Paris vai estar cheia. Barcelona também. A Grécia, então, nem se fala. O verão europeu tem seus destinos favoritos, e eles já estão reservados. Mas a Europa é muito maior do que esses endereços clássicos, e existem cidades que entregam história, paisagem e gastronomia sem a multidão que transforma um passeio num corredor polonês.
A boa notícia é que sair do roteiro óbvio não exige nenhum esforço monumental. Requer apenas a disposição de trocar o previsível pelo surpreendente. Da Bósnia à Islândia, passando pela Eslovênia e pelo sul da Espanha, os destinos abaixo são para quem quer aproveitar o verão sem abrir mão de uma boa história para contar na volta.
Mostar, Bósnia e Herzegovina
Mostar é uma cidade que carrega camadas. Mundialmente famosa pela Stari Most, a Ponte Velha da era otomana que se curva sobre o Rio Neretva, a cidade tem uma importância histórica como cruzamento cultural entre o Oriente e o Ocidente, moldada por influências otomanas, austro-húngaras e iugoslavas. No verão, o programa inclui assistir ao mergulho dos saltadores locais da ponte, um ritual que impressiona há séculos. À noite, a cidade velha parece um presépio, com ruas, lojas e restaurantes iluminados. Um almoço completo por cerca de 7,50 euros dá bem a dimensão do quanto o destino é acessível.

Ljubljana, Eslovênia
A capital eslovena é pequena, atravessada por um rio e cheia de pontes, cafés e bares animados. Ljubljana é uma das cidades mais verdes da Europa, com 75% da área urbana coberta de verde, e tem o castelo histórico logo acima do centro, a Praça Prešeren e o Parque Tivoli como pontos de partida para qualquer passeio. Às sextas-feiras, acontece a Odprta Kuhna, um dos melhores eventos de street food da cidade, que transforma o centro numa grande festa ao ar livre. A menos de uma hora fica o Lago Bled, com uma ilha no meio e um castelo em cima de um penhasco, para quem quiser estender o roteiro.

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Reykjavik, Islândia
Visitar a Islândia no verão é uma experiência difícil de esquecer. Os dias são longos, com quase 24 horas de luz, e muita gente troca o dia pela noite porque é praticamente a mesma coisa, só que com menos turistas. Reykjavik ganha uma energia única nessa época, com festivais, eventos de música ao vivo e exposições de arte espalhados pela cidade. Para quem quer ir além da capital, o país oferece cachoeiras, glaciares e trilhas de tirar o fôlego, todos acessíveis nas longas horas de luz do verão.

Nerja, Espanha
A Espanha tem muito mais do que Barcelona e Madri para oferecer. Nerja, a cerca de uma hora de Málaga, é uma vila costeira encravada entre falésias, com praias que cabem entre rochas e água cristalina do Mediterrâneo. A cidade conta com 320 dias de sol por ano e o nome, em árabe, significa “primavera abundante”. A atração mais famosa é o Balcón de Europa, um mirante em cima de uma falésia com vista para o mar, e a Cueva de Nerja, a caverna descoberta em 1959, é a terceira atração turística mais visitada da Espanha. Para quem quer praia boa longe do agito de Ibiza ou da Costa Brava, Nerja é uma resposta certeira. Confira guia completo aqui!

Porto Covo, Portugal
Quem acha que Portugal no verão se resume ao Algarve lotado ainda não descobriu o Alentejo. Porto Covo é uma aldeia de praia, petiscos, passeios e muita paz, integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. As praias são encaixadas entre falésias rochosas, com piscinas naturais, águas de cor esmeralda e uma tranquilidade sem fim. A vila é também porta de entrada para a Rota Vicentina, ponto de passagem obrigatório para quem quer caminhar entre paisagens intocadas da costa portuguesa. A apenas 170 km de Lisboa, é uma escapadinha que vale cada quilômetro.

Oslo, Noruega
Oslo no verão é uma cidade completamente diferente. No fim do dia, uma das experiências mais autênticas da capital norueguesa são as saunas flutuantes instaladas ao longo do porto: a tradição escandinava ganhou versões modernas, com design elegante e vista para o fiorde, e a proposta é alternar entre o calor da sauna e um mergulho gelado, prática revigorante e muito popular entre os locais. Fora do ritual nórdico, a cidade tem museus de peso, arquitetura impressionante e uma orla que convida a passear de bicicleta. O verão é a melhor época para conhecer a capital: festivais, parques e os longos dias ensolarados criam uma atmosfera vibrante e cheia de energia nas ruas. Só vale ir preparado para o bolso, porque a Noruega não é destino barato.

Kotor e Budva, Montenegro
Montenegro ainda não entrou no radar de todo mundo, e isso é uma vantagem para quem vai. Kotor tem o centro histórico medieval classificado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, com um labirinto encantador de ruelas de pedra, praças charmosas e igrejas antigas, rodeado por montanhas e pela baía de tirar o fôlego. A meia hora de distância, Budva entrega as melhores praias do país, com águas cristalinas do Adriático e uma cidade velha amuralhada cheia de bares e restaurantes. Os preços também surpreendem: diárias em hotéis três estrelas em Kotor e Budva começam em torno de 40 a 50 euros, enquanto em destinos similares na Itália dificilmente se encontra algo abaixo de 150 euros. Para quem quer praia boa, história e ótimo custo benefício, Montenegro é a resposta certa.

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