10 dicas de programa para fazer em Gramado

Bateu o friozinho e a gente já pensa logo nos destinos de serra! Fondue, vinho…. (e alguns quilinhos a mais.. rs). É nessa época que bomba Gramado, cidade localizada a 115 km do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Com a chegada do inverno, as baixas temperaturas podem resultar em geadas e até mesmo neve!

Quer conhecer o destino? Separei 10 programas que não podem faltar no seu roteiro!

1 – Lago Negro

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Ok, já te digo logo, o lago é artificial, mas nem por isso perde seu encanto! O lugar é um dos símbolos de Gramado, foi construído depois de um incêndio na área. Caminhe, ande de pedalinho e aproveite para tirar fotos em meio a hortênsias e azaleias!

End: Rua A. J. Renner, s/n, Gramado

2 – Visita à fábrica de chocolate Prawer

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Difícil é não engordar em Gramado

A fábrica da Prawer ocupa uma área de 2.500m² e fabrica o chocolate artesanal mais antigo do país. Me acabei na loja comprando mil e um tipos e na hora da conta, quase infartei… rs É carooo, mas vale a pena sair de lá com uma barrinha! São chocolates deliciosos!!!

As visitas acontecem de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h30 e das 14h às 16h. Não é necessário agendar horário. A visita é gratuita e pode ser feita por apenas uma pessoa ou em grupo de no máximo 20 pessoas por vez. A  visita tem duração de 10 minutos em média, com degustação de um produto Prawer.

End: Avenida das Hortênsias, 4100 – Tel: (54) 3286.1580

3 – Rua Torta

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A rua mais fofa de Gramado

Tire um dia para conhecer o centro de Gramado a pé. Caminhe pela famosa Borges de Medeiros (onde há dezenas de lojas e restaurantes) e visite a Rua Emílio Sorgets, mais conhecida como Rua Torta, que lembra a popular Lombard Street, em São Francisco, Califórnia. Ela é uma gracinhaaa e vale chegar até o topo (nada de preguiça hein! Bom pra queimar o chocolate rs)

4 – Mini Mundo

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Otto Höppner, dono do hotel Rita Höppner, começou a montar miniaturas de cidades e paisagens alemãs no jardim de sua casa para os netos brincarem. O trabalho fez tanto sucesso que foi aberto ao público em 1983.

End: Rua Horácio Cardoso, 291 | Tel. (54) 3286-4055 | Aberto diariamente das 9h às 17h

5 – Museu do Automóvel

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Vale a pena visitar o Hollywood Dream Cars! O museu tem relíquias como Cadillac, Lincoln Continental, entre outros clássicos que vão desde os anos 1920 até 1960. Durante o passeio você escuta trilha sonora de Elvis Presley.

End: Av das Hortensias, 4151. Funciona todos os dias, das 8h às 18h

6 – Snowland

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Quer ter o gostinho de pisar na neve? Conheça a primeira pista de esqui indoor das Américas, uma das principais atrações de Gramado. O ingresso do Snowland dá direito a várias atividades, como patinação no gelo, carrinho bate-bate, simulador 7D e pelo menos duas horas na área de neve.

End: Saída de Gramado para Nova Petrópolis – RS 235, 9.009 | Tel: (54) 3295-6000. De segunda a domingo, das 10h às 17h

7- Museu da Moda

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O museu conta a história da moda através de um grande acervo de vestuário feminino, desde a época de Cristo até os dias atuais. Maior nome da alta costura gaúcha, Milka Wolff criou o lugar, que possui 2.500 m² quadrados.

End: Ligação Gramado-Canela, av. Ernani Kroeff Fleck, 1810, Canela | Tel: (54) 3282-1121| Aberto de 2ª a 6ª das 10h às 18h; sábado, domingo e feriado das 10h às 19h

8 – Mundo a Vapor

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Mais um museu imperdível! Nesse aqui você confere réplicas de locomotivas (aliás, a entrada do lugar já chama atenção! Há a remontagem do trágico acidente ferroviário que ocorreu em 1895 na capital da França, Paris. Uma locomotiva em alta velocidade e desgovernada, cruzou a parede e ficou preso a uma altura de 12 metros, sem tocar o chão).

End: Ligação Gramado-Canela, av. D. Luiz Guanella, 1247, Canela | Tel: (54) 3282-1125 | Aberto todos os dias das 9h às 17h

9 – O Reino do Chocolate

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O Reino do Chocolate foi inaugurado em 2008. Ainda na porta, você é recepcionada por um enorme coelho de chocolate (na realidade, o maior do mundo! Já entrou até no Guinness Book, pesa 1.640 quilos e tem 2,95 de altura)

Durante a visita, é possível conhecer um pouquinho da história do chocolate através de um passeio dentro do Reino em uma área de 1,6 mil metros quadrados.

End: Av. das Hortênsias, 5382. Tel: (54) 3286-3588

10 – Bondinho

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Passeio de bondinho (Foto: Parques da Serra)

Bondinhos Aéreos , no Parques da Serra, é uma das grandes atrações da região para conferir o cartão postal da serra gaúcha: a Cascata do Caracol.  O parque possui uma área grande com lojas, lanches e café, embarque dos bondinhos e o Espaço das Esculturas que Falam (80 animais talhados em madeira emitem sons ao serem tocados).

End: Continuação da Estrada do Caracol, Estrada da Ferradura, 699. | Tel: (54) 9205-9810| Aberto diariamente das 7h às 18h.

*Crédito das fotos: GramadoCanela

O blog Melhor com Você também passou por Gramado! Confira mais dicas da cidade aqui!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Chile: um passeio encantador pela vinícola Concha Y Toro

O Chile é um dos países mais queridos da América Latina (pelo menos pra mim!). Toda vez que piso em Santiago sou recebida como uma local. Todos os chilenos são muito queridos e solícitos (e olha, não to puxando o saco não. Dos povos mais simpáticos, Chile, Tailândia e Nepal ganham disparado).

Pois bem, tive o privilégio de visitar novamente o país, dessa vez, a convite da Casillero del Diablo (sim, aquele vinho delicioso que tem o desenho de um capetinha gente boa). Fui conhecer os lançamentos da marca e claro, aproveitei pra visitar a vinícola mais famosa do Chile: Concha Y Toro, localizada em Pirque. Foi ali que nasceu o centenário Casillero, além de outros vinhos. Durante o passeio aprendi a diferenciar algumas bebidas, conferi a produção master da marca e fiquei sabendo que os principais shoppers são mulheres! Ou seja, estamos ficando pós-graduadas quando o assunto é vinho

Realizei um tour que durou aproximadamente uma hora e conto aqui como foi a minha experiência. Partiu?

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Nos jardins da mansão da família Concha y Toro. O lugar foi fundado em 1883.

Como chegar

Dá pra ir de metrô –> Pegue a linha 4 – azul escuro – vá até a Estação Las Mercedes. Deixe o local pela saída Concha y Toro Oriente e pegue um dos mini ônibus da vinícola. Ele sai de meia em meia hora, das 9h às 16h30. O bilhete de ida e volta custa CLP $2.000. Você também pode pegar um táxi da estação, cerca de CLP $4.000, ou um ônibus (linhas 73, 80 ou 81).

De carro –> Pegue a rodovia Autopista Vespucio Sur. Vire à direita na saída Salida 39 Departamental Vicuña Mackenna. Siga em frente. Cerca de 5 km depois, a Avenida mudará o nome para Avenida Concha y Toro. Atravesse o Rio Maipo (ponte San Ramon) e vire à direita: você chegou a Avenida Virginia Subercaseaux. A primeira entrada à direita é a vinícola Concha y Toro

Transfer –> Existem muitas agências turísticas que fazem o passeio, na minha passagem pelo país eu conheci a Vem pro Chile. Fui super bem atendida pelo dono, Jorge, e ainda consegui uma promoção para os meus seguidores. Ele faz tour por vários lugares, entre eles, Cajon del Maipo, Baños Colinas, Valparaiso, etc.). Na compra de qualquer passeio, ganhe 15% de desconto! Basta falar no meu nome ou citar o Ela que Ama Viajar.

De carro/transfer a viagem dura mais ou menos uma horinha.

A compra do ingresso

Existem dois tipos de tour, eu escolhi o tradicional, mas ainda existe o Tour Marques de Casa Concha, que inclui degustação de queijos finos.

O passeio

A gente mal chega e já ganha uma taça para as degustações (você pode levar ela pra casa depois). O passeio começa nos jardins (que coisa mais lindaaaa, me senti num filme!), era ali que a família Concha Y Toro passava as férias de verão no fim do século XIX. Você começa andando por toda a área externa, passa pela mansão (no dia que eu fui ela não estava aberta) e circula entre as 26 cepas de uvas viníferas (dá pra provar as frutas!).

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Olha o humilde jardim da família…
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Degustação do primeiro vinho
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A mansão! No dia que eu fui estava fechada, mas dá pra visitar
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As cepas de uva: prove um cachinho, as frutas são deliciosas

Entre uma degustação e outra, você faz ainda uma visita às bodegas, entre elas, a tradicional Casillero del Diablo. O lugar, by the way, já suportou diversos terremotos. É nesse momento que a maior lenda da indústria mundial é contada! As luzes se apagam e você é transportado para o século XIX.

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Visita à adega subterrânea onde nasceu a lenda do el diablo…

A lenda: Don Melchior construiu uma adega subterrânea pra guardar seus melhores vinhos. Entretanto, começou a ser furtado e para afastar ladrões inventou que toda noite o diabo aparecia em sua “caverna”. Desse jeito ele conseguiu salvar suas relíquias… Espertinhoo né! A história ficou famosa e… virou vinho! No fim do passeio, você é levado ao lugar que o el diablo se esconde… Saca só!

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O diabinho camarada no fundo…

O almoço

Acabou? Só se você quiser! Complete o tour com um almoço no restaurante Concha y Toro (não está incluso). O cardápio possui diversas opções (carnes, peixes e pratos veggies), além de uma infinidade de vinhos… Como escolher? Fiquei louca!!! Optei por um rosé ma-ra-vi-lho-so, que infelizmente não tem no Brasil… 🙁

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Minha escolha para o almoço
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No prato principal escolhi salmão com nhoque ao molho de funghi (só de lembrar já me dá fome)

 

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Não deixe de pedir sobremesa: o cheesecake é delicioso

Se valeu a visita? Ir ao Chile e não conhecer a vínicola Concha Y Toro é como viajar a Paris e não ver a Torre Eiffel!

Ficou com dúvidas? Escreve aí que te respondo!

 

 

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Havana: um guia completo pra você se virar na capital cubana

Deixemos a política de lado. Cuba é encantadora, colorida e surpreendente. Estava planejando essa viagem há cinco anos, mas sempre trocava o destino de última hora. Erro meu! Me apaixonei pelo país assim que pisei em em Havana. Saí do aeroporto, fiz sinal para um táxi e entrei em um Cadillac ano 1946. O motorista já foi puxando conversa e me dando dicas da cidade. Enquanto a rádio local tocava reggaeton, ele me dizia o quanto gostava de morar em Cuba. “É seguro aqui!”, me garantia.

Decidi me hospedar em Havana Vieja (parte antiga da cidade). Queria realmente me sentir na Cuba dos anos 1950. Ao chegar no meu hostel, quase caí pra trás. O prédio era tão antigo que tive dúvidas se ele não poderia desabar a qualquer momento. Primeiro engano. As construções, apesar de velhas, eram verdadeiras fortalezas.

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A entrada do hostel… Mas não se assuste, dentro é tudo cuidadinho

Do lado de dentro, tudo novinho e bem cuidado. Abro a porta e sou recepcionada com um abraço pela dona do lugar. Parecia até que eu fazia parte da família dela, um amor e carinho sem igual. Em Cuba você é tratada assim, mesmo que seja uma estranha.

Ao caminhar pelas vielas de Havana, confesso, me senti desprotegida no início. Era como se eu estivesse andando pela Sé, em São Paulo. Pensava: “vou ser assaltada a qualquer momento”. Segundo engano! Como disse o taxista, a cidade não apresenta qualquer perigo! Ande sem medo, de dia ou à noite. Lógico, furtos podem existir se você deixar sua bolsa de lado, por exemplo. Mesmo assim, ao conversar com uma fotógrafa local, ela me contou que certa vez uma alemã havia esquecido sua bolsa numa praça. Duas horas depois, voltou ao local na esperança de encontrá-la. E encontrou! Estava no mesmo lugar, intacta!

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Pelas ruas de Havana

Os dias em Havana são longos, com um lindo por-do-sol às 19h. Saia com roupas frescas e calçado confortável, a temperatura beira 30 graus no mês de março. Prefira andar a pé ou de bike, os táxis são caros. Se precisar pegar um, opte pelo táxi compartilhado (espécie de uber pool). É fácil reconhecer na rua, são os automóveis mais velhinhos… rs

Abaixo, preparei um guia completo pra você curtir Havana!


A moeda

Troque a sua moeda ainda no aeroporto. Em Cuba, os valores são praticamente tabelados, então você não perde dinheiro. Importante: esqueça que o dólar existe (eles cobram uma taxa maior)! Leve euros!!

Existem hoje duas moedas correntes no país: o peso cubano, também chamado de moneda nacional, e o peso conversível, mais conhecido por sua sigla, CUC. Ele é a moeda mais forte, usada em setores específicos, entre eles, o turismo. O CUC tem paridade com o dólar americano (1 pra 1).

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A moeda dos turistas: CUCs cubanos

Já o CUP (peso cubano) é a moeda em que a maioria dos cubanos recebe o seu salário e paga suas contas. A cotação é mais ou menos de 25 CUP para 1 CUC. Nós turistas não podemos usar o CUP, mas se por um acaso algum vendedor quiser trocar com você, tudo bem. É fácil diferenciar as duas moedas, o CUC possui imagens de monumentos turísticos de Cuba enquanto o CUP carrega em suas notas heróis nacionais como José Martí, Camilo Cienfuegos e Che Guevara.


Transporte

O Aeroporto Internacional José Martí é o maior de Cuba e a porta de entrada pra quem chega em Havana. Fica localizado no sul da cidade a cerca de 18 km do centro de Havana.

Ao sair do local, você vai ver dezenas de táxis a sua espera. Prefira os carros mais velhinhos, as viagens saem mais baratas. Eu paguei 25CUC, geralmente os taxistas cobram de 30 a 35 CUCS. Os táxis mais caros são Turistaxi, Transgaviota e Taxi OK.

Quer economizar mais ainda? Pegue um táxi compartilhado, eles são chamados de Las Máquinas e param em pontos específicos (tipo um ônibus mesmo).

–> Você também pode dar um passeio em um carro conversível! Por toda a cidade existem centenas de antigos modelos coloridissimos! É possivel escolher pacotes de 1 ou 2 horas. Na verdade você combina tudo com o motorista. Ele geralmente passa pelos maiores pontos turísticos de Havana. Você vai no carona ou no banco de trás! É caro? Sim, cerca de 30, 40 cucs (40 dolares). Negocie!! Se não quiser gastar essa grana, vá na cara de pau e peça pra tirar somente uma foto.

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Onde se hospedar

Geralmente os turistas ficam entre dois bairros: Havana Vieja, o centro histórico, ou El Vedado, zona mais moderninha e cultural.

Em Havana Vieja eu me senti realmente na Cuba antiga (como escrevi acima) com casas coloridas e carrões antigos. É lá que fica a maior parte das atrações turísticas da cidade, como os  bares La Bodeguita del Medio e Floridita, o Museu da Revolução e o Museu Nacional de Belas Artes. A vantagem de ficar no centro histórico é que você pode fazer tudo a pé. Eu caminhava durante horas e descobria cada cantinho encantador. Sou bem suspeita pra falar, AMEI a parte antiga de Havana. Por sinal, esse bairro é tombado como patrimônio histórico pela Unesco.

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A única coisa que me incomodou em Havana Vieja foram os vendedores. Cada passo que você dá alguém vem te oferecendo algo: passeios, taxis, restaurantes e até massagens (existem muitos garotos de propaganda na cidade). Eu respirava fundo e seguia em frente!

El Vedado é totalmente oposto! É a cidade do “hoje”! Suas ruas são largas, não há muitos turistas por lá e o bairro é cheio de galerias de arte e centros culturais como a Fábrica de Arte Cubano onde acontecem exposições e shows. É bacana pra passear, mas achei longe de tudo. Em Vedado você gasta mais dinheiro de taxi, por isso, optei por Havana Vieja.

Olha, eu até podia te aconselhar a pegar ônibus, mas caraaaa.. sem noção! Eles são lotados o dia TODO. Pensa num bus pior do que os de São Paulo? Não vale o estresse… Como fiquei na parte antiga, quando precisava de um transporte, optava pelo táxi compartilhado.


Hotel, hostel ou casas particulares?

Hotel é a alternativa mais cara e impessoal, então já eliminei de primeira. Aconselho hostel e casas particulares. Mas um adendo: a maioria dos estabelecimentos não tem elevador, tem que subir de escada com a mala. Eu adoro hostel porque se você está sozinha, acaba fazendo amizades em 30 minutos. Acho bem divertido, pra vocês terem uma ideia, conheci uma brasileira e uma inglesa e viajamos juntas para Viñales.

Eu me hospedei no Cuba 58 Hostel, ele fica na Rua Cuba de número 58 (dãaa…. rs). As camas são ok, o café da manhã de tá direito a ovo, pão, café e suco e os banheiros são bem limpinhos. Só tive problema no primeiro dia porque o chuveiro demorou a ter água. Se não me engano, paguei 15 euros por 3 dias em quarto compartilhado. O que mais curti lá foi a recepção. As donas são umas fofas, te ajudam em tudo! Precisa de casa particular em Viñales? Elas arrumam! Taxi? Arrumam! Sugestões de lugares pra comer? Arrumam! E não é aquele tipo de dica falsa, elas não te mandam para um lugar turistão.

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Café da manhã no hostel

Depois que voltei de Viñales (conto em outro post), precisei reservar novamente uma diária no Hostel. Como não tinha vaga, elas me indicaram a casa particular Los Quarteles. Fica na rua do lado, fácil de achar. O lugar é maravilhosooooo se você tem 2 pessoas pra dividir o quarto. Me senti num filme! hahahahaa. Agora se está sozinha, vai pagar mais por um quarto lá… (30 cucs a diária)

Reserve aqui a sua hospedagem em Havana atráves do Booking.com. Você não paga nada a mais e ainda ajuda o blog! Lembrando que a maioria das reservas feitas através do Booking.com podem ser canceladas.


A Internet

Isso é algo bem novo em Cuba, esqueça aquela história de chegar no hostel ou em um café e pedir wifi. Pra navegar, cubanos e turistas precisam comprar um cartão, que vem com login e senha (1 hora = 1cuc). O segundo passo é procurar as praças da cidade que possuem o tal do wifi que vai conectar essa senha… (quando vc vê dezenas de pessoas paradas num lugar, pode ter certeza, ali tem o bendito sinal!). Louco ne! Sem contar que enfrentei 1 hora de fila pra comprar o tal cartão.

Mas olha, vai com paciência. Tenha em mente que você fará um detox porque a internet é lerda demais…. Foi bem difícil atualizar de lá, só conseguia usar o whats app e checar e-mails.


O que ver em Havana

Desde o fim da Revolução Cubana em 1959 e com o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos, o país ficou congelado no tempo.

Plaza de Armas – A praça foi a primeira da cidade, construída no século XVI. Nos fins de semana acontece uma feira de antiguidade.

Plaza de La Revolucion – O principal cartão postal de Havana e um dos símbolos da Revolução Cubana e do regime socialista. É lá que fica a emblemática imagem de Ernesto Che Guevara.  Também há um memorial dedicado a José Martí, criador do Partido Revolucionário Cubano. Como não tem nada pra fazer ali em volta e fica longe, preferi pegar aqueles ônibus turísticos, que passam pelos principais pontos da cidade.

Calle Obispo – nessa rua ficam as duas farmácias antigas de Havana, a Taquechel e a Johnson, da época em que as medicações eram manipuladas. Nas prateleiras há enormes potes de porcelana com medicamentos (eu, idiota, quando passei pela primeira vez, achei que fosse uma loja de decoração e queria comprar um desses vidros… hahahahaha). Na Calle Obispo fica ainda o Café Paris e o bar La Floridita, onde o escritor americano Hemingway tomava seus Daiquirís.

Plaza de la Catedral – Ela é tão linda…. é cheia de edifícios barrocos e claro, possui a Catedral de San Cristóbal de la Habana. Ao redor, ficam as típicas senhoras cubanas, com seus charutos e roupas típicas. Bem espertinhasss, as mulheres cobram 1 cuc pra tirar fotos com elas.

Museu de La Revolución – era o antigo palácio presidencial econta toda a história de Cuba. Não importa se você é comunista ou não, estamos falando de cultura e vale a visita. Não achei o acervo tão grande e organizado, mas é bacana! Só não vá esperando um Louvre… Atrás do museu fica o Memorial Granma. No “quintal” há tanques e aviões de guerra, além de um iate que levou Fidel Castro, Che Guevara e mais 80 combatentes do México para Cuba em 1956 a fim de dar início a fase decisiva da Revolução Cubana.

Capitólio Nacional – Ele foi construído em 1926, época em que a influência americana na ilha era muito grande (Cuba já foi o quintal dos Estados Unidos até acontecer a Revolução Cubana). Hoje o Capitólio é a sede da Biblioteca Nacional e Academia Cubana de Ciências, mas não está aberta a visitações. Ele está fechado há anos por conta de uma obra interminável

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Paseo del Prado – um simpático calçadão arborizado que fica no meio da Avenida Paseo de Martí, que começa no Capitólio e vai até o Malecón.

Malecón – É um calçadão a beira-mar que vai de Habana Vieja até foz do Rio Almendares. Os cubanos adoram se encontrar ali pra passear, pescar… Eu adorava tomar um mojito no fim da tarde por lá e assistir o sunset.

Forte de La Cabaña – Fica ali pertinho do Malecón, mas do outro lado da entrada da cidade. O forte, construído em 1774, protegia a Baía. Dá pra ficar horas andando por lá. Você ainda pode visitar o museu e ter uma vista privilegiada de Havana.


O que comer

Achei as refeições bem parecidas com os cardápios brasileiros. Arroz, feijão, carne, salada.. Mas eles ainda colocam banana na comida (minha mãe fazia isso comigo quando eu era pequena.. Ela deve ter sido cubana na encarnação passada). O prato mais famoso de lá chama-se Roupa Vieja. É um espécie de cozido feito de carne de porco e molho de tomate.

Recomendo comer nos paladares. Comida boa, caseira e barata (dependendo do lugar). Como virou modinha, alguns já tem preço de restaurante 5 estrelas… rs

Tem o La Guarida, que apareceu no filme Morango e Chocolate, mas de tão famoso, ficou caro e você precisa reservar, o Los Mercaderes (um pouquinho mais em conta) e o Los Nardos (melhor opção custo/benefício). Mas são milhares de opções por toda a cidade!

Eu confesso que o meu restaurante queridinho não é um Paladar. Fica ao lado do Cuba 58 Hostel e matou minha fome várias vezes… rs O Bar Máximo é sensacional! Comida de primeira e drinks deliciosos. Preço honesto! Eu não como carne vermelha e nem frango, então me fartei no camarão! hummmmm….

Existem dois lugares bem tradicionais e históricos em Havana, entretanto, não comi lá. Ouvi de muitas pessoas que a comida e bebida já não é tão gostosa como antes. Os bares são muito turísticos, você precisa brigar por um drink… hahahaha Por isso, desisti e só fiz algumas fotos. São eles: La Bodeguita (famoso por ter sido frequentado por Ernest Hemingway, Fidel Castro e Nat King Cole) e El Floridita (também conhecido porque er ali que Hemingway tomava seus daiquirís. Dizem, é o melhor daiquirí de Cuba….)

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Em frente ao famoso El Floridita

Curtiu? Tem mais alguma dúvida? Me escreva que te ajudo!

Mais sobre Cuba:

O que fazer em Cayo Largo

Como chegar em Cayo Largo

Cuba: o que fazer em Cayo Largo

Cayo Largo (ou Cayo Largo del Sul) é uma pequena ilha do Caribe e para chegar até lá, só de avião. São apenas 30 minutos no ar saindo de Havana (clique aqui para saber mais). A recepção no pequeno aeroporto Vilo Acuña é animada. Enquanto você espera sua mala na esteira, há a apresentação de um grupo de salsa. Confesso que estava morrendo de sono (era 7h da matina) e só queria entrar no transfer e dar de cara com aquele mar cristalino!

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Playa Sirena

Fiquei três dias na ilha e sinceramente não recomendo menos tempo. Prepare-se para fazer absolutamente NA-DA! O destino serve pra isso, relaxar, dar uma caminhada, se bronzear, comer, dormir, ler…. eu posso dizer que realmente consegui desacelerar nesse lugar! Minha terapia sem rivotril!

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Ler, comer, mergulhar, dormir… Relaxe em Cayo Largo

A praia em frente ao hotel

No primeiro dia aproveite pra dar uma reconhecida no local. Circule pelo resort (só há opções de resorts, sem casas de família), se delicie com uma piña colada (comidas e bebidas inclusas no pacote) e dê um mergulho na praia localizada em frente ao hotel. Há espreguiçadeiras e guarda-sol for free!

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Espreguiçadeiras em frente ao resort (Foto: Renata Telles)

Eu me hospedei no Pelicano. As diárias vão de 250 até 1000 e pouco reais dependendo do quarto escolhido. Eu fui no mais simples e curti (espaço grande, ar condicionado)!

Convenhamos: você vai passar o dia todo fora, na praia, pra que pagar caro num quarto? Hellooooo!

Os resorts são todos bem parecidos em relação à estrutura e atendimento. São antigos, precisando de reforma. A comida não é tão legal, é pesada e gordurosa, mas vai de gosto ne! (lembra muito a de cruzeiro…🤢). Reservei meu quarto pelo site Logitravel (bom porque parcela em 1000 vezes!)

Ilha das Iguanas

Na manhã seguinte, já relaxada, marque um passeio de catamarã (95 cucs – você compra direto no resort). Durante a programação é possível fazer snorkeling (no dia que fui o  mar estava mexendo muito..) e conhecer a Ilha das Iguanas!

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Ilha das Iguanas (Foto: Renata Telles)

Genteeee é a coisa mais linda do universo! Como o nome já diz, o lugar é lotado de iguanas! Tive até que tomar cuidado pra não o tropeçar em um bichinho rs. Lá não há quiosques, comida ou qualquer estrutura. Apenas os répteis e, sim, eles são donos de tudo! Por isso é necessário cuidado e respeito! Nada de tocá-los ou alimentá-los!

Lembre-se: nós somos os intrusos ali!

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O passeio dura o dia todo e inclui almoço. Como não curto lagosta, fiquei no ovo mesmo.. rs

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Meu almoço… Mas também tinha lagosta

Playa Sirena 

O terceiro e último dia pode ser uma ótima opção pra caminhar pelas praias Sirena e Paraiso. Foi o que eu fiz! 🙂 A Sirena tem cerca de dois quilômetros, possui muitas palmeiras e nenhum resort por perto. O mar turquesa é calmoo (quase uma piscina) e nas areias há restaurante, bar e lojinha de artesanato. Pra chegar até lá você tem duas opções: pagar 5 cucs no transfer do hotel ou 2 cucs em um taxi (obviamente, escolhi a segunda opção).

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A vontade é de ficar pra sempre no mar

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Playa Paraiso

De lá você pode pegar um novo taxi até a praia Paraiso (5 minutos de carro) ou ir andando… Eu preferi caminhar. O percurso dura uma horinha, mas você vai parando pra tirar fotos, dar um mergulho… recomendo a experiência.

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No caminho pra Playa Paraiso

Essa praia é naturalista, o que quer dizer que você pode dar de cara com nudistas. Eu ainda fico meio constrangida com isso, não consigo me acostumar e nem tirar a minha roupa… rs  O uso de trajes de banho ali é opcional, então eu não estava infringindo nenhuma lei…

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Olha esse mar! Não precisa nem de filtro ne

O mar é mais movimentado que a Sirena, por isso, tome cuidado! Haaaa e fique atento para ver estrelas do mar, tartarugas marinhas e diferentes espécies de peixes… Só pra você ter uma ideia, a Playa Paraiso foi considerada a quarta melhor do mundo pelo Tripadvisor no ano de 2016. Não é pouca coisa não ne?!

 

P.S: Recomendo levar uma mochila com água e lanche se for fazer a caminhada entre Sirena e Parayso!

Quando ir à ilha

A alta temporada vai de dezembro a março (ou seja, preços mais altos), por outro lado, é a melhor época pra visitar Cayo Largo. A temperatura beira 30 graus e à noite rola um ventinho frio. Se você for mais pro meio do ano (julho ou agosto), o calor estará duas vezes mais infernal.

Bom saber: o período de furacões vai de junho a outubro.

Mais sobre Cuba:

Como chegar em Cayo Largo

Um guia completo pra você curtir Havana

 

 

 

 

Amazônia: como foi passar uma semana navegando pela maior floresta do mundo

A Amazônia já estava na minha lista de trips há pelo menos 10 anos. Mas toda vez que ia orçar, eu achava os preços tão absurdos que desistia e passava as férias fora do Brasil (e pagando menos!)

Entretanto, com a desvalorização do real, a subida do dólar e a crise econômica, voltei a pensar novamente no destino. Os preços haviam caídos e as promoções pipocavam no meu e-mail. Ao mesmo tempo que a tentação batia a porta, uma amiga convidou: “quer passar uma semana navegando na Amazônia? Meu amigo está fazendo excursões de no máximo 12 pessoas”. Pronto, nem respirei… Partiu Amazônia 🙂

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Amazônia vista de cima (Foto: Renata Telles)

E é difícil explicar em apenas um post toda experiência que vivi por lá. Dormi em um barco no meio da selva, sem qualquer sinal, só ouvindo o barulho dos animais e testemunhando o por-do-sol. Chorei, ri, superei medos, experimentei comidas locais (até formigas assadas) e conheci pessoas maravilhosas! 

Por isso, aqui vai a 1 lição: VÁ PARA AMAZÔNIA PELO MENOS UMA VEZ NA VIDA

Geralmente os turistas tem como base Manaus. Se hospedam na cidade e diariamente fazem passeios de 4, 5 horas até o Parque Nacional do Jaú, trilho de índios, mergulho com botos… Eu fiz o contrário, dormi apenas uma noite na capital e me hospedei em um barco, que navegou 7 dias passando pelas principais atrações.

Então, bora que lá vem história!!

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O ponto de partida da minha viagem (Foto: Renata Telles)

O barco

Apesar de simples, era bem confortável. Dividi uma cabine que tinha beliche, lugar para guardar a mochila e um simpático banheirinho. Toda a água da bica e chuveiro vinha do Rio Negro.

Tínhamos cozinheiros que preparavam refeições deliciosas todos os dias, sempre com ingredientes locais, mostrando um pouquinho da gastronomia amazônica.

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As refeições do barco: gastronomia local com diversos tipos de peixes

Curiosidade: Quando se está no barco, mesmo na área externa, você não sente tantos mosquitos! Supertranquilo dormir até em uma rede no terraço! Eles só apareceram mesmo quando fizemos trilhas em mato fechado.

E já que estamos na Amazônia, por que não dar um mergulho no Rio Negro?! Nosso barco fazia algumas paradas e em uma delas, me joguei – literalmente. Claro, com a autorização da equipe responsável. Fui na cara e na coragem, mas a correnteza estava tão forte que não pude ficar muito tempo.

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Banho no Rio Negro

–> E o que tem nessa água? Piranha, pirarucu, botos… rs Só não entre se estiver machucado porque o sangue atrai as danadinhas! Fora isso, nenhum perigo!

O Encontro das Águas

Quem aí se lembra da aula de geografia no primário? No primeiro dia de navegação, dei de cara com o “Encontro das Águas”. O Rio Solimões (de águas claras e barrentas) se encontra com o Rio Negro (águas limpas e escuras), formando o maior rio do planeta, o Amazonas.

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Encontro das Águas (Foto: Renata Telles)

Por uma extensão de mais de 6 km, as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar. Isso acontece por conta da diferença entre a temperatura e densidade das águas e, ainda, à velocidade de suas correntezas: o Rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 22°C, enquanto que o Rio Solimões corre de 4 a 6 km/h a uma temperatura de 28°C.

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Olha o nosso barco no meio da Amazônia (Foto: Edson Vandeira)

Parque Nacional do Jaú

Depois de assistir o fenômeno, navegamos rio a dentro em direção ao Parque Nacional do Jaú. Por lá, a dica é percorrer os cursos d’água em uma voadeira. Essa é a melhor forma de conhecer e apreciar as belezas da região. Ao longo dos rios Jaú, Carabinani e Unini, o visitante pode observar bandos de araras e papagaios passando pela floresta de igapós (não pode fazer NENHUM barulho senão você assusta os bichos. Ficamos calados durante umas 2h e eu loucaa pra falar! rs). 😂

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Passeio de voadeira

Há ainda extensas praias de areia clara que formam-se no rio Negro – entre novembro e janeiro -, nas proximidades da foz do rio Jaú. Não consegui ver tantas praias porque fui em uma época chuvosa, mas achamos um pedacinho de areia para fazer um luau (conto mais pra frente!) 

O que fiz no parque: acompanhei o trabalho de biólogos que cuidam do bem-estar dos animais na Amazônia, entre os projetos, está o Programa de Conservação de Quelônios do Baixo Rio Negro. Essa tartaruguinha (ou quelônio) na foto é da espécie Irapuca. Ela dividia o berçário com outros três tipos: tartaruga da Amazônia, tracajá e Iaçá. Na base do parque @parquenacionaldojau, elas recebem cuidados e depois são soltas (com a ajuda da comunidade).

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Tartaruga Irapuca (Foto: Renata Telles)

Essa é base (entrada) do parque na Amazônia. Ela ainda possui casinhas simples (alojamento). Se você quiser dormir por lá, basta marcar com antecedência. Segundo os voluntários não há qualquer ajuda do governo para manter o lugar e fiquei um pouco triste ao presenciar a falta de estrutura do local. Todos estão ali por amor à floresta e aos animais.

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Parque Nacional do Jaú

Nosso barco dormiu nas margens do Rio, ali pertinho… Se você tiver um guia, pode fazer rafting, trilhas, conhecer cachoeiras, etc. O ingresso para o parque custa R$5 e recomendo ficar pelo menos 2 dias.

É legal saber

O parque abriga também relíquias da história da ocupação humana na região. Foram identificados alguns sítios arqueológicos e diversas inscrições em pedras (petroglífos). A região do Parque foi o primeiro pólo de colonização na Amazônia por indígenas, marcado por batalhas pela posse do território.

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Base do Parque Nacional do Jaú (Foto: Renata Telles)

A missão do parque é preservar o ecossistema amazônico de água preta a partir da sensibilização pela educação ambiental, da interação com as comunidades locais, do turismo sustentável e da busca pelo conhecimento com incentivo à pesquisa, cumprindo seu objetivo enquanto megarreserva e sítio do patrimônio mundial natural para as gerações atuais e futuras. O Parna do Jaú é o maior parque nacional brasileiro e a maior área florestal tropical contínua do mundo.

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Filhote de anta resgatado

Focagem noturna

Já passava das 20h quando decidimos sair para fazer focagem de jacaré. O guia leva uma lanterna e ilumina as margens do Rio até encontrar o bichinho. Pensei duas vezes se toparia subir em um barquinho e navegar no escuro, mas já que estamos no meio da floresta, vamos nos aventurar, certo?! 😉

Entramos em uma voadora e seguimos em meio ao breu e o “barulho” do silêncio… Sentia que a qualquer momento algum deles iria pular em cima da gente tipo filme de terror. Mas não é assim! (Thanks God)

Não vimos jacarés adultos, mas achamos filhotinhos. Chegamos perto para observar e entender como se alimentam, como engolem a comida (eles tem a língua presa na boca e mordem a presa de lado). No fim, vimos ainda pássaros noturnos. Era quase como um episódio do Globo Repórter, mas ao vivo 😂😂).

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Que medo… Jacaré Açu (Foto: Marcelo Valsechi)

Valeu super a experiência e recomendo o passeio! A foto top acima é do Marcelo Valsechi (ele é o responsável por essa viagem inesquecível e organiza várias eco trips. Não achamos esse simpático bichinho durante a focagem. A imagem foi do dia seguinte, mas também é rara! Esse é o jacaré açu, o maior da espécie. Ele pode chegar a 6 metros e meia tonelada de peso.

A árvore sagrada

Essa é a Samaúma, considerada sagrada para os antigos povos. Na Amazônia ela é conhecida como “árvore da vida” ou “escada do céu”. Os indígenas consideram-na mãe de todas as outras e acreditam que ela tenha poderes mágicos, protegendo inclusive as demais árvores e os habitantes da floresta.

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Árvore Samaúma

Para chegar até ela fizemos uma rápida trilha. O lugar é realmente mágico, agradeci, abracei e saí de lá com outra energia. A Samaúma pode atingir até 90 metros de altura, sendo uma das maiores árvores da flora mundial.

Os botos

Chegamos à parte mais fofa da viagem. A princípio fiquei muito ressabiada quando ouvi “você vai nadar com botos”. Lembrei dos golfinhos que são explorados pelo mundo todo e passam o dia inteiro dentro de um tanque tirando fotos… 🙁

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Meu amiguinhooo (Foto: Renata Telles)

Mas os botos não!  Eles estão em seu habitat natural e tudo o que você precisa fazer é observar de uma plataforma. Se eles forem com a sua cara, se aproximam… rs. Os botos não estão presos e são alimentados diariamente (aliás, a gente nem pode dar comida porque senão eles ficam obesos. Existem horários e quantidades específicas).

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O legal é que você não nada com eles, fica em uma superfície observando, somente com os pés na água… Assim respeitamos o espaço dos botos!

Nem preciso falar que fiquei emocionada, feliz, extasiada quando um se aproximou de mim. Queria poder abraçar! (mas devemos respeitar o espaço dos animais)

A lenda

Você conhece a lenda do boto rosa? Nas noites de lua cheia ele se transforma num jovem belo e elegante. Vestido de branco e como chapéu a fim de esconder as narinas, ele – galanteador – escolhe a moça mais bonita da festa e a leva para o fundo do rio onde a engravida e depois a abandona 😂

Na manhã seguinte ele se transforma em boto novamente. A lenda é muito usada para justificar uma gravidez fora do casamento. A gente costuma dizer “a criança é filho do boto” (se o bebê é filho de pai desconhecido).

Haaaaa e na cultura popular amazônica acredita-se que a pessoa que comer a carne de boto ficará louca e enfeitiçada

Visita a tribo indígena

Depois de navegar por 5 dias, já voltando em direção à Manaus, chegamos a tribo Dessana Tukana. Ir à Amazônia e não ver índio é como visitar o Rio e não conhecer o Cristo.

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Tribo Dessana Tukana (Foto: Renata Telles)

A tribo não era tão roots quando pensava. Segundo o chefe da tribo, alguns tem até e-mail. Uma amiga perguntou como fazia para comprar os chás da tribo e a índia disse: “Me envie mensagem. Mando para o Brasil todo”

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Apresentação na tribo Dessana Tukana (Foto: Renata Telles)

Mas valeu conhecer um pouco da cultura e acompanhar a rotina deles. A tribo apresentou várias danças, foi super solícita e nos mostrou o artesanato que produzem.

Se você quer ver índios selvagens em lugares inexplorados, cuidado. Nem todos querem receber brancos e a tribo Dessana Tukana é a mais civilizada. 

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Tribo Dessana Tukana (Foto: Renata Telles)

Na aldeia o chefe da tribo explicou o que eles comem no dia-a-dia. Basicamente são diferentes tipos de peixe e… formigas! “É a nossa pipoca quando assistimos filmes”, me disse ele.

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Nosso almoço… (Foto: Renata Telles)

Depois de relutar um pouquinho, decidi experimentar…. rs Como eles não colocam tempero, achei o gosto estranho, de queimado mesmo… Vontade de encher de páprica e molho barbecue.

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Formigas assadas. Tem coragem de comer?  (Foto: Renata Telles)

Fomos bem recebidos pela Dessana Tukana, mas durante a navegação avistamos uma aldeia (sorry, nao vou lembrar o nome) que abomina brancos. Por ali, índias que tem relação fora da tribo passam a ser “escravas” e trabalham muito mais. ☹️ Esses índios, quando vão à cidade (Novo Airão) possuem até uma parte do restaurante reservado pra eles.

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Índia na tribo (Foto: Renata Telles)

O luau

Lembra que lá em cima falei que faixas de areias viravam pequenas praias? Pois bem… A viagem já estava demais e ficou ainda melhor quando encontramos uma delas no meio da Amazônia. Passamos o fim da tarde em uma “praia” deserta e à noite fizemos um luau com direito a um verdadeiro banquete montado pela tripulação ❤. E toda hora me pegava extasiada, repetindo: “Cara! Eu tô fazendo um luau no meio da Amazônia!!!” 😍🌳Queria poder postar essas imagens, mas ficaram bem escuras e não dão a noção exata da grandiosidade do evento.

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Nosso luau na “praia”da Amazônia (Foto: Renata Telles)
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Nosso luau na “praia”da Amazônia (Foto: Renata Telles)

Massss eu peguei emprestado a foto mara do nosso fotógrafo oficial da viagem Edson Vandeira para vocês terem ideia de como estava o céu naquela noite… <3

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Noite de luau e o céu estava assim… (Foto: Edson Vandeira)

Manaus

Chegamos a fase final da viagem. Depois de navegar por 5 dias, desembarquei em Manaus para descobrir o que a cidade tinha a oferecer… E claro, a primeira parada foi visitar o Teatro Amazonas. Entrar naquele palácio é voltar no tempo e imaginar os grandes espetáculos e festas do século 19. Inaugurado em 1896, o lugar é o símbolo máximo de Manaus e a expressão mais significativa da riqueza da cidade durante o ciclo da borracha (como eles tinham grana!!)

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Teatro Amazonas (Foto: Renata Telles)
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Teatro Amazonas (Foto: Renata Telles)

O teatro era frequentado pela elite da belle époque, como foi chamado o período em que Manaus viveu a época áurea da borracha, no final do século XIX. Foram 17 anos de obras até a inauguração no dia 31 de dezembro de 1896.  Arquitetos, construtores, pintores e escultores vieram da Europa para a realização da obra.

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Teatro Amazonas (Foto: Renata Telles)

A decoração interna ficou por conta de Crispim do Amaral, com exceção do Salão Nobre, a área mais luxuosa do prédio, entregue ao artista italiano Domenico de Angelis. A cúpula do teatro é composta de 36 mil peças de escamas em cerâmica esmaltada e telhas vitrificadas, vindas da Alsácia.

👉O local conta ao todo com 700 lugares e já teve em seu palco apresentações de grandes nomes da arte no mundo. Vale a pena acompanhar a programação e assistir algum espetáculo!

Delícia de culinária

Eu só tive um dia em Manaus, mas não queria sair dali sem provar o famoso X-caboclinho. O sanduba é lanche popular na região. O recheio é feito com tucumã (fruto da Floresta Amazônica), queijo coalho, ovo e banana. A aparência pode não ser linda, mas é divinooo meu povo! O Tucumã não é azedo, é bem leve… Recomendo esse restaurante: Tacaria Amazônia – fica no centro, pertinho do Teatro.

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Sanduba tradicional X-caboclinho (Foto: Renata Telles)

Balada em Manaus?

A noite de Manaus reserva muitas surpresas… ✌🏻Quer dançar rock? Tem! Quer dançar carimbó? 💃🏽Tem também! No meu caso só queria uma cerveja e um bom papo e nada melhor do que parar no boteco mais badalado da cidade, o Bar do Armando 🙋
Tudo muito simples, mas animado. Grupo de samba raiz (me senti por um segundo em plena Lapa, no Rio), bolinhos de pirarucu, cerva gelada e as figuras mais engraçadas de Manaus.

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Bolinhos de pirarucu do Bar do Armando (Foto: Renata Telles)

Não se assuste se algum manauara puxar papo. Em 10 minutos ele já terá contado toda a sua vida e a história de Manaus (todos muito simpáticos e solícitos). Fiquei sabendo que na época do ciclo da borracha os endinherados mandavam lavar até as suas roupas na Europa. Aliás, você só conhece realmente uma cidade quando senta pra papear com locais… #ficaadica

Hospedagem

Eu, como sempre inventando moda, queria algo diferente. Antes de viagem pesquisei vários lugares e encontrei o Abaré Floating, um hostel flutuante (como iria passar apenas 1 noite na cidade, queria que fosse especial).

O lugar realmente é incrível! Você dorme em uma casa no meio do rio e durante o dia pode alugar jet ski, prancha, boia… Lá também tem restaurante e à noite diferentes festas.  Na foto, meu café da manhã delicioso no hostel: tapioca com queijo coalho e ovo mexido com suco de cajá!

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O hostel que fiquei hospedada, Abaré Floating, e seu café da manhã (Foto: Renata Telles)

🤦‍♀️O único problema é que o hostel fica do outro ladoooo do mundo 😂😂. Tinha visto no mapa, mas não imaginava que fosse tão longe. Fica pro lado de Ponta Negra e do centro até o hostel prepare-se para gastar em torno de R$80 de taxi (e nem todo taxista conhece o lugar – para chegar lá você passa por uma estradinha de terra no meio do nada…)

Vale a pena? Se não se importar com a distância, sim. O bom é que ele fica perto do aeroporto. Caso contrário, a região do centro tem grande variedade de hostel e hotel (recomendo o Hostel Manaus e o Quality Hotel pelo preço em conta).

Só saí com um arrependimento de lá: não ter conhecer Presidente Figueiredo! As cachoeiras são incríveis!! O Mochilão a Dois passou por lá e conta como foi a experiência!

Tem mais dúvidas? É só me escrever que te ajudo com todo o roteiro!

Tudo o que você precisa saber sobre o Jalapão: dicas, roteiro, hospedagem…

Quando decidi viajar para o Jalapão, ouvi de alguns amigos: “Mas onde fica isso?”. Os mais surdinhos, pasmem, diziam: “Japão? Que irado!”.  Depois de muitas risadas, eu explicava com toda calma do mundo que Jalapão é uma região do cerrado brasileiro, localizado no Tocantins.

Eles torciam o nariz… “O que tem pra fazer nesse fim de mundo?”.

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Fervedouro Bela Vista (Foto: Renata Telles)

E sim, eu mostrava uma dessas fotos para os meus amigos… rs Convenci você também?

A verdade é que o Jalapão já é um velho conhecido dos mochileiros roots e de uns cinco anos pra cá virou destino hype entre muitos viajantes (agora com a novela O Outro Lado do Paraíso, a tendência é que o roteiro fique ainda mais disputado – e caro!).

Mas antes de te falar tudooo sobre essa trip, tem algumas coisinhas que você precisa saber:

1 – Tem medo de insetos? Não vá… Você certamente vai cruzar com sapos, borboletas, besouros e até baratas (mas esse episódio eu conto mais abaixo… rs)

2 – Não existem resorts por lá e a estrutura de pousadas é bem precária. Quer conforto de hotel? Então desista de ir. Você dorme em quartos simples que possuem apenas cama e banheiro. Nem espelho eu achei… rs

3 – As atrações turísticas são distantes uma das outras. É preciso ter um carro 4X4, ele será seu melhor amigo para enfrentar as estradas de terra. Eu rodei quase 1000 quilômetros em 4 dias. Tenha em mente que a maior parte do tempo você estará dentro de um carro tentando chegar no seu destino.

4 – Dá pra ir por conta própria? Olha, até dá, mas é altamente recomendável ter um guia com você. Eu fechei carro + passeios + hospedagem + comida apenas com um guia (Cristiano Tavares – ele é bem conhecido e super recomendável!). Não me preocupei com nada ao chegar lá! Além do mais, você precisa saber pilotar muito bem uma 4X4 porque senão ficará atolado na estrada.

Ainda quer visitar o Jalapão? Simmmm?! Tenha uma certeza: você não vai ver nada igual no resto do mundo! Prepare-se para se apaixonar por esses cenários cinematográficos <3

O que é o Jalapão?

Localizada no Estado do Tocantins, a região encanta por suas águas azuis, chapadões e serras com clima de savana, além da paisagem de cerrado, com direito a dunas alaranjadas, nascentes e impressionantes formações rochosas.

A maioria dos atrativos fica nas cidades de Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta do Tocantins e São Félix do Tocantins. Em meio a 34 mil km² de paisagem árida, a região é cortada por uma imensa teia de rios, riachos e ribeirões, todos de águas transparentes e potáveis.

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Quando ir?

É possível visitar o lugar o ano todo!! A estação seca vai de maio a setembro e a chuvosa, de outubro a abril. Eu fui no feriado de Finados e peguei uma temperatura de 30 graus! De madrugada chovia muito, mas durante o dia lá estava aquela temperatura do demo…

Como chegar?

Não há aeroportos na região do Jalapão, por isso o único meio de transporte até lá é por via terrestre. Para quem chega de outros estados o ideal é ir de avião até Palmas, capital do Tocantins, e de lá seguir de carro até o Jalapão. A principal via de acesso, a partir de Palmas, é a TO-030 até Santa Tereza do Tocantins, e depois a TO-130 até Ponte Alta.

Quantos dias devo ficar?

Em quatro dias conheci as principais atrações, dá pra ficar mais? Sim, se tiver mais tempo, planeje a viagem para 7 dias.

O que levar?

Dinheiro! Não existem caixas eletrônicos por lá, eu só achei um no aeroporto de Palmas, foi o que me salvou. Alguns estabelecimentos aceitam cartões.

A bagagem: esqueça a mala de rodinhas! Leve uma mochila com pouquíssima roupa! Você passará a maior parte do tempo de biquíni e shorts. Não esqueça do filtro solar, chapéu e repelente (tem muitosssss mosquitos!)

O que tem pra ver lá?

Fervedouros espetaculares !!! “Ferve- o quê?” WTF is this? São piscinas naturais, cristalinas e de areia branquinha rodeadas de bananeiras. Por conta de um fenômeno chamado de ressurgência das águas, é impossível afundar o corpo. Isso acontece porque sob a piscina há um lençol freático e logo abaixo uma rocha impermeável. Sem encontrar vazão pela rocha, a água nasce e é jorrada com muita pressão, empurrando para cima a areia e o que houver sobre ela. A sensação é muito curiosaaaa, você vai se divertir!

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Fervedouro Bela Vista

Eu visitei os quatro principais (há dezenas catalogados). Todos ficam em propriedades particulares e é preciso pagar de R$10 a R$25 reais dependendo do lugar. Infelizmente não dá pra ficar horas nadando… Como eles são pequenos, há limite de pessoas e tempo estipulado (apenas 20 minutos por grupo). Os fervedouros estão localizados na estrada que liga Mateiros a São Félix.

Fervedouro do Ceiça (ou das Bananeiras) – Foi o primeiro a ser divulgado para o público (tem mais de 20 anos) e é um dos mais famosos do Jalapão. Tem muitosss peixinhos em sua água <3

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Fervedouro do Ceiça

Fervedouro  Bela Vista – Um dos mais lindos, quando entrei ali mal pude acreditar no que estava vendo… O grande poço redondo, com 15 metros de diâmetro, tem água extremamente azul. Aproveitei pra almoçar no local, comida simples, gostosa e bem caseira. Também dá pra dormir por lá. Eles alugam quartos.

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Fervedouro Bela Vista

Fervedouro do Alecrim – Como já tinha visitado o Bela Vista e o Ceiça achei esse bem fraquinho. A água é mais turva, verde.

Fervedouro dos Buritis – Igualmente lindo, azul e com muito verde a sua volta. Eu não conseguia parar de clicar, tive que brigar com a memória do meu celular…

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Cachoeira do Formiga

Se não bastassem os fervedouros paradisíacos, me deparo com a cachoeira mais linda que já vi na vida! Sério, não estou exagerando. É um cenário dos sonhos! A cachoeira do Formiga (tem esse nome por conta do nome do Rio, Formiga) é morninha e a sua cor é de enlouquecer!! Nem precisa colocar filtro nas fotos… hahahaha Aproveite a queda d’água para uma massagem nos ombros, relaxe e sinta a vibe do lugar…

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Cachoeira do Formiga
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Cachoeira do Formiga (Foto: Renata Telles)

Cachoeira da Velha

É a maior queda d’água do Parque Estadual do Jalapão. Não dá pra nadar, é perigoso, mas existe uma plataforma de madeira pra visitação. Para os mais corajosos, há a possibilidade de fazer rafting (se não me engano, custa entre R$100 a R$150).

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Cachoeira da Velha – ainda dei sorte de ter arco-íris (Foto: Renata Telles)
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Cachoeira da Velha

Prainha do Rio Novo

Está localizada a poucos metros da Cachoeira da Velha, tem longa faixa de areia branca, água tranquila e muita sombra para quem quiser descansar. Fiquei pouquíssimo tempo nesse paraíso e se pudesse teria passado o dia inteiro deitada na beira do rio.

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Prainha do Rio Novo (Foto: Renata Telles)

Serra do Espírito Santo

Saindo de Mateiros, são cerca de 30 km de estrada arenosa até a serra. Ela oferece uma vista deslumbrante do cerrado! Mas pra chegar até lá é preciso enfrentar uma trilha íngreme de cerca de 500 metros (pra mim pareceu 5 km.. rs). Ela conta com corrimão em alguns trechos e pontos de paradas com banquinhos para respirar e repor as energias. Eu subi por volta das 5h pra ver o nascer do sol (é o recomendável já que mais tarde faz muitooo calor). Se valeu a pena? Veja as fotos!

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Nascer do sol da serra do Espírito Santo (Foto: Renata Telles)
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Nascer do sol da serra do Espírito Santo

Dunas do Jalapão

É um dos grandes cartões postais da região e fica dentro do Parque Estadual do Jalapão. A subida é fácil, mas confesso que não estava aguentando de calor lá em cima (ok, fui em um horário ingrato… então fica a dica: prefira o por do sol!)

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Dunas do Jalapão (Foto: Renata Telles)

 

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Dunas do Jalapão

Pedra furada

Mais um lugar de encher os olhos! Trata-se de um grande conjunto de blocos de arenitos, que foi esculpido pela ação da chuva e dos ventos, formando diversos buracos em formatos de arcos que lembram alguns portais. Assisti o por do sol de lá, vi diversas araras e saí de lá com a certeza de já querer voltar!

Aos noveleiros: A Pedra Furada, aliás, foi usada como locação na trama global O Outro lado do Paraíso.

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Pedra Furada (Foto: Renata Telles)
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Pedra Furada – assista o por do sol de lá
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Arara azul na Pedra Furada (Foto: Renata Telles)

Povoado Mumbuca

Fica no município de Mateiros, perto da rodovia TO-110 e a população é uma espécie de grande família que se originou de remanescentes de quilombolas e indígenas que habitavam a região. A base da economia local é o artesanato de capim dourado. Por onde você passa encontra brincos, colares, bolsas… Uma vez por ano, geralmente em setembro, é realizada a festa da colheita do capim dourado com manifestações culturais e cantorias.

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Artesanato local feito com capim dourado. Há diversas lojas no Jalapão (Foto: Renata Telles)

Onde ficar?

Existem muitas pousadas no Jalapão, todas são bem simples e algumas possuem café da manhã farto. Em São Félix super indico a Encanto. Ela tem pequenos chalés. Já em Mateiros eu NÃO indico a União Tavares. E é aí que entram as baratas… Os quartos estavam infestados delas. Uma das minhas amigas acordou com o bichinho em cima dela no meio da madrugada.. Nada simpático e higiênico né? Conclusão: deixamos a pousada às 3h e seguimos para a trilha do Espírito Santo já que não conseguimos dormir mais!

Na cidade de Ponte Alta ficamos em uma pousada que ainda está em fase de testes. Se chama Fazendinha. Se depender de mim já está aprovada! O lugar é imenso, a comida deliciosa e você ainda consegue tomar banho de rio. O proprietário ainda vai melhorar a estrutura. Por enquanto há apenas 3 quartos.

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Chalés da pousada Encanto em São Felix (Foto: Renata Telles)
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Pousada Fazendinha em Ponte Alta. Há ainda um rio dentro da propriedade (Foto: Renata Telles)

O que comer?

Pra mim o tópico mais complicado já que não como carne. As refeições são basicamente arroz, feijão, macaxeira, carne de vaca ou frango e uma saladinha safada… rs Precisei pedir um ovinho todos os dias. Me salvou! Haaaa, prove os picolés e sorvetes de massa da marca Frutos de Goiás, são incríveis… Experimentei o de cajá, buriti, pequi, cupuaçu, araticum e taperebá.

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Café da manhã na Fazendinha (Foto: Renata Telles)
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Sorvetes com frutas típicas (Foto: Renata Telles)

5 gordices (lindas e deliciosas!) que você precisa experimentar em Nova York

A gente sabe que americano é expert em criar lanches deliciosos (e calóricos), né? Pois bem, passei pela Big Apple na semana passada e experimentei as guloseimas que estão dando o que falar em Nova York neste verão. Do Brooklyn à Chinatown, anote as dicas! Se você está de viagem marcada, já vai correndo na esteira para se jogar sem culpa nas gordices! Isso é o que chamo de uma verdadeira food porn! Rs

Eu não curto o bairro de Chinatown (sorry!). Muita gente na rua e a cada passo aparece um oriental te oferecendo algo, quase que te puxando pelo braço… Dessa vez, entretanto, abri uma exceção para conhecer duas sorveterias maravicherry. Só de lembrar já fico aguando…

A primeira é a Wukongus, que vende verdadeiras obras de arte em forma de sorvete. Você escolhe o sabor da bola, a cor do algodão doce e adiciona quantos topping quiser!!! (lógico que coloquei 3645… rs).

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Sente a obra de arte!! hahahahaha Nem queria comer…. rs (Foto: Renata Telles)

 

Optei pelo Caramel Pecan Turtles (caramelo com nozes)  e finalizei com algodão doce, marshmallow, canudinho de chocolate, balas, castanhas, sucrilhos coloridos e por aí vai… rs Paguei a bagatela de $6,99 e posso garantir: foi o melhor sorvete da vida! Eu não queria comer no início de tanta pena… hahahaha Tirei milhares de fotos da “escultura”.

 

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Lindo demais ne? (Foto: Wukongus)

A segunda parada foi no Taiyaki NYC. O lugar aberto há pouco tempo vende uma adaptação do taiyaki, doce japonês que dá nome do local. Fui na hora do almoço (estrategicamente para não pegar filas… hehe. Por volta de 12h, quando abre a sorveteria, é supertranquilo e pude degustar minha iguaria sem estresse).

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Queria fazer 1000 imagens antes de comer… hahahaha (Foto: Renata Telles)

Feito de massa de panqueca e recheado com uma pasta doce de feijão vermelho, o bolinho é assado em forma de peixinho (e é usado no lugar da tradicional casquinha de sorvete). São cinco opções de sabores e centenas de toppings. Escolhi um dos mais pedidos, o Unicorn Taiyaki (olha que gracinha na imagem abaixo!). Mais uma vez, de tão fotogênico, tive pena de comer… rs Paguei $7,99.

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Esse foi o meu sorvete de unicórnio… Lindo ne? (Foto: Renata Telles)

Ainda em Chinatown há a cafeteria Sweet Moment. As bebidas são servidas com cremes nos sabores chocolate, matcha e red velvet. Olhem as carinhas, são muitooo fofas ♥.

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Café com creme de chocolate, red velvet e matcha (Foto: Sweet Moment)

Também há milk-shakes e sorvetes combinados com diversas frutas. Gamei nessa melancia, mesmo não sendo fã. Acho que vale uma visita, certo? rs

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Dá até pena de comer… (Foto: @ehgg)

Já em East Village visitei a famosa Wowfulls. Também é uma sorveteria (a portinha é estreita, você não dá nada pelo lugar) e sua casquinha é feita de waffles.

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Escolhi um sorvete de matcha com balas e calda de caramelo (Foto: Renata Telles)

A guloseima é gigante e assim como as lojas de Chinatown, não há limites de topping. Provei o sabor preferido dos nova-iorquinos, matchá (espécie de chá verde que acelera o metabolismo e queima de gordura.. vai que funciona ne.. hahahaha).

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Já esse era de vanilla com marshmallow, morango e chocolate… Delicia! (Foto: Renata Telles)

Do outro lado da ilha, no Brooklyn, mais especificamente em Williamsburg, foi a vez de experimentar o tradicional bagel americano. Mas não era qualquer um… Eu, que sou apaixonada por pão, precisava conhecer os quitutes co-lo-ri-dos da The Bagel Store! Os rainbows bagels, de tão fofos, parecem até massinha de criança…

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Gulaaaa.. Comprei 4 e deixei até para o café-da-manhã (Foto: The Bagel Store)

Você pode comer com ou sem recheio. Prepare-se para os sabores: nutella, morango, abóbora, tomate seco, cookies, manteiga de amendoim e outras dezenas de opções doces e salgadas.. Minha fome era tanta que comprei 3 bagels simples e 1 com recheio de morango. Exagerei né minha gente?! Aguentei comer metade de um (achei enjoativo, confesso). Os outros eu guardei para o café do dia seguinte. Esquentei no forninho, mas, sinceramente, já não estavam tão gostosos.

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Meu lindo bagel… (Foto: Renata Telles)
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Dá para resistir? Você pode escolher entre dezenas de recheios… (Foto: The Bagel Store)
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Escolhi recheio de morango.. É gostoso, mas não consegui comer tudo… Acaba enjoando            (Foto: Renata Telles)

 

Fim de semana no Chile – confira o roteiro completo e boa viagem!

E aí surgiu uma folga no trabalho e não pensei duas vezes: bora viajar! Tinha três dias para aproveitar um novo destino e sabia que não poderia escolher algo tão longe senão passaria a maior parte do tempo dentro de um avião…

Optei pela América Latina e a Gol deu o empurrãozinho final! Você acredita em destino? Eu sim! rs No mesmo dia pintou promoção da companhia para o CHILE e eu só apertei o botão Enter!

Foram os três dias mais surpreendentes e agradáveis que passei. Em primeiro lugar: como os chilenos são simpáticos e prestativos!! Que educação!! Não passei nenhum sufoco, não teve nem taxista querendo me passar a perna! rs

Abaixo, segue meu roteiro! É só imprimir e levar, você não vai se arrepender! ♥

Dia 1

Primeira parada: Cerro San Cristobal (funciona das 10h às 20h). A estação inicial fica na entrada do Parque Metropolitano, na Pío Nono 445. Já fui correndo ver a cidade todaaa do alto! Você sobe de funicular (espécie de bondinho). O percurso dura apenas 8 minutos.

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Funicular que leva até o Cerro de San Cristobal

Chegando lá em cima você terá uma vista linda de Santiago! Eu ainda consegui ver um pouquinho da Cordilheira dos Andes. Ali também está localizado o Santuário Imaculada Conceição, com uma imagem de 22 metros de altura e uma capela construída em 1931. Tudo muitoo bonitinho!

Dizem que não existe nada mais chileno que um Mote con Huesillos. A mais pura verdade e por isso virou até expressão popular: “Más chileno que el mote con huesillos”. Eu provei a bebida durante minha visita ao Cerro San Cristóbal. Mas do que é feito esse troço? Trata-se de um chá com grãos de trigo cozidos, pêssegos desidratados e aroma de canela. Ele é servido gelado e com uma colher que serve para “pescar” o que sobrou no corpo. É gostoso Rê? Hummmm confesso que não me dou bem com pêssegos. Achei ok, nada delicioso, um pouco doce demais… (ainda prefiro o velho mate limão de galão na praia de Ipanema)

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Mote con Huesillos. Servidos?

Na descida visite a La Chascona, uma das três casas-museu do poeta Pablo Neruda (das 10h às 18h). Ele construiu o lugar em homenagem a sua terceira mulher, Matilde Urrutia (na verdade antes ela era amante e eles se encontravam escondidos ali…) La Chascona significa descabelada, em referência aos fios rebeldes da mulher.

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La Chascona – casa museu de Pablo Neruda

Lá dentro há objetos e manuscritos do poeta mais famoso do Chile e ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1971. Tem até foto dele com Tom Jobim <3

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Sala de jantar da casa. Tudo muito conservado (Foto: NY Times)

Ao sair do museu, o passeio continua a pé em direção ao centro da cidade. Atravesse o Rio Mapocho e caminhe aproximadamente 1 km pelo parque que o acompanha até chegar ao Museu Nacional de Bellas Artes.

A poucas quadras fica ainda o Mercado Central (é tipo o mercadão de São Paulo, sabe?). É uma mistura de cores, sabores e cheiros da cultura chilena. A tradicional culinária local e a famosa centolla (uma espécie de caranguejo gigante que é cultivado no Sul do Chile podem ser degustadas nos restaurantes do mercado). Há ainda barracas que vendem frutos do mar, ervas, queijos, carnes, artesanatos e muito mais (eu não curti muito a muvucada de lá e garçons te empurrando cardápios o tempo inteiro.. mas vale a visita!)

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Mercado Central (Foto: Boots in the oven)
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Plaza de Armas

De lá, siga para a Plaza de Armas, onde está localizada a Catedral Metropolitana e o Museu Histórico Nacional

Não deixe de ir ao Palacio de la Moneda, sede da presidência chilena. Ali acontece a troca da guarda, dia sim, dia não, às 10h.

No fim da tarde, caminhe até o Cerro (Morro) Santa Lucia. Lá há praças, uma fonte e escadarias que levam a um mirante localizado no topo. Ele proporciona um belo visual panorâmico da região central da cidade (a 69 metros do chão e a 629 metros acima do nível do mar).

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Escadaria que leva até o mirante localizado no Cerro (Morro) Santa Lucia. (Foto: I Like Chile)

Na saída, siga para o bairro de Lastarria. Sério, que lugar mais fofooo! Cafés, livrarias, restaurantes de todos os tipos… Tudo tão charmoso! Na rua José Victorio Lastarria ainda há uma feira de antiguidades às quintas, sextas e sábados (das 10h até umas 20h).

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Lastarria – bairro boêmio (Foto: Santiago do Chile)

DIA 2

Eu saí do Brasil loucaaaa pra conhecer Cajón del Maipo. Não estava me aguentando de ansiedade. A 70 km de Santiago, a cidade de San José do Maipo é o ponto de partida para chegar a termas de Maipo. As termas são piscinas naturais rústicas situadas a 2.900 metros acima do nível do mar, no coração dos Andes com águas provenientes do vulcão San José.

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Sente o caminho na estrada…

Há duas possibilidades de chegar lá: reservar um passeio com a Manzur Expediciones (cerca de 16000 pesos por pessoa) ou alugar um carro. Eu parti para a segunda opção!

Eu peguei um carro popular a fim de economizar no Rent Centric. Paguei R$103 por um Chevrolet Spark com GPS e seguro (a gasolina lá custa cerca de R$ 4 o litro).

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Ovelhinhas simpaticas no meio do caminho
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Parada na estrada para brincar com a neve… hehehe

No meio daquele paraiso em Cajon del Maipo tudo que eu queria aproveitar eram os banhos termais, mas como nem sempre tudo são flores durante as viagens…. me deparei com parte da estrada assim, interditada com um baita buraco (olha a foto!).

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Me dei mal… sente o que apareceu no meu caminho

E o que aconteceu meu povo? Como a esperta aqui quis economizar no aluguel do carro escolhendo um modelo baratinho, acabei me dando mal! Como um automóvel urbano vai aguentar uma viagem em estrada de terra? Helloooo! Então fica a dica! Vale pagar mais R$100 reais e não passar por esse perrengue!

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Sente o carrinho mequetrefe que aluguei…

Me xinguei por algumas horas pela economia besta que me impediu de chegar até onde eu queria… Tá vendo essa foto linda aí embaixo? Não, não fui eu que tirei… rs Foi só pra mostrar que o Baños Colinas seria meu destino final em Cajon del Maipo caso o meu carro não tivesse atolado na estrada 😰

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Bãnos Colinas – Eu não consegui chegar até aí… (Foto: Chile Travel)

Para quem deseja conhecer as piscinas, a melhor época é visitar entre novembro e março porque a temperatura é boa e não tem neve no caminho.

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Apesar de não conseguir chegar até o destino final, pelo menos pude apreciar essa paisagem… <3
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Embalse el Yeso (Cajon del Maipo)

Eu fui em outubro e peguei a neve derretendo. O que não é tão bacana porque a água forma imensos buracos na estrada!

Voltei desolada para Santiago e terminei a noite jantando no Patio Bella Vista. Aconselho o  restaurantes Le Fournil, no pátio interno, ou Como Água Para Chocolate, na área externa, com mesas na rua Constitución).

DIA 3

No meu último dia no Chile aproveitei para conhecer o Valle Nevado. Apesar da temporada de inverno já ter terminado, ainda havia bastante neve (e brasileiro adoraaaa neve hahahhaha)

Paguei um translado (Turistik por R$115) e levei 1h30 pra chegar até o topo. Aluguei roupas de frio e fiquei dando um rolê por lá. Quase tudo estava fechado (ski), exceto restaurante e uma ou outra lojinha.

Vale a pena visitar o Valle Nevado fora de temporada? Eu digo que sim!! 👍🏻Faça um bate e volta, almoce no Bar Lounge (único restaurante aberto nessa época), ande de teleférico, faça trilhas ou montain bike!

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Valle Nevado: a neve estava derretendo…
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As estações estavam fechadas, mas dava para andar de teleférico…
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… e brincar na neve restante. Porque brasileiro adoraaaa neve hahahaha

Usei o resto do dia para conhecer o shopping Costanera Center e a feirinha de artesanato Los Dominicos.

  • Em breve farei um post sobre hospedagens em Santiago e matéria detalhada sobre Cajón del Maipo

E ai, curtiu? Compartilha com seu amigos!

Como foi mochilar durante um mês pela Índia: o choque de realidade, as roubadas e a transformação espiritual

Quando decidi viajar me perguntaram: mas logo a Índia? Por quê? E a resposta a todos foi a mesma: “por quê não?”. Deixei preconceitos de lado e me despi da vaidade assim que pisei no aeroporto internacional Indira Gandhi em Delhi, capital do país. O primeiro dia, confesso, foi assustador.

Leprosos pediam dinheiro no sinal, crianças imploravam por comida e a cidade cheirava mal de tanta sujeira, fezes de animais e poluição.

Entretanto, depois de 24 horas eu já circulava normalmente em meio a vacas, macaquinhos, tuk tuks (triciclos que funcionam como táxis), carroças, ônibus, bicicletas, buzinas ensurdecedoras e um calor escaldante (que beirava os 40). Vi a harmonia em meio ao caos, a riqueza do passado e a pobreza do presente. Os palácios suntuosos, as mesquitas, os templos budistas e hindus rodeados por barracos e casas aos pedaços.

Fiquei dois dias em Delhi e conheci os principais pontos. Preferi contratar uma agência de turismo local, que incluía motorista e guia. É a melhor forma de evitar estresses e não ser passada para trás.

Os serviços dos hotéis também são confiáveis e a diferença de preço não é grande. Visitei a linda Jami Masjid, a maior mesquita da Índia, o complexo Qutub Minar, o Templo de Lótus e o Red Fort (Lal Qila), símbolo da nacionalidade indiana. Me emocionei no Raj Gha, o Memorial do Mahatma Gandhi, e conheci a sua casa. Ali o maior líder político e espiritual do país foi assassinado em 1948.

Depois de um longo dia de passeio, me preparei psicologicamente para embarcar na primeira viagem de trem. A estação ferroviária de Delhi dá medo. Milhares de plataformas, pouca informação e muita gente se esbarrando. Não basta ficar ligada no painel, é preciso confirmar seu trem na bilheteria. Quase sempre há problemas e atrasos.

Comprei bilhetes de segunda classe (a primeira custa o dobro do preço e não possui grandes diferenças). Você divide o vagão com três pessoas e tem direito a travesseiro e coberta. Nada luxuoso e muito confortável ou limpo, porém, mais seguro do que a sleeper class, área popular do trem. Dormi na companhia de uma familia indiana (ufa!) que adorava comer pepino cru com sal, aliás, mania nacional (a qual eu não aderi).

Não se assuste com os banheiros, eles não tem vaso sanitário, somente um buraco no chão (e haja equilibrio!). Foram 10 longas horas até chegar na manhã seguinte em Varanasi, a cidade mais sagrada da Índia.

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Rio Ganges em Varanasi (Foto: Renata Telles)

Santificada pela onipresença de Shiva e pelo famoso Rio Ganges, Varanasi respira religião. A todo momento é possível ver cerimônias e ritos de passagem pelos ghats (escadarias) às margens do sagrado rio. Os indianos se banham, lavam roupas e jogam restos mortais na água – totalmente suja. É como se você mergulhasse no Rio Tietê. Perguntei a um morador se ele não tinha medo de contrair uma doença. “Todos os dias nadamos e bebemos água daqui. Nunca ninguém morreu, é o milagre de Shiva”, afirmou.

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Moradores lavam roupas no Ganges…. (Foto: Renata Telles)
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Eles também tomam banho ali… mesmo lugar onde corpos são jogados (Foto: Renata Telles)

Não entrei no rio, mas preciso admitir que a cidade emana energia. Vi o nascer do sol de um barquinho no meio do Ganges e percorri a pé as ruazinhas de Varanasi. Experimentei o tradicional Chai (chá com leite e pimenta), fiz tatuagem de henna na casa de uma jovem indiana e me rendi a medicina ayurvédica. Eu já me considerava uma indiana, quer dizer, quase… Alguns cuidados não deixava de lado: escovava os dentes com água mineral, só comprava líquidos com lacre e passava longe de barraquinhas e restaurantes duvidosos. Na bolsa, álcool gel, bananas e barras de cereais. Não é exagero, acredite! Durante a viagem me deparei com diversos gringos pálidos que abusaram dos temperos de rua e tiveram diarréia. Posso garantir que saí ilesa da Índia! Não precisei usar nenhum remédio da minha farmácia.

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Tatuagem de henna na “casa” de uma moradora em Varanasi. Era apenas um cômodo sem banheiro e sem luz!

O incrível Taj Mahal

Após dois dias peguei um avião para Khajuraho onde conheci o Templo do Kama Sutra. Viajei na mesma tarde de trem até chegar em Agra para conhecer o famoso Taj Mahal. Qualquer fotografia não traduz a beleza daquele lugar. Contemplei o monumento por quatro horas e acompanhei de perto uma linda história de amor. O imperador Shah Jahan construiu o túmulo em memória da esposa favorita, Mumtaz Mahal, que morreu em 1631. Cerca de 20 mil operários trabalharam por 12 anos até finalizá-lo em 1643.

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Taj Mahal – quatros horas de contemplação

O lugar é limpíssimo, super conservado e com forte esquema de segurança. No fim da tarde as filas são gigantes, por isso, o ideal é visitá-lo no nascer do sol ou por volta das 14h (o horário que escolhi).

Próxima parada: Jaipur, no estado do Rajastão. Viajei de carro cerca de quatro horas até o deserto da Índia. Conhecida como a cidade rosada (todas as casinhas são rosas), Jaipur guarda o magnífico Amber Fort, parada obrigatória. Para chegar no alto do palácio é preciso pegar a “carona” de um elefante. No trânsito, além de vacas e macacos, agora era possível cruzar com camelos.

O melhor mesmo é manter os olhos fechados enquanto estiver dentro de um automóvel ou certamente você terá um AVC. Não existe mão e contra-mão e as ultrapassagens arrepiam! Por incrível que pareça, não vi nenhum acidente!

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Celebração para Shiva em Rishikesh (Foto: Renata Telles)

Paz e meditação

Esqueça o barulho dos carros, os pedintes e as centenas de indianos que rodeiam os turistas com produtos de artesanato. Em Dharamshala até o cheiro é agradável. Uma cidadezinha localizada no estado de Himachal Pradesh, norte da India. O calor infernal deu lugar ao clima das montanhas do Himalaia. Nas ruazinhas, monges simpáticos de olhinhos puxados. Em Dharamshala estão instalados o líder religioso Dalai Lama e o governo do Tibet em exílio. Aproveitei para me aprofundar na cultura tibetana, conhecer o Mosteiro Namgyal e passar pela casa do Dalai Lama (não aberta à visitação). A região sem dúvida é uma das mais agradáveis da Índia assim como Rishikesh, a capital mundial da Yoga e ponto inicial do Rio Ganges (a água é cristalina).

 

Em cada esquina existe uma escola ou ashram à sua escolha. O mais popular fica na beira do rio e chama-se Parmarth Niketan. Eu escolhi o Swami Rama Sadhaka Grama e não me arrependo. Entretanto, é preciso ter disciplina, acordar as 5h, meditar, seguir a cartilha do lugar, ajudar na cozinha, entre outras atividades (lá eles cobram a diária de 35 dólares).

É impossível não lembrar de Julia Roberts no filme Comer, Rezar e Amar. Diferentemente da personagem, eu não consegui ficar vários dias no ashram. Minha barriga roncava a cada meditação e preferi trocar o retiro por um hotel confortável onde pude comer muffins deliciosos de chocolate.

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Café da manhã no Ashram (Foto: Renata Telles)

Andei a pé em Rishikesh, molhei os pés no Ganges (sim, é possível até nadar sem preocupações com sujeira, mas não vá beber a água) e passei tardes no Little Buddha Café, onde tomei o melhor Chai. Depois de viajar por nove cidades (ainda visitei o Golden Temple em Amritsar e acompanhei a peregrinação de fieis hindus em Haridwar), constatei que aprendi tanto em tão pouco tempo que tudo valeu a pena e nada do que havia lido em livros me preparou para o que vi e vivi.

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Golden Temple, construído em 1574 (Foto: Renata Telles)

 

Já ouviu falar da Rota do Whisky na Escócia? Saiba tudo sobre a trip!

Eu adoro visitar vinícolas pelo mundo (mesmo quando algumas delas são furadas.. rs), mas fiquei bem curiosa quando recebi esse roteiro sobre a Rota do Whisky na Escócia! Oi???

Apesar de não ser amante da bebida, eu me aventuraria super nessa trip. Rica em história e paisagens pitorescas, a Escócia guarda também a produção do whisky mais tradicional do mundo, com cinco regiões produtoras: Campbeltown, Highlands, Lowlands, Speyside e Islay. São mais de 100 destilarias em funcionamento em todo o país, com cerca de 40 delas concentradas em Speyside. A viagem ainda inclui passagem por Edimburgo, visitas a seis destilarias, passeios a castelos, entre outros..

A Snew Travel realiza o roteiro regularmente e compartilha com a gente algumas dicas! Quem se anima?

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Castelo de Ballindalloch (Foto: Visit Scotland)

Speyside 

Onde se hospedar – Com chegada pelo aeroporto de Inverness, capital da famosa região das Highlands, uma boa opção é se hospedar em Elgin, cidade bem localizada para explorar Speyside.

Destilarias – Visite a Strathisla, conhecida como “a Casa de Chivas”, Glenfiddich, que por muitos anos foi a marca de single malts mais vendida em todo mundo, Glen Moray, pioneira na maturação em barris que já tiveram outras bebidas, Macallan, considerada por muitos o Rolls Royce dos single malts escoceses por sua elegância e sabor marcante, Cardhu, que destina cerca de 75% de sua produção para a linha Johnnie Walker, e Glenlivet, detentora do título de marca mais vendida de single malts em todo o mundo e conhecida por sabores suaves e florais.

Entre um gole e outro, também dá pra conhecer o Knockando Wool Mill, um antigo moinho de lã que produz os tradicionais tecidos na estampa Tartan da Escócia, e o castelo de Ballindalloch, rico em história e jardins floridos.

 

Edimburgo

Onde se hospedar – São aproximadamente 3 horas e meia entre Speyside e a capital da Escócia. Vale esticar até lá! Uma boa pedida é hospedar-se na Royal Mile, principal via do centro histórico da cidade, conhecido como Old Town. A região preserva os aspectos da vila medieval que foi um dia (imaginaaa se sentir em um filme antigo?!!♥)

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Igreja de St. Gilles (Foto: Visit Scotland)

O que ver – De Royal Mile, é possível explorar a pé as maiores atrações da cidade: Igreja de St. Gilles, Castelo de Edimburgo e Scotch Whisky Experience (atração imperdível para quem está traçando a rota do whisky).

Tem mais!! Aguenta mais uma dose? Aproveite os pubs da cidade. O The White Hart Inn, é o mais antigo da cidade (aberto desde 1516!!), ou o The Last Drop Pub, ambos localizados no Grassmarket.

New Town, considerada uma obra-prima de planejamento urbano, também não pode ficar fora de seu roteiro. Lá você pode explorar lojas, parques e construções em estilo neoclássico. Há, ainda, o Scott Monument, um tributo ao mais famoso autor escocês, Sir Walter Scott (1771-1832), que é uma torre em estilo gótico vitoriano, com 60,9 metros de altura (o maior do mundo em homenagem a um escritor).

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Scott Monument (Foto: Expedia)

A viagem acontece em setembro!!