3 dicas de restaurantes vegetarianos em São Paulo. Você não vai resistir (mesmo se for carnívoro!)

Como não como carne há 10 anos, eu adoro descobrir restaurantes que tenham um menu vegetariano. Em cada cidade que visito já trato de dar uma “googada”. Mas o que muita gente precisa saber é: você não tem que ser vegetariana pra frequentar uma casa natureba. Tá a fim de comer algo leve? Ter uma refeição equilibrada? Que tal quebrar esse tabu? Te garanto que o menu vai muito além do alface!

Por isso, separei três restaurantes que conheci em São Paulo (eu sei, essa cidade tem milhões de opções pra comer, de cardápio turco a sírio), mas dê uma chance ao mood #greenlife.

Raízes Zen Perdizes

É uma casa lacto-vegetariano, mas a maior parte do cardápio é vegana. Usa produtos agroecológicos ou orgânicos. A cada dia você degusta um menu diferente. No dia que fui, tinha salada com brotos, strogonoff de cogumelos e cheesecake ou brownie. Outras boas opções: quibe de abóbora, pizza de gorgonzola com damasco, Berinjela à parmegiana… Gasto médio: R$70

End: R. Monte Alegre, 1144

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Salada com abobrinha, broto e molho de maracujá no Raízes Zen (Foto: Renata Telles)
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Strogonoff de cogumelos no Raízes Zen (Foto: Renata Telles)
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Cheesecake de morango. Ao fundo, brownie no Raízes Zen   (Foto: Renata Telles)

Maoz Vegetarian

Rede de fast food vegetariano da Holanda que chegou no Brasil há uns três anos. Possui unidade na rua Augusta. O lugar serve batatas belgas, hommus no prato com pão pita integral ou palitos de cenoura e pepino, falafel, saladas, entre outros. Gasto: de R$15 a R$29

End: R. Augusta, 1523 – Consolação

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Sanduiche de falafel com batata frita no Maoz (@maozvegetarian)

Banana Verde

Localizado no coração da Vila Madalena, o restaurante tem comida contemporânea com opções como bobó de cogumelos, quiches, risotos, picadinho e sucos deliciososss! Gasto: cerca de R$70

End: Rua Harmonia, 278 – Vila Madalena

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Bobó de cogumelos do Banana Verde. Aprovadíssimo! (Foto: @resbananaverde)
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Pão de mel (Foto: @resbananaverde)

 

Poderia fazer uma lista com mais de 20 restaurantes vegetarianos em Sampa, mas esses são os que mais frequento. Você conhece algum? Quer indicar uma casa?

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Bonito: confira um guia com dicas de passeios, hospedagem e gastronomia do melhor destino de ecoturismo do Brasil

Bonito não é só bonito. Aliás, essa palavra chega a ser modesta na hora de descrever os encantos da cidade, localizada no Mato Grosso do Sul. Não é à toa que ela já ganhou até o prêmio de melhor destino de turismo responsável no mundo!

Além das belezas naturais (rios de água cristalina, grutas, piscinas, cachoeiras…), Bonito possui uma infraestrutura fenomenal pra você curtir todos os passeios em segurança. Tudo lá dá certo (e me desculpem o preconceito, nem parece Brasil… rsrs).

Passei 6 dias na cidade, incluindo o Réveillon, e se pudesse, teria ficado mais uns 4 dias por lá. São dezenas de passeios que incluem flutuação, trilhas, rapel, tirolesa, bike, quadriciclo… Eu estava precisando de um destino onde eu pudesse me desligar do estresse e da multidão. Quando escolhi Bonito pro Ano Novo já sabia que não teria badalação. Ótimo! Não estava a fim de empurra-empurra na virada.

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A praça da cidade (Foto: Renata Telles)

Então, lá vai a primeira dica: Quer um Réveillon tranquilo? Coloque Bonito na sua listinha! A pracinha da cidade é o lugar onde todos se reúnem antes da meia-noite. Há fogos de artifício e a maioria dos bares e restaurantes permanecem abertos (e o melhor, não cobram nada a mais por isso). Escolhi o Bar Taboa que ainda me deixou levar Champanhe. O cardápio permaneceu com o mesmo preço!

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Bar Taboa: cerveja artesanal e petiscos

Claro, há possibilidade de você fechar uma ceia em um restaurante e pagar cerca de R$200 a R$400, mas de verdade? Preferi gastar esse din din em passeios.

A grana

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Por falar em reais… Bonito pode ser perfeito, lindo, encantador, mas é carooooo pra caramba! Fui fazendo meu roteiro e quando vi já tinha gasto cerca de R$1500. Cada atração custa entre R$80 e R$1000 (simmm, esse valor vale pra você flutuar no Abismo.. conto mais depois..) e todas elas estão localizadas em propriedades privadas. Os passeios que optei giraram em torno de R$100 a R$250.

Existem muitas agências de turismo na cidade, entretanto, os preços são todos tabelados. A única coisa que pode mudar é o valor do transfer até o destino (e mesmo assim, muito pouco…). Você fecha carro privado ou van. Eu preferi fechar van (por ser mais em conta)

Dica 2:Nunca, nunca, nunca, deixe de reservar seu passeio com antecedência (principalmente em alta temporada. Eu precisei marcar tudo 4 meses antes (!!!). Ao chegar no hostel presenciei viajantes desesperados por uma vaga pra Gruta Azul ou Flutuação, por exemplo.

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Como chegar?

Chegar por Campo Grande é o meio mais barato. Eu consegui uma passagem (ida e volta) por R$450. Do aeroporto você pode pegar um transfer (geralmente cobram R$100 cada perna) até Bonito (a viagem dura cerca de 4h).

Também é possível comprar uma passagem de avião direto pra Bonito. Desde 2017 a Azul disponibiliza voos, porém, os bilhetes são mais caros.

Onde ficar?

Olha, aí depende. Quanto você quer gastar? Quer luxo e conforto? Ou prefere algo em conta? Bonito tem resorts ma-ra-vi-lho-sos, além de pousadas e hostels. Mas, como falei antes, prefiro economizar pra gastar conhecendo a cidade 🙂

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Redário do Hi Hostel

Minha escolha foi o Hi Hostel (reserve aqui!). O lugar é simples, mas com uma vibe bem legal! Tem piscina, redário, quartos limpinhos com ar condicionado, banheiro privativo, cozinha pra você fazer a sua comida e fica a 25 minutos a pé do centrinho. O hostel ainda conta com uma agência turística. Para facilitar, acabei fechando tudo com eles.

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Área da piscina (Foto: Renata Telles)

O que fazer?

Chegamos na melhor parte né? Eu precisei escolher 6 passeios, senão teria que voltar à pé de Bonito até São Paulo… rs

Gruta Azul – Comecei a desbravar Bonito por uma das atrações mais famosas da cidade. Para chegar até o lago, é preciso descer quase 300 degraus, o equivalente a um prédio de 20 andares.

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Look do dia na Gruta Azul…. hahahaha

A água é cristalina – a cor azulada é fruto da incidência do sol combinado com outros fatores como localização da gruta e presença de minerais no fundo do lago. Nas primeiras horas da manhã o tom fica ainda mais intenso! Visite o lugar entre dezembro e janeiro (o azul é perfeito!!)

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Gruta Azul (Foto: Renata Telles)

Em mergulhos na Gruta do Lago Azul, foi descoberto inúmeros fósseis de animais extintos, como a Preguiça Gigante, Tigre Dente-de-Sabre, Mastodontes e outras espécies.

Existe também um projeto paralelo, que estuda um crustáceo pré-histórico que vive nas águas da Gruta do Lago Azul, tão antigo quanto os próprios dinossauros, trata-se de um camarão de água doce denominado Potiicoara Brasiliensis, catalogado em 2002.

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Gruta Azul: primeiro passeio do roteiro

P.S: É obrigatório o uso de tênis e desse lindo e fedorento capacete rs (eles não lavam e fica um cheiro de suor horrível!!)

Serra da Bodoquena –  não estava nos meus planos… Era para conhecer a Estância Mimosa, mas como choveu demais dias antes de eu chegar, precisei cancelar o passeio porque a água estaria muito turva. A chuva encheu tantos os rios que 90% dos balneários estavam fechados! Eu ainda consegui visitar a Praia da Figueira (conto mais abaixo)

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Serra da Bodoquena

Pois bem, com o cancelamento da Mimosa, optei por conhecer a Serra. É um passeio tranquilo, bom para famílias, terceira idade e crianças. Valeu a pena? Sim, mas não posso dizer que foi o lugar mais lindo que visitei!

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Trilha na Serra da Bodoquena

Localizada a 70 km da cidade de Bonito-MS, a Serra da Bodoquena começa com um percurso de 2.500 m pela mata (trilha leve) e passa por cachoeiras e piscinas naturais, totalizando 4 paradas para banho e um passeio de bote pelo Rio Betione

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Tirolesa na Serra da Bodoquena

Depois da trilha, aproveite a área de lazer com piscina, tirolesa, quiosque (bar), redes, quadra de vôlei… O almoço, já incluso, é delicioso, bem caseiro e ainda inclui a sopa paraguaia, prato típico do… Paraguai 🇵🇾 (jura?! 😂) e MS. Ela é uma espécie de bolo salgado. Leva milho, leite, óleo, queijo em abundância e cebola!

Rio da Prata – passeio obrigatório em Bonito. Aliás, curti super as opções de flutuação! As mais famosas são: Nascente Azul (leia mais abaixo), Rio Sucuri e Aquário Natural.

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Olha essa águaaaaa! Flutuação no Rio da Prata

Tudo começa com uma trilha agradável (bem leve) que nos leva até a nascente do Rio Olho D’Água. Imagina uma piscina natural de água cristalina?!!! Fiquei encantada!! São cerca de 2km de percurso em um passeio subaquático onde vemos várias especies de peixe.

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Flutuação no Rio da Prata

Confesso que esperava ver cardumes (na mesma quantidade que presenciei em Porto de Galinhas), mas por conta da chuva e período, eles estavam escassos. Entretanto, vi um filhote de jacaré na beira do rio 🐊

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Rio da Prata

Nascente Azul – Outro passeio de flutuação que vale no roteiro! Aliás, não saia de Bonito sem ter tido essa experiência. Ô lugarzinhoooo lindo! Além de nadar com várias espécies de peixes, você curte o lago, a tirolesa e o redário. Para a minha infelicidade, choveuuuu pacas na parte da tarde e não consegui aproveitar tanto as atrações. O investimento gira em torno de R$200, fora o transporte!

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Flutuação na Nascente Azul

Cachoeira Boca da Onça – sem dúvida, O MELHOR PASSEIO. Se você vai a Bonito, já deixa reservado! Ela está localizada a 34 km da cidade de Bodoquena e a 55 km da cidade de Bonito. A trilha começa à 3.500m de distância desde a sede do receptivo até o caminho que dá início ao percurso de 4.000 m pela mata do Rio Salobra.

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Cachoeira Boca da Onça

É fácil? Bem… Até a trilha seguimos em um caminhãozinho (tipo de safári). Já na mata, é preciso ter um pouquinho de preparo físico. Você sobe e desce, mas nada muito difícil. A gente foi parando, respirando, lendo plaquinhas com poemas…

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Plaquinhas com poemas durante a trilha da Boca da Onça (Foto: Renata Telles)

No caminho, passamos por 8 cachoeiras, mas só conseguimos mergulhar em 2 (geralmente o visitante entra em 4 delas). One more time, a bendita chuva atrapalhou e por segurança, não entramos no Buraco do Macaco e em uma outra queda. Há ainda um quiosque com banheiro que funciona como ponto de apoio. Ele vende bebida e lanchinhos (mas leve o seu na mochila!). Caso contrário,  desembolse R$10 por um copo de açaí e R$6 por um salgadinho industrializado (o que na minha humilde opinião, não combina com a vibe natureza… Você está ali respirando ar puro, se exercitando e aí vai comer Fandangos? hahahaha)

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Cachoeira Boca da Onça

Siga mais um pouquinho pela mata e… UAU! Cuidado pra não infartar ao ver tanta beleza.. rs A Boca da Onça tem 156m de altura, é a maior cachoeira do estado de Mato Grosso do Sul. Tirei 10 mil fotos (e não foi exagero), agradeci por estar ali, mergulhei pra tirar a zica… Não sei explicar, mas a energia naquela cachoeira é diferente de tudo que já vi.

Depois de relaxar, é hora de encarar a volta da trilha. Prepare-se, são 886 degraus pra subir… Há uma escada de madeira com corrimão, bem segura. Subi no meu ritmo, não há pressa e o guia te acompanha na maior paciência. Dei a sorte de cair no grupo da Nara, gente boníssima que tirou todas as minhas dúvidas.

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Força pra subir os 886 degraus!!

Terminando o passeio, se jogue no buffet da fazenda. Tudo tãooo gostoso gente! O almoço está incluso no pacote e aqui não há opção de comprar separado. Aproveite ainda pra curtir a piscina do local…

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Após a trilha, dá curtir a piscina da Fazenda da Boca da Onça (Foto: Renata Telles)
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Buffet incluso na Fazenda Boca da Onça (Foto: Renata Telles)

Praia da Figueira – Assim como a Serra da Bodoquena, a Figueira não estava nos meus planos. Queria mesmo conhecer o Balneário Municipal, mas ele estava interditado por conta do mau tempo. Seguimos então pra Figueira, também um balneário, entretanto, com entrada mais cara (R$65 contra R$36 do Municipal). Como disseram pra gente que não precisava reservar ingressos nesta atração específica, fechamos um táxi (cerca de R$140) e seguimos até lá.

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Praia da Figueira

Mas furadas acontecem e…. o lugar estava com lotação esgotada! Claro, com a chuva todos optaram pela Figueira, único balneário aberto. Como somos brasileiras e não desistimos nunca, suplicamos pra entrar e após 30 minutos lá estava eu e minhas amigas nos bronzeando na “areia” e tomando banho em águas calmas em uma lagoa de 60.000 m² repleta de peixes.

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Praia da Figueira (Foto: Renata Telles)

Não vá esperando comida boa e barata. Tudo caro! Pedi no máximo uma batata frita que demorou cerca de 2 horas pra chegar (eles não estavam acostumados a receber tantos visitantes ao mesmo tempo).

#ficaadica: Mesmo que todos te digam “balneário não precisa de reserva.. é só comprar ingresso na hora…”, duvide.. Pegue o telefone e ligue pra saber se ainda há vagas (especialmente em alta temporada!).

Buraco das Araras – Ele fica no caminho para o Rio da Prata, por isso, as agências tentam vender os dois passeios juntos. Como já sou cobra criada, pesquisei antes sobre a atração e vi muitas pessoas reclamando… Minha amiga, mesmo assim, decidiu ir.  É uma atração de observação e contemplação. Você segue até um buraco com 500 metros de circunferência e 100 metros de profundidade (resultante do desmoronamento de blocos rochosos) e tenta avistar araras, tucanos, entre outros… Às vezes você vê milhares de araras, às vezes, nenhuma…

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Entrada do Buraco das Araras

People, sinceramente, se você está em Bonito você vai ver arara por toda a parte, em qualquer lugar, seja na cidade ou em uma fazenda. Era só olhar pro céu e ela estavam elas.. Vi vermelha, azul, vi tucano… E não precisei pagar R$70 pra entrar em um buraco. Massss… essa é minha opinião! Is up to you!

Onde comer?

Eu decidi cometer uma extravagância e visitar a Casa do João, um dos restaurantes mais famosos de Bonito. Caroooo, mas delicioso. Tem cerveja artesanal e comidas típicas. Prove os peixes e a farofa de alho :). Custo: cerca de R$70 por pessoa.

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Pirarara, peixe da Amazônia, com bobó de banana, farofa de alho e pirão da Casa do João      (Foto: Renata Telles)
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Cerveja artesanal na Casa do João (Foto: Renata Telles)

No dia seguinte, fui até outra casa muito elogiada, Juanita. Me encantei pela chef. Ela vai até todas as mesas cumprimentar os clientes, assim como seu filho. Não que no João isso não aconteça, ele também foi muito solícito e nos contou toda a sua história, mas no restaurante Juanita senti como se estivesse na casa da minha avó ♥. Era tudo muito aconchegante. Provamos o pacu na brasa, prato mais vendido de lá! A conta é menos salgada, saiu a R$42 por pessoa.

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Pacu na brasa no restaurante Juanita (Foto: Renata Telles)

Com a carteira vazia, a realidade me chamou de volta à terra. No terceiro dia, decidi ser mais humilde. Conheci os famosos pastéis de Bonito. Eles custam entre R$8 e R$22 (dependendo do sabor). Provei o de palmito com catupiry, dos deuses! Quanto recheiooo minha gente…

Assim como peixe, sorvete é uma coisa que não falta na cidade. Tem dezenas de sabores diferentes, sempre de frutas exóticas. Também experimentei o tal do “sorvete assado”. Ele vai ao forno por alguns segundos e ainda leva frutas e marshmallow. Sensacional!!! Só a superfície fica torradinha, o sorvete continua geladinho.

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Sorvete assado (Foto: Renata Telles)

Para quem é fã de chá, a dica é provar o tereré! A erva mate é consumida em uma cuia pelos moradores (bem parecido com o chimarrão), mas em Bonito eles bebem gelado.

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Você encontra tereré em todos os supermercados (Foto: Renata Telles)

Quer tirar mais dúvidas sobre Bonito? Me escreva, deixe seu recado!

Réveillon zen: opções de virada no meio da natureza

Todo ano, quando o Réveillon se aproxima, eu digo: dessa vez será diferente! Vou fazer algo fora do comum e fugir do trânsito e confusão. E o que acontece? Lá estou eu no mesmo lugar, no meio de uma multidão, segurando uma taça de plástico e disputando um pedaço de água pra pular as 7 ondas…

2017 chegou ao fim e dessa vez, eu finalmente pude realizar um sonho que tinha há tempos: passar a virada no meio da natureza! Antes de chegar à decisão final analisei três opções.

Acomode-se, pegue uma bebida e vamos lá!

Chapada dos Veadeiros – Goiás

Localizado no município de Alto Paraíso, Goiás, a Chapada é procurada por aqueles que desejam aproveitar o contato com a natureza ou experimentar seu lado esotérico. É lá que fica o Paraíso dos Pândavas! O yoga resort possui mais de 400 hectares de Cerrado preservado com cachoeiras e mirantes, a 250 km de Brasília. O lugar oferece retiros para pessoas de todas as idades e este ano tem programa especial de Réveillon.

O pacote vai de 26/12 até 01/01 e inclui meditação mântrica, passeios na natureza, banhos de cachoeira, palestras sobre o yoga e comida vegetariana.

♥ Para saber mais sobre a viagem é só clicar aqui!

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Foto: Booking

Fiquei com a pulga atrás da orelha, já estava quase fechando a trip, mas decidi seguir na pesquisa. Ao mesmo tempo que não queria multidão, também não desejava isolamento total (ok, sou louca!). Ainda assim, o resort está na minha listinha de desejos para 2018. Quero muito conhecer o lugar, nem que seja para passar um fim de semana! Tenho certeza que sairei de lá renovada!

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Foto: Tripadvisor

Península de Maraú – Bahia

Mais um lugar paradisíaco pronto para fazer você entrar em alfa. Fundada no início dos anos 2000, a ecovila Inkiri Piracanga fica perto de Itacaré, na Bahia, e também oferece cursos, vivências e terapias holísticas.

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Foto: Inkiri Piracanga

♥ A comunidade tem pacote especial de Ano Novo que vai do dia 28/12 a 04/01. Conheça o roteiro aqui!

Depois de ler, reler, ler, reler, decidi, one more time, seguir adiante na minha pesquisa. Ainda queria um lugar onde eu pudesse relaxar, meditar e sim, tomar uma cervejinha 🙂

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Foto: Inkiri Piracanga

Assim como o Paraíso dos Pândavas, a comunidade está nos meus planos para 2018. Ter a experiência de passar alguns dias na ecovila deve ser incrível! Fora o Réveillon é possível fazer diversos cursos como reiki, gastronomia vegana, surf yoga, etc.

Bonito – Mato Grosso do Sul

A 300 quilômetros de Campo Grande está localizado Bonito, o polo do ecoturismo no Brasil. Para vocês terem uma ideia, em 2013, ele levou o prêmio de melhor destino de turismo responsável do mundo, o World Responsible Tourism Awards.

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Gruta azul (Foto: Águas de Bonito)

O município conta com cerca de 40 atrativos que possibilitam aos visitantes várias opções de atividades como visitar grutas, tomar banho de cachoeiras, fazer trilhas, praticar arvorismo, boia cross, rapel, passear de quadriciclo, a cavalo ou de bike. A noite também é animada, há alguns bares com música no centro de Bonito.

♥ Lendo algumas matérias sobre o lugar, percebi que Bonito poderia ser uma boa opção. Dá pra relaxar e fazer trilhas de dia e curtir um pouco à noite. Vai estar cheio? Sim! Mas não como Copacabana ne… rs Então, decidi apostar.

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Cachoeira Boca da Onça (Foto: @espenp)

Cotei as três viagens e Bonito saiu a mais barata incluindo hostel, passeios e alimentação. Dando tudo certo, passo todas as infos depois!

Se vai ser o melhor Réveillon da vida? Isso eu não sei, posso até me decepcionar com o lugar, mas uma coisa é certa. Consegui sair da rotina óbvia de todos os anos… :

Não ganhei um centavo pelo post. Esse é apenas um texto onde compartilho os lugares que ficaram entre os MEUS favoritos. Existem outros? Milhares!  Quer indicar algum? Sugere nos comentários! 

ATUALIZAÇÃO: CONTEI AQUI TUDO SOBRE O REVEILLON DE BONITO. FOI LINDO E COM MUITA ENERGIA POSITIVA.

E você, conhece um dos 3 lugares? 

 

 

5 gordices (lindas e deliciosas!) que você precisa experimentar em Nova York

A gente sabe que americano é expert em criar lanches deliciosos (e calóricos), né? Pois bem, passei pela Big Apple na semana passada e experimentei as guloseimas que estão dando o que falar em Nova York neste verão. Do Brooklyn à Chinatown, anote as dicas! Se você está de viagem marcada, já vai correndo na esteira para se jogar sem culpa nas gordices! Isso é o que chamo de uma verdadeira food porn! Rs

Eu não curto o bairro de Chinatown (sorry!). Muita gente na rua e a cada passo aparece um oriental te oferecendo algo, quase que te puxando pelo braço… Dessa vez, entretanto, abri uma exceção para conhecer duas sorveterias maravicherry. Só de lembrar já fico aguando…

A primeira é a Wukongus, que vende verdadeiras obras de arte em forma de sorvete. Você escolhe o sabor da bola, a cor do algodão doce e adiciona quantos topping quiser!!! (lógico que coloquei 3645… rs).

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Sente a obra de arte!! hahahahaha Nem queria comer…. rs (Foto: Renata Telles)

 

Optei pelo Caramel Pecan Turtles (caramelo com nozes)  e finalizei com algodão doce, marshmallow, canudinho de chocolate, balas, castanhas, sucrilhos coloridos e por aí vai… rs Paguei a bagatela de $6,99 e posso garantir: foi o melhor sorvete da vida! Eu não queria comer no início de tanta pena… hahahaha Tirei milhares de fotos da “escultura”.

 

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Lindo demais ne? (Foto: Wukongus)

A segunda parada foi no Taiyaki NYC. O lugar aberto há pouco tempo vende uma adaptação do taiyaki, doce japonês que dá nome do local. Fui na hora do almoço (estrategicamente para não pegar filas… hehe. Por volta de 12h, quando abre a sorveteria, é supertranquilo e pude degustar minha iguaria sem estresse).

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Queria fazer 1000 imagens antes de comer… hahahaha (Foto: Renata Telles)

Feito de massa de panqueca e recheado com uma pasta doce de feijão vermelho, o bolinho é assado em forma de peixinho (e é usado no lugar da tradicional casquinha de sorvete). São cinco opções de sabores e centenas de toppings. Escolhi um dos mais pedidos, o Unicorn Taiyaki (olha que gracinha na imagem abaixo!). Mais uma vez, de tão fotogênico, tive pena de comer… rs Paguei $7,99.

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Esse foi o meu sorvete de unicórnio… Lindo ne? (Foto: Renata Telles)

Ainda em Chinatown há a cafeteria Sweet Moment. As bebidas são servidas com cremes nos sabores chocolate, matcha e red velvet. Olhem as carinhas, são muitooo fofas ♥.

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Café com creme de chocolate, red velvet e matcha (Foto: Sweet Moment)

Também há milk-shakes e sorvetes combinados com diversas frutas. Gamei nessa melancia, mesmo não sendo fã. Acho que vale uma visita, certo? rs

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Dá até pena de comer… (Foto: @ehgg)

Já em East Village visitei a famosa Wowfulls. Também é uma sorveteria (a portinha é estreita, você não dá nada pelo lugar) e sua casquinha é feita de waffles.

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Escolhi um sorvete de matcha com balas e calda de caramelo (Foto: Renata Telles)

A guloseima é gigante e assim como as lojas de Chinatown, não há limites de topping. Provei o sabor preferido dos nova-iorquinos, matchá (espécie de chá verde que acelera o metabolismo e queima de gordura.. vai que funciona ne.. hahahaha).

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Já esse era de vanilla com marshmallow, morango e chocolate… Delicia! (Foto: Renata Telles)

Do outro lado da ilha, no Brooklyn, mais especificamente em Williamsburg, foi a vez de experimentar o tradicional bagel americano. Mas não era qualquer um… Eu, que sou apaixonada por pão, precisava conhecer os quitutes co-lo-ri-dos da The Bagel Store! Os rainbows bagels, de tão fofos, parecem até massinha de criança…

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Gulaaaa.. Comprei 4 e deixei até para o café-da-manhã (Foto: The Bagel Store)

Você pode comer com ou sem recheio. Prepare-se para os sabores: nutella, morango, abóbora, tomate seco, cookies, manteiga de amendoim e outras dezenas de opções doces e salgadas.. Minha fome era tanta que comprei 3 bagels simples e 1 com recheio de morango. Exagerei né minha gente?! Aguentei comer metade de um (achei enjoativo, confesso). Os outros eu guardei para o café do dia seguinte. Esquentei no forninho, mas, sinceramente, já não estavam tão gostosos.

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Meu lindo bagel… (Foto: Renata Telles)
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Dá para resistir? Você pode escolher entre dezenas de recheios… (Foto: The Bagel Store)
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Escolhi recheio de morango.. É gostoso, mas não consegui comer tudo… Acaba enjoando            (Foto: Renata Telles)

 

Fim de semana no Chile – confira o roteiro completo e boa viagem!

E aí surgiu uma folga no trabalho e não pensei duas vezes: bora viajar! Tinha três dias para aproveitar um novo destino e sabia que não poderia escolher algo tão longe senão passaria a maior parte do tempo dentro de um avião…

Optei pela América Latina e a Gol deu o empurrãozinho final! Você acredita em destino? Eu sim! rs No mesmo dia pintou promoção da companhia para o CHILE e eu só apertei o botão Enter!

Foram os três dias mais surpreendentes e agradáveis que passei. Em primeiro lugar: como os chilenos são simpáticos e prestativos!! Que educação!! Não passei nenhum sufoco, não teve nem taxista querendo me passar a perna! rs

Abaixo, segue meu roteiro! É só imprimir e levar, você não vai se arrepender! ♥

Dia 1

Primeira parada: Cerro San Cristobal (funciona das 10h às 20h). A estação inicial fica na entrada do Parque Metropolitano, na Pío Nono 445. Já fui correndo ver a cidade todaaa do alto! Você sobe de funicular (espécie de bondinho). O percurso dura apenas 8 minutos.

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Funicular que leva até o Cerro de San Cristobal

Chegando lá em cima você terá uma vista linda de Santiago! Eu ainda consegui ver um pouquinho da Cordilheira dos Andes. Ali também está localizado o Santuário Imaculada Conceição, com uma imagem de 22 metros de altura e uma capela construída em 1931. Tudo muitoo bonitinho!

Dizem que não existe nada mais chileno que um Mote con Huesillos. A mais pura verdade e por isso virou até expressão popular: “Más chileno que el mote con huesillos”. Eu provei a bebida durante minha visita ao Cerro San Cristóbal. Mas do que é feito esse troço? Trata-se de um chá com grãos de trigo cozidos, pêssegos desidratados e aroma de canela. Ele é servido gelado e com uma colher que serve para “pescar” o que sobrou no corpo. É gostoso Rê? Hummmm confesso que não me dou bem com pêssegos. Achei ok, nada delicioso, um pouco doce demais… (ainda prefiro o velho mate limão de galão na praia de Ipanema)

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Mote con Huesillos. Servidos?

Na descida visite a La Chascona, uma das três casas-museu do poeta Pablo Neruda (das 10h às 18h). Ele construiu o lugar em homenagem a sua terceira mulher, Matilde Urrutia (na verdade antes ela era amante e eles se encontravam escondidos ali…) La Chascona significa descabelada, em referência aos fios rebeldes da mulher.

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La Chascona – casa museu de Pablo Neruda

Lá dentro há objetos e manuscritos do poeta mais famoso do Chile e ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1971. Tem até foto dele com Tom Jobim ❤

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Sala de jantar da casa. Tudo muito conservado (Foto: NY Times)

Ao sair do museu, o passeio continua a pé em direção ao centro da cidade. Atravesse o Rio Mapocho e caminhe aproximadamente 1 km pelo parque que o acompanha até chegar ao Museu Nacional de Bellas Artes.

A poucas quadras fica ainda o Mercado Central (é tipo o mercadão de São Paulo, sabe?). É uma mistura de cores, sabores e cheiros da cultura chilena. A tradicional culinária local e a famosa centolla (uma espécie de caranguejo gigante que é cultivado no Sul do Chile podem ser degustadas nos restaurantes do mercado). Há ainda barracas que vendem frutos do mar, ervas, queijos, carnes, artesanatos e muito mais (eu não curti muito a muvucada de lá e garçons te empurrando cardápios o tempo inteiro.. mas vale a visita!)

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Mercado Central (Foto: Boots in the oven)
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Plaza de Armas

De lá, siga para a Plaza de Armas, onde está localizada a Catedral Metropolitana e o Museu Histórico Nacional

Não deixe de ir ao Palacio de la Moneda, sede da presidência chilena. Ali acontece a troca da guarda, dia sim, dia não, às 10h.

No fim da tarde, caminhe até o Cerro (Morro) Santa Lucia. Lá há praças, uma fonte e escadarias que levam a um mirante localizado no topo. Ele proporciona um belo visual panorâmico da região central da cidade (a 69 metros do chão e a 629 metros acima do nível do mar).

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Escadaria que leva até o mirante localizado no Cerro (Morro) Santa Lucia. (Foto: I Like Chile)

Na saída, siga para o bairro de Lastarria. Sério, que lugar mais fofooo! Cafés, livrarias, restaurantes de todos os tipos… Tudo tão charmoso! Na rua José Victorio Lastarria ainda há uma feira de antiguidades às quintas, sextas e sábados (das 10h até umas 20h).

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Lastarria – bairro boêmio (Foto: Santiago do Chile)

DIA 2

Eu saí do Brasil loucaaaa pra conhecer Cajón del Maipo. Não estava me aguentando de ansiedade. A 70 km de Santiago, a cidade de San José do Maipo é o ponto de partida para chegar a termas de Maipo. As termas são piscinas naturais rústicas situadas a 2.900 metros acima do nível do mar, no coração dos Andes com águas provenientes do vulcão San José.

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Sente o caminho na estrada…

Há duas possibilidades de chegar lá: reservar um passeio com a Manzur Expediciones (cerca de 16000 pesos por pessoa) ou alugar um carro. Eu parti para a segunda opção!

Eu peguei um carro popular a fim de economizar no Rent Centric. Paguei R$103 por um Chevrolet Spark com GPS e seguro (a gasolina lá custa cerca de R$ 4 o litro).

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Ovelhinhas simpaticas no meio do caminho
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Parada na estrada para brincar com a neve… hehehe

No meio daquele paraiso em Cajon del Maipo tudo que eu queria aproveitar eram os banhos termais, mas como nem sempre tudo são flores durante as viagens…. me deparei com parte da estrada assim, interditada com um baita buraco (olha a foto!).

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Me dei mal… sente o que apareceu no meu caminho

E o que aconteceu meu povo? Como a esperta aqui quis economizar no aluguel do carro escolhendo um modelo baratinho, acabei me dando mal! Como um automóvel urbano vai aguentar uma viagem em estrada de terra? Helloooo! Então fica a dica! Vale pagar mais R$100 reais e não passar por esse perrengue!

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Sente o carrinho mequetrefe que aluguei…

Me xinguei por algumas horas pela economia besta que me impediu de chegar até onde eu queria… Tá vendo essa foto linda aí embaixo? Não, não fui eu que tirei… rs Foi só pra mostrar que o Baños Colinas seria meu destino final em Cajon del Maipo caso o meu carro não tivesse atolado na estrada 😰

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Bãnos Colinas – Eu não consegui chegar até aí… (Foto: Chile Travel)

Para quem deseja conhecer as piscinas, a melhor época é visitar entre novembro e março porque a temperatura é boa e não tem neve no caminho.

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Apesar de não conseguir chegar até o destino final, pelo menos pude apreciar essa paisagem… ❤
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Embalse el Yeso (Cajon del Maipo)

Eu fui em outubro e peguei a neve derretendo. O que não é tão bacana porque a água forma imensos buracos na estrada!

Voltei desolada para Santiago e terminei a noite jantando no Patio Bella Vista. Aconselho o  restaurantes Le Fournil, no pátio interno, ou Como Água Para Chocolate, na área externa, com mesas na rua Constitución).

DIA 3

No meu último dia no Chile aproveitei para conhecer o Valle Nevado. Apesar da temporada de inverno já ter terminado, ainda havia bastante neve (e brasileiro adoraaaa neve hahahhaha)

Paguei um translado (Turistik por R$115) e levei 1h30 pra chegar até o topo. Aluguei roupas de frio e fiquei dando um rolê por lá. Quase tudo estava fechado (ski), exceto restaurante e uma ou outra lojinha.

Vale a pena visitar o Valle Nevado fora de temporada? Eu digo que sim!! 👍🏻Faça um bate e volta, almoce no Bar Lounge (único restaurante aberto nessa época), ande de teleférico, faça trilhas ou montain bike!

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Valle Nevado: a neve estava derretendo…
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As estações estavam fechadas, mas dava para andar de teleférico…
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… e brincar na neve restante. Porque brasileiro adoraaaa neve hahahaha

Usei o resto do dia para conhecer o shopping Costanera Center e a feirinha de artesanato Los Dominicos.

  • Em breve farei um post sobre hospedagens em Santiago e matéria detalhada sobre Cajón del Maipo

E ai, curtiu? Compartilha com seu amigos!

Como foi mochilar durante um mês pela Índia: o choque de realidade, as roubadas e a transformação espiritual

Quando decidi viajar me perguntaram: mas logo a Índia? Por quê? E a resposta a todos foi a mesma: “por quê não?”. Deixei preconceitos de lado e me despi da vaidade assim que pisei no aeroporto internacional Indira Gandhi em Delhi, capital do país. O primeiro dia, confesso, foi assustador.

Leprosos pediam dinheiro no sinal, crianças imploravam por comida e a cidade cheirava mal de tanta sujeira, fezes de animais e poluição.

Entretanto, depois de 24 horas eu já circulava normalmente em meio a vacas, macaquinhos, tuk tuks (triciclos que funcionam como táxis), carroças, ônibus, bicicletas, buzinas ensurdecedoras e um calor escaldante (que beirava os 40). Vi a harmonia em meio ao caos, a riqueza do passado e a pobreza do presente. Os palácios suntuosos, as mesquitas, os templos budistas e hindus rodeados por barracos e casas aos pedaços.

Fiquei dois dias em Delhi e conheci os principais pontos. Preferi contratar uma agência de turismo local, que incluía motorista e guia. É a melhor forma de evitar estresses e não ser passada para trás.

Os serviços dos hotéis também são confiáveis e a diferença de preço não é grande. Visitei a linda Jami Masjid, a maior mesquita da Índia, o complexo Qutub Minar, o Templo de Lótus e o Red Fort (Lal Qila), símbolo da nacionalidade indiana. Me emocionei no Raj Gha, o Memorial do Mahatma Gandhi, e conheci a sua casa. Ali o maior líder político e espiritual do país foi assassinado em 1948.

Depois de um longo dia de passeio, me preparei psicologicamente para embarcar na primeira viagem de trem. A estação ferroviária de Delhi dá medo. Milhares de plataformas, pouca informação e muita gente se esbarrando. Não basta ficar ligada no painel, é preciso confirmar seu trem na bilheteria. Quase sempre há problemas e atrasos.

Comprei bilhetes de segunda classe (a primeira custa o dobro do preço e não possui grandes diferenças). Você divide o vagão com três pessoas e tem direito a travesseiro e coberta. Nada luxuoso e muito confortável ou limpo, porém, mais seguro do que a sleeper class, área popular do trem. Dormi na companhia de uma familia indiana (ufa!) que adorava comer pepino cru com sal, aliás, mania nacional (a qual eu não aderi).

Não se assuste com os banheiros, eles não tem vaso sanitário, somente um buraco no chão (e haja equilibrio!). Foram 10 longas horas até chegar na manhã seguinte em Varanasi, a cidade mais sagrada da Índia.

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Rio Ganges em Varanasi (Foto: Renata Telles)

Santificada pela onipresença de Shiva e pelo famoso Rio Ganges, Varanasi respira religião. A todo momento é possível ver cerimônias e ritos de passagem pelos ghats (escadarias) às margens do sagrado rio. Os indianos se banham, lavam roupas e jogam restos mortais na água – totalmente suja. É como se você mergulhasse no Rio Tietê. Perguntei a um morador se ele não tinha medo de contrair uma doença. “Todos os dias nadamos e bebemos água daqui. Nunca ninguém morreu, é o milagre de Shiva”, afirmou.

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Moradores lavam roupas no Ganges…. (Foto: Renata Telles)
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Eles também tomam banho ali… mesmo lugar onde corpos são jogados (Foto: Renata Telles)

Não entrei no rio, mas preciso admitir que a cidade emana energia. Vi o nascer do sol de um barquinho no meio do Ganges e percorri a pé as ruazinhas de Varanasi. Experimentei o tradicional Chai (chá com leite e pimenta), fiz tatuagem de henna na casa de uma jovem indiana e me rendi a medicina ayurvédica. Eu já me considerava uma indiana, quer dizer, quase… Alguns cuidados não deixava de lado: escovava os dentes com água mineral, só comprava líquidos com lacre e passava longe de barraquinhas e restaurantes duvidosos. Na bolsa, álcool gel, bananas e barras de cereais. Não é exagero, acredite! Durante a viagem me deparei com diversos gringos pálidos que abusaram dos temperos de rua e tiveram diarréia. Posso garantir que saí ilesa da Índia! Não precisei usar nenhum remédio da minha farmácia.

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Tatuagem de henna na “casa” de uma moradora em Varanasi. Era apenas um cômodo sem banheiro e sem luz!

O incrível Taj Mahal

Após dois dias peguei um avião para Khajuraho onde conheci o Templo do Kama Sutra. Viajei na mesma tarde de trem até chegar em Agra para conhecer o famoso Taj Mahal. Qualquer fotografia não traduz a beleza daquele lugar. Contemplei o monumento por quatro horas e acompanhei de perto uma linda história de amor. O imperador Shah Jahan construiu o túmulo em memória da esposa favorita, Mumtaz Mahal, que morreu em 1631. Cerca de 20 mil operários trabalharam por 12 anos até finalizá-lo em 1643.

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Taj Mahal – quatros horas de contemplação

O lugar é limpíssimo, super conservado e com forte esquema de segurança. No fim da tarde as filas são gigantes, por isso, o ideal é visitá-lo no nascer do sol ou por volta das 14h (o horário que escolhi).

Próxima parada: Jaipur, no estado do Rajastão. Viajei de carro cerca de quatro horas até o deserto da Índia. Conhecida como a cidade rosada (todas as casinhas são rosas), Jaipur guarda o magnífico Amber Fort, parada obrigatória. Para chegar no alto do palácio é preciso pegar a “carona” de um elefante. No trânsito, além de vacas e macacos, agora era possível cruzar com camelos.

O melhor mesmo é manter os olhos fechados enquanto estiver dentro de um automóvel ou certamente você terá um AVC. Não existe mão e contra-mão e as ultrapassagens arrepiam! Por incrível que pareça, não vi nenhum acidente!

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Celebração para Shiva em Rishikesh (Foto: Renata Telles)

Paz e meditação

Esqueça o barulho dos carros, os pedintes e as centenas de indianos que rodeiam os turistas com produtos de artesanato. Em Dharamshala até o cheiro é agradável. Uma cidadezinha localizada no estado de Himachal Pradesh, norte da India. O calor infernal deu lugar ao clima das montanhas do Himalaia. Nas ruazinhas, monges simpáticos de olhinhos puxados. Em Dharamshala estão instalados o líder religioso Dalai Lama e o governo do Tibet em exílio. Aproveitei para me aprofundar na cultura tibetana, conhecer o Mosteiro Namgyal e passar pela casa do Dalai Lama (não aberta à visitação). A região sem dúvida é uma das mais agradáveis da Índia assim como Rishikesh, a capital mundial da Yoga e ponto inicial do Rio Ganges (a água é cristalina).

 

Em cada esquina existe uma escola ou ashram à sua escolha. O mais popular fica na beira do rio e chama-se Parmarth Niketan. Eu escolhi o Swami Rama Sadhaka Grama e não me arrependo. Entretanto, é preciso ter disciplina, acordar as 5h, meditar, seguir a cartilha do lugar, ajudar na cozinha, entre outras atividades (lá eles cobram a diária de 35 dólares).

É impossível não lembrar de Julia Roberts no filme Comer, Rezar e Amar. Diferentemente da personagem, eu não consegui ficar vários dias no ashram. Minha barriga roncava a cada meditação e preferi trocar o retiro por um hotel confortável onde pude comer muffins deliciosos de chocolate.

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Café da manhã no Ashram (Foto: Renata Telles)

Andei a pé em Rishikesh, molhei os pés no Ganges (sim, é possível até nadar sem preocupações com sujeira, mas não vá beber a água) e passei tardes no Little Buddha Café, onde tomei o melhor Chai. Depois de viajar por nove cidades (ainda visitei o Golden Temple em Amritsar e acompanhei a peregrinação de fieis hindus em Haridwar), constatei que aprendi tanto em tão pouco tempo que tudo valeu a pena e nada do que havia lido em livros me preparou para o que vi e vivi.

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Golden Temple, construído em 1574 (Foto: Renata Telles)

 

Já ouviu falar da Rota do Whisky na Escócia? Saiba tudo sobre a trip!

Eu adoro visitar vinícolas pelo mundo (mesmo quando algumas delas são furadas.. rs), mas fiquei bem curiosa quando recebi esse roteiro sobre a Rota do Whisky na Escócia! Oi???

Apesar de não ser amante da bebida, eu me aventuraria super nessa trip. Rica em história e paisagens pitorescas, a Escócia guarda também a produção do whisky mais tradicional do mundo, com cinco regiões produtoras: Campbeltown, Highlands, Lowlands, Speyside e Islay. São mais de 100 destilarias em funcionamento em todo o país, com cerca de 40 delas concentradas em Speyside. A viagem ainda inclui passagem por Edimburgo, visitas a seis destilarias, passeios a castelos, entre outros..

A Snew Travel realiza o roteiro regularmente e compartilha com a gente algumas dicas! Quem se anima?

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Castelo de Ballindalloch (Foto: Visit Scotland)

Speyside 

Onde se hospedar – Com chegada pelo aeroporto de Inverness, capital da famosa região das Highlands, uma boa opção é se hospedar em Elgin, cidade bem localizada para explorar Speyside.

Destilarias – Visite a Strathisla, conhecida como “a Casa de Chivas”, Glenfiddich, que por muitos anos foi a marca de single malts mais vendida em todo mundo, Glen Moray, pioneira na maturação em barris que já tiveram outras bebidas, Macallan, considerada por muitos o Rolls Royce dos single malts escoceses por sua elegância e sabor marcante, Cardhu, que destina cerca de 75% de sua produção para a linha Johnnie Walker, e Glenlivet, detentora do título de marca mais vendida de single malts em todo o mundo e conhecida por sabores suaves e florais.

Entre um gole e outro, também dá pra conhecer o Knockando Wool Mill, um antigo moinho de lã que produz os tradicionais tecidos na estampa Tartan da Escócia, e o castelo de Ballindalloch, rico em história e jardins floridos.

 

Edimburgo

Onde se hospedar – São aproximadamente 3 horas e meia entre Speyside e a capital da Escócia. Vale esticar até lá! Uma boa pedida é hospedar-se na Royal Mile, principal via do centro histórico da cidade, conhecido como Old Town. A região preserva os aspectos da vila medieval que foi um dia (imaginaaa se sentir em um filme antigo?!!♥)

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Igreja de St. Gilles (Foto: Visit Scotland)

O que ver – De Royal Mile, é possível explorar a pé as maiores atrações da cidade: Igreja de St. Gilles, Castelo de Edimburgo e Scotch Whisky Experience (atração imperdível para quem está traçando a rota do whisky).

Tem mais!! Aguenta mais uma dose? Aproveite os pubs da cidade. O The White Hart Inn, é o mais antigo da cidade (aberto desde 1516!!), ou o The Last Drop Pub, ambos localizados no Grassmarket.

New Town, considerada uma obra-prima de planejamento urbano, também não pode ficar fora de seu roteiro. Lá você pode explorar lojas, parques e construções em estilo neoclássico. Há, ainda, o Scott Monument, um tributo ao mais famoso autor escocês, Sir Walter Scott (1771-1832), que é uma torre em estilo gótico vitoriano, com 60,9 metros de altura (o maior do mundo em homenagem a um escritor).

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Scott Monument (Foto: Expedia)

A viagem acontece em setembro!!

Sem passaporte? Conheça países para viajar somente com seu RG

Essa semana a gente quase infartou quando soube que a Polícia Federal suspendeu, por tempo indeterminado, a emissão de novos passaportes em todo o país. Quem estava com planos de viajar para os Estados Unidos ou Europa, por exemplo, precisou repensar na trip. Mas calma, nem tudo está perdido! Existem ótimas opções de lugares para conhecer usando apenas o nosso RG! Separei meus 6 países favoritos!

Argentina – Bem do nosso ladinho, nossos hermanos oferecem cidades históricas, vinícolas encantadoras e  boa gastronomia. Buenos Aires, Mendonza, Patagônia… São passeios para todos os gostos e bolsos (além de ser super em conta!). Lembro que uma vez consegui comprar uma passagem aérea de R$200 reais. Mais barato que ir ao Rio de Janeiro.

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As vinícolas de Mendonza

Uruguai – Sou apaixonada por esse destino! Montevidéu, Punta, Colônia Del Sacramento e toda a costa passando por paraísos como Punta Del Diablo e Cabo Polônio… Vale a pena alugar um carro e passar por todas essas cidades. O país é pequeno, barato e hospitaleiro.

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Casapueblo: parada obrigatório em Punta Ballena

Chile – Você vai se surpreender com esse destino. De praia à neve, com vistas paradisíacas. Eu aluguei um carro e fui conhecer Cajon Del Maipo, um espetáculo da natureza pertinho de Santiago com direito a banhos termais. Olha essa foto abaixo!! Te convenci?

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Cajon Del Maipo: surpreenda-se com o lugar

Venezuela – Que tal conhecer Los Roques? Situado a aproximadamente 170 quilômetros da costa do país, em pleno mar do Caribe, o arquipélago possui cerca 50 ilhas e uma infinidade de atrativos!

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Dias de descanso nesse paraíso na Venezuela… Que tal?

Peru – De floresta ao deserto, a diversidade geográfica é imensa! Passe pela capital Lima, visite Cusco e claro, Machu Picchu, o destino mais procurado pelos turistas. É quase uma viagem espiritual, você volta outra pessoa 🙂

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Machu Picchu: destino mais procurado no Peru

Colômbia – Faça a dobradinha Cartagena das Índias + San Andres! Você vai pirar com as praias e a cidadezinha histórica super colorida. Serão dias de descanso e aprendizado!

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Todo o colorido de Cartagena

Ainda há opções de visitar Equador, Paraguai e óbvio, lugares incríveis dentro do Brasil, como por exemplo, a Amazônia. Voltei de lá recentemente e me surpreendi com o “pulmão do mundo”. Mais pra frente coloco um post completo da viagem!

 

 

 

 

 

Projeto busca voluntários para rodar o mundo (e ainda paga 2500 euros por mês)

Aquele momento que você lê… para…. Pensa… Reflete… Devo largar tudo? A proposta é bem tentadora! O World Life Experience divulgou que procura 12 voluntários para viajar durante um ano por 40 países da Europa, Ásia, África, Américas e Oceania com TODAS as despesas pagas pelo projeto (comida, hospedagem, seguro médico). O negócio já estava bom ne? Mas aí o coração dispara e você tem mini infartos: eles ainda oferecem um salário mensal de 2500 euros.

Os 12 participantes (6 homens e 6 mulheres) deverão publicar textos e vídeos na página do World Life Experience, além de atualizar as mídias sociais. Difícil ne…;). O grupo viajará junto e cada um terá uma função. O objetivo é incentivar a responsabilidade social, além de realizar trabalhos voluntários.

Inscreva-se já!

Preencha um formulário na página (clique aqui!) e pague uma taxa de 9 euros (2,50 são doados a uma ONG). É preciso ter inglês intermediário e idade entre 20 e 35 anos. As inscrições terminam dia 20 de junho!

A viagem pelo mundo terá início em 15 de setembro e o ponto de partida será Lisboa, em Portugal! Vou lá me candidatar e já volto! ❤

 

 

Vai para Porto de Galinhas? Então você precisa ler esse post agora!

O Nordeste sempre me encantou por conta das praias, mas quando conheci Porto de Galinhas, em Pernambuco, fiquei deslumbrada com tanta beleza! Foram apenas 4 dias, mas o suficiente para me apaixonar! Então separei um pequeno roteiro para quem quiser conhecer esse paraíso!

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Passeio de buggy

Dia 1 👉 Não deixe de fazer o passeio de buggy de Ponta a Ponta (imperdível, ainda mais pra quem ficará pouco tempo). Conheci as praias de Muro Alto, Cupê, Vila de Porto, Maracaípe e por fim, paramos no Pontal de Maracaípe (onde peguei uma jangada para visitar a fauna e flora dos manguezais. Ali ainda há diversos cavalos-marinhos. Almoce no João Restaurante. Gente do céu, quase saí carregada de lá! Que comida gostosa! Sente esse camarão no abacaxi (foto)! Ainda teve cartola (famosa sobremesa local feita com bananas fritas, coberta com queijo manteiga e polvilhadas com açúcar, canela e granuladooo), além de uma caipivodka de cajá com manjericão!

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Camarão no acabaxi do João Restaurante ❤
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Cartola, um dos doces locais: bananas fritas cobertas com queijo manteiga e polvilhadas com açúcar, canela e granulado de chocolate. Só de pensar nessa sobremesa, já fico com fome!

Dia 2 👉 Ir a Porto e não conhecer as piscinas naturais é como visitar Paris e não ver a torre Eiffel. Por isso, se jogaaa! As jangadas partem da praia da Vila e levam às piscinas formadas na maré baixa. É bom ficar atento à tábua de marés para saber o melhor dia e hora senão você não consegue ver nada! A viagem até os recifes e corais dura cerca de 15 minutos. Kit essencial para mergulho (você vai ver centenasss de peixinhos coloridos):  snorkel e pé de pato (normalmente as jangadas oferecem).

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Olha quantos peixinhos fofos nas piscinas naturais

Dia 3 👉 Separe esse dia inteirinho para conhecer a Praia dos Carneiros, considerada uma das mais belas do mundo! Ela fica a 58 km ao sul de Porto. O acesso não é tão fácil, mas vale a pena. Você ficará de queixo caído com o visual, suas piscinas naturais e a igrejinha de São Benedito. Para chegar à praia, é preciso usar o estacionamento (pago) de um dos restaurantes do local ou fechar um passeio de barco até lá. Almoce no Beijupirá, casa de peixes super famosa!

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Praia dos Carneiros e sua famosa igrejinha de São Benedito

Dia 4   👉 Passeie pelo centrinho da vila. Lá há restaurantes para todos os gostos e bolsos, bares, lojinhas e artesanatos. O agito rola de dia à noite! Visite ainda o ateliê do artista plástico Gilberto Carcará! Ele usa troncos e raízes de coqueiros mortos como matéria-prima para criar peças inusitadas e as famosas galinhas de Porto, que estão por toda a vila! Carcará também faz quadros com madeira de reciclagem e esculturas a partir de coco seco. 👏🏻 Visitei o local e ele, gentil, ainda me presenteou com uma pequena escultura (de galinha, claro! ❤ )

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Visitei o ateliê do artista plástico Carcará e me apaixonei pelo ambiente