3 dicas de restaurantes vegetarianos em São Paulo. Você não vai resistir (mesmo se for carnívoro!)

Como não como carne há 10 anos, eu adoro descobrir restaurantes que tenham um menu vegetariano. Em cada cidade que visito já trato de dar uma “googada”. Mas o que muita gente precisa saber é: você não tem que ser vegetariana pra frequentar uma casa natureba. Tá a fim de comer algo leve? Ter uma refeição equilibrada? Que tal quebrar esse tabu? Te garanto que o menu vai muito além do alface!

Por isso, separei três restaurantes que conheci em São Paulo (eu sei, essa cidade tem milhões de opções pra comer, de cardápio turco a sírio), mas dê uma chance ao mood #greenlife.

Raízes Zen Perdizes

É uma casa lacto-vegetariano, mas a maior parte do cardápio é vegana. Usa produtos agroecológicos ou orgânicos. A cada dia você degusta um menu diferente. No dia que fui, tinha salada com brotos, strogonoff de cogumelos e cheesecake ou brownie. Outras boas opções: quibe de abóbora, pizza de gorgonzola com damasco, Berinjela à parmegiana… Gasto médio: R$70

End: R. Monte Alegre, 1144

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Salada com abobrinha, broto e molho de maracujá no Raízes Zen (Foto: Renata Telles)
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Strogonoff de cogumelos no Raízes Zen (Foto: Renata Telles)
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Cheesecake de morango. Ao fundo, brownie no Raízes Zen   (Foto: Renata Telles)

Maoz Vegetarian

Rede de fast food vegetariano da Holanda que chegou no Brasil há uns três anos. Possui unidade na rua Augusta. O lugar serve batatas belgas, hommus no prato com pão pita integral ou palitos de cenoura e pepino, falafel, saladas, entre outros. Gasto: de R$15 a R$29

End: R. Augusta, 1523 – Consolação

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Sanduiche de falafel com batata frita no Maoz (@maozvegetarian)

Banana Verde

Localizado no coração da Vila Madalena, o restaurante tem comida contemporânea com opções como bobó de cogumelos, quiches, risotos, picadinho e sucos deliciososss! Gasto: cerca de R$70

End: Rua Harmonia, 278 – Vila Madalena

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Bobó de cogumelos do Banana Verde. Aprovadíssimo! (Foto: @resbananaverde)
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Pão de mel (Foto: @resbananaverde)

 

Poderia fazer uma lista com mais de 20 restaurantes vegetarianos em Sampa, mas esses são os que mais frequento. Você conhece algum? Quer indicar uma casa?

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Bonito: confira um guia com dicas de passeios, hospedagem e gastronomia do melhor destino de ecoturismo do Brasil

Bonito não é só bonito. Aliás, essa palavra chega a ser modesta na hora de descrever os encantos da cidade, localizada no Mato Grosso do Sul. Não é à toa que ela já ganhou até o prêmio de melhor destino de turismo responsável no mundo!

Além das belezas naturais (rios de água cristalina, grutas, piscinas, cachoeiras…), Bonito possui uma infraestrutura fenomenal pra você curtir todos os passeios em segurança. Tudo lá dá certo (e me desculpem o preconceito, nem parece Brasil… rsrs).

Passei 6 dias na cidade, incluindo o Réveillon, e se pudesse, teria ficado mais uns 4 dias por lá. São dezenas de passeios que incluem flutuação, trilhas, rapel, tirolesa, bike, quadriciclo… Eu estava precisando de um destino onde eu pudesse me desligar do estresse e da multidão. Quando escolhi Bonito pro Ano Novo já sabia que não teria badalação. Ótimo! Não estava a fim de empurra-empurra na virada.

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A praça da cidade (Foto: Renata Telles)

Então, lá vai a primeira dica: Quer um Réveillon tranquilo? Coloque Bonito na sua listinha! A pracinha da cidade é o lugar onde todos se reúnem antes da meia-noite. Há fogos de artifício e a maioria dos bares e restaurantes permanecem abertos (e o melhor, não cobram nada a mais por isso). Escolhi o Bar Taboa que ainda me deixou levar Champanhe. O cardápio permaneceu com o mesmo preço!

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Bar Taboa: cerveja artesanal e petiscos

Claro, há possibilidade de você fechar uma ceia em um restaurante e pagar cerca de R$200 a R$400, mas de verdade? Preferi gastar esse din din em passeios.

A grana

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Por falar em reais… Bonito pode ser perfeito, lindo, encantador, mas é carooooo pra caramba! Fui fazendo meu roteiro e quando vi já tinha gasto cerca de R$1500. Cada atração custa entre R$80 e R$1000 (simmm, esse valor vale pra você flutuar no Abismo.. conto mais depois..) e todas elas estão localizadas em propriedades privadas. Os passeios que optei giraram em torno de R$100 a R$250.

Existem muitas agências de turismo na cidade, entretanto, os preços são todos tabelados. A única coisa que pode mudar é o valor do transfer até o destino (e mesmo assim, muito pouco…). Você fecha carro privado ou van. Eu preferi fechar van (por ser mais em conta)

Dica 2:Nunca, nunca, nunca, deixe de reservar seu passeio com antecedência (principalmente em alta temporada. Eu precisei marcar tudo 4 meses antes (!!!). Ao chegar no hostel presenciei viajantes desesperados por uma vaga pra Gruta Azul ou Flutuação, por exemplo.

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Como chegar?

Chegar por Campo Grande é o meio mais barato. Eu consegui uma passagem (ida e volta) por R$450. Do aeroporto você pode pegar um transfer (geralmente cobram R$100 cada perna) até Bonito (a viagem dura cerca de 4h).

Também é possível comprar uma passagem de avião direto pra Bonito. Desde 2017 a Azul disponibiliza voos, porém, os bilhetes são mais caros.

Onde ficar?

Olha, aí depende. Quanto você quer gastar? Quer luxo e conforto? Ou prefere algo em conta? Bonito tem resorts ma-ra-vi-lho-sos, além de pousadas e hostels. Mas, como falei antes, prefiro economizar pra gastar conhecendo a cidade 🙂

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Redário do Hi Hostel

Minha escolha foi o Hi Hostel (reserve aqui!). O lugar é simples, mas com uma vibe bem legal! Tem piscina, redário, quartos limpinhos com ar condicionado, banheiro privativo, cozinha pra você fazer a sua comida e fica a 25 minutos a pé do centrinho. O hostel ainda conta com uma agência turística. Para facilitar, acabei fechando tudo com eles.

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Área da piscina (Foto: Renata Telles)

O que fazer?

Chegamos na melhor parte né? Eu precisei escolher 6 passeios, senão teria que voltar à pé de Bonito até São Paulo… rs

Gruta Azul – Comecei a desbravar Bonito por uma das atrações mais famosas da cidade. Para chegar até o lago, é preciso descer quase 300 degraus, o equivalente a um prédio de 20 andares.

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Look do dia na Gruta Azul…. hahahaha

A água é cristalina – a cor azulada é fruto da incidência do sol combinado com outros fatores como localização da gruta e presença de minerais no fundo do lago. Nas primeiras horas da manhã o tom fica ainda mais intenso! Visite o lugar entre dezembro e janeiro (o azul é perfeito!!)

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Gruta Azul (Foto: Renata Telles)

Em mergulhos na Gruta do Lago Azul, foi descoberto inúmeros fósseis de animais extintos, como a Preguiça Gigante, Tigre Dente-de-Sabre, Mastodontes e outras espécies.

Existe também um projeto paralelo, que estuda um crustáceo pré-histórico que vive nas águas da Gruta do Lago Azul, tão antigo quanto os próprios dinossauros, trata-se de um camarão de água doce denominado Potiicoara Brasiliensis, catalogado em 2002.

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Gruta Azul: primeiro passeio do roteiro

P.S: É obrigatório o uso de tênis e desse lindo e fedorento capacete rs (eles não lavam e fica um cheiro de suor horrível!!)

Serra da Bodoquena –  não estava nos meus planos… Era para conhecer a Estância Mimosa, mas como choveu demais dias antes de eu chegar, precisei cancelar o passeio porque a água estaria muito turva. A chuva encheu tantos os rios que 90% dos balneários estavam fechados! Eu ainda consegui visitar a Praia da Figueira (conto mais abaixo)

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Serra da Bodoquena

Pois bem, com o cancelamento da Mimosa, optei por conhecer a Serra. É um passeio tranquilo, bom para famílias, terceira idade e crianças. Valeu a pena? Sim, mas não posso dizer que foi o lugar mais lindo que visitei!

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Trilha na Serra da Bodoquena

Localizada a 70 km da cidade de Bonito-MS, a Serra da Bodoquena começa com um percurso de 2.500 m pela mata (trilha leve) e passa por cachoeiras e piscinas naturais, totalizando 4 paradas para banho e um passeio de bote pelo Rio Betione

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Tirolesa na Serra da Bodoquena

Depois da trilha, aproveite a área de lazer com piscina, tirolesa, quiosque (bar), redes, quadra de vôlei… O almoço, já incluso, é delicioso, bem caseiro e ainda inclui a sopa paraguaia, prato típico do… Paraguai 🇵🇾 (jura?! 😂) e MS. Ela é uma espécie de bolo salgado. Leva milho, leite, óleo, queijo em abundância e cebola!

Rio da Prata – passeio obrigatório em Bonito. Aliás, curti super as opções de flutuação! As mais famosas são: Nascente Azul (leia mais abaixo), Rio Sucuri e Aquário Natural.

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Olha essa águaaaaa! Flutuação no Rio da Prata

Tudo começa com uma trilha agradável (bem leve) que nos leva até a nascente do Rio Olho D’Água. Imagina uma piscina natural de água cristalina?!!! Fiquei encantada!! São cerca de 2km de percurso em um passeio subaquático onde vemos várias especies de peixe.

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Flutuação no Rio da Prata

Confesso que esperava ver cardumes (na mesma quantidade que presenciei em Porto de Galinhas), mas por conta da chuva e período, eles estavam escassos. Entretanto, vi um filhote de jacaré na beira do rio 🐊

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Rio da Prata

Nascente Azul – Outro passeio de flutuação que vale no roteiro! Aliás, não saia de Bonito sem ter tido essa experiência. Ô lugarzinhoooo lindo! Além de nadar com várias espécies de peixes, você curte o lago, a tirolesa e o redário. Para a minha infelicidade, choveuuuu pacas na parte da tarde e não consegui aproveitar tanto as atrações. O investimento gira em torno de R$200, fora o transporte!

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Flutuação na Nascente Azul

Cachoeira Boca da Onça – sem dúvida, O MELHOR PASSEIO. Se você vai a Bonito, já deixa reservado! Ela está localizada a 34 km da cidade de Bodoquena e a 55 km da cidade de Bonito. A trilha começa à 3.500m de distância desde a sede do receptivo até o caminho que dá início ao percurso de 4.000 m pela mata do Rio Salobra.

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Cachoeira Boca da Onça

É fácil? Bem… Até a trilha seguimos em um caminhãozinho (tipo de safári). Já na mata, é preciso ter um pouquinho de preparo físico. Você sobe e desce, mas nada muito difícil. A gente foi parando, respirando, lendo plaquinhas com poemas…

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Plaquinhas com poemas durante a trilha da Boca da Onça (Foto: Renata Telles)

No caminho, passamos por 8 cachoeiras, mas só conseguimos mergulhar em 2 (geralmente o visitante entra em 4 delas). One more time, a bendita chuva atrapalhou e por segurança, não entramos no Buraco do Macaco e em uma outra queda. Há ainda um quiosque com banheiro que funciona como ponto de apoio. Ele vende bebida e lanchinhos (mas leve o seu na mochila!). Caso contrário,  desembolse R$10 por um copo de açaí e R$6 por um salgadinho industrializado (o que na minha humilde opinião, não combina com a vibe natureza… Você está ali respirando ar puro, se exercitando e aí vai comer Fandangos? hahahaha)

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Cachoeira Boca da Onça

Siga mais um pouquinho pela mata e… UAU! Cuidado pra não infartar ao ver tanta beleza.. rs A Boca da Onça tem 156m de altura, é a maior cachoeira do estado de Mato Grosso do Sul. Tirei 10 mil fotos (e não foi exagero), agradeci por estar ali, mergulhei pra tirar a zica… Não sei explicar, mas a energia naquela cachoeira é diferente de tudo que já vi.

Depois de relaxar, é hora de encarar a volta da trilha. Prepare-se, são 886 degraus pra subir… Há uma escada de madeira com corrimão, bem segura. Subi no meu ritmo, não há pressa e o guia te acompanha na maior paciência. Dei a sorte de cair no grupo da Nara, gente boníssima que tirou todas as minhas dúvidas.

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Força pra subir os 886 degraus!!

Terminando o passeio, se jogue no buffet da fazenda. Tudo tãooo gostoso gente! O almoço está incluso no pacote e aqui não há opção de comprar separado. Aproveite ainda pra curtir a piscina do local…

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Após a trilha, dá curtir a piscina da Fazenda da Boca da Onça (Foto: Renata Telles)
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Buffet incluso na Fazenda Boca da Onça (Foto: Renata Telles)

Praia da Figueira – Assim como a Serra da Bodoquena, a Figueira não estava nos meus planos. Queria mesmo conhecer o Balneário Municipal, mas ele estava interditado por conta do mau tempo. Seguimos então pra Figueira, também um balneário, entretanto, com entrada mais cara (R$65 contra R$36 do Municipal). Como disseram pra gente que não precisava reservar ingressos nesta atração específica, fechamos um táxi (cerca de R$140) e seguimos até lá.

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Praia da Figueira

Mas furadas acontecem e…. o lugar estava com lotação esgotada! Claro, com a chuva todos optaram pela Figueira, único balneário aberto. Como somos brasileiras e não desistimos nunca, suplicamos pra entrar e após 30 minutos lá estava eu e minhas amigas nos bronzeando na “areia” e tomando banho em águas calmas em uma lagoa de 60.000 m² repleta de peixes.

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Praia da Figueira (Foto: Renata Telles)

Não vá esperando comida boa e barata. Tudo caro! Pedi no máximo uma batata frita que demorou cerca de 2 horas pra chegar (eles não estavam acostumados a receber tantos visitantes ao mesmo tempo).

#ficaadica: Mesmo que todos te digam “balneário não precisa de reserva.. é só comprar ingresso na hora…”, duvide.. Pegue o telefone e ligue pra saber se ainda há vagas (especialmente em alta temporada!).

Buraco das Araras – Ele fica no caminho para o Rio da Prata, por isso, as agências tentam vender os dois passeios juntos. Como já sou cobra criada, pesquisei antes sobre a atração e vi muitas pessoas reclamando… Minha amiga, mesmo assim, decidiu ir.  É uma atração de observação e contemplação. Você segue até um buraco com 500 metros de circunferência e 100 metros de profundidade (resultante do desmoronamento de blocos rochosos) e tenta avistar araras, tucanos, entre outros… Às vezes você vê milhares de araras, às vezes, nenhuma…

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Entrada do Buraco das Araras

People, sinceramente, se você está em Bonito você vai ver arara por toda a parte, em qualquer lugar, seja na cidade ou em uma fazenda. Era só olhar pro céu e ela estavam elas.. Vi vermelha, azul, vi tucano… E não precisei pagar R$70 pra entrar em um buraco. Massss… essa é minha opinião! Is up to you!

Onde comer?

Eu decidi cometer uma extravagância e visitar a Casa do João, um dos restaurantes mais famosos de Bonito. Caroooo, mas delicioso. Tem cerveja artesanal e comidas típicas. Prove os peixes e a farofa de alho :). Custo: cerca de R$70 por pessoa.

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Pirarara, peixe da Amazônia, com bobó de banana, farofa de alho e pirão da Casa do João      (Foto: Renata Telles)
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Cerveja artesanal na Casa do João (Foto: Renata Telles)

No dia seguinte, fui até outra casa muito elogiada, Juanita. Me encantei pela chef. Ela vai até todas as mesas cumprimentar os clientes, assim como seu filho. Não que no João isso não aconteça, ele também foi muito solícito e nos contou toda a sua história, mas no restaurante Juanita senti como se estivesse na casa da minha avó ♥. Era tudo muito aconchegante. Provamos o pacu na brasa, prato mais vendido de lá! A conta é menos salgada, saiu a R$42 por pessoa.

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Pacu na brasa no restaurante Juanita (Foto: Renata Telles)

Com a carteira vazia, a realidade me chamou de volta à terra. No terceiro dia, decidi ser mais humilde. Conheci os famosos pastéis de Bonito. Eles custam entre R$8 e R$22 (dependendo do sabor). Provei o de palmito com catupiry, dos deuses! Quanto recheiooo minha gente…

Assim como peixe, sorvete é uma coisa que não falta na cidade. Tem dezenas de sabores diferentes, sempre de frutas exóticas. Também experimentei o tal do “sorvete assado”. Ele vai ao forno por alguns segundos e ainda leva frutas e marshmallow. Sensacional!!! Só a superfície fica torradinha, o sorvete continua geladinho.

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Sorvete assado (Foto: Renata Telles)

Para quem é fã de chá, a dica é provar o tereré! A erva mate é consumida em uma cuia pelos moradores (bem parecido com o chimarrão), mas em Bonito eles bebem gelado.

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Você encontra tereré em todos os supermercados (Foto: Renata Telles)

Quer tirar mais dúvidas sobre Bonito? Me escreva, deixe seu recado!

Tudo o que você precisa saber sobre o Jalapão: dicas, roteiro, hospedagem…

Quando decidi viajar para o Jalapão, ouvi de alguns amigos: “Mas onde fica isso?”. Os mais surdinhos, pasmem, diziam: “Japão? Que irado!”.  Depois de muitas risadas, eu explicava com toda calma do mundo que Jalapão é uma região do cerrado brasileiro, localizado no Tocantins.

Eles torciam o nariz… “O que tem pra fazer nesse fim de mundo?”.

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Fervedouro Bela Vista (Foto: Renata Telles)

E sim, eu mostrava uma dessas fotos para os meus amigos… rs Convenci você também?

A verdade é que o Jalapão já é um velho conhecido dos mochileiros roots e de uns cinco anos pra cá virou destino hype entre muitos viajantes (agora com a novela O Outro Lado do Paraíso, a tendência é que o roteiro fique ainda mais disputado – e caro!).

Mas antes de te falar tudooo sobre essa trip, tem algumas coisinhas que você precisa saber:

1 – Tem medo de insetos? Não vá… Você certamente vai cruzar com sapos, borboletas, besouros e até baratas (mas esse episódio eu conto mais abaixo… rs)

2 – Não existem resorts por lá e a estrutura de pousadas é bem precária. Quer conforto de hotel? Então desista de ir. Você dorme em quartos simples que possuem apenas cama e banheiro. Nem espelho eu achei… rs

3 – As atrações turísticas são distantes uma das outras. É preciso ter um carro 4X4, ele será seu melhor amigo para enfrentar as estradas de terra. Eu rodei quase 1000 quilômetros em 4 dias. Tenha em mente que a maior parte do tempo você estará dentro de um carro tentando chegar no seu destino.

4 – Dá pra ir por conta própria? Olha, até dá, mas é altamente recomendável ter um guia com você. Eu fechei carro + passeios + hospedagem + comida apenas com um guia (Cristiano Tavares – ele é bem conhecido e super recomendável!). Não me preocupei com nada ao chegar lá! Além do mais, você precisa saber pilotar muito bem uma 4X4 porque senão ficará atolado na estrada.

Ainda quer visitar o Jalapão? Simmmm?! Tenha uma certeza: você não vai ver nada igual no resto do mundo! Prepare-se para se apaixonar por esses cenários cinematográficos ❤

O que é o Jalapão?

Localizada no Estado do Tocantins, a região encanta por suas águas azuis, chapadões e serras com clima de savana, além da paisagem de cerrado, com direito a dunas alaranjadas, nascentes e impressionantes formações rochosas.

A maioria dos atrativos fica nas cidades de Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta do Tocantins e São Félix do Tocantins. Em meio a 34 mil km² de paisagem árida, a região é cortada por uma imensa teia de rios, riachos e ribeirões, todos de águas transparentes e potáveis.

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Quando ir?

É possível visitar o lugar o ano todo!! A estação seca vai de maio a setembro e a chuvosa, de outubro a abril. Eu fui no feriado de Finados e peguei uma temperatura de 30 graus! De madrugada chovia muito, mas durante o dia lá estava aquela temperatura do demo…

Como chegar?

Não há aeroportos na região do Jalapão, por isso o único meio de transporte até lá é por via terrestre. Para quem chega de outros estados o ideal é ir de avião até Palmas, capital do Tocantins, e de lá seguir de carro até o Jalapão. A principal via de acesso, a partir de Palmas, é a TO-030 até Santa Tereza do Tocantins, e depois a TO-130 até Ponte Alta.

Quantos dias devo ficar?

Em quatro dias conheci as principais atrações, dá pra ficar mais? Sim, se tiver mais tempo, planeje a viagem para 7 dias.

O que levar?

Dinheiro! Não existem caixas eletrônicos por lá, eu só achei um no aeroporto de Palmas, foi o que me salvou. Alguns estabelecimentos aceitam cartões.

A bagagem: esqueça a mala de rodinhas! Leve uma mochila com pouquíssima roupa! Você passará a maior parte do tempo de biquíni e shorts. Não esqueça do filtro solar, chapéu e repelente (tem muitosssss mosquitos!)

O que tem pra ver lá?

Fervedouros espetaculares !!! “Ferve- o quê?” WTF is this? São piscinas naturais, cristalinas e de areia branquinha rodeadas de bananeiras. Por conta de um fenômeno chamado de ressurgência das águas, é impossível afundar o corpo. Isso acontece porque sob a piscina há um lençol freático e logo abaixo uma rocha impermeável. Sem encontrar vazão pela rocha, a água nasce e é jorrada com muita pressão, empurrando para cima a areia e o que houver sobre ela. A sensação é muito curiosaaaa, você vai se divertir!

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Fervedouro Bela Vista

Eu visitei os quatro principais (há dezenas catalogados). Todos ficam em propriedades particulares e é preciso pagar de R$10 a R$25 reais dependendo do lugar. Infelizmente não dá pra ficar horas nadando… Como eles são pequenos, há limite de pessoas e tempo estipulado (apenas 20 minutos por grupo). Os fervedouros estão localizados na estrada que liga Mateiros a São Félix.

Fervedouro do Ceiça (ou das Bananeiras) – Foi o primeiro a ser divulgado para o público (tem mais de 20 anos) e é um dos mais famosos do Jalapão. Tem muitosss peixinhos em sua água ❤

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Fervedouro do Ceiça

Fervedouro  Bela Vista – Um dos mais lindos, quando entrei ali mal pude acreditar no que estava vendo… O grande poço redondo, com 15 metros de diâmetro, tem água extremamente azul. Aproveitei pra almoçar no local, comida simples, gostosa e bem caseira. Também dá pra dormir por lá. Eles alugam quartos.

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Fervedouro Bela Vista

Fervedouro do Alecrim – Como já tinha visitado o Bela Vista e o Ceiça achei esse bem fraquinho. A água é mais turva, verde.

Fervedouro dos Buritis – Igualmente lindo, azul e com muito verde a sua volta. Eu não conseguia parar de clicar, tive que brigar com a memória do meu celular…

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Cachoeira do Formiga

Se não bastassem os fervedouros paradisíacos, me deparo com a cachoeira mais linda que já vi na vida! Sério, não estou exagerando. É um cenário dos sonhos! A cachoeira do Formiga (tem esse nome por conta do nome do Rio, Formiga) é morninha e a sua cor é de enlouquecer!! Nem precisa colocar filtro nas fotos… hahahaha Aproveite a queda d’água para uma massagem nos ombros, relaxe e sinta a vibe do lugar…

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Cachoeira do Formiga
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Cachoeira do Formiga (Foto: Renata Telles)

Cachoeira da Velha

É a maior queda d’água do Parque Estadual do Jalapão. Não dá pra nadar, é perigoso, mas existe uma plataforma de madeira pra visitação. Para os mais corajosos, há a possibilidade de fazer rafting (se não me engano, custa entre R$100 a R$150).

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Cachoeira da Velha – ainda dei sorte de ter arco-íris (Foto: Renata Telles)
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Cachoeira da Velha

Prainha do Rio Novo

Está localizada a poucos metros da Cachoeira da Velha, tem longa faixa de areia branca, água tranquila e muita sombra para quem quiser descansar. Fiquei pouquíssimo tempo nesse paraíso e se pudesse teria passado o dia inteiro deitada na beira do rio.

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Prainha do Rio Novo (Foto: Renata Telles)

Serra do Espírito Santo

Saindo de Mateiros, são cerca de 30 km de estrada arenosa até a serra. Ela oferece uma vista deslumbrante do cerrado! Mas pra chegar até lá é preciso enfrentar uma trilha íngreme de cerca de 500 metros (pra mim pareceu 5 km.. rs). Ela conta com corrimão em alguns trechos e pontos de paradas com banquinhos para respirar e repor as energias. Eu subi por volta das 5h pra ver o nascer do sol (é o recomendável já que mais tarde faz muitooo calor). Se valeu a pena? Veja as fotos!

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Nascer do sol da serra do Espírito Santo (Foto: Renata Telles)
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Nascer do sol da serra do Espírito Santo

Dunas do Jalapão

É um dos grandes cartões postais da região e fica dentro do Parque Estadual do Jalapão. A subida é fácil, mas confesso que não estava aguentando de calor lá em cima (ok, fui em um horário ingrato… então fica a dica: prefira o por do sol!)

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Dunas do Jalapão (Foto: Renata Telles)

 

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Dunas do Jalapão

Pedra furada

Mais um lugar de encher os olhos! Trata-se de um grande conjunto de blocos de arenitos, que foi esculpido pela ação da chuva e dos ventos, formando diversos buracos em formatos de arcos que lembram alguns portais. Assisti o por do sol de lá, vi diversas araras e saí de lá com a certeza de já querer voltar!

Aos noveleiros: A Pedra Furada, aliás, foi usada como locação na trama global O Outro lado do Paraíso.

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Pedra Furada (Foto: Renata Telles)
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Pedra Furada – assista o por do sol de lá
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Arara azul na Pedra Furada (Foto: Renata Telles)

Povoado Mumbuca

Fica no município de Mateiros, perto da rodovia TO-110 e a população é uma espécie de grande família que se originou de remanescentes de quilombolas e indígenas que habitavam a região. A base da economia local é o artesanato de capim dourado. Por onde você passa encontra brincos, colares, bolsas… Uma vez por ano, geralmente em setembro, é realizada a festa da colheita do capim dourado com manifestações culturais e cantorias.

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Artesanato local feito com capim dourado. Há diversas lojas no Jalapão (Foto: Renata Telles)

Onde ficar?

Existem muitas pousadas no Jalapão, todas são bem simples e algumas possuem café da manhã farto. Em São Félix super indico a Encanto. Ela tem pequenos chalés. Já em Mateiros eu NÃO indico a União Tavares. E é aí que entram as baratas… Os quartos estavam infestados delas. Uma das minhas amigas acordou com o bichinho em cima dela no meio da madrugada.. Nada simpático e higiênico né? Conclusão: deixamos a pousada às 3h e seguimos para a trilha do Espírito Santo já que não conseguimos dormir mais!

Na cidade de Ponte Alta ficamos em uma pousada que ainda está em fase de testes. Se chama Fazendinha. Se depender de mim já está aprovada! O lugar é imenso, a comida deliciosa e você ainda consegue tomar banho de rio. O proprietário ainda vai melhorar a estrutura. Por enquanto há apenas 3 quartos.

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Chalés da pousada Encanto em São Felix (Foto: Renata Telles)
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Pousada Fazendinha em Ponte Alta. Há ainda um rio dentro da propriedade (Foto: Renata Telles)

O que comer?

Pra mim o tópico mais complicado já que não como carne. As refeições são basicamente arroz, feijão, macaxeira, carne de vaca ou frango e uma saladinha safada… rs Precisei pedir um ovinho todos os dias. Me salvou! Haaaa, prove os picolés e sorvetes de massa da marca Frutos de Goiás, são incríveis… Experimentei o de cajá, buriti, pequi, cupuaçu, araticum e taperebá.

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Café da manhã na Fazendinha (Foto: Renata Telles)
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Sorvetes com frutas típicas (Foto: Renata Telles)

Trilha das 7 praias + Itamambuca: você não vai querer ir embora de Ubatuba

Moro em São Paulo há sete anos (sou carioca), mas confesso que nunca me joguei direito pelo litoral paulista. Conheci Ilha Bela, Maresias, algo de Santos e Guarujá… Na minha cabeça, só o Rio era bonito… rs Eu sei, puro preconceito!

Depois de conhecer a Prainha Branca, decidi viajar para Ubatuba, no litoral norte. Ao chegar na cidade me xinguei 1768 vezes: “Como pude ignorar esse paraíso por tanto tempo?”

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Da primeira vez, fiz um bate e volta. O destino?  Trilha das 7 praias. A passagem de ônibus custa em média R$70 (cada perna), já estava disposta a pegar o busão quando vi que no Facebook existem agências que disponibilizam transporte (van executiva) pelo mesmo preço. Fechei com uma delas e parti pra aventura!

Saí de Sampa na madrugada de uma sexta-feira e cheguei em Ubatuba por volta das 4h30. Fizemos uma horinha, tomamos café e por volta das 7h iniciamos a trilha!

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Nascer do sol em Ubatuba (Foto: Renata Telles)

A caminhada dura cerca de 6 horas (são 10km), mas você vai parando nas praias para dar um mergulho e recarregar as energias. Nada é corrido! Faça no seu tempo!

Iniciamos a trilha pela Praia da Lagoinha (dentro de um condomínio) e finalizamos em Fortaleza. É fácil? Olha… veja bem… considero nível médio porque tem horas que você só contorna a praia e em outras enfrenta grandes subidas.. Já em uma das descidas, é possível até se segurar numa corda colocada no meio da mata (assim ninguém corre o risco de escorregar).

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Subida na trilha das 7 Praias (Foto: Renata Telles)

Dá para você fazer tudo sozinha? Dá sim, o caminho é bem sinalizado (mas evite a trilha à noite né girls!). Eu preferi contratar uma guia porque quando visito um lugar gosto de conhecer sua história, curiosidades, dados, etc… Super indico a Vânia (siga no instagram @napegada012)

Bora conhecer as praias?

1 – Praia do Oeste

Tem uma faixa bem extensa e fina, muita vegetação e pedras. Reparem na areia escura, parece sujeira né? Mas são minerais!!

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Praia do Oeste (Foto: Renata Telles)

2 – Praia do Peres

O visual é bem parecido com a Praia do Oeste, mas aqui há barcos de pesca, um bar e casinhas.

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Praia do Peres (Foto: Renata Telles)

3 – Praia do Bonete ou Bonetinho

O mar é bem calminho, ideal para um mergulho e descanso! Como a águe é bem clarinha, é possível ver tartarugas e peixes (leve uma máscara de snorkeling)

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Bonetinho (Foto: Renata Telles)

4 – Praia Grande do Bonete

Tem 2 km de extensão e abriga um vilarejo de pescadores com algumas casas de veraneio (a comunidade vive ali há uns 200 anos e todo ano rola festa de São Sebastião com muita música e até competição de canoa). A praia ainda conta com bares e restaurantes rústicos. Em frente ela é possível avistar a Ilha do Mar Virado, sítio arqueológico onde foram descobertos vestígios de uma civilização de 2000 anos atrás.

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Praia do Bonete (Foto: Renata Telles)

 

5 – Praia Deserta

Há muito tempo não via tantas conchinchas em uma praia! ❤️ Cerca de 85% de Ubatuba é considerada área de conservação, por isso, a importância de visitar o local com consciência ambiental! Leve sacolas para guardar seu lixinho, não descarte nada na mata (pode fazer mal aos bichinhos) e evite pegar conchas (desequilibra toda a natureza e não é exagero!). Quer uma lembrança do local? Fotoooo galera!

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Praia Deserta (Foto: Renata Telles)

 

6- Praia do Cedro (a mais lindaaaa!)

Aqui você encontra um quiosque para comer e beber (não vá esperando grandes refeições, são apenas lanchinhos…), stand up, caiaque e uma faixa de areia lotada de pedras… O mar é calmo e assim como a Praia Deserta, não tem muita gente.

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Praia do Cedro

7 – Praia da Fortaleza

Após passar por 6 praias, Fortaleza foi nosso destino final. O lugar é mais urbano, cheio e lotado de quiosques. Dá pra almoçar delícias!!! Em termos de beleza, não curti… Por mim ficaria a tarde inteira no Cedro 🙂

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Recompensa: cerva gelada na Praia da Fortaleza (Foto: Renata Telles)

Vista bônus: Entre o Cedro e a Fortaleza localiza-se uma pequena trilha que nos leva até o Costão (foto abaixo, não deixe de visitar! ). O lugar é lindoo, revigorante, saí de lá em paz, como se tivesse acabado de meditar!

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Costão (Foto: Renata Telles)

Ubatuba tem cerca de 105 praias e tenho certeza que uma combina com você!

Itamambuca e Félix são famosas pelas boas ondas e reúnem os surfistas (gatíssimosss!). Já Prumirim e Almada são praticamente desertas. Nas proximidades de Caraguatatuba, ao Sul, as tranquilas Domingas Dias e Enseada são frequentadas por famílias, enquanto Grande e Tenório têm faixas de areia disputadas . A cidade ainda tem cachoeiras, trilhas (como essa que fiz – passando por 7 praias) e ilhas para mergulho. Minha próxima parada sera a Ilha das Couves!

Itamambuca

A uns 20 minutos de Fortaleza está o município de Itamambuca. A praia é palco dos mais importantes campeonatos de surf e apresenta ondas regulares o ano inteiro. Mas se você não curte tanto mar agitado, pode relaxar nas águas claras do Rio Itamambuca. A vibe do lugar é tãooo legal que você não vai querer ir embora!

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Riozinho na Praia de Itamambuca (Foto: Renata Telles)
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Itamambuca (Foto: Renata Telles)

Bateu fome? A praia tem várias opções de lanches e drinks (mas não é barato… é bom avisar!)

Do outro lado do rio concentram-se os hostels, campings, pousadas e até um eco resort. A diária em um hostel sai (em média) R$50. Se quiser uma suíte, o preço sobe pra R$100 (cerca de). Tudo depende de uma boa pesquisa e pechincha 🙂

Almoçar por Itamambuca também pode ser barato ou caro.. Is up to you! Existem boas opções de restaurantes, eu preferi escolher um com comida caseira (paguei o PF mara por R$24). Mas passei por lugares que oferecia menu por R$20.

Haaaaaa e quer um lugar delicioso pra café da manhã ou brunch? Padaria Integrale! Eles possuem um cardápio gigaa com mil tipos de lanches, tudo bem natural 😊.
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Provei os pães de queijo de azeitona, meia-cura, parmesão, ervas e provolone, além do tradicional pãozinho com requeijão. 😋 O suco foi de laranja com cenoura pra ajudar no bronze😎. O lugar abre as 7h30! Chegue cedo, há fila de espera.

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Pães de queijo do Integrale (Foto: Renata Telles)

Quer planejar suas férias? Escolher sua pousada, hotel ou hostel?  É só clicar aqui!

 

 

5 gordices (lindas e deliciosas!) que você precisa experimentar em Nova York

A gente sabe que americano é expert em criar lanches deliciosos (e calóricos), né? Pois bem, passei pela Big Apple na semana passada e experimentei as guloseimas que estão dando o que falar em Nova York neste verão. Do Brooklyn à Chinatown, anote as dicas! Se você está de viagem marcada, já vai correndo na esteira para se jogar sem culpa nas gordices! Isso é o que chamo de uma verdadeira food porn! Rs

Eu não curto o bairro de Chinatown (sorry!). Muita gente na rua e a cada passo aparece um oriental te oferecendo algo, quase que te puxando pelo braço… Dessa vez, entretanto, abri uma exceção para conhecer duas sorveterias maravicherry. Só de lembrar já fico aguando…

A primeira é a Wukongus, que vende verdadeiras obras de arte em forma de sorvete. Você escolhe o sabor da bola, a cor do algodão doce e adiciona quantos topping quiser!!! (lógico que coloquei 3645… rs).

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Sente a obra de arte!! hahahahaha Nem queria comer…. rs (Foto: Renata Telles)

 

Optei pelo Caramel Pecan Turtles (caramelo com nozes)  e finalizei com algodão doce, marshmallow, canudinho de chocolate, balas, castanhas, sucrilhos coloridos e por aí vai… rs Paguei a bagatela de $6,99 e posso garantir: foi o melhor sorvete da vida! Eu não queria comer no início de tanta pena… hahahaha Tirei milhares de fotos da “escultura”.

 

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Lindo demais ne? (Foto: Wukongus)

A segunda parada foi no Taiyaki NYC. O lugar aberto há pouco tempo vende uma adaptação do taiyaki, doce japonês que dá nome do local. Fui na hora do almoço (estrategicamente para não pegar filas… hehe. Por volta de 12h, quando abre a sorveteria, é supertranquilo e pude degustar minha iguaria sem estresse).

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Queria fazer 1000 imagens antes de comer… hahahaha (Foto: Renata Telles)

Feito de massa de panqueca e recheado com uma pasta doce de feijão vermelho, o bolinho é assado em forma de peixinho (e é usado no lugar da tradicional casquinha de sorvete). São cinco opções de sabores e centenas de toppings. Escolhi um dos mais pedidos, o Unicorn Taiyaki (olha que gracinha na imagem abaixo!). Mais uma vez, de tão fotogênico, tive pena de comer… rs Paguei $7,99.

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Esse foi o meu sorvete de unicórnio… Lindo ne? (Foto: Renata Telles)

Ainda em Chinatown há a cafeteria Sweet Moment. As bebidas são servidas com cremes nos sabores chocolate, matcha e red velvet. Olhem as carinhas, são muitooo fofas ♥.

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Café com creme de chocolate, red velvet e matcha (Foto: Sweet Moment)

Também há milk-shakes e sorvetes combinados com diversas frutas. Gamei nessa melancia, mesmo não sendo fã. Acho que vale uma visita, certo? rs

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Dá até pena de comer… (Foto: @ehgg)

Já em East Village visitei a famosa Wowfulls. Também é uma sorveteria (a portinha é estreita, você não dá nada pelo lugar) e sua casquinha é feita de waffles.

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Escolhi um sorvete de matcha com balas e calda de caramelo (Foto: Renata Telles)

A guloseima é gigante e assim como as lojas de Chinatown, não há limites de topping. Provei o sabor preferido dos nova-iorquinos, matchá (espécie de chá verde que acelera o metabolismo e queima de gordura.. vai que funciona ne.. hahahaha).

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Já esse era de vanilla com marshmallow, morango e chocolate… Delicia! (Foto: Renata Telles)

Do outro lado da ilha, no Brooklyn, mais especificamente em Williamsburg, foi a vez de experimentar o tradicional bagel americano. Mas não era qualquer um… Eu, que sou apaixonada por pão, precisava conhecer os quitutes co-lo-ri-dos da The Bagel Store! Os rainbows bagels, de tão fofos, parecem até massinha de criança…

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Gulaaaa.. Comprei 4 e deixei até para o café-da-manhã (Foto: The Bagel Store)

Você pode comer com ou sem recheio. Prepare-se para os sabores: nutella, morango, abóbora, tomate seco, cookies, manteiga de amendoim e outras dezenas de opções doces e salgadas.. Minha fome era tanta que comprei 3 bagels simples e 1 com recheio de morango. Exagerei né minha gente?! Aguentei comer metade de um (achei enjoativo, confesso). Os outros eu guardei para o café do dia seguinte. Esquentei no forninho, mas, sinceramente, já não estavam tão gostosos.

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Meu lindo bagel… (Foto: Renata Telles)
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Dá para resistir? Você pode escolher entre dezenas de recheios… (Foto: The Bagel Store)
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Escolhi recheio de morango.. É gostoso, mas não consegui comer tudo… Acaba enjoando            (Foto: Renata Telles)