia de edifícios barrocos e claro, possui a Catedral de San Cristóbal de la Habana. Ao redor, ficam as típicas senhoras cubanas, com seus charutos e roupas típicas. Bem espertinhasss, as mulheres cobram 1 cuc pra tirar fotos com elas.

Museu de La Revolución – era o antigo palácio presidencial econta toda a história de Cuba. Não importa se você é comunista ou não, estamos falando de cultura e vale a visita. Não achei o acervo tão grande e organizado, mas é bacana! Só não vá esperando um Louvre… Atrás do museu fica o Memorial Granma. No “quintal” há tanques e aviões de guerra, além de um iate que levou Fidel Castro, Che Guevara e mais 80 combatentes do México para Cuba em 1956 a fim de dar início a fase decisiva da Revolução Cubana.

Capitólio Nacional – Ele foi construído em 1926, época em que a influência americana na ilha era muito grande (Cuba já foi o quintal dos Estados Unidos até acontecer a Revolução Cubana). Hoje o Capitólio é a sede da Biblioteca Nacional e Academia Cubana de Ciências, mas não está aberta a visitações. Ele está fechado há anos por conta de uma obra interminável

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Paseo del Prado – um simpático calçadão arborizado que fica no meio da Avenida Paseo de Martí, que começa no Capitólio e vai até o Malecón.

Malecón – É um calçadão a beira-mar que vai de Habana Vieja até foz do Rio Almendares. Os cubanos adoram se encontrar ali pra passear, pescar… Eu adorava tomar um mojito no fim da tarde por lá e assistir o sunset.

Forte de La Cabaña – Fica ali pertinho do Malecón, mas do outro lado da entrada da cidade. O forte, construído em 1774, protegia a Baía. Dá pra ficar horas andando por lá. Você ainda pode visitar o museu e ter uma vista privilegiada de Havana.


O que comer

Achei as refeições bem parecidas com os cardápios brasileiros. Arroz, feijão, carne, salada.. Mas eles ainda colocam banana na comida (minha mãe fazia isso comigo quando eu era pequena.. Ela deve ter sido cubana na encarnação passada). O prato mais famoso de lá chama-se Roupa Vieja. É um espécie de cozido feito de carne de porco e molho de tomate.

Recomendo comer nos paladares. Comida boa, caseira e barata (dependendo do lugar). Como virou modinha, alguns já tem preço de restaurante 5 estrelas… rs

Tem o La Guarida, que apareceu no filme Morango e Chocolate, mas de tão famoso, ficou caro e você precisa reservar, o Los Mercaderes (um pouquinho mais em conta) e o Los Nardos (melhor opção custo/benefício). Mas são milhares de opções por toda a cidade!

Eu confesso que o meu restaurante queridinho não é um Paladar. Fica ao lado do Cuba 58 Hostel e matou minha fome várias vezes… rs O Bar Máximo é sensacional! Comida de primeira e drinks deliciosos. Preço honesto! Eu não como carne vermelha e nem frango, então me fartei no camarão! hummmmm….

Existem dois lugares bem tradicionais e históricos em Havana, entretanto, não comi lá. Ouvi de muitas pessoas que a comida e bebida já não é tão gostosa como antes. Os bares são muito turísticos, você precisa brigar por um drink… hahahaha Por isso, desisti e só fiz algumas fotos. São eles: La Bodeguita (famoso por ter sido frequentado por Ernest Hemingway, Fidel Castro e Nat King Cole) e El Floridita (também conhecido porque er ali que Hemingway tomava seus daiquirís. Dizem, é o melhor daiquirí de Cuba….)

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Em frente ao famoso El Floridita

Curtiu? Tem mais alguma dúvida? Me escreva que te ajudo!

Mais sobre Cuba:

O que fazer em Cayo Largo

Como chegar em Cayo Largo

Cuba: o que fazer em Cayo Largo

Cayo Largo (ou Cayo Largo del Sul) é uma pequena ilha do Caribe e para chegar até lá, só de avião. São apenas 30 minutos no ar saindo de Havana (clique aqui para saber mais). A recepção no pequeno aeroporto Vilo Acuña é animada. Enquanto você espera sua mala na esteira, há a apresentação de um grupo de salsa. Confesso que estava morrendo de sono (era 7h da matina) e só queria entrar no transfer e dar de cara com aquele mar cristalino!

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Playa Sirena

Fiquei três dias na ilha e sinceramente não recomendo menos tempo. Prepare-se para fazer absolutamente NA-DA! O destino serve pra isso, relaxar, dar uma caminhada, se bronzear, comer, dormir, ler…. eu posso dizer que realmente consegui desacelerar nesse lugar! Minha terapia sem rivotril!

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Ler, comer, mergulhar, dormir… Relaxe em Cayo Largo

A praia em frente ao hotel

No primeiro dia aproveite pra dar uma reconhecida no local. Circule pelo resort (só há opções de resorts, sem casas de família), se delicie com uma piña colada (comidas e bebidas inclusas no pacote) e dê um mergulho na praia localizada em frente ao hotel. Há espreguiçadeiras e guarda-sol for free!

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Espreguiçadeiras em frente ao resort (Foto: Renata Telles)

Eu me hospedei no Pelicano. As diárias vão de 250 até 1000 e pouco reais dependendo do quarto escolhido. Eu fui no mais simples e curti (espaço grande, ar condicionado)!

Convenhamos: você vai passar o dia todo fora, na praia, pra que pagar caro num quarto? Hellooooo!

Os resorts são todos bem parecidos em relação à estrutura e atendimento. São antigos, precisando de reforma. A comida não é tão legal, é pesada e gordurosa, mas vai de gosto ne! (lembra muito a de cruzeiro…🤢). Reservei meu quarto pelo site Logitravel (bom porque parcela em 1000 vezes!)

Ilha das Iguanas

Na manhã seguinte, já relaxada, marque um passeio de catamarã (95 cucs – você compra direto no resort). Durante a programação é possível fazer snorkeling (no dia que fui o  mar estava mexendo muito..) e conhecer a Ilha das Iguanas!

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Ilha das Iguanas (Foto: Renata Telles)

Genteeee é a coisa mais linda do universo! Como o nome já diz, o lugar é lotado de iguanas! Tive até que tomar cuidado pra não o tropeçar em um bichinho rs. Lá não há quiosques, comida ou qualquer estrutura. Apenas os répteis e, sim, eles são donos de tudo! Por isso é necessário cuidado e respeito! Nada de tocá-los ou alimentá-los!

Lembre-se: nós somos os intrusos ali!

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O passeio dura o dia todo e inclui almoço. Como não curto lagosta, fiquei no ovo mesmo.. rs

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Meu almoço… Mas também tinha lagosta

Playa Sirena 

O terceiro e último dia pode ser uma ótima opção pra caminhar pelas praias Sirena e Paraiso. Foi o que eu fiz! 🙂 A Sirena tem cerca de dois quilômetros, possui muitas palmeiras e nenhum resort por perto. O mar turquesa é calmoo (quase uma piscina) e nas areias há restaurante, bar e lojinha de artesanato. Pra chegar até lá você tem duas opções: pagar 5 cucs no transfer do hotel ou 2 cucs em um taxi (obviamente, escolhi a segunda opção).

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A vontade é de ficar pra sempre no mar

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Playa Paraiso

De lá você pode pegar um novo taxi até a praia Paraiso (5 minutos de carro) ou ir andando… Eu preferi caminhar. O percurso dura uma horinha, mas você vai parando pra tirar fotos, dar um mergulho… recomendo a experiência.

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No caminho pra Playa Paraiso

Essa praia é naturalista, o que quer dizer que você pode dar de cara com nudistas. Eu ainda fico meio constrangida com isso, não consigo me acostumar e nem tirar a minha roupa… rs  O uso de trajes de banho ali é opcional, então eu não estava infringindo nenhuma lei…

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Olha esse mar! Não precisa nem de filtro ne

O mar é mais movimentado que a Sirena, por isso, tome cuidado! Haaaa e fique atento para ver estrelas do mar, tartarugas marinhas e diferentes espécies de peixes… Só pra você ter uma ideia, a Playa Paraiso foi considerada a quarta melhor do mundo pelo Tripadvisor no ano de 2016. Não é pouca coisa não ne?!

 

P.S: Recomendo levar uma mochila com água e lanche se for fazer a caminhada entre Sirena e Parayso!

Quando ir à ilha

A alta temporada vai de dezembro a março (ou seja, preços mais altos), por outro lado, é a melhor época pra visitar Cayo Largo. A temperatura beira 30 graus e à noite rola um ventinho frio. Se você for mais pro meio do ano (julho ou agosto), o calor estará duas vezes mais infernal.

Bom saber: o período de furacões vai de junho a outubro.

Mais sobre Cuba:

Como chegar em Cayo Largo

Um guia completo pra você curtir Havana

 

 

 

 

Missão Cuba: como chegar em Cayo Largo

Tudo que eu queria era ficar estirada na areia bebendo mojito e olhando pro mar cristalino do Caribe. Mas até chegar a essa cena de filme… senta que lá vem historia!

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Ir para Cayo Largo não é uma tarefa tão fácil! Para chegar até o paraíso, é preciso paciência. Alias, é necessário encarnar praticamente o Dalai Lama. Você só pode chegar até a ilha pela Cubatur (empresa do governo).

 

Primeiro é preciso enviar um e-mail à agência e checar vagas e preços (eu queria deixar tudo organizado do Brasil para não chegar em Cuba e ter problemas, mas vc tb pode fechar a viagem direto em um dos hoteis cadastrados na cidade, sempre com 48h de antecedência).
A meditação já começa por aí! Você envia uma, duas, três mensagens pro endereço geral e eles simplesmente NÃO respondem!  Mas como sou brasileira e não desisto nunca, fui lá fuçar o Facebook deles e descobri o email de um funcionário (anota aí que você vai precisar! ernesto.perez@opcional.cbt.tur). Prontinho, um dia depois lá estava a resposta na minha caixa de correio. Só que o Ernesto devia ser muito ocupado e encarregou a Naila (naila.rodriguez@opcional.cbt.tur.cu) para completar minha venda. E cadê Naila? Gente, eu só queria pagar e ela não mandava o bendito boleto bancário (pensei: vai dar merda!).

 

Dois dias antes da viagem ela me passa o documento, eu pago tipo 5 minutos depois e no fim do dia chega a passagem aérea no email (detalhe: a passagem era um bilhete escrito a mão). “Vai dar merda, pensei de novo”.

 

“Oi Naila, mas qual o horario do voo”?, pergunto. A resposta me deixou mais cabreira. “Não dá pra saber, você precisa ligar pra agência um dia antes e checar o horário”, ela me disse. “Vai dar merda! Eu não quero ser negativa, mas esse sentimento me contaminava…”

Nesse meio tempo, reservei o resort Pelicano. Existem poucas opções nas ilhas e apesar da diferença de preços, quase todos eles oferecem os mesmos serviços e comida (não é lá essas coisas não viu… construções antigas, instalações que precisam de uma reforma, comida razoável, mas é o que temos. Aceitemos people, Cuba não é Cancun ou Maldivas)

 

Chegando em Havana, um dia antes da viagem lá fui eu atrás do meu horário de voo. Preferi ir pessoalmente à agencia turística (instalada dentro do Hotel Inglaterra, no centro) pra conferir ao invés de ligar e correr o risco de entender algo errado. Quando você compra o boleto aéreo já esta incluso o transfer para o aeroporto (menos uma coisa pra pensar). A atendente, então, dispara: “O ônibus vai passar às 3h, o ponto de encontro será no Hostel São Miguel”

 

“Vai dar merda! 3h da manha? E se o ônibus não aparecer?” A sorte que o Hostel São Miguel ficava literalmente do ladinho de onde estava hospedada. Às 2h30, o moço do meu hostel me ajudou a descer a mala e me levou ao ponto de encontro. 3h10 apareceu um ônibus e eu quase chorei de emoção! Pronto, mais uma fase completa: vou pro aeroporto.

 

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O pequeno aeroporto de Cayo Largo (Foto: Renata Telles
Dentro do ônibus a guia informou que iríamos voar às 6h (Jesus, tinha tempo suficiente pra tirar uma soneca). Fiquei esperando, esperando e na hora do embarque avistei o aviãozinho que iria entrar… sim, bem inho mesmo (agora sim, vai dar merda! Parece que o avião é de papel). Mas, mais uma vez, eu estava errada. O voo foi um dos mais tranquilos que já tive e ainda fui recebida em Cayo Largo com grupo de salsa. Um ônibus nos esperava na chegada para nos levar até os resorts.

 

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O avião que peguei pra chegar e sair de Cayo Largo
Pronto! Deu certo! E tive os 3 dias mais maravilhosos da minha vida! Na volta pra Havana, segui as mesmas instruções: checar o horário de voo um dia antes na recepção do resort. Eu ainda dei sorte do meu avião sair só à tarde (aproveitei algumas horinhas a mais de praia). Se vale a pena? É uma bagunça organizada, mas você chega lá!!

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Passo a passo pra Cayo Largo

1 – Envie e-mail ou ligue para Cubatur (+53) 7 838 4597. É importante escrever tudo bemmm explicadinho….
2 – Eles vão te perguntar se você prefere depósito em conta ou cartão. Eu optei pelo cartão, é pag seguro.
3 – A Cubatur envia o boleto aéreo para o seu e-mail. Imprima e apresente no embarque do bus.
4 – Um dia antes da sua viagem, ligue pra agência e confira o horário do seu voo. Não dá pra escolher, pode ser que você voe de manhã ou no fim do dia. Se preferir, vá pessoalmente à agência (eu fui no Hotel Inglaterra (End: 416 Paseo de Martí, Havana)
5 – Eles são bem pontuais, esteja no ponto de encontro na hora combinada.
6 – Além de Cayo Largo, é possível fechar outros passeios por Cuba. Consulte o site. Pra quem não tem muito tempo, a empresa também faz Cayo Largo em 1 dia, bate e volta. Mas não recomendo… Você vai ver tudo correndo.

 

WTM: Quatro destinos exóticos pra conhecer (quebre o preconceito e boa viagem!)

Que tal conhecer novos destinos? Sair do óbvio? Essa semana participei do World Travel Market (WTM), principal evento mundial do setor de viagens e turismo da América Latina, que aconteceu na Expo Center Norte, em São Paulo.

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Estande da Etiópia na WTM (Divulgação WTM)

Em três dias de feira, a capital paulista recebeu 600 expositores que representaram 50 países! A minha ideia era buscar lugares que eu jamais pensei em visitar. França, Itália, Estados Unidos e México, por exemplo, são destinos bacanas? Sim, claro, mas existem tantas outras centenas de opções pra gente conhecer, se surpreender e… quebrar preconceito!

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Ebru: a arte turca também estava presente no evento (Foto: Divulgação WTM)

Depois de caminhar por horas, escolhi quatro destinos pra entrar na minha lista de desejos!

Taiwan – Confesso que quando falam nesse país já penso: “haaa é onde fabricam todos os cacarecos que compramos na 25 de março! hahahahha (olha o preconceitooooo!). Conversei com o pessoal da embaixada e descobri TANTA coisa legal pra fazer por lá! Visitar o Sun Moon Lake (maior lago do país), conhecer a Lalu Island, templos incríveis, museus, o Taroko National Park, e até rodar Taiwan de bike (deixo essa opção para os atletas)… rs

Iran – Tá, agora vocês estão achando que estou maluca né? Nada disso!! O país oferece turismo de aventura, safári, passeios pelo deserto, mesquitas e palácios fabulosos (como o Golestan Palace – nomeado pela UNESCO como Patrimônio Mundial), e…. é super seguro para as mulheres que curtem viajar sozinhas!

Palestina – o país berço da civilização traz lugares históricos, antigos mercados, aldeias, pratos típicos como o shawarma, falafel, entre outros… Não precisa ser apenas uma viagem religiosa (e no meu caso, iria achar boring), você consegue criar um roteiro que inclui aventura, cultura, gastronomia… (e de quebra juntar Israel na mesma trip). Fiquei bem interessada em conhecer esse outro lado.

Azerbaijão – O país, que foi parte da antiga União Soviética, é uma terra de contrastes. De um lado, na cosmopolita capital, Baku, há arranha-céus, carros milionários, lojas de grife e avenidas em estilo art nouveau que faz lembrar parte de Paris. De outro, fica a cidade velha (centro histórico), patrimônio da Unesco, com aldeias, muralhas de pedras e palácios. Tenho curiosidade de conhecer essa mistura….

E você, se tivesse que escolher entre esses quatro destinos, qual optaria? Tem algum destino exótico que sonha visitar? Conta aí!!

 

Amazônia: como foi passar uma semana navegando pela maior floresta do mundo

A Amazônia já estava na minha lista de trips há pelo menos 10 anos. Mas toda vez que ia orçar, eu achava os preços tão absurdos que desistia e passava as férias fora do Brasil (e pagando menos!)

Entretanto, com a desvalorização do real, a subida do dólar e a crise econômica, voltei a pensar novamente no destino. Os preços haviam caídos e as promoções pipocavam no meu e-mail. Ao mesmo tempo que a tentação batia a porta, uma amiga convidou: “quer passar uma semana navegando na Amazônia? Meu amigo está fazendo excursões de no máximo 12 pessoas”. Pronto, nem respirei… Partiu Amazônia 🙂

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Amazônia vista de cima (Foto: Renata Telles)

E é difícil explicar em apenas um post toda experiência que vivi por lá. Dormi em um barco no meio da selva, sem qualquer sinal, só ouvindo o barulho dos animais e testemunhando o por-do-sol. Chorei, ri, superei medos, experimentei comidas locais (até formigas assadas) e conheci pessoas maravilhosas! 

Por isso, aqui vai a 1 lição: VÁ PARA AMAZÔNIA PELO MENOS UMA VEZ NA VIDA

Geralmente os turistas tem como base Manaus. Se hospedam na cidade e diariamente fazem passeios de 4, 5 horas até o Parque Nacional do Jaú, trilho de índios, mergulho com botos… Eu fiz o contrário, dormi apenas uma noite na capital e me hospedei em um barco, que navegou 7 dias passando pelas principais atrações.

Então, bora que lá vem história!!

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O ponto de partida da minha viagem (Foto: Renata Telles)

O barco

Apesar de simples, era bem confortável. Dividi uma cabine que tinha beliche, lugar para guardar a mochila e um simpático banheirinho. Toda a água da bica e chuveiro vinha do Rio Negro.

Tínhamos cozinheiros que preparavam refeições deliciosas todos os dias, sempre com ingredientes locais, mostrando um pouquinho da gastronomia amazônica.

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As refeições do barco: gastronomia local com diversos tipos de peixes

Curiosidade: Quando se está no barco, mesmo na área externa, você não sente tantos mosquitos! Supertranquilo dormir até em uma rede no terraço! Eles só apareceram mesmo quando fizemos trilhas em mato fechado.

E já que estamos na Amazônia, por que não dar um mergulho no Rio Negro?! Nosso barco fazia algumas paradas e em uma delas, me joguei – literalmente. Claro, com a autorização da equipe responsável. Fui na cara e na coragem, mas a correnteza estava tão forte que não pude ficar muito tempo.

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Banho no Rio Negro

–> E o que tem nessa água? Piranha, pirarucu, botos… rs Só não entre se estiver machucado porque o sangue atrai as danadinhas! Fora isso, nenhum perigo!

O Encontro das Águas

Quem aí se lembra da aula de geografia no primário? No primeiro dia de navegação, dei de cara com o “Encontro das Águas”. O Rio Solimões (de águas claras e barrentas) se encontra com o Rio Negro (águas limpas e escuras), formando o maior rio do planeta, o Amazonas.

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Encontro das Águas (Foto: Renata Telles)

Por uma extensão de mais de 6 km, as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar. Isso acontece por conta da diferença entre a temperatura e densidade das águas e, ainda, à velocidade de suas correntezas: o Rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 22°C, enquanto que o Rio Solimões corre de 4 a 6 km/h a uma temperatura de 28°C.

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Olha o nosso barco no meio da Amazônia (Foto: Edson Vandeira)

Parque Nacional do Jaú

Depois de assistir o fenômeno, navegamos rio a dentro em direção ao Parque Nacional do Jaú. Por lá, a dica é percorrer os cursos d’água em uma voadeira. Essa é a melhor forma de conhecer e apreciar as belezas da região. Ao longo dos rios Jaú, Carabinani e Unini, o visitante pode observar bandos de araras e papagaios passando pela floresta de igapós (não pode fazer NENHUM barulho senão você assusta os bichos. Ficamos calados durante umas 2h e eu loucaa pra falar! rs). 😂

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Passeio de voadeira

Há ainda extensas praias de areia clara que formam-se no rio Negro – entre novembro e janeiro -, nas proximidades da foz do rio Jaú. Não consegui ver tantas praias porque fui em uma época chuvosa, mas achamos um pedacinho de areia para fazer um luau (conto mais pra frente!) 

O que fiz no parque: acompanhei o trabalho de biólogos que cuidam do bem-estar dos animais na Amazônia, entre os projetos, está o Programa de Conservação de Quelônios do Baixo Rio Negro. Essa tartaruguinha (ou quelônio) na foto é da espécie Irapuca. Ela dividia o berçário com outros três tipos: tartaruga da Amazônia, tracajá e Iaçá. Na base do parque @parquenacionaldojau, elas recebem cuidados e depois são soltas (com a ajuda da comunidade).

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Tartaruga Irapuca (Foto: Renata Telles)

Essa é base (entrada) do parque na Amazônia. Ela ainda possui casinhas simples (alojamento). Se você quiser dormir por lá, basta marcar com antecedência. Segundo os voluntários não há qualquer ajuda do governo para manter o lugar e fiquei um pouco triste ao presenciar a falta de estrutura do local. Todos estão ali por amor à floresta e aos animais.

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Parque Nacional do Jaú

Nosso barco dormiu nas margens do Rio, ali pertinho… Se você tiver um guia, pode fazer rafting, trilhas, conhecer cachoeiras, etc. O ingresso para o parque custa R$5 e recomendo ficar pelo menos 2 dias.

É legal saber

O parque abriga também relíquias da história da ocupação humana na região. Foram identificados alguns sítios arqueológicos e diversas inscrições em pedras (petroglífos). A região do Parque foi o primeiro pólo de colonização na Amazônia por indígenas, marcado por batalhas pela posse do território.

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Base do Parque Nacional do Jaú (Foto: Renata Telles)

A missão do parque é preservar o ecossistema amazônico de água preta a partir da sensibilização pela educação ambiental, da interação com as comunidades locais, do turismo sustentável e da busca pelo conhecimento com incentivo à pesquisa, cumprindo seu objetivo enquanto megarreserva e sítio do patrimônio mundial natural para as gerações atuais e futuras. O Parna do Jaú é o maior parque nacional brasileiro e a maior área florestal tropical contínua do mundo.

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Filhote de anta resgatado

Focagem noturna

Já passava das 20h quando decidimos sair para fazer focagem de jacaré. O guia leva uma lanterna e ilumina as margens do Rio até encontrar o bichinho. Pensei duas vezes se toparia subir em um barquinho e navegar no escuro, mas já que estamos no meio da floresta, vamos nos aventurar, certo?! 😉

Entramos em uma voadora e seguimos em meio ao breu e o “barulho” do silêncio… Sentia que a qualquer momento algum deles iria pular em cima da gente tipo filme de terror. Mas não é assim! (Thanks God)

Não vimos jacarés adultos, mas achamos filhotinhos. Chegamos perto para observar e entender como se alimentam, como engolem a comida (eles tem a língua presa na boca e mordem a presa de lado). No fim, vimos ainda pássaros noturnos. Era quase como um episódio do Globo Repórter, mas ao vivo 😂😂).

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Que medo… Jacaré Açu (Foto: Marcelo Valsechi)

Valeu super a experiência e recomendo o passeio! A foto top acima é do Marcelo Valsechi (ele é o responsável por essa viagem inesquecível e organiza várias eco trips. Não achamos esse simpático bichinho durante a focagem. A imagem foi do dia seguinte, mas também é rara! Esse é o jacaré açu, o maior da espécie. Ele pode chegar a 6 metros e meia tonelada de peso.

A árvore sagrada

Essa é a Samaúma, considerada sagrada para os antigos povos. Na Amazônia ela é conhecida como “árvore da vida” ou “escada do céu”. Os indígenas consideram-na mãe de todas as outras e acreditam que ela tenha poderes mágicos, protegendo inclusive as demais árvores e os habitantes da floresta.

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Árvore Samaúma

Para chegar até ela fizemos uma rápida trilha. O lugar é realmente mágico, agradeci, abracei e saí de lá com outra energia. A Samaúma pode atingir até 90 metros de altura, sendo uma das maiores árvores da flora mundial.

Os botos

Chegamos à parte mais fofa da viagem. A princípio fiquei muito ressabiada quando ouvi “você vai nadar com botos”. Lembrei dos golfinhos que são explorados pelo mundo todo e passam o dia inteiro dentro de um tanque tirando fotos… 🙁

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Meu amiguinhooo (Foto: Renata Telles)

Mas os botos não!  Eles estão em seu habitat natural e tudo o que você precisa fazer é observar de uma plataforma. Se eles forem com a sua cara, se aproximam… rs. Os botos não estão presos e são alimentados diariamente (aliás, a gente nem pode dar comida porque senão eles ficam obesos. Existem horários e quantidades específicas).

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O legal é que você não nada com eles, fica em uma superfície observando, somente com os pés na água… Assim respeitamos o espaço dos botos!

Nem preciso falar que fiquei emocionada, feliz, extasiada quando um se aproximou de mim. Queria poder abraçar! (mas devemos respeitar o espaço dos animais)

A lenda

Você conhece a lenda do boto rosa? Nas noites de lua cheia ele se transforma num jovem belo e elegante. Vestido de branco e como chapéu a fim de esconder as narinas, ele – galanteador – escolhe a moça mais bonita da festa e a leva para o fundo do rio onde a engravida e depois a abandona 😂

Na manhã seguinte ele se transforma em boto novamente. A lenda é muito usada para justificar uma gravidez fora do casamento. A gente costuma dizer “a criança é filho do boto” (se o bebê é filho de pai desconhecido).

Haaaaa e na cultura popular amazônica acredita-se que a pessoa que comer a carne de boto ficará louca e enfeitiçada

Visita a tribo indígena

Depois de navegar por 5 dias, já voltando em direção à Manaus, chegamos a tribo Dessana Tukana. Ir à Amazônia e não ver índio é como visitar o Rio e não conhecer o Cristo.

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Tribo Dessana Tukana (Foto: Renata Telles)

A tribo não era tão roots quando pensava. Segundo o chefe da tribo, alguns tem até e-mail. Uma amiga perguntou como fazia para comprar os chás da tribo e a índia disse: “Me envie mensagem. Mando para o Brasil todo”

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Apresentação na tribo Dessana Tukana (Foto: Renata Telles)

Mas valeu conhecer um pouco da cultura e acompanhar a rotina deles. A tribo apresentou várias danças, foi super solícita e nos mostrou o artesanato que produzem.

Se você quer ver índios selvagens em lugares inexplorados, cuidado. Nem todos querem receber brancos e a tribo Dessana Tukana é a mais civilizada. 

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Tribo Dessana Tukana (Foto: Renata Telles)

Na aldeia o chefe da tribo explicou o que eles comem no dia-a-dia. Basicamente são diferentes tipos de peixe e… formigas! “É a nossa pipoca quando assistimos filmes”, me disse ele.

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Nosso almoço… (Foto: Renata Telles)

Depois de relutar um pouquinho, decidi experimentar…. rs Como eles não colocam tempero, achei o gosto estranho, de queimado mesmo… Vontade de encher de páprica e molho barbecue.

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Formigas assadas. Tem coragem de comer?  (Foto: Renata Telles)

Fomos bem recebidos pela Dessana Tukana, mas durante a navegação avistamos uma aldeia (sorry, nao vou lembrar o nome) que abomina brancos. Por ali, índias que tem relação fora da tribo passam a ser “escravas” e trabalham muito mais. ☹️ Esses índios, quando vão à cidade (Novo Airão) possuem até uma parte do restaurante reservado pra eles.

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Índia na tribo (Foto: Renata Telles)

O luau

Lembra que lá em cima falei que faixas de areias viravam pequenas praias? Pois bem… A viagem já estava demais e ficou ainda melhor quando encontramos uma delas no meio da Amazônia. Passamos o fim da tarde em uma “praia” deserta e à noite fizemos um luau com direito a um verdadeiro banquete montado pela tripulação ❤. E toda hora me pegava extasiada, repetindo: “Cara! Eu tô fazendo um luau no meio da Amazônia!!!” 😍🌳Queria poder postar essas imagens, mas ficaram bem escuras e não dão a noção exata da grandiosidade do evento.

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Nosso luau na “praia”da Amazônia (Foto: Renata Telles)
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Nosso luau na “praia”da Amazônia (Foto: Renata Telles)

Massss eu peguei emprestado a foto mara do nosso fotógrafo oficial da viagem Edson Vandeira para vocês terem ideia de como estava o céu naquela noite… <3

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Noite de luau e o céu estava assim… (Foto: Edson Vandeira)

Manaus

Chegamos a fase final da viagem. Depois de navegar por 5 dias, desembarquei em Manaus para descobrir o que a cidade tinha a oferecer… E claro, a primeira parada foi visitar o Teatro Amazonas. Entrar naquele palácio é voltar no tempo e imaginar os grandes espetáculos e festas do século 19. Inaugurado em 1896, o lugar é o símbolo máximo de Manaus e a expressão mais significativa da riqueza da cidade durante o ciclo da borracha (como eles tinham grana!!)

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Teatro Amazonas (Foto: Renata Telles)
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Teatro Amazonas (Foto: Renata Telles)

O teatro era frequentado pela elite da belle époque, como foi chamado o período em que Manaus viveu a época áurea da borracha, no final do século XIX. Foram 17 anos de obras até a inauguração no dia 31 de dezembro de 1896.  Arquitetos, construtores, pintores e escultores vieram da Europa para a realização da obra.

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Teatro Amazonas (Foto: Renata Telles)

A decoração interna ficou por conta de Crispim do Amaral, com exceção do Salão Nobre, a área mais luxuosa do prédio, entregue ao artista italiano Domenico de Angelis. A cúpula do teatro é composta de 36 mil peças de escamas em cerâmica esmaltada e telhas vitrificadas, vindas da Alsácia.

👉O local conta ao todo com 700 lugares e já teve em seu palco apresentações de grandes nomes da arte no mundo. Vale a pena acompanhar a programação e assistir algum espetáculo!

Delícia de culinária

Eu só tive um dia em Manaus, mas não queria sair dali sem provar o famoso X-caboclinho. O sanduba é lanche popular na região. O recheio é feito com tucumã (fruto da Floresta Amazônica), queijo coalho, ovo e banana. A aparência pode não ser linda, mas é divinooo meu povo! O Tucumã não é azedo, é bem leve… Recomendo esse restaurante: Tacaria Amazônia – fica no centro, pertinho do Teatro.

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Sanduba tradicional X-caboclinho (Foto: Renata Telles)

Balada em Manaus?

A noite de Manaus reserva muitas surpresas… ✌🏻Quer dançar rock? Tem! Quer dançar carimbó? 💃🏽Tem também! No meu caso só queria uma cerveja e um bom papo e nada melhor do que parar no boteco mais badalado da cidade, o Bar do Armando 🙋
Tudo muito simples, mas animado. Grupo de samba raiz (me senti por um segundo em plena Lapa, no Rio), bolinhos de pirarucu, cerva gelada e as figuras mais engraçadas de Manaus.

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Bolinhos de pirarucu do Bar do Armando (Foto: Renata Telles)

Não se assuste se algum manauara puxar papo. Em 10 minutos ele já terá contado toda a sua vida e a história de Manaus (todos muito simpáticos e solícitos). Fiquei sabendo que na época do ciclo da borracha os endinherados mandavam lavar até as suas roupas na Europa. Aliás, você só conhece realmente uma cidade quando senta pra papear com locais… #ficaadica

Hospedagem

Eu, como sempre inventando moda, queria algo diferente. Antes de viagem pesquisei vários lugares e encontrei o Abaré Floating, um hostel flutuante (como iria passar apenas 1 noite na cidade, queria que fosse especial).

O lugar realmente é incrível! Você dorme em uma casa no meio do rio e durante o dia pode alugar jet ski, prancha, boia… Lá também tem restaurante e à noite diferentes festas.  Na foto, meu café da manhã delicioso no hostel: tapioca com queijo coalho e ovo mexido com suco de cajá!

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O hostel que fiquei hospedada, Abaré Floating, e seu café da manhã (Foto: Renata Telles)

🤦‍♀️O único problema é que o hostel fica do outro ladoooo do mundo 😂😂. Tinha visto no mapa, mas não imaginava que fosse tão longe. Fica pro lado de Ponta Negra e do centro até o hostel prepare-se para gastar em torno de R$80 de taxi (e nem todo taxista conhece o lugar – para chegar lá você passa por uma estradinha de terra no meio do nada…)

Vale a pena? Se não se importar com a distância, sim. O bom é que ele fica perto do aeroporto. Caso contrário, a região do centro tem grande variedade de hostel e hotel (recomendo o Hostel Manaus e o Quality Hotel pelo preço em conta).

Só saí com um arrependimento de lá: não ter conhecer Presidente Figueiredo! As cachoeiras são incríveis!! O Mochilão a Dois passou por lá e conta como foi a experiência!

Tem mais dúvidas? É só me escrever que te ajudo com todo o roteiro!

Bonito: confira um guia com dicas de passeios, hospedagem e gastronomia do melhor destino de ecoturismo do Brasil

Bonito não é só bonito. Aliás, essa palavra chega a ser modesta na hora de descrever os encantos da cidade, localizada no Mato Grosso do Sul. Não é à toa que ela já ganhou até o prêmio de melhor destino de turismo responsável no mundo!

Além das belezas naturais (rios de água cristalina, grutas, piscinas, cachoeiras…), Bonito possui uma infraestrutura fenomenal pra você curtir todos os passeios em segurança. Tudo lá dá certo (e me desculpem o preconceito, nem parece Brasil… rsrs).

Passei 6 dias na cidade, incluindo o Réveillon, e se pudesse, teria ficado mais uns 4 dias por lá. São dezenas de passeios que incluem flutuação, trilhas, rapel, tirolesa, bike, quadriciclo… Eu estava precisando de um destino onde eu pudesse me desligar do estresse e da multidão. Quando escolhi Bonito pro Ano Novo já sabia que não teria badalação. Ótimo! Não estava a fim de empurra-empurra na virada.

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A praça da cidade (Foto: Renata Telles)

Então, lá vai a primeira dica: Quer um Réveillon tranquilo? Coloque Bonito na sua listinha! A pracinha da cidade é o lugar onde todos se reúnem antes da meia-noite. Há fogos de artifício e a maioria dos bares e restaurantes permanecem abertos (e o melhor, não cobram nada a mais por isso). Escolhi o Bar Taboa que ainda me deixou levar Champanhe. O cardápio permaneceu com o mesmo preço!

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Bar Taboa: cerveja artesanal e petiscos

Claro, há possibilidade de você fechar uma ceia em um restaurante e pagar cerca de R$200 a R$400, mas de verdade? Preferi gastar esse din din em passeios.

A grana

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Por falar em reais… Bonito pode ser perfeito, lindo, encantador, mas é carooooo pra caramba! Fui fazendo meu roteiro e quando vi já tinha gasto cerca de R$1500. Cada atração custa entre R$80 e R$1000 (simmm, esse valor vale pra você flutuar no Abismo.. conto mais depois..) e todas elas estão localizadas em propriedades privadas. Os passeios que optei giraram em torno de R$100 a R$250.

Existem muitas agências de turismo na cidade, entretanto, os preços são todos tabelados. A única coisa que pode mudar é o valor do transfer até o destino (e mesmo assim, muito pouco…). Você fecha carro privado ou van. Eu preferi fechar van (por ser mais em conta)

Dica 2:Nunca, nunca, nunca, deixe de reservar seu passeio com antecedência (principalmente em alta temporada. Eu precisei marcar tudo 4 meses antes (!!!). Ao chegar no hostel presenciei viajantes desesperados por uma vaga pra Gruta Azul ou Flutuação, por exemplo.

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Como chegar?

Chegar por Campo Grande é o meio mais barato. Eu consegui uma passagem (ida e volta) por R$450. Do aeroporto você pode pegar um transfer (geralmente cobram R$100 cada perna) até Bonito (a viagem dura cerca de 4h).

Também é possível comprar uma passagem de avião direto pra Bonito. Desde 2017 a Azul disponibiliza voos, porém, os bilhetes são mais caros.

Onde ficar?

Olha, aí depende. Quanto você quer gastar? Quer luxo e conforto? Ou prefere algo em conta? Bonito tem resorts ma-ra-vi-lho-sos, além de pousadas e hostels. Mas, como falei antes, prefiro economizar pra gastar conhecendo a cidade 🙂

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Redário do Hi Hostel

Minha escolha foi o Hi Hostel (reserve aqui!). O lugar é simples, mas com uma vibe bem legal! Tem piscina, redário, quartos limpinhos com ar condicionado, banheiro privativo, cozinha pra você fazer a sua comida e fica a 25 minutos a pé do centrinho. O hostel ainda conta com uma agência turística. Para facilitar, acabei fechando tudo com eles.

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Área da piscina (Foto: Renata Telles)

O que fazer?

Chegamos na melhor parte né? Eu precisei escolher 6 passeios, senão teria que voltar à pé de Bonito até São Paulo… rs

Gruta Azul – Comecei a desbravar Bonito por uma das atrações mais famosas da cidade. Para chegar até o lago, é preciso descer quase 300 degraus, o equivalente a um prédio de 20 andares.

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Look do dia na Gruta Azul…. hahahaha

A água é cristalina – a cor azulada é fruto da incidência do sol combinado com outros fatores como localização da gruta e presença de minerais no fundo do lago. Nas primeiras horas da manhã o tom fica ainda mais intenso! Visite o lugar entre dezembro e janeiro (o azul é perfeito!!)

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Gruta Azul (Foto: Renata Telles)

Em mergulhos na Gruta do Lago Azul, foi descoberto inúmeros fósseis de animais extintos, como a Preguiça Gigante, Tigre Dente-de-Sabre, Mastodontes e outras espécies.

Existe também um projeto paralelo, que estuda um crustáceo pré-histórico que vive nas águas da Gruta do Lago Azul, tão antigo quanto os próprios dinossauros, trata-se de um camarão de água doce denominado Potiicoara Brasiliensis, catalogado em 2002.

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Gruta Azul: primeiro passeio do roteiro

P.S: É obrigatório o uso de tênis e desse lindo e fedorento capacete rs (eles não lavam e fica um cheiro de suor horrível!!)

Serra da Bodoquena –  não estava nos meus planos… Era para conhecer a Estância Mimosa, mas como choveu demais dias antes de eu chegar, precisei cancelar o passeio porque a água estaria muito turva. A chuva encheu tantos os rios que 90% dos balneários estavam fechados! Eu ainda consegui visitar a Praia da Figueira (conto mais abaixo)

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Serra da Bodoquena

Pois bem, com o cancelamento da Mimosa, optei por conhecer a Serra. É um passeio tranquilo, bom para famílias, terceira idade e crianças. Valeu a pena? Sim, mas não posso dizer que foi o lugar mais lindo que visitei!

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Trilha na Serra da Bodoquena

Localizada a 70 km da cidade de Bonito-MS, a Serra da Bodoquena começa com um percurso de 2.500 m pela mata (trilha leve) e passa por cachoeiras e piscinas naturais, totalizando 4 paradas para banho e um passeio de bote pelo Rio Betione

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Tirolesa na Serra da Bodoquena

Depois da trilha, aproveite a área de lazer com piscina, tirolesa, quiosque (bar), redes, quadra de vôlei… O almoço, já incluso, é delicioso, bem caseiro e ainda inclui a sopa paraguaia, prato típico do… Paraguai 🇵🇾 (jura?! 😂) e MS. Ela é uma espécie de bolo salgado. Leva milho, leite, óleo, queijo em abundância e cebola!

Rio da Prata – passeio obrigatório em Bonito. Aliás, curti super as opções de flutuação! As mais famosas são: Nascente Azul (leia mais abaixo), Rio Sucuri e Aquário Natural.

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Olha essa águaaaaa! Flutuação no Rio da Prata

Tudo começa com uma trilha agradável (bem leve) que nos leva até a nascente do Rio Olho D’Água. Imagina uma piscina natural de água cristalina?!!! Fiquei encantada!! São cerca de 2km de percurso em um passeio subaquático onde vemos várias especies de peixe.

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Flutuação no Rio da Prata

Confesso que esperava ver cardumes (na mesma quantidade que presenciei em Porto de Galinhas), mas por conta da chuva e período, eles estavam escassos. Entretanto, vi um filhote de jacaré na beira do rio 🐊

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Rio da Prata

Nascente Azul – Outro passeio de flutuação que vale no roteiro! Aliás, não saia de Bonito sem ter tido essa experiência. Ô lugarzinhoooo lindo! Além de nadar com várias espécies de peixes, você curte o lago, a tirolesa e o redário. Para a minha infelicidade, choveuuuu pacas na parte da tarde e não consegui aproveitar tanto as atrações. O investimento gira em torno de R$200, fora o transporte!

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Flutuação na Nascente Azul

Cachoeira Boca da Onça – sem dúvida, O MELHOR PASSEIO. Se você vai a Bonito, já deixa reservado! Ela está localizada a 34 km da cidade de Bodoquena e a 55 km da cidade de Bonito. A trilha começa à 3.500m de distância desde a sede do receptivo até o caminho que dá início ao percurso de 4.000 m pela mata do Rio Salobra.

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Cachoeira Boca da Onça

É fácil? Bem… Até a trilha seguimos em um caminhãozinho (tipo de safári). Já na mata, é preciso ter um pouquinho de preparo físico. Você sobe e desce, mas nada muito difícil. A gente foi parando, respirando, lendo plaquinhas com poemas…

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Plaquinhas com poemas durante a trilha da Boca da Onça (Foto: Renata Telles)

No caminho, passamos por 8 cachoeiras, mas só conseguimos mergulhar em 2 (geralmente o visitante entra em 4 delas). One more time, a bendita chuva atrapalhou e por segurança, não entramos no Buraco do Macaco e em uma outra queda. Há ainda um quiosque com banheiro que funciona como ponto de apoio. Ele vende bebida e lanchinhos (mas leve o seu na mochila!). Caso contrário,  desembolse R$10 por um copo de açaí e R$6 por um salgadinho industrializado (o que na minha humilde opinião, não combina com a vibe natureza… Você está ali respirando ar puro, se exercitando e aí vai comer Fandangos? hahahaha)

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Cachoeira Boca da Onça

Siga mais um pouquinho pela mata e… UAU! Cuidado pra não infartar ao ver tanta beleza.. rs A Boca da Onça tem 156m de altura, é a maior cachoeira do estado de Mato Grosso do Sul. Tirei 10 mil fotos (e não foi exagero), agradeci por estar ali, mergulhei pra tirar a zica… Não sei explicar, mas a energia naquela cachoeira é diferente de tudo que já vi.

Depois de relaxar, é hora de encarar a volta da trilha. Prepare-se, são 886 degraus pra subir… Há uma escada de madeira com corrimão, bem segura. Subi no meu ritmo, não há pressa e o guia te acompanha na maior paciência. Dei a sorte de cair no grupo da Nara, gente boníssima que tirou todas as minhas dúvidas.

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Força pra subir os 886 degraus!!

Terminando o passeio, se jogue no buffet da fazenda. Tudo tãooo gostoso gente! O almoço está incluso no pacote e aqui não há opção de comprar separado. Aproveite ainda pra curtir a piscina do local…

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Após a trilha, dá curtir a piscina da Fazenda da Boca da Onça (Foto: Renata Telles)
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Buffet incluso na Fazenda Boca da Onça (Foto: Renata Telles)

Praia da Figueira – Assim como a Serra da Bodoquena, a Figueira não estava nos meus planos. Queria mesmo conhecer o Balneário Municipal, mas ele estava interditado por conta do mau tempo. Seguimos então pra Figueira, também um balneário, entretanto, com entrada mais cara (R$65 contra R$36 do Municipal). Como disseram pra gente que não precisava reservar ingressos nesta atração específica, fechamos um táxi (cerca de R$140) e seguimos até lá.

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Praia da Figueira

Mas furadas acontecem e…. o lugar estava com lotação esgotada! Claro, com a chuva todos optaram pela Figueira, único balneário aberto. Como somos brasileiras e não desistimos nunca, suplicamos pra entrar e após 30 minutos lá estava eu e minhas amigas nos bronzeando na “areia” e tomando banho em águas calmas em uma lagoa de 60.000 m² repleta de peixes.

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Praia da Figueira (Foto: Renata Telles)

Não vá esperando comida boa e barata. Tudo caro! Pedi no máximo uma batata frita que demorou cerca de 2 horas pra chegar (eles não estavam acostumados a receber tantos visitantes ao mesmo tempo).

#ficaadica: Mesmo que todos te digam “balneário não precisa de reserva.. é só comprar ingresso na hora…”, duvide.. Pegue o telefone e ligue pra saber se ainda há vagas (especialmente em alta temporada!).

Buraco das Araras – Ele fica no caminho para o Rio da Prata, por isso, as agências tentam vender os dois passeios juntos. Como já sou cobra criada, pesquisei antes sobre a atração e vi muitas pessoas reclamando… Minha amiga, mesmo assim, decidiu ir.  É uma atração de observação e contemplação. Você segue até um buraco com 500 metros de circunferência e 100 metros de profundidade (resultante do desmoronamento de blocos rochosos) e tenta avistar araras, tucanos, entre outros… Às vezes você vê milhares de araras, às vezes, nenhuma…

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Entrada do Buraco das Araras

People, sinceramente, se você está em Bonito você vai ver arara por toda a parte, em qualquer lugar, seja na cidade ou em uma fazenda. Era só olhar pro céu e ela estavam elas.. Vi vermelha, azul, vi tucano… E não precisei pagar R$70 pra entrar em um buraco. Massss… essa é minha opinião! Is up to you!

Onde comer?

Eu decidi cometer uma extravagância e visitar a Casa do João, um dos restaurantes mais famosos de Bonito. Caroooo, mas delicioso. Tem cerveja artesanal e comidas típicas. Prove os peixes e a farofa de alho :). Custo: cerca de R$70 por pessoa.

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Pirarara, peixe da Amazônia, com bobó de banana, farofa de alho e pirão da Casa do João      (Foto: Renata Telles)
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Cerveja artesanal na Casa do João (Foto: Renata Telles)

No dia seguinte, fui até outra casa muito elogiada, Juanita. Me encantei pela chef. Ela vai até todas as mesas cumprimentar os clientes, assim como seu filho. Não que no João isso não aconteça, ele também foi muito solícito e nos contou toda a sua história, mas no restaurante Juanita senti como se estivesse na casa da minha avó ♥. Era tudo muito aconchegante. Provamos o pacu na brasa, prato mais vendido de lá! A conta é menos salgada, saiu a R$42 por pessoa.

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Pacu na brasa no restaurante Juanita (Foto: Renata Telles)

Com a carteira vazia, a realidade me chamou de volta à terra. No terceiro dia, decidi ser mais humilde. Conheci os famosos pastéis de Bonito. Eles custam entre R$8 e R$22 (dependendo do sabor). Provei o de palmito com catupiry, dos deuses! Quanto recheiooo minha gente…

Assim como peixe, sorvete é uma coisa que não falta na cidade. Tem dezenas de sabores diferentes, sempre de frutas exóticas. Também experimentei o tal do “sorvete assado”. Ele vai ao forno por alguns segundos e ainda leva frutas e marshmallow. Sensacional!!! Só a superfície fica torradinha, o sorvete continua geladinho.

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Sorvete assado (Foto: Renata Telles)

Para quem é fã de chá, a dica é provar o tereré! A erva mate é consumida em uma cuia pelos moradores (bem parecido com o chimarrão), mas em Bonito eles bebem gelado.

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Você encontra tereré em todos os supermercados (Foto: Renata Telles)

Quer tirar mais dúvidas sobre Bonito? Me escreva, deixe seu recado!

Réveillon zen: opções de virada no meio da natureza

Todo ano, quando o Réveillon se aproxima, eu digo: dessa vez será diferente! Vou fazer algo fora do comum e fugir do trânsito e confusão. E o que acontece? Lá estou eu no mesmo lugar, no meio de uma multidão, segurando uma taça de plástico e disputando um pedaço de água pra pular as 7 ondas…

2017 chegou ao fim e dessa vez, eu finalmente pude realizar um sonho que tinha há tempos: passar a virada no meio da natureza! Antes de chegar à decisão final analisei três opções.

Acomode-se, pegue uma bebida e vamos lá!

Chapada dos Veadeiros – Goiás

Localizado no município de Alto Paraíso, Goiás, a Chapada é procurada por aqueles que desejam aproveitar o contato com a natureza ou experimentar seu lado esotérico. É lá que fica o Paraíso dos Pândavas! O yoga resort possui mais de 400 hectares de Cerrado preservado com cachoeiras e mirantes, a 250 km de Brasília. O lugar oferece retiros para pessoas de todas as idades e este ano tem programa especial de Réveillon.

O pacote vai de 26/12 até 01/01 e inclui meditação mântrica, passeios na natureza, banhos de cachoeira, palestras sobre o yoga e comida vegetariana.

♥ Para saber mais sobre a viagem é só clicar aqui!

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Foto: Booking

Fiquei com a pulga atrás da orelha, já estava quase fechando a trip, mas decidi seguir na pesquisa. Ao mesmo tempo que não queria multidão, também não desejava isolamento total (ok, sou louca!). Ainda assim, o resort está na minha listinha de desejos para 2018. Quero muito conhecer o lugar, nem que seja para passar um fim de semana! Tenho certeza que sairei de lá renovada!

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Foto: Tripadvisor

Península de Maraú – Bahia

Mais um lugar paradisíaco pronto para fazer você entrar em alfa. Fundada no início dos anos 2000, a ecovila Inkiri Piracanga fica perto de Itacaré, na Bahia, e também oferece cursos, vivências e terapias holísticas.

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Foto: Inkiri Piracanga

♥ A comunidade tem pacote especial de Ano Novo que vai do dia 28/12 a 04/01. Conheça o roteiro aqui!

Depois de ler, reler, ler, reler, decidi, one more time, seguir adiante na minha pesquisa. Ainda queria um lugar onde eu pudesse relaxar, meditar e sim, tomar uma cervejinha 🙂

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Foto: Inkiri Piracanga

Assim como o Paraíso dos Pândavas, a comunidade está nos meus planos para 2018. Ter a experiência de passar alguns dias na ecovila deve ser incrível! Fora o Réveillon é possível fazer diversos cursos como reiki, gastronomia vegana, surf yoga, etc.

Bonito – Mato Grosso do Sul

A 300 quilômetros de Campo Grande está localizado Bonito, o polo do ecoturismo no Brasil. Para vocês terem uma ideia, em 2013, ele levou o prêmio de melhor destino de turismo responsável do mundo, o World Responsible Tourism Awards.

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Gruta azul (Foto: Águas de Bonito)

O município conta com cerca de 40 atrativos que possibilitam aos visitantes várias opções de atividades como visitar grutas, tomar banho de cachoeiras, fazer trilhas, praticar arvorismo, boia cross, rapel, passear de quadriciclo, a cavalo ou de bike. A noite também é animada, há alguns bares com música no centro de Bonito.

♥ Lendo algumas matérias sobre o lugar, percebi que Bonito poderia ser uma boa opção. Dá pra relaxar e fazer trilhas de dia e curtir um pouco à noite. Vai estar cheio? Sim! Mas não como Copacabana ne… rs Então, decidi apostar.

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Cachoeira Boca da Onça (Foto: @espenp)

Cotei as três viagens e Bonito saiu a mais barata incluindo hostel, passeios e alimentação. Dando tudo certo, passo todas as infos depois!

Se vai ser o melhor Réveillon da vida? Isso eu não sei, posso até me decepcionar com o lugar, mas uma coisa é certa. Consegui sair da rotina óbvia de todos os anos… :

Não ganhei um centavo pelo post. Esse é apenas um texto onde compartilho os lugares que ficaram entre os MEUS favoritos. Existem outros? Milhares!  Quer indicar algum? Sugere nos comentários! 

ATUALIZAÇÃO: CONTEI AQUI TUDO SOBRE O REVEILLON DE BONITO. FOI LINDO E COM MUITA ENERGIA POSITIVA.

E você, conhece um dos 3 lugares? 

 

 

Tudo o que você precisa saber sobre o Jalapão: dicas, roteiro, hospedagem…

Quando decidi viajar para o Jalapão, ouvi de alguns amigos: “Mas onde fica isso?”. Os mais surdinhos, pasmem, diziam: “Japão? Que irado!”.  Depois de muitas risadas, eu explicava com toda calma do mundo que Jalapão é uma região do cerrado brasileiro, localizado no Tocantins.

Eles torciam o nariz… “O que tem pra fazer nesse fim de mundo?”.

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Fervedouro Bela Vista (Foto: Renata Telles)

E sim, eu mostrava uma dessas fotos para os meus amigos… rs Convenci você também?

A verdade é que o Jalapão já é um velho conhecido dos mochileiros roots e de uns cinco anos pra cá virou destino hype entre muitos viajantes (agora com a novela O Outro Lado do Paraíso, a tendência é que o roteiro fique ainda mais disputado – e caro!).

Mas antes de te falar tudooo sobre essa trip, tem algumas coisinhas que você precisa saber:

1 – Tem medo de insetos? Não vá… Você certamente vai cruzar com sapos, borboletas, besouros e até baratas (mas esse episódio eu conto mais abaixo… rs)

2 – Não existem resorts por lá e a estrutura de pousadas é bem precária. Quer conforto de hotel? Então desista de ir. Você dorme em quartos simples que possuem apenas cama e banheiro. Nem espelho eu achei… rs

3 – As atrações turísticas são distantes uma das outras. É preciso ter um carro 4X4, ele será seu melhor amigo para enfrentar as estradas de terra. Eu rodei quase 1000 quilômetros em 4 dias. Tenha em mente que a maior parte do tempo você estará dentro de um carro tentando chegar no seu destino.

4 – Dá pra ir por conta própria? Olha, até dá, mas é altamente recomendável ter um guia com você. Eu fechei carro + passeios + hospedagem + comida apenas com um guia (Cristiano Tavares – ele é bem conhecido e super recomendável!). Não me preocupei com nada ao chegar lá! Além do mais, você precisa saber pilotar muito bem uma 4X4 porque senão ficará atolado na estrada.

Ainda quer visitar o Jalapão? Simmmm?! Tenha uma certeza: você não vai ver nada igual no resto do mundo! Prepare-se para se apaixonar por esses cenários cinematográficos <3

O que é o Jalapão?

Localizada no Estado do Tocantins, a região encanta por suas águas azuis, chapadões e serras com clima de savana, além da paisagem de cerrado, com direito a dunas alaranjadas, nascentes e impressionantes formações rochosas.

A maioria dos atrativos fica nas cidades de Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta do Tocantins e São Félix do Tocantins. Em meio a 34 mil km² de paisagem árida, a região é cortada por uma imensa teia de rios, riachos e ribeirões, todos de águas transparentes e potáveis.

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Quando ir?

É possível visitar o lugar o ano todo!! A estação seca vai de maio a setembro e a chuvosa, de outubro a abril. Eu fui no feriado de Finados e peguei uma temperatura de 30 graus! De madrugada chovia muito, mas durante o dia lá estava aquela temperatura do demo…

Como chegar?

Não há aeroportos na região do Jalapão, por isso o único meio de transporte até lá é por via terrestre. Para quem chega de outros estados o ideal é ir de avião até Palmas, capital do Tocantins, e de lá seguir de carro até o Jalapão. A principal via de acesso, a partir de Palmas, é a TO-030 até Santa Tereza do Tocantins, e depois a TO-130 até Ponte Alta.

Quantos dias devo ficar?

Em quatro dias conheci as principais atrações, dá pra ficar mais? Sim, se tiver mais tempo, planeje a viagem para 7 dias.

O que levar?

Dinheiro! Não existem caixas eletrônicos por lá, eu só achei um no aeroporto de Palmas, foi o que me salvou. Alguns estabelecimentos aceitam cartões.

A bagagem: esqueça a mala de rodinhas! Leve uma mochila com pouquíssima roupa! Você passará a maior parte do tempo de biquíni e shorts. Não esqueça do filtro solar, chapéu e repelente (tem muitosssss mosquitos!)

O que tem pra ver lá?

Fervedouros espetaculares !!! “Ferve- o quê?” WTF is this? São piscinas naturais, cristalinas e de areia branquinha rodeadas de bananeiras. Por conta de um fenômeno chamado de ressurgência das águas, é impossível afundar o corpo. Isso acontece porque sob a piscina há um lençol freático e logo abaixo uma rocha impermeável. Sem encontrar vazão pela rocha, a água nasce e é jorrada com muita pressão, empurrando para cima a areia e o que houver sobre ela. A sensação é muito curiosaaaa, você vai se divertir!

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Fervedouro Bela Vista

Eu visitei os quatro principais (há dezenas catalogados). Todos ficam em propriedades particulares e é preciso pagar de R$10 a R$25 reais dependendo do lugar. Infelizmente não dá pra ficar horas nadando… Como eles são pequenos, há limite de pessoas e tempo estipulado (apenas 20 minutos por grupo). Os fervedouros estão localizados na estrada que liga Mateiros a São Félix.

Fervedouro do Ceiça (ou das Bananeiras) – Foi o primeiro a ser divulgado para o público (tem mais de 20 anos) e é um dos mais famosos do Jalapão. Tem muitosss peixinhos em sua água <3

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Fervedouro do Ceiça

Fervedouro  Bela Vista – Um dos mais lindos, quando entrei ali mal pude acreditar no que estava vendo… O grande poço redondo, com 15 metros de diâmetro, tem água extremamente azul. Aproveitei pra almoçar no local, comida simples, gostosa e bem caseira. Também dá pra dormir por lá. Eles alugam quartos.

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Fervedouro Bela Vista

Fervedouro do Alecrim – Como já tinha visitado o Bela Vista e o Ceiça achei esse bem fraquinho. A água é mais turva, verde.

Fervedouro dos Buritis – Igualmente lindo, azul e com muito verde a sua volta. Eu não conseguia parar de clicar, tive que brigar com a memória do meu celular…

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Cachoeira do Formiga

Se não bastassem os fervedouros paradisíacos, me deparo com a cachoeira mais linda que já vi na vida! Sério, não estou exagerando. É um cenário dos sonhos! A cachoeira do Formiga (tem esse nome por conta do nome do Rio, Formiga) é morninha e a sua cor é de enlouquecer!! Nem precisa colocar filtro nas fotos… hahahaha Aproveite a queda d’água para uma massagem nos ombros, relaxe e sinta a vibe do lugar…

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Cachoeira do Formiga
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Cachoeira do Formiga (Foto: Renata Telles)

Cachoeira da Velha

É a maior queda d’água do Parque Estadual do Jalapão. Não dá pra nadar, é perigoso, mas existe uma plataforma de madeira pra visitação. Para os mais corajosos, há a possibilidade de fazer rafting (se não me engano, custa entre R$100 a R$150).

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Cachoeira da Velha – ainda dei sorte de ter arco-íris (Foto: Renata Telles)
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Cachoeira da Velha

Prainha do Rio Novo

Está localizada a poucos metros da Cachoeira da Velha, tem longa faixa de areia branca, água tranquila e muita sombra para quem quiser descansar. Fiquei pouquíssimo tempo nesse paraíso e se pudesse teria passado o dia inteiro deitada na beira do rio.

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Prainha do Rio Novo (Foto: Renata Telles)

Serra do Espírito Santo

Saindo de Mateiros, são cerca de 30 km de estrada arenosa até a serra. Ela oferece uma vista deslumbrante do cerrado! Mas pra chegar até lá é preciso enfrentar uma trilha íngreme de cerca de 500 metros (pra mim pareceu 5 km.. rs). Ela conta com corrimão em alguns trechos e pontos de paradas com banquinhos para respirar e repor as energias. Eu subi por volta das 5h pra ver o nascer do sol (é o recomendável já que mais tarde faz muitooo calor). Se valeu a pena? Veja as fotos!

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Nascer do sol da serra do Espírito Santo (Foto: Renata Telles)
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Nascer do sol da serra do Espírito Santo

Dunas do Jalapão

É um dos grandes cartões postais da região e fica dentro do Parque Estadual do Jalapão. A subida é fácil, mas confesso que não estava aguentando de calor lá em cima (ok, fui em um horário ingrato… então fica a dica: prefira o por do sol!)

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Dunas do Jalapão (Foto: Renata Telles)

 

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Dunas do Jalapão

Pedra furada

Mais um lugar de encher os olhos! Trata-se de um grande conjunto de blocos de arenitos, que foi esculpido pela ação da chuva e dos ventos, formando diversos buracos em formatos de arcos que lembram alguns portais. Assisti o por do sol de lá, vi diversas araras e saí de lá com a certeza de já querer voltar!

Aos noveleiros: A Pedra Furada, aliás, foi usada como locação na trama global O Outro lado do Paraíso.

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Pedra Furada (Foto: Renata Telles)
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Pedra Furada – assista o por do sol de lá
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Arara azul na Pedra Furada (Foto: Renata Telles)

Povoado Mumbuca

Fica no município de Mateiros, perto da rodovia TO-110 e a população é uma espécie de grande família que se originou de remanescentes de quilombolas e indígenas que habitavam a região. A base da economia local é o artesanato de capim dourado. Por onde você passa encontra brincos, colares, bolsas… Uma vez por ano, geralmente em setembro, é realizada a festa da colheita do capim dourado com manifestações culturais e cantorias.

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Artesanato local feito com capim dourado. Há diversas lojas no Jalapão (Foto: Renata Telles)

Onde ficar?

Existem muitas pousadas no Jalapão, todas são bem simples e algumas possuem café da manhã farto. Em São Félix super indico a Encanto. Ela tem pequenos chalés. Já em Mateiros eu NÃO indico a União Tavares. E é aí que entram as baratas… Os quartos estavam infestados delas. Uma das minhas amigas acordou com o bichinho em cima dela no meio da madrugada.. Nada simpático e higiênico né? Conclusão: deixamos a pousada às 3h e seguimos para a trilha do Espírito Santo já que não conseguimos dormir mais!

Na cidade de Ponte Alta ficamos em uma pousada que ainda está em fase de testes. Se chama Fazendinha. Se depender de mim já está aprovada! O lugar é imenso, a comida deliciosa e você ainda consegue tomar banho de rio. O proprietário ainda vai melhorar a estrutura. Por enquanto há apenas 3 quartos.

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Chalés da pousada Encanto em São Felix (Foto: Renata Telles)
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Pousada Fazendinha em Ponte Alta. Há ainda um rio dentro da propriedade (Foto: Renata Telles)

O que comer?

Pra mim o tópico mais complicado já que não como carne. As refeições são basicamente arroz, feijão, macaxeira, carne de vaca ou frango e uma saladinha safada… rs Precisei pedir um ovinho todos os dias. Me salvou! Haaaa, prove os picolés e sorvetes de massa da marca Frutos de Goiás, são incríveis… Experimentei o de cajá, buriti, pequi, cupuaçu, araticum e taperebá.

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Café da manhã na Fazendinha (Foto: Renata Telles)
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Sorvetes com frutas típicas (Foto: Renata Telles)

Aprenda a fazer imagens incríveis e fuja da selfie tradicional

Essa semana fiz mais uma matéria para o UOL Viagem. Resumi algumas dicas a fim de ajudar os mochileiros a conseguir as melhores fotos durante uma trip. Por aqui, posto o manual completo 🙂

–> Você decidiu viajar sozinho para um lugar paradisíaco e mal pode esperar pra encher o seu Instagram com imagens fantásticas. Sim, vai ter overposting! Mas… peraí… Quem vai clicar as suas fotos? Afinal, não vai ser legal voltar das Maldivas, por exemplo, com um álbum lotado de selfies que poderiam ter sido tiradas em qualquer outro lugar…

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Por isso, anote todas as dicas e boa viagem!

1ª lição – O que devo levar?

Mini tripé flexível – você pode grudá-lo em qualquer lugar, no chão, carro, em uma árvore, na janela, tudo depende da sua imaginação…

Pau de selfie – apesar de tão zoado, ele também entra na lista e faz toda a diferença na hora do clique porque você consegue pegar um ângulo maior. Uma boa dica para tirar selfie é posicionar a câmera por cima da sua cabeça. Assim o cenário fica mais atrativo e você consegue mostrar o que tem a sua volta.

Flash selfie – Tá escuro e o seu smartphone não consegue capturar o ambiente? Sem problemas! Esse acessório vai te salvar. Basta encaixar ele na parte superior da câmera. O resultado é incrível!

Mini lentes – No mesmo estilo existem ainda mini lentes que podem ser colocadas no telefone. Há opções como grande angular (mostra um campo amplo de vista), fisheye (a famosa olho de peixe cria a impressão de uma enorme profundidade de campo), macro (usadas para tirar fotos detalhadas de pequenos objetos como insetos e flores) e teleobjetiva (aproxima o objeto).

Go Pro – Para quem tem grana, a dica é investir em uma Go Pro e seus milhões de acessórios. Além do bastão selfie, vale comprar o bastão flutuante. Ele ajuda a salvar sua câmera caso ela caia no mar. Que tal efeitos na água? Você já deve ter se deparado com alguma imagem feita a partir do famoso dome. O aparelho de superfície arredondada cria o esperado efeito aquático, afastando a linha d’água da lente da câmera. Isso permite capturar em um mesmo clique o que acontece embaixo e em cima da água.

Drone – O equipamento é incrível para filmagens aéreas, mas não é algo fácil de carregar na mala. Avalie, vale o trambolho?

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 2ª lição – Aproveite os recursos da sua câmera

Temporizador – Esse é, possivelmente, uma das melhores maneiras de tirar fotos sozinho. O timer do seu aparelho vai te ajudar a conseguir fotos bem legais. Geralmente você escolhe entre intervalos de 3 e 10 segundos. Use o recurso junto com um tripé ou pau de selfie.

Burst mode – O disparo contínuo é uma verdadeira mão na roda. Você consegue tirar várias fotos na sequência e o resultado pode ser divertidíssimo. Pule, faça caras e bocas, mude de posição…

Time-lapse – Sabe aquele pôr do sol lindo que você sempre quis registrar do início ao fim? Essa técnica cinematográfica é capaz de contar determinado acontecimento num espaço de tempo muito menor que o original. Ex: tenha imagens de carros andando, pessoas atravessando ruas, nuvens se mexendo. Inclua você também na foto, apoie a câmera em um tripé e faça diversos movimentos. O recurso existe na maioria dos smartphones.

Panorâmica – A técnica serve para você pegar um cenário em 360 graus. Entre na câmera fotográfica, toque sobre a tela e arraste o dedo, deslizando-o para o lado. Ao fazer isso, você perceberá que existem diferentes opções de fotografia. Selecione o modo “Panorama”;. Clique no botão para tirar a foto, depois mova continuamente seu celular, até capturar todos os elementos desejados (caso seu telefone não possua esse recurso, baixe o aplicativo Câmera Cardboard. Ele funciona da mesma maneira)

2 em 1 –  Sozinho, é difícil filmar e fotografar ao mesmo tempo, certo? Por isso, enquanto estiver filmando, tire frames do vídeo. Para fazer isso, basta começar a gravar. O botão de fotografia aparece ao lado do disparador da câmera. Simplesmente clique nele (não será preciso parar a filmagem).

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3ª lição – Edite as suas fotos e vídeos

Camera + – Te dá a oportunidade de editar imagens de inúmeras formas (cores, bordas, escrita, efeitos, ajustes, entre outros). Ele é um dos programas de fotografia mais populares!

Facetune –  Funciona pra tirar aquela espinha que apareceu durante a sua viagem, melhora o olho vermelho, rugas e olheiras e ainda dá aquela afinadinha na silhueta.

YouCam Make up – Você andou tanto durante o dia na sua trip que mal deu tempo pra retocar a maquiagem. Tudo bem! Esse programa cuida do seu visual! Dá para colocar batom, sombra, rímel, delineador e até fazer contorno!

Snapseed – É o queridinho do momento, e sem dúvida, um dos melhores. São inúmeros recursos que incluem sobreposição, molduras, vinhetas, filtros, saturação, contraste, brilho, perspectiva… Você não vai se arrepender!

Quik – É o editor de vídeos da Go Pro (mas você não precisa ter necessariamente só a câmera para poder usá-lo). Ele te ajuda a escolher os vídeos, coloca música, texto e efeitinhos bacanas!

Google Photos – Ninguém quer perder as fotos de viagem, certo? Porém, esteja preparado para uma possível emergência (furto, defeito, celular na água..). Baixe o Google Photos, ele funciona como um ICloud, mas de graça! As imagens que você salva em sua galeria vão direto pra lá. E você pode acessá-las depois pelo computador.

Dica bônus!

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Vale pedir ajuda a outros viajantes? Claro, mas fique atento a alguns detalhes:

  • Escolha alguém que esteja com equipamentos legais, a chance de errar é menor.
  • Viu um casal ou uma pessoa sozinha? Se ofereça para tirar uma foto. Eles vão amar a gentileza. Aí depois é só pedir a sua imagem, tenha certeza que qualquer um retribuirá esse favor sorrindo.
  • Mostre a pessoa exatamente o que você quer na foto. Posicione a câmera e auxilie no ângulo desejado.

Conheça os melhores aplicativos para economizar na sua viagem

Organizar uma viagem às vezes dá trabalho, certo? É tanta coisa pra consultar, orçar, reservar que ficamos horas correndo pra e pra lá… Mas hoje em dia com a tecnologia é possível ter tudo a mão, sem muitas burocracias. Por isso o Ela que ama Viajar separou os melhores aplicativos para te ajudar antes e durante as suas férias!

Eu tenho todos eles no meu iphone! Aliás, uma mania minha é baixar e testar cada programa lançado. Aproveite!

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Compre passagens aéreas

Skyscanner – busque passagens aéreas entre diversas companhias. É possível escolher destino, faixa de preço, horarios, etc… Tá na dúvida do lugar? Coloque “qualquer lugar”! Ele também te dá diversas opções.

Google voos –  Pesquise passagens do mundo inteiro. Ele ainda te dar dicas de viagem e te avisa quando os preços mudam (basta ativar o rastreamento, as notificações chegam no seu e-mail)

Kayak – Além de ajudar a pesquisar as passagens e hotéis, o aplicativo tem uma ferramenta de alerta de preços (assim como o Google) para você ficar sabendo de todas as promoções e mudanças de valores. Há também um calendário que mostra as variações dos preços ao longo do mês.

Voopter – Assim como os outros, ele te deixa por dentro das melhores promoções de passagens aéreas.

Às vezes o aplicativo pode te cobrar uma taxa quando for finalizar a compra, por isso, use-os apenas para achar as passagens. O segundo passo é entrar direto no site da cia áerea e colocar os dados do voo que você achou! Prontinho, agora sim você pode comprar!

Reserve a sua hospedagem

Booking -uma das plataformas mais famosas para fechar o seu hotel. Compare preços, leia as avaliações e escolha sua acomodação. Ele proporciona confirmação de hospedagem imediata, checagem sem papelada e mapas off-line.

Hoteis.com – É bem parecido com o Booking, eu também adoro e já consegui muitas promoções de lugares nesse site. Dá pra procurar pousadas, hoteis, hostels, campings…

Airbnb – Mais um queridinho dos viajantes… O app é uma boa opção pra quem deseja economizar. Ele permite que pessoas anunciem e reservem acomodações. É bacana porque você sai daquele clima impessoal de hotel e realmente “mora”em uma casa e sente-se um local… Além do mais, você se conecta ao anfitrião que muitas vezes pode me ajudar com dicas de passeios.

Hostelworld – Aqui você acha quartos privados ou não no mundo inteiro. Há avaliações de usuários e diversas opções de valores.

Worldpackers – Quer trocar estadia por trabalho voluntário? Além de economizar, você ajuda e vive uma experiência inesquecível. O app mantém parceria com diversos lugares. Cadastre sua ficha, defina suas habilidades e escolha seu destino. Você precisa pagar uma pequena taxa anual (vale muito!)

Organize a sua viagem

Maps.me – Com ele, você baixa o mapa do país específico e calcula itinerários a pé e de carro off-line! O Google Maps também te dá essa opção de ter todas as informações off-line.

Currency –  faz a conversão de câmbio mundial e armazena as últimas taxas atualizadas, que podem ser acessadas sem o uso da internet.

 Tripit – O aplicativo sincroniza todas as suas infos de viagem que estão no seu e-mail dentro do programa (datas de voos, hotéis, reservas, etc.)

Google Tradutor – Além de transformar textos para mais de 70 idiomas, possui recursos de tradução de voz em tempo real.