Havana: um guia completo pra você se virar na capital cubana

Deixemos a política de lado. Cuba é encantadora, colorida e surpreendente. Estava planejando essa viagem há cinco anos, mas sempre trocava o destino de última hora. Erro meu! Me apaixonei pelo país assim que pisei em em Havana. Saí do aeroporto, fiz sinal para um táxi e entrei em um Cadillac ano 1946. O motorista já foi puxando conversa e me dando dicas da cidade. Enquanto a rádio local tocava reggaeton, ele me dizia o quanto gostava de morar em Cuba. “É seguro aqui!”, me garantia.

Decidi me hospedar em Havana Vieja (parte antiga da cidade). Queria realmente me sentir na Cuba dos anos 1950. Ao chegar no meu hostel, quase caí pra trás. O prédio era tão antigo que tive dúvidas se ele não poderia desabar a qualquer momento. Primeiro engano. As construções, apesar de velhas, eram verdadeiras fortalezas.

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A entrada do hostel… Mas não se assuste, dentro é tudo cuidadinho

Do lado de dentro, tudo novinho e bem cuidado. Abro a porta e sou recepcionada com um abraço pela dona do lugar. Parecia até que eu fazia parte da família dela, um amor e carinho sem igual. Em Cuba você é tratada assim, mesmo que seja uma estranha.

Ao caminhar pelas vielas de Havana, confesso, me senti desprotegida no início. Era como se eu estivesse andando pela Sé, em São Paulo. Pensava: “vou ser assaltada a qualquer momento”. Segundo engano! Como disse o taxista, a cidade não apresenta qualquer perigo! Ande sem medo, de dia ou à noite. Lógico, furtos podem existir se você deixar sua bolsa de lado, por exemplo. Mesmo assim, ao conversar com uma fotógrafa local, ela me contou que certa vez uma alemã havia esquecido sua bolsa numa praça. Duas horas depois, voltou ao local na esperança de encontrá-la. E encontrou! Estava no mesmo lugar, intacta!

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Pelas ruas de Havana

Os dias em Havana são longos, com um lindo por-do-sol às 19h. Saia com roupas frescas e calçado confortável, a temperatura beira 30 graus no mês de março. Prefira andar a pé ou de bike, os táxis são caros. Se precisar pegar um, opte pelo táxi compartilhado (espécie de uber pool). É fácil reconhecer na rua, são os automóveis mais velhinhos… rs

Abaixo, preparei um guia completo pra você curtir Havana!


A moeda

Troque a sua moeda ainda no aeroporto. Em Cuba, os valores são praticamente tabelados, então você não perde dinheiro. Importante: esqueça que o dólar existe (eles cobram uma taxa maior)! Leve euros!!

Existem hoje duas moedas correntes no país: o peso cubano, também chamado de moneda nacional, e o peso conversível, mais conhecido por sua sigla, CUC. Ele é a moeda mais forte, usada em setores específicos, entre eles, o turismo. O CUC tem paridade com o dólar americano (1 pra 1).

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A moeda dos turistas: CUCs cubanos

Já o CUP (peso cubano) é a moeda em que a maioria dos cubanos recebe o seu salário e paga suas contas. A cotação é mais ou menos de 25 CUP para 1 CUC. Nós turistas não podemos usar o CUP, mas se por um acaso algum vendedor quiser trocar com você, tudo bem. É fácil diferenciar as duas moedas, o CUC possui imagens de monumentos turísticos de Cuba enquanto o CUP carrega em suas notas heróis nacionais como José Martí, Camilo Cienfuegos e Che Guevara.


Transporte

O Aeroporto Internacional José Martí é o maior de Cuba e a porta de entrada pra quem chega em Havana. Fica localizado no sul da cidade a cerca de 18 km do centro de Havana.

Ao sair do local, você vai ver dezenas de táxis a sua espera. Prefira os carros mais velhinhos, as viagens saem mais baratas. Eu paguei 25CUC, geralmente os taxistas cobram de 30 a 35 CUCS. Os táxis mais caros são Turistaxi, Transgaviota e Taxi OK.

Quer economizar mais ainda? Pegue um táxi compartilhado, eles são chamados de Las Máquinas e param em pontos específicos (tipo um ônibus mesmo).

–> Você também pode dar um passeio em um carro conversível! Por toda a cidade existem centenas de antigos modelos coloridissimos! É possivel escolher pacotes de 1 ou 2 horas. Na verdade você combina tudo com o motorista. Ele geralmente passa pelos maiores pontos turísticos de Havana. Você vai no carona ou no banco de trás! É caro? Sim, cerca de 30, 40 cucs (40 dolares). Negocie!! Se não quiser gastar essa grana, vá na cara de pau e peça pra tirar somente uma foto.

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Onde se hospedar

Geralmente os turistas ficam entre dois bairros: Havana Vieja, o centro histórico, ou El Vedado, zona mais moderninha e cultural.

Em Havana Vieja eu me senti realmente na Cuba antiga (como escrevi acima) com casas coloridas e carrões antigos. É lá que fica a maior parte das atrações turísticas da cidade, como os  bares La Bodeguita del Medio e Floridita, o Museu da Revolução e o Museu Nacional de Belas Artes. A vantagem de ficar no centro histórico é que você pode fazer tudo a pé. Eu caminhava durante horas e descobria cada cantinho encantador. Sou bem suspeita pra falar, AMEI a parte antiga de Havana. Por sinal, esse bairro é tombado como patrimônio histórico pela Unesco.

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A única coisa que me incomodou em Havana Vieja foram os vendedores. Cada passo que você dá alguém vem te oferecendo algo: passeios, taxis, restaurantes e até massagens (existem muitos garotos de propaganda na cidade). Eu respirava fundo e seguia em frente!

El Vedado é totalmente oposto! É a cidade do “hoje”! Suas ruas são largas, não há muitos turistas por lá e o bairro é cheio de galerias de arte e centros culturais como a Fábrica de Arte Cubano onde acontecem exposições e shows. É bacana pra passear, mas achei longe de tudo. Em Vedado você gasta mais dinheiro de taxi, por isso, optei por Havana Vieja.

Olha, eu até podia te aconselhar a pegar ônibus, mas caraaaa.. sem noção! Eles são lotados o dia TODO. Pensa num bus pior do que os de São Paulo? Não vale o estresse… Como fiquei na parte antiga, quando precisava de um transporte, optava pelo táxi compartilhado.


Hotel, hostel ou casas particulares?

Hotel é a alternativa mais cara e impessoal, então já eliminei de primeira. Aconselho hostel e casas particulares. Mas um adendo: a maioria dos estabelecimentos não tem elevador, tem que subir de escada com a mala. Eu adoro hostel porque se você está sozinha, acaba fazendo amizades em 30 minutos. Acho bem divertido, pra vocês terem uma ideia, conheci uma brasileira e uma inglesa e viajamos juntas para Viñales.

Eu me hospedei no Cuba 58 Hostel, ele fica na Rua Cuba de número 58 (dãaa…. rs). As camas são ok, o café da manhã de tá direito a ovo, pão, café e suco e os banheiros são bem limpinhos. Só tive problema no primeiro dia porque o chuveiro demorou a ter água. Se não me engano, paguei 15 euros por 3 dias em quarto compartilhado. O que mais curti lá foi a recepção. As donas são umas fofas, te ajudam em tudo! Precisa de casa particular em Viñales? Elas arrumam! Taxi? Arrumam! Sugestões de lugares pra comer? Arrumam! E não é aquele tipo de dica falsa, elas não te mandam para um lugar turistão.

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Café da manhã no hostel

Depois que voltei de Viñales (conto em outro post), precisei reservar novamente uma diária no Hostel. Como não tinha vaga, elas me indicaram a casa particular Los Quarteles. Fica na rua do lado, fácil de achar. O lugar é maravilhosooooo se você tem 2 pessoas pra dividir o quarto. Me senti num filme! hahahahaa. Agora se está sozinha, vai pagar mais por um quarto lá… (30 cucs a diária)

Reserve aqui a sua hospedagem em Havana atráves do Booking.com. Você não paga nada a mais e ainda ajuda o blog! Lembrando que a maioria das reservas feitas através do Booking.com podem ser canceladas.


A Internet

Isso é algo bem novo em Cuba, esqueça aquela história de chegar no hostel ou em um café e pedir wifi. Pra navegar, cubanos e turistas precisam comprar um cartão, que vem com login e senha (1 hora = 1cuc). O segundo passo é procurar as praças da cidade que possuem o tal do wifi que vai conectar essa senha… (quando vc vê dezenas de pessoas paradas num lugar, pode ter certeza, ali tem o bendito sinal!). Louco ne! Sem contar que enfrentei 1 hora de fila pra comprar o tal cartão.

Mas olha, vai com paciência. Tenha em mente que você fará um detox porque a internet é lerda demais…. Foi bem difícil atualizar de lá, só conseguia usar o whats app e checar e-mails.


O que ver em Havana

Desde o fim da Revolução Cubana em 1959 e com o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos, o país ficou congelado no tempo.

Plaza de Armas – A praça foi a primeira da cidade, construída no século XVI. Nos fins de semana acontece uma feira de antiguidade.

Plaza de La Revolucion – O principal cartão postal de Havana e um dos símbolos da Revolução Cubana e do regime socialista. É lá que fica a emblemática imagem de Ernesto Che Guevara.  Também há um memorial dedicado a José Martí, criador do Partido Revolucionário Cubano. Como não tem nada pra fazer ali em volta e fica longe, preferi pegar aqueles ônibus turísticos, que passam pelos principais pontos da cidade.

Calle Obispo – nessa rua ficam as duas farmácias antigas de Havana, a Taquechel e a Johnson, da época em que as medicações eram manipuladas. Nas prateleiras há enormes potes de porcelana com medicamentos (eu, idiota, quando passei pela primeira vez, achei que fosse uma loja de decoração e queria comprar um desses vidros… hahahahaha). Na Calle Obispo fica ainda o Café Paris e o bar La Floridita, onde o escritor americano Hemingway tomava seus Daiquirís.

Plaza de la Catedral – Ela é tão linda…. é cheia de edifícios barrocos e claro, possui a Catedral de San Cristóbal de la Habana. Ao redor, ficam as típicas senhoras cubanas, com seus charutos e roupas típicas. Bem espertinhasss, as mulheres cobram 1 cuc pra tirar fotos com elas.

Museu de La Revolución – era o antigo palácio presidencial econta toda a história de Cuba. Não importa se você é comunista ou não, estamos falando de cultura e vale a visita. Não achei o acervo tão grande e organizado, mas é bacana! Só não vá esperando um Louvre… Atrás do museu fica o Memorial Granma. No “quintal” há tanques e aviões de guerra, além de um iate que levou Fidel Castro, Che Guevara e mais 80 combatentes do México para Cuba em 1956 a fim de dar início a fase decisiva da Revolução Cubana.

Capitólio Nacional – Ele foi construído em 1926, época em que a influência americana na ilha era muito grande (Cuba já foi o quintal dos Estados Unidos até acontecer a Revolução Cubana). Hoje o Capitólio é a sede da Biblioteca Nacional e Academia Cubana de Ciências, mas não está aberta a visitações. Ele está fechado há anos por conta de uma obra interminável

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Paseo del Prado – um simpático calçadão arborizado que fica no meio da Avenida Paseo de Martí, que começa no Capitólio e vai até o Malecón.

Malecón – É um calçadão a beira-mar que vai de Habana Vieja até foz do Rio Almendares. Os cubanos adoram se encontrar ali pra passear, pescar… Eu adorava tomar um mojito no fim da tarde por lá e assistir o sunset.

Forte de La Cabaña – Fica ali pertinho do Malecón, mas do outro lado da entrada da cidade. O forte, construído em 1774, protegia a Baía. Dá pra ficar horas andando por lá. Você ainda pode visitar o museu e ter uma vista privilegiada de Havana.


O que comer

Achei as refeições bem parecidas com os cardápios brasileiros. Arroz, feijão, carne, salada.. Mas eles ainda colocam banana na comida (minha mãe fazia isso comigo quando eu era pequena.. Ela deve ter sido cubana na encarnação passada). O prato mais famoso de lá chama-se Roupa Vieja. É um espécie de cozido feito de carne de porco e molho de tomate.

Recomendo comer nos paladares. Comida boa, caseira e barata (dependendo do lugar). Como virou modinha, alguns já tem preço de restaurante 5 estrelas… rs

Tem o La Guarida, que apareceu no filme Morango e Chocolate, mas de tão famoso, ficou caro e você precisa reservar, o Los Mercaderes (um pouquinho mais em conta) e o Los Nardos (melhor opção custo/benefício). Mas são milhares de opções por toda a cidade!

Eu confesso que o meu restaurante queridinho não é um Paladar. Fica ao lado do Cuba 58 Hostel e matou minha fome várias vezes… rs O Bar Máximo é sensacional! Comida de primeira e drinks deliciosos. Preço honesto! Eu não como carne vermelha e nem frango, então me fartei no camarão! hummmmm….

Existem dois lugares bem tradicionais e históricos em Havana, entretanto, não comi lá. Ouvi de muitas pessoas que a comida e bebida já não é tão gostosa como antes. Os bares são muito turísticos, você precisa brigar por um drink… hahahaha Por isso, desisti e só fiz algumas fotos. São eles: La Bodeguita (famoso por ter sido frequentado por Ernest Hemingway, Fidel Castro e Nat King Cole) e El Floridita (também conhecido porque er ali que Hemingway tomava seus daiquirís. Dizem, é o melhor daiquirí de Cuba….)

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Em frente ao famoso El Floridita

Curtiu? Tem mais alguma dúvida? Me escreva que te ajudo!

Mais sobre Cuba:

O que fazer em Cayo Largo

Como chegar em Cayo Largo

Cuba: o que fazer em Cayo Largo

Cayo Largo (ou Cayo Largo del Sul) é uma pequena ilha do Caribe e para chegar até lá, só de avião. São apenas 30 minutos no ar saindo de Havana (clique aqui para saber mais). A recepção no pequeno aeroporto Vilo Acuña é animada. Enquanto você espera sua mala na esteira, há a apresentação de um grupo de salsa. Confesso que estava morrendo de sono (era 7h da matina) e só queria entrar no transfer e dar de cara com aquele mar cristalino!

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Playa Sirena

Fiquei três dias na ilha e sinceramente não recomendo menos tempo. Prepare-se para fazer absolutamente NA-DA! O destino serve pra isso, relaxar, dar uma caminhada, se bronzear, comer, dormir, ler…. eu posso dizer que realmente consegui desacelerar nesse lugar! Minha terapia sem rivotril!

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Ler, comer, mergulhar, dormir… Relaxe em Cayo Largo

A praia em frente ao hotel

No primeiro dia aproveite pra dar uma reconhecida no local. Circule pelo resort (só há opções de resorts, sem casas de família), se delicie com uma piña colada (comidas e bebidas inclusas no pacote) e dê um mergulho na praia localizada em frente ao hotel. Há espreguiçadeiras e guarda-sol for free!

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Espreguiçadeiras em frente ao resort (Foto: Renata Telles)

Eu me hospedei no Pelicano. As diárias vão de 250 até 1000 e pouco reais dependendo do quarto escolhido. Eu fui no mais simples e curti (espaço grande, ar condicionado)!

Convenhamos: você vai passar o dia todo fora, na praia, pra que pagar caro num quarto? Hellooooo!

Os resorts são todos bem parecidos em relação à estrutura e atendimento. São antigos, precisando de reforma. A comida não é tão legal, é pesada e gordurosa, mas vai de gosto ne! (lembra muito a de cruzeiro…🤢). Reservei meu quarto pelo site Logitravel (bom porque parcela em 1000 vezes!)

Ilha das Iguanas

Na manhã seguinte, já relaxada, marque um passeio de catamarã (95 cucs – você compra direto no resort). Durante a programação é possível fazer snorkeling (no dia que fui o  mar estava mexendo muito..) e conhecer a Ilha das Iguanas!

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Ilha das Iguanas (Foto: Renata Telles)

Genteeee é a coisa mais linda do universo! Como o nome já diz, o lugar é lotado de iguanas! Tive até que tomar cuidado pra não o tropeçar em um bichinho rs. Lá não há quiosques, comida ou qualquer estrutura. Apenas os répteis e, sim, eles são donos de tudo! Por isso é necessário cuidado e respeito! Nada de tocá-los ou alimentá-los!

Lembre-se: nós somos os intrusos ali!

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O passeio dura o dia todo e inclui almoço. Como não curto lagosta, fiquei no ovo mesmo.. rs

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Meu almoço… Mas também tinha lagosta

Playa Sirena 

O terceiro e último dia pode ser uma ótima opção pra caminhar pelas praias Sirena e Paraiso. Foi o que eu fiz! 🙂 A Sirena tem cerca de dois quilômetros, possui muitas palmeiras e nenhum resort por perto. O mar turquesa é calmoo (quase uma piscina) e nas areias há restaurante, bar e lojinha de artesanato. Pra chegar até lá você tem duas opções: pagar 5 cucs no transfer do hotel ou 2 cucs em um taxi (obviamente, escolhi a segunda opção).

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A vontade é de ficar pra sempre no mar

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Playa Paraiso

De lá você pode pegar um novo taxi até a praia Paraiso (5 minutos de carro) ou ir andando… Eu preferi caminhar. O percurso dura uma horinha, mas você vai parando pra tirar fotos, dar um mergulho… recomendo a experiência.

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No caminho pra Playa Paraiso

Essa praia é naturalista, o que quer dizer que você pode dar de cara com nudistas. Eu ainda fico meio constrangida com isso, não consigo me acostumar e nem tirar a minha roupa… rs  O uso de trajes de banho ali é opcional, então eu não estava infringindo nenhuma lei…

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Olha esse mar! Não precisa nem de filtro ne

O mar é mais movimentado que a Sirena, por isso, tome cuidado! Haaaa e fique atento para ver estrelas do mar, tartarugas marinhas e diferentes espécies de peixes… Só pra você ter uma ideia, a Playa Paraiso foi considerada a quarta melhor do mundo pelo Tripadvisor no ano de 2016. Não é pouca coisa não ne?!

 

P.S: Recomendo levar uma mochila com água e lanche se for fazer a caminhada entre Sirena e Parayso!

Quando ir à ilha

A alta temporada vai de dezembro a março (ou seja, preços mais altos), por outro lado, é a melhor época pra visitar Cayo Largo. A temperatura beira 30 graus e à noite rola um ventinho frio. Se você for mais pro meio do ano (julho ou agosto), o calor estará duas vezes mais infernal.

Bom saber: o período de furacões vai de junho a outubro.

Mais sobre Cuba:

Como chegar em Cayo Largo

Um guia completo pra você curtir Havana

 

 

 

 

WTM: Quatro destinos exóticos pra conhecer (quebre o preconceito e boa viagem!)

Que tal conhecer novos destinos? Sair do óbvio? Essa semana participei do World Travel Market (WTM), principal evento mundial do setor de viagens e turismo da América Latina, que aconteceu na Expo Center Norte, em São Paulo.

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Estande da Etiópia na WTM (Divulgação WTM)

Em três dias de feira, a capital paulista recebeu 600 expositores que representaram 50 países! A minha ideia era buscar lugares que eu jamais pensei em visitar. França, Itália, Estados Unidos e México, por exemplo, são destinos bacanas? Sim, claro, mas existem tantas outras centenas de opções pra gente conhecer, se surpreender e… quebrar preconceito!

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Ebru: a arte turca também estava presente no evento (Foto: Divulgação WTM)

Depois de caminhar por horas, escolhi quatro destinos pra entrar na minha lista de desejos!

Taiwan – Confesso que quando falam nesse país já penso: “haaa é onde fabricam todos os cacarecos que compramos na 25 de março! hahahahha (olha o preconceitooooo!). Conversei com o pessoal da embaixada e descobri TANTA coisa legal pra fazer por lá! Visitar o Sun Moon Lake (maior lago do país), conhecer a Lalu Island, templos incríveis, museus, o Taroko National Park, e até rodar Taiwan de bike (deixo essa opção para os atletas)… rs

Iran – Tá, agora vocês estão achando que estou maluca né? Nada disso!! O país oferece turismo de aventura, safári, passeios pelo deserto, mesquitas e palácios fabulosos (como o Golestan Palace – nomeado pela UNESCO como Patrimônio Mundial), e…. é super seguro para as mulheres que curtem viajar sozinhas!

Palestina – o país berço da civilização traz lugares históricos, antigos mercados, aldeias, pratos típicos como o shawarma, falafel, entre outros… Não precisa ser apenas uma viagem religiosa (e no meu caso, iria achar boring), você consegue criar um roteiro que inclui aventura, cultura, gastronomia… (e de quebra juntar Israel na mesma trip). Fiquei bem interessada em conhecer esse outro lado.

Azerbaijão – O país, que foi parte da antiga União Soviética, é uma terra de contrastes. De um lado, na cosmopolita capital, Baku, há arranha-céus, carros milionários, lojas de grife e avenidas em estilo art nouveau que faz lembrar parte de Paris. De outro, fica a cidade velha (centro histórico), patrimônio da Unesco, com aldeias, muralhas de pedras e palácios. Tenho curiosidade de conhecer essa mistura….

E você, se tivesse que escolher entre esses quatro destinos, qual optaria? Tem algum destino exótico que sonha visitar? Conta aí!!