Chile: um passeio encantador pela vinícola Concha Y Toro

O Chile é um dos países mais queridos da América Latina (pelo menos pra mim!). Toda vez que piso em Santiago sou recebida como uma local. Todos os chilenos são muito queridos e solícitos (e olha, não to puxando o saco não. Dos povos mais simpáticos, Chile, Tailândia e Nepal ganham disparado).

Pois bem, tive o privilégio de visitar novamente o país, dessa vez, a convite da Casillero del Diablo (sim, aquele vinho delicioso que tem o desenho de um capetinha gente boa). Fui conhecer os lançamentos da marca e claro, aproveitei pra visitar a vinícola mais famosa do Chile: Concha Y Toro, localizada em Pirque. Foi ali que nasceu o centenário Casillero, além de outros vinhos. Durante o passeio aprendi a diferenciar algumas bebidas, conferi a produção master da marca e fiquei sabendo que os principais shoppers são mulheres! Ou seja, estamos ficando pós-graduadas quando o assunto é vinho

Realizei um tour que durou aproximadamente uma hora e conto aqui como foi a minha experiência. Partiu?

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Nos jardins da mansão da família Concha y Toro. O lugar foi fundado em 1883.

Como chegar

Dá pra ir de metrô –> Pegue a linha 4 – azul escuro – vá até a Estação Las Mercedes. Deixe o local pela saída Concha y Toro Oriente e pegue um dos mini ônibus da vinícola. Ele sai de meia em meia hora, das 9h às 16h30. O bilhete de ida e volta custa CLP $2.000. Você também pode pegar um táxi da estação, cerca de CLP $4.000, ou um ônibus (linhas 73, 80 ou 81).

De carro –> Pegue a rodovia Autopista Vespucio Sur. Vire à direita na saída Salida 39 Departamental Vicuña Mackenna. Siga em frente. Cerca de 5 km depois, a Avenida mudará o nome para Avenida Concha y Toro. Atravesse o Rio Maipo (ponte San Ramon) e vire à direita: você chegou a Avenida Virginia Subercaseaux. A primeira entrada à direita é a vinícola Concha y Toro

Transfer –> Existem muitas agências turísticas que fazem o passeio, na minha passagem pelo país eu conheci a Vem pro Chile. Fui super bem atendida pelo dono, Jorge, e ainda consegui uma promoção para os meus seguidores. Ele faz tour por vários lugares, entre eles, Cajon del Maipo, Baños Colinas, Valparaiso, etc.). Na compra de qualquer passeio, ganhe 15% de desconto! Basta falar no meu nome ou citar o Ela que Ama Viajar.

De carro/transfer a viagem dura mais ou menos uma horinha.

A compra do ingresso

Existem dois tipos de tour, eu escolhi o tradicional, mas ainda existe o Tour Marques de Casa Concha, que inclui degustação de queijos finos.

O passeio

A gente mal chega e já ganha uma taça para as degustações (você pode levar ela pra casa depois). O passeio começa nos jardins (que coisa mais lindaaaa, me senti num filme!), era ali que a família Concha Y Toro passava as férias de verão no fim do século XIX. Você começa andando por toda a área externa, passa pela mansão (no dia que eu fui ela não estava aberta) e circula entre as 26 cepas de uvas viníferas (dá pra provar as frutas!).

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Olha o humilde jardim da família…
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Degustação do primeiro vinho
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A mansão! No dia que eu fui estava fechada, mas dá pra visitar
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As cepas de uva: prove um cachinho, as frutas são deliciosas

Entre uma degustação e outra, você faz ainda uma visita às bodegas, entre elas, a tradicional Casillero del Diablo. O lugar, by the way, já suportou diversos terremotos. É nesse momento que a maior lenda da indústria mundial é contada! As luzes se apagam e você é transportado para o século XIX.

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Visita à adega subterrânea onde nasceu a lenda do el diablo…

A lenda: Don Melchior construiu uma adega subterrânea pra guardar seus melhores vinhos. Entretanto, começou a ser furtado e para afastar ladrões inventou que toda noite o diabo aparecia em sua “caverna”. Desse jeito ele conseguiu salvar suas relíquias… Espertinhoo né! A história ficou famosa e… virou vinho! No fim do passeio, você é levado ao lugar que o el diablo se esconde… Saca só!

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O diabinho camarada no fundo…

O almoço

Acabou? Só se você quiser! Complete o tour com um almoço no restaurante Concha y Toro (não está incluso). O cardápio possui diversas opções (carnes, peixes e pratos veggies), além de uma infinidade de vinhos… Como escolher? Fiquei louca!!! Optei por um rosé ma-ra-vi-lho-so, que infelizmente não tem no Brasil… 🙁

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Minha escolha para o almoço
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No prato principal escolhi salmão com nhoque ao molho de funghi (só de lembrar já me dá fome)

 

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Não deixe de pedir sobremesa: o cheesecake é delicioso

Se valeu a visita? Ir ao Chile e não conhecer a vínicola Concha Y Toro é como viajar a Paris e não ver a Torre Eiffel!

Ficou com dúvidas? Escreve aí que te respondo!

 

 

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Fim de semana no Chile – confira o roteiro completo e boa viagem!

E aí surgiu uma folga no trabalho e não pensei duas vezes: bora viajar! Tinha três dias para aproveitar um novo destino e sabia que não poderia escolher algo tão longe senão passaria a maior parte do tempo dentro de um avião…

Optei pela América Latina e a Gol deu o empurrãozinho final! Você acredita em destino? Eu sim! rs No mesmo dia pintou promoção da companhia para o CHILE e eu só apertei o botão Enter!

Foram os três dias mais surpreendentes e agradáveis que passei. Em primeiro lugar: como os chilenos são simpáticos e prestativos!! Que educação!! Não passei nenhum sufoco, não teve nem taxista querendo me passar a perna! rs

Abaixo, segue meu roteiro! É só imprimir e levar, você não vai se arrepender! ♥

Dia 1

Primeira parada: Cerro San Cristobal (funciona das 10h às 20h). A estação inicial fica na entrada do Parque Metropolitano, na Pío Nono 445. Já fui correndo ver a cidade todaaa do alto! Você sobe de funicular (espécie de bondinho). O percurso dura apenas 8 minutos.

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Funicular que leva até o Cerro de San Cristobal

Chegando lá em cima você terá uma vista linda de Santiago! Eu ainda consegui ver um pouquinho da Cordilheira dos Andes. Ali também está localizado o Santuário Imaculada Conceição, com uma imagem de 22 metros de altura e uma capela construída em 1931. Tudo muitoo bonitinho!

Dizem que não existe nada mais chileno que um Mote con Huesillos. A mais pura verdade e por isso virou até expressão popular: “Más chileno que el mote con huesillos”. Eu provei a bebida durante minha visita ao Cerro San Cristóbal. Mas do que é feito esse troço? Trata-se de um chá com grãos de trigo cozidos, pêssegos desidratados e aroma de canela. Ele é servido gelado e com uma colher que serve para “pescar” o que sobrou no corpo. É gostoso Rê? Hummmm confesso que não me dou bem com pêssegos. Achei ok, nada delicioso, um pouco doce demais… (ainda prefiro o velho mate limão de galão na praia de Ipanema)

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Mote con Huesillos. Servidos?

Na descida visite a La Chascona, uma das três casas-museu do poeta Pablo Neruda (das 10h às 18h). Ele construiu o lugar em homenagem a sua terceira mulher, Matilde Urrutia (na verdade antes ela era amante e eles se encontravam escondidos ali…) La Chascona significa descabelada, em referência aos fios rebeldes da mulher.

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La Chascona – casa museu de Pablo Neruda

Lá dentro há objetos e manuscritos do poeta mais famoso do Chile e ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1971. Tem até foto dele com Tom Jobim <3

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Sala de jantar da casa. Tudo muito conservado (Foto: NY Times)

Ao sair do museu, o passeio continua a pé em direção ao centro da cidade. Atravesse o Rio Mapocho e caminhe aproximadamente 1 km pelo parque que o acompanha até chegar ao Museu Nacional de Bellas Artes.

A poucas quadras fica ainda o Mercado Central (é tipo o mercadão de São Paulo, sabe?). É uma mistura de cores, sabores e cheiros da cultura chilena. A tradicional culinária local e a famosa centolla (uma espécie de caranguejo gigante que é cultivado no Sul do Chile podem ser degustadas nos restaurantes do mercado). Há ainda barracas que vendem frutos do mar, ervas, queijos, carnes, artesanatos e muito mais (eu não curti muito a muvucada de lá e garçons te empurrando cardápios o tempo inteiro.. mas vale a visita!)

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Mercado Central (Foto: Boots in the oven)
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Plaza de Armas

De lá, siga para a Plaza de Armas, onde está localizada a Catedral Metropolitana e o Museu Histórico Nacional

Não deixe de ir ao Palacio de la Moneda, sede da presidência chilena. Ali acontece a troca da guarda, dia sim, dia não, às 10h.

No fim da tarde, caminhe até o Cerro (Morro) Santa Lucia. Lá há praças, uma fonte e escadarias que levam a um mirante localizado no topo. Ele proporciona um belo visual panorâmico da região central da cidade (a 69 metros do chão e a 629 metros acima do nível do mar).

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Escadaria que leva até o mirante localizado no Cerro (Morro) Santa Lucia. (Foto: I Like Chile)

Na saída, siga para o bairro de Lastarria. Sério, que lugar mais fofooo! Cafés, livrarias, restaurantes de todos os tipos… Tudo tão charmoso! Na rua José Victorio Lastarria ainda há uma feira de antiguidades às quintas, sextas e sábados (das 10h até umas 20h).

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Lastarria – bairro boêmio (Foto: Santiago do Chile)

DIA 2

Eu saí do Brasil loucaaaa pra conhecer Cajón del Maipo. Não estava me aguentando de ansiedade. A 70 km de Santiago, a cidade de San José do Maipo é o ponto de partida para chegar a termas de Maipo. As termas são piscinas naturais rústicas situadas a 2.900 metros acima do nível do mar, no coração dos Andes com águas provenientes do vulcão San José.

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Sente o caminho na estrada…

Há duas possibilidades de chegar lá: reservar um passeio com a Manzur Expediciones (cerca de 16000 pesos por pessoa) ou alugar um carro. Eu parti para a segunda opção!

Eu peguei um carro popular a fim de economizar no Rent Centric. Paguei R$103 por um Chevrolet Spark com GPS e seguro (a gasolina lá custa cerca de R$ 4 o litro).

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Ovelhinhas simpaticas no meio do caminho
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Parada na estrada para brincar com a neve… hehehe

No meio daquele paraiso em Cajon del Maipo tudo que eu queria aproveitar eram os banhos termais, mas como nem sempre tudo são flores durante as viagens…. me deparei com parte da estrada assim, interditada com um baita buraco (olha a foto!).

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Me dei mal… sente o que apareceu no meu caminho

E o que aconteceu meu povo? Como a esperta aqui quis economizar no aluguel do carro escolhendo um modelo baratinho, acabei me dando mal! Como um automóvel urbano vai aguentar uma viagem em estrada de terra? Helloooo! Então fica a dica! Vale pagar mais R$100 reais e não passar por esse perrengue!

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Sente o carrinho mequetrefe que aluguei…

Me xinguei por algumas horas pela economia besta que me impediu de chegar até onde eu queria… Tá vendo essa foto linda aí embaixo? Não, não fui eu que tirei… rs Foi só pra mostrar que o Baños Colinas seria meu destino final em Cajon del Maipo caso o meu carro não tivesse atolado na estrada 😰

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Bãnos Colinas – Eu não consegui chegar até aí… (Foto: Chile Travel)

Para quem deseja conhecer as piscinas, a melhor época é visitar entre novembro e março porque a temperatura é boa e não tem neve no caminho.

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Apesar de não conseguir chegar até o destino final, pelo menos pude apreciar essa paisagem… <3
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Embalse el Yeso (Cajon del Maipo)

Eu fui em outubro e peguei a neve derretendo. O que não é tão bacana porque a água forma imensos buracos na estrada!

Voltei desolada para Santiago e terminei a noite jantando no Patio Bella Vista. Aconselho o  restaurantes Le Fournil, no pátio interno, ou Como Água Para Chocolate, na área externa, com mesas na rua Constitución).

DIA 3

No meu último dia no Chile aproveitei para conhecer o Valle Nevado. Apesar da temporada de inverno já ter terminado, ainda havia bastante neve (e brasileiro adoraaaa neve hahahhaha)

Paguei um translado (Turistik por R$115) e levei 1h30 pra chegar até o topo. Aluguei roupas de frio e fiquei dando um rolê por lá. Quase tudo estava fechado (ski), exceto restaurante e uma ou outra lojinha.

Vale a pena visitar o Valle Nevado fora de temporada? Eu digo que sim!! 👍🏻Faça um bate e volta, almoce no Bar Lounge (único restaurante aberto nessa época), ande de teleférico, faça trilhas ou montain bike!

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Valle Nevado: a neve estava derretendo…
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As estações estavam fechadas, mas dava para andar de teleférico…
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… e brincar na neve restante. Porque brasileiro adoraaaa neve hahahaha

Usei o resto do dia para conhecer o shopping Costanera Center e a feirinha de artesanato Los Dominicos.

  • Em breve farei um post sobre hospedagens em Santiago e matéria detalhada sobre Cajón del Maipo

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