Por Luciana Azevedo

Dá pra curtir Roma em apenas 12 horas? A jornalista Luciana Azevedo conta o que fazer durante uma longa conexão na cidade! Confira todas as dicas!

Abril de 2019. Meu destino era o Egito e eu faria uma parada longa em Casablanca, no Marrocos. Já havia contratado guia e reservado hotel. Mas, na semana da viagem, meus planos mudaram.

O voo foi alterado e, para não perder dias “faraônicos”, cancelei o aéreo e comprei outra passagem com uma conexão longa em Roma! Só teria um dia na capital italiana e quis aproveitar ao máximo as 12 horas por lá.

Foi correria? Foi. Mas foi incrível! Amei Roma e, com certeza, voltarei. Um dia é pouco, mas dá para conhecer bastante coisa. Veja o meu roteiro:

Ida e volta do aeroporto Fiumicino

O trajeto de trem do aeroporto Fiumicino ao centro de Roma dura cerca de 40 minutos. Esse é o meio mais rápido e o serviço é garantido mesmo em caso de greves. Não se esqueça que você tem que separar esse tempo para voltar para o aeroporto.

Os trens saem a cada 15 minutos. Eu não estava com bagagem, mas você pode deixar a mala no serviço de depósito de bagagens no terminal 3 do Aeroporto Fiumicino, em Arrivi Internazionali (Chegadas Internacionais), que funciona todos os dias das 6h30 às 23h30.

Também existe um serviço de depósito de bagagens na estação central Roma-Termini. Fica na plataforma 24 (subsolo), a mesma de onde partem/chegam os trens expressos para o aeroporto. Lembre-se de calcular o tempo para deixar e pegar a mala.

Há também porta-volumes nos Museus Vaticanos e na Basílica de São Pedro.

12 horas em Roma: o que visitar? (Foto: Luciana Azevedo)

O que ver em Roma?

Em Roma, a gente tem que fazer duras escolhas! Eu conheci o Coliseu, a Praça de São Pedro, a Basílica de São Pedro e a Fontana di Trevi. Os Museus do Vaticano estavam fechados, porque era domingo. Portanto, nem tive tanta escolha!

Coliseu

Comecei pelo Coliseu. Ao sair do metrô, você dá de cara com o maior e mais famoso símbolo do Império Romano. Você se sente em um filme. O monumento é imponente! Como, cada minuto em Roma era precioso, comprei o Roma Pass para o Coliseu. O bilhete pode ser comprado na internet e tem a opção do “Vox Vatican Guide”. Ele é um sofisticado guia digital de Roma e do Vaticano que localiza e descreve as 25 principais igrejas e obras. Retirei o ingresso no aeroporto.

Lu no Coliseu (Foto: Arquivo Pessoal)

O Coliseu era um enorme anfiteatro reservado para combates entre gladiadores ou duelos entre guerreiros e animais selvagens. Sua construção foi iniciada no ano 72 d.C., por ordem do imperador Flávio Vespasiano. Ele decidiu erguê-lo no local de um antigo palácio de Nero, seu antecessor no comando do império. As obras levaram oito anos para serem concluídas.

Fórum Romano e o Monte Palatino

Além do Coliseu, você pode conhecer o Fórum Romano e o Monte Palatino, que ficam ao lado do monumento e estão incluídos no ingresso. O Fórum realizava desde eleições até discursos públicos, passando por combates de gladiadores e execuções penais.

Foi justo neste lugar onde os romanos transformaram a civilização. E o Monte Palatino talvez seja o lugar onde tudo começou. Há mais de 100 anos, o arqueólogo Rodolfo Lanciani realizou uma escavação e descobriu os remanescentes de um povoado da Idade do Ferro (ano 900 a.C.), que prova a existência dos fundadores de Roma.

Roma reserva muitas surpresas (Foto: Luciana Azevedo)

Praça de São Pedro

Após dedicar toda manhã para o Coliseu, o Fórum Romano e o Monte Palatino, almocei em um dos restaurantes, ao lado do monumento, e segui de metrô para a Praça de São Pedro.

Lá tem uma energia incrível. Senti a mesma energia no Caminho de Santiago de Compostela e comecei a chorar. Meu choro aumentou ainda mais quando soube que a Basílica de São Pedro estava aberta (com uma missa rolando!). A igreja impressiona e é extremamente rica em detalhes.

Se você tiver tempo, visite os Museus do Vaticanos. A Capela Sistina está lá! Depois, atravesse o Rio Tibre, visite o Castel Sant’Angelo, vá para Piazza Navona e siga para o Pantheon.

Praça São Pedro (Foto: Luciana Azevedo)

Fontana di Trevi

Após deixar a Praça de São Pedro, que tem várias barraquinhas ótimas com lembrancinhas (pechinche sempre!), peguei um ônibus para a Fontana di Trevi.

O local, apesar de superlotado, é lindo e famoso por realizar pedidos. Não custa nada jogar uma moedinha da sorte. Depois disso, voltei de metrô para o aeroporto, mas meu coração ficou nesta cidade.

Até breve, Roma! Força Itália!

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