WTM: Quatro destinos exóticos pra conhecer (quebre o preconceito e boa viagem!)

Que tal conhecer novos destinos? Sair do óbvio? Essa semana participei do World Travel Market (WTM), principal evento mundial do setor de viagens e turismo da América Latina, que aconteceu na Expo Center Norte, em São Paulo.

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Estande da Etiópia na WTM (Divulgação WTM)

Em três dias de feira, a capital paulista recebeu 600 expositores que representaram 50 países! A minha ideia era buscar lugares que eu jamais pensei em visitar. França, Itália, Estados Unidos e México, por exemplo, são destinos bacanas? Sim, claro, mas existem tantas outras centenas de opções pra gente conhecer, se surpreender e… quebrar preconceito!

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Ebru: a arte turca também estava presente no evento (Foto: Divulgação WTM)

Depois de caminhar por horas, escolhi quatro destinos pra entrar na minha lista de desejos!

Taiwan – Confesso que quando falam nesse país já penso: “haaa é onde fabricam todos os cacarecos que compramos na 25 de março! hahahahha (olha o preconceitooooo!). Conversei com o pessoal da embaixada e descobri TANTA coisa legal pra fazer por lá! Visitar o Sun Moon Lake (maior lago do país), conhecer a Lalu Island, templos incríveis, museus, o Taroko National Park, e até rodar Taiwan de bike (deixo essa opção para os atletas)… rs

Iran – Tá, agora vocês estão achando que estou maluca né? Nada disso!! O país oferece turismo de aventura, safári, passeios pelo deserto, mesquitas e palácios fabulosos (como o Golestan Palace – nomeado pela UNESCO como Patrimônio Mundial), e…. é super seguro para as mulheres que curtem viajar sozinhas!

Palestina – o país berço da civilização traz lugares históricos, antigos mercados, aldeias, pratos típicos como o shawarma, falafel, entre outros… Não precisa ser apenas uma viagem religiosa (e no meu caso, iria achar boring), você consegue criar um roteiro que inclui aventura, cultura, gastronomia… (e de quebra juntar Israel na mesma trip). Fiquei bem interessada em conhecer esse outro lado.

Azerbaijão – O país, que foi parte da antiga União Soviética, é uma terra de contrastes. De um lado, na cosmopolita capital, Baku, há arranha-céus, carros milionários, lojas de grife e avenidas em estilo art nouveau que faz lembrar parte de Paris. De outro, fica a cidade velha (centro histórico), patrimônio da Unesco, com aldeias, muralhas de pedras e palácios. Tenho curiosidade de conhecer essa mistura….

E você, se tivesse que escolher entre esses quatro destinos, qual optaria? Tem algum destino exótico que sonha visitar? Conta aí!!

 

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Amazônia: como foi passar uma semana navegando pela maior floresta do mundo

A Amazônia já estava na minha lista de trips há pelo menos 10 anos. Mas toda vez que ia orçar, eu achava os preços tão absurdos que desistia e passava as férias fora do Brasil (e pagando menos!)

Entretanto, com a desvalorização do real, a subida do dólar e a crise econômica, voltei a pensar novamente no destino. Os preços haviam caídos e as promoções pipocavam no meu e-mail. Ao mesmo tempo que a tentação batia a porta, uma amiga convidou: “quer passar uma semana navegando na Amazônia? Meu amigo está fazendo excursões de no máximo 12 pessoas”. Pronto, nem respirei… Partiu Amazônia 🙂

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Amazônia vista de cima (Foto: Renata Telles)

E é difícil explicar em apenas um post toda experiência que vivi por lá. Dormi em um barco no meio da selva, sem qualquer sinal, só ouvindo o barulho dos animais e testemunhando o por-do-sol. Chorei, ri, superei medos, experimentei comidas locais (até formigas assadas) e conheci pessoas maravilhosas! 

Por isso, aqui vai a 1 lição: VÁ PARA AMAZÔNIA PELO MENOS UMA VEZ NA VIDA

Geralmente os turistas tem como base Manaus. Se hospedam na cidade e diariamente fazem passeios de 4, 5 horas até o Parque Nacional do Jaú, trilho de índios, mergulho com botos… Eu fiz o contrário, dormi apenas uma noite na capital e me hospedei em um barco, que navegou 7 dias passando pelas principais atrações.

Então, bora que lá vem história!!

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O ponto de partida da minha viagem (Foto: Renata Telles)

O barco

Apesar de simples, era bem confortável. Dividi uma cabine que tinha beliche, lugar para guardar a mochila e um simpático banheirinho. Toda a água da bica e chuveiro vinha do Rio Negro.

Tínhamos cozinheiros que preparavam refeições deliciosas todos os dias, sempre com ingredientes locais, mostrando um pouquinho da gastronomia amazônica.

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As refeições do barco: gastronomia local com diversos tipos de peixes

Curiosidade: Quando se está no barco, mesmo na área externa, você não sente tantos mosquitos! Supertranquilo dormir até em uma rede no terraço! Eles só apareceram mesmo quando fizemos trilhas em mato fechado.

E já que estamos na Amazônia, por que não dar um mergulho no Rio Negro?! Nosso barco fazia algumas paradas e em uma delas, me joguei – literalmente. Claro, com a autorização da equipe responsável. Fui na cara e na coragem, mas a correnteza estava tão forte que não pude ficar muito tempo.

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Banho no Rio Negro

–> E o que tem nessa água? Piranha, pirarucu, botos… rs Só não entre se estiver machucado porque o sangue atrai as danadinhas! Fora isso, nenhum perigo!

O Encontro das Águas

Quem aí se lembra da aula de geografia no primário? No primeiro dia de navegação, dei de cara com o “Encontro das Águas”. O Rio Solimões (de águas claras e barrentas) se encontra com o Rio Negro (águas limpas e escuras), formando o maior rio do planeta, o Amazonas.

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Encontro das Águas (Foto: Renata Telles)

Por uma extensão de mais de 6 km, as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar. Isso acontece por conta da diferença entre a temperatura e densidade das águas e, ainda, à velocidade de suas correntezas: o Rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 22°C, enquanto que o Rio Solimões corre de 4 a 6 km/h a uma temperatura de 28°C.

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Olha o nosso barco no meio da Amazônia (Foto: Edson Vandeira)

Parque Nacional do Jaú

Depois de assistir o fenômeno, navegamos rio a dentro em direção ao Parque Nacional do Jaú. Por lá, a dica é percorrer os cursos d’água em uma voadeira. Essa é a melhor forma de conhecer e apreciar as belezas da região. Ao longo dos rios Jaú, Carabinani e Unini, o visitante pode observar bandos de araras e papagaios passando pela floresta de igapós (não pode fazer NENHUM barulho senão você assusta os bichos. Ficamos calados durante umas 2h e eu loucaa pra falar! rs). 😂

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Passeio de voadeira

Há ainda extensas praias de areia clara que formam-se no rio Negro – entre novembro e janeiro -, nas proximidades da foz do rio Jaú. Não consegui ver tantas praias porque fui em uma época chuvosa, mas achamos um pedacinho de areia para fazer um luau (conto mais pra frente!) 

O que fiz no parque: acompanhei o trabalho de biólogos que cuidam do bem-estar dos animais na Amazônia, entre os projetos, está o Programa de Conservação de Quelônios do Baixo Rio Negro. Essa tartaruguinha (ou quelônio) na foto é da espécie Irapuca. Ela dividia o berçário com outros três tipos: tartaruga da Amazônia, tracajá e Iaçá. Na base do parque @parquenacionaldojau, elas recebem cuidados e depois são soltas (com a ajuda da comunidade).

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Tartaruga Irapuca (Foto: Renata Telles)

Essa é base (entrada) do parque na Amazônia. Ela ainda possui casinhas simples (alojamento). Se você quiser dormir por lá, basta marcar com antecedência. Segundo os voluntários não há qualquer ajuda do governo para manter o lugar e fiquei um pouco triste ao presenciar a falta de estrutura do local. Todos estão ali por amor à floresta e aos animais.

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Parque Nacional do Jaú

Nosso barco dormiu nas margens do Rio, ali pertinho… Se você tiver um guia, pode fazer rafting, trilhas, conhecer cachoeiras, etc. O ingresso para o parque custa R$5 e recomendo ficar pelo menos 2 dias.

É legal saber

O parque abriga também relíquias da história da ocupação humana na região. Foram identificados alguns sítios arqueológicos e diversas inscrições em pedras (petroglífos). A região do Parque foi o primeiro pólo de colonização na Amazônia por indígenas, marcado por batalhas pela posse do território.

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Base do Parque Nacional do Jaú (Foto: Renata Telles)

A missão do parque é preservar o ecossistema amazônico de água preta a partir da sensibilização pela educação ambiental, da interação com as comunidades locais, do turismo sustentável e da busca pelo conhecimento com incentivo à pesquisa, cumprindo seu objetivo enquanto megarreserva e sítio do patrimônio mundial natural para as gerações atuais e futuras. O Parna do Jaú é o maior parque nacional brasileiro e a maior área florestal tropical contínua do mundo.

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Filhote de anta resgatado

Focagem noturna

Já passava das 20h quando decidimos sair para fazer focagem de jacaré. O guia leva uma lanterna e ilumina as margens do Rio até encontrar o bichinho. Pensei duas vezes se toparia subir em um barquinho e navegar no escuro, mas já que estamos no meio da floresta, vamos nos aventurar, certo?! 😉

Entramos em uma voadora e seguimos em meio ao breu e o “barulho” do silêncio… Sentia que a qualquer momento algum deles iria pular em cima da gente tipo filme de terror. Mas não é assim! (Thanks God)

Não vimos jacarés adultos, mas achamos filhotinhos. Chegamos perto para observar e entender como se alimentam, como engolem a comida (eles tem a língua presa na boca e mordem a presa de lado). No fim, vimos ainda pássaros noturnos. Era quase como um episódio do Globo Repórter, mas ao vivo 😂😂).

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Que medo… Jacaré Açu (Foto: Marcelo Valsechi)

Valeu super a experiência e recomendo o passeio! A foto top acima é do Marcelo Valsechi (ele é o responsável por essa viagem inesquecível e organiza várias eco trips. Não achamos esse simpático bichinho durante a focagem. A imagem foi do dia seguinte, mas também é rara! Esse é o jacaré açu, o maior da espécie. Ele pode chegar a 6 metros e meia tonelada de peso.

A árvore sagrada

Essa é a Samaúma, considerada sagrada para os antigos povos. Na Amazônia ela é conhecida como “árvore da vida” ou “escada do céu”. Os indígenas consideram-na mãe de todas as outras e acreditam que ela tenha poderes mágicos, protegendo inclusive as demais árvores e os habitantes da floresta.

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Árvore Samaúma

Para chegar até ela fizemos uma rápida trilha. O lugar é realmente mágico, agradeci, abracei e saí de lá com outra energia. A Samaúma pode atingir até 90 metros de altura, sendo uma das maiores árvores da flora mundial.

Os botos

Chegamos à parte mais fofa da viagem. A princípio fiquei muito ressabiada quando ouvi “você vai nadar com botos”. Lembrei dos golfinhos que são explorados pelo mundo todo e passam o dia inteiro dentro de um tanque tirando fotos… 🙁

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Meu amiguinhooo (Foto: Renata Telles)

Mas os botos não!  Eles estão em seu habitat natural e tudo o que você precisa fazer é observar de uma plataforma. Se eles forem com a sua cara, se aproximam… rs. Os botos não estão presos e são alimentados diariamente (aliás, a gente nem pode dar comida porque senão eles ficam obesos. Existem horários e quantidades específicas).

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O legal é que você não nada com eles, fica em uma superfície observando, somente com os pés na água… Assim respeitamos o espaço dos botos!

Nem preciso falar que fiquei emocionada, feliz, extasiada quando um se aproximou de mim. Queria poder abraçar! (mas devemos respeitar o espaço dos animais)

A lenda

Você conhece a lenda do boto rosa? Nas noites de lua cheia ele se transforma num jovem belo e elegante. Vestido de branco e como chapéu a fim de esconder as narinas, ele – galanteador – escolhe a moça mais bonita da festa e a leva para o fundo do rio onde a engravida e depois a abandona 😂

Na manhã seguinte ele se transforma em boto novamente. A lenda é muito usada para justificar uma gravidez fora do casamento. A gente costuma dizer “a criança é filho do boto” (se o bebê é filho de pai desconhecido).

Haaaaa e na cultura popular amazônica acredita-se que a pessoa que comer a carne de boto ficará louca e enfeitiçada

Visita a tribo indígena

Depois de navegar por 5 dias, já voltando em direção à Manaus, chegamos a tribo Dessana Tukana. Ir à Amazônia e não ver índio é como visitar o Rio e não conhecer o Cristo.

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Tribo Dessana Tukana (Foto: Renata Telles)

A tribo não era tão roots quando pensava. Segundo o chefe da tribo, alguns tem até e-mail. Uma amiga perguntou como fazia para comprar os chás da tribo e a índia disse: “Me envie mensagem. Mando para o Brasil todo”

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Apresentação na tribo Dessana Tukana (Foto: Renata Telles)

Mas valeu conhecer um pouco da cultura e acompanhar a rotina deles. A tribo apresentou várias danças, foi super solícita e nos mostrou o artesanato que produzem.

Se você quer ver índios selvagens em lugares inexplorados, cuidado. Nem todos querem receber brancos e a tribo Dessana Tukana é a mais civilizada. 

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Tribo Dessana Tukana (Foto: Renata Telles)

Na aldeia o chefe da tribo explicou o que eles comem no dia-a-dia. Basicamente são diferentes tipos de peixe e… formigas! “É a nossa pipoca quando assistimos filmes”, me disse ele.

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Nosso almoço… (Foto: Renata Telles)

Depois de relutar um pouquinho, decidi experimentar…. rs Como eles não colocam tempero, achei o gosto estranho, de queimado mesmo… Vontade de encher de páprica e molho barbecue.

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Formigas assadas. Tem coragem de comer?  (Foto: Renata Telles)

Fomos bem recebidos pela Dessana Tukana, mas durante a navegação avistamos uma aldeia (sorry, nao vou lembrar o nome) que abomina brancos. Por ali, índias que tem relação fora da tribo passam a ser “escravas” e trabalham muito mais. ☹️ Esses índios, quando vão à cidade (Novo Airão) possuem até uma parte do restaurante reservado pra eles.

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Índia na tribo (Foto: Renata Telles)

O luau

Lembra que lá em cima falei que faixas de areias viravam pequenas praias? Pois bem… A viagem já estava demais e ficou ainda melhor quando encontramos uma delas no meio da Amazônia. Passamos o fim da tarde em uma “praia” deserta e à noite fizemos um luau com direito a um verdadeiro banquete montado pela tripulação ❤. E toda hora me pegava extasiada, repetindo: “Cara! Eu tô fazendo um luau no meio da Amazônia!!!” 😍🌳Queria poder postar essas imagens, mas ficaram bem escuras e não dão a noção exata da grandiosidade do evento.

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Nosso luau na “praia”da Amazônia (Foto: Renata Telles)
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Nosso luau na “praia”da Amazônia (Foto: Renata Telles)

Massss eu peguei emprestado a foto mara do nosso fotógrafo oficial da viagem Edson Vandeira para vocês terem ideia de como estava o céu naquela noite… <3

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Noite de luau e o céu estava assim… (Foto: Edson Vandeira)

Manaus

Chegamos a fase final da viagem. Depois de navegar por 5 dias, desembarquei em Manaus para descobrir o que a cidade tinha a oferecer… E claro, a primeira parada foi visitar o Teatro Amazonas. Entrar naquele palácio é voltar no tempo e imaginar os grandes espetáculos e festas do século 19. Inaugurado em 1896, o lugar é o símbolo máximo de Manaus e a expressão mais significativa da riqueza da cidade durante o ciclo da borracha (como eles tinham grana!!)

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Teatro Amazonas (Foto: Renata Telles)
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Teatro Amazonas (Foto: Renata Telles)

O teatro era frequentado pela elite da belle époque, como foi chamado o período em que Manaus viveu a época áurea da borracha, no final do século XIX. Foram 17 anos de obras até a inauguração no dia 31 de dezembro de 1896.  Arquitetos, construtores, pintores e escultores vieram da Europa para a realização da obra.

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Teatro Amazonas (Foto: Renata Telles)

A decoração interna ficou por conta de Crispim do Amaral, com exceção do Salão Nobre, a área mais luxuosa do prédio, entregue ao artista italiano Domenico de Angelis. A cúpula do teatro é composta de 36 mil peças de escamas em cerâmica esmaltada e telhas vitrificadas, vindas da Alsácia.

👉O local conta ao todo com 700 lugares e já teve em seu palco apresentações de grandes nomes da arte no mundo. Vale a pena acompanhar a programação e assistir algum espetáculo!

Delícia de culinária

Eu só tive um dia em Manaus, mas não queria sair dali sem provar o famoso X-caboclinho. O sanduba é lanche popular na região. O recheio é feito com tucumã (fruto da Floresta Amazônica), queijo coalho, ovo e banana. A aparência pode não ser linda, mas é divinooo meu povo! O Tucumã não é azedo, é bem leve… Recomendo esse restaurante: Tacaria Amazônia – fica no centro, pertinho do Teatro.

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Sanduba tradicional X-caboclinho (Foto: Renata Telles)

Balada em Manaus?

A noite de Manaus reserva muitas surpresas… ✌🏻Quer dançar rock? Tem! Quer dançar carimbó? 💃🏽Tem também! No meu caso só queria uma cerveja e um bom papo e nada melhor do que parar no boteco mais badalado da cidade, o Bar do Armando 🙋
Tudo muito simples, mas animado. Grupo de samba raiz (me senti por um segundo em plena Lapa, no Rio), bolinhos de pirarucu, cerva gelada e as figuras mais engraçadas de Manaus.

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Bolinhos de pirarucu do Bar do Armando (Foto: Renata Telles)

Não se assuste se algum manauara puxar papo. Em 10 minutos ele já terá contado toda a sua vida e a história de Manaus (todos muito simpáticos e solícitos). Fiquei sabendo que na época do ciclo da borracha os endinherados mandavam lavar até as suas roupas na Europa. Aliás, você só conhece realmente uma cidade quando senta pra papear com locais… #ficaadica

Hospedagem

Eu, como sempre inventando moda, queria algo diferente. Antes de viagem pesquisei vários lugares e encontrei o Abaré Floating, um hostel flutuante (como iria passar apenas 1 noite na cidade, queria que fosse especial).

O lugar realmente é incrível! Você dorme em uma casa no meio do rio e durante o dia pode alugar jet ski, prancha, boia… Lá também tem restaurante e à noite diferentes festas.  Na foto, meu café da manhã delicioso no hostel: tapioca com queijo coalho e ovo mexido com suco de cajá!

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O hostel que fiquei hospedada, Abaré Floating, e seu café da manhã (Foto: Renata Telles)

🤦‍♀️O único problema é que o hostel fica do outro ladoooo do mundo 😂😂. Tinha visto no mapa, mas não imaginava que fosse tão longe. Fica pro lado de Ponta Negra e do centro até o hostel prepare-se para gastar em torno de R$80 de taxi (e nem todo taxista conhece o lugar – para chegar lá você passa por uma estradinha de terra no meio do nada…)

Vale a pena? Se não se importar com a distância, sim. O bom é que ele fica perto do aeroporto. Caso contrário, a região do centro tem grande variedade de hostel e hotel (recomendo o Hostel Manaus e o Quality Hotel pelo preço em conta).

Só saí com um arrependimento de lá: não ter conhecer Presidente Figueiredo! As cachoeiras são incríveis!! O Mochilão a Dois passou por lá e conta como foi a experiência!

Tem mais dúvidas? É só me escrever que te ajudo com todo o roteiro!

Réveillon zen: opções de virada no meio da natureza

Todo ano, quando o Réveillon se aproxima, eu digo: dessa vez será diferente! Vou fazer algo fora do comum e fugir do trânsito e confusão. E o que acontece? Lá estou eu no mesmo lugar, no meio de uma multidão, segurando uma taça de plástico e disputando um pedaço de água pra pular as 7 ondas…

2017 chegou ao fim e dessa vez, eu finalmente pude realizar um sonho que tinha há tempos: passar a virada no meio da natureza! Antes de chegar à decisão final analisei três opções.

Acomode-se, pegue uma bebida e vamos lá!

Chapada dos Veadeiros – Goiás

Localizado no município de Alto Paraíso, Goiás, a Chapada é procurada por aqueles que desejam aproveitar o contato com a natureza ou experimentar seu lado esotérico. É lá que fica o Paraíso dos Pândavas! O yoga resort possui mais de 400 hectares de Cerrado preservado com cachoeiras e mirantes, a 250 km de Brasília. O lugar oferece retiros para pessoas de todas as idades e este ano tem programa especial de Réveillon.

O pacote vai de 26/12 até 01/01 e inclui meditação mântrica, passeios na natureza, banhos de cachoeira, palestras sobre o yoga e comida vegetariana.

♥ Para saber mais sobre a viagem é só clicar aqui!

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Foto: Booking

Fiquei com a pulga atrás da orelha, já estava quase fechando a trip, mas decidi seguir na pesquisa. Ao mesmo tempo que não queria multidão, também não desejava isolamento total (ok, sou louca!). Ainda assim, o resort está na minha listinha de desejos para 2018. Quero muito conhecer o lugar, nem que seja para passar um fim de semana! Tenho certeza que sairei de lá renovada!

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Foto: Tripadvisor

Península de Maraú – Bahia

Mais um lugar paradisíaco pronto para fazer você entrar em alfa. Fundada no início dos anos 2000, a ecovila Inkiri Piracanga fica perto de Itacaré, na Bahia, e também oferece cursos, vivências e terapias holísticas.

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Foto: Inkiri Piracanga

♥ A comunidade tem pacote especial de Ano Novo que vai do dia 28/12 a 04/01. Conheça o roteiro aqui!

Depois de ler, reler, ler, reler, decidi, one more time, seguir adiante na minha pesquisa. Ainda queria um lugar onde eu pudesse relaxar, meditar e sim, tomar uma cervejinha 🙂

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Foto: Inkiri Piracanga

Assim como o Paraíso dos Pândavas, a comunidade está nos meus planos para 2018. Ter a experiência de passar alguns dias na ecovila deve ser incrível! Fora o Réveillon é possível fazer diversos cursos como reiki, gastronomia vegana, surf yoga, etc.

Bonito – Mato Grosso do Sul

A 300 quilômetros de Campo Grande está localizado Bonito, o polo do ecoturismo no Brasil. Para vocês terem uma ideia, em 2013, ele levou o prêmio de melhor destino de turismo responsável do mundo, o World Responsible Tourism Awards.

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Gruta azul (Foto: Águas de Bonito)

O município conta com cerca de 40 atrativos que possibilitam aos visitantes várias opções de atividades como visitar grutas, tomar banho de cachoeiras, fazer trilhas, praticar arvorismo, boia cross, rapel, passear de quadriciclo, a cavalo ou de bike. A noite também é animada, há alguns bares com música no centro de Bonito.

♥ Lendo algumas matérias sobre o lugar, percebi que Bonito poderia ser uma boa opção. Dá pra relaxar e fazer trilhas de dia e curtir um pouco à noite. Vai estar cheio? Sim! Mas não como Copacabana ne… rs Então, decidi apostar.

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Cachoeira Boca da Onça (Foto: @espenp)

Cotei as três viagens e Bonito saiu a mais barata incluindo hostel, passeios e alimentação. Dando tudo certo, passo todas as infos depois!

Se vai ser o melhor Réveillon da vida? Isso eu não sei, posso até me decepcionar com o lugar, mas uma coisa é certa. Consegui sair da rotina óbvia de todos os anos… :

Não ganhei um centavo pelo post. Esse é apenas um texto onde compartilho os lugares que ficaram entre os MEUS favoritos. Existem outros? Milhares!  Quer indicar algum? Sugere nos comentários! 

ATUALIZAÇÃO: CONTEI AQUI TUDO SOBRE O REVEILLON DE BONITO. FOI LINDO E COM MUITA ENERGIA POSITIVA.

E você, conhece um dos 3 lugares? 

 

 

Tudo o que você precisa saber sobre o Jalapão: dicas, roteiro, hospedagem…

Quando decidi viajar para o Jalapão, ouvi de alguns amigos: “Mas onde fica isso?”. Os mais surdinhos, pasmem, diziam: “Japão? Que irado!”.  Depois de muitas risadas, eu explicava com toda calma do mundo que Jalapão é uma região do cerrado brasileiro, localizado no Tocantins.

Eles torciam o nariz… “O que tem pra fazer nesse fim de mundo?”.

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Fervedouro Bela Vista (Foto: Renata Telles)

E sim, eu mostrava uma dessas fotos para os meus amigos… rs Convenci você também?

A verdade é que o Jalapão já é um velho conhecido dos mochileiros roots e de uns cinco anos pra cá virou destino hype entre muitos viajantes (agora com a novela O Outro Lado do Paraíso, a tendência é que o roteiro fique ainda mais disputado – e caro!).

Mas antes de te falar tudooo sobre essa trip, tem algumas coisinhas que você precisa saber:

1 – Tem medo de insetos? Não vá… Você certamente vai cruzar com sapos, borboletas, besouros e até baratas (mas esse episódio eu conto mais abaixo… rs)

2 – Não existem resorts por lá e a estrutura de pousadas é bem precária. Quer conforto de hotel? Então desista de ir. Você dorme em quartos simples que possuem apenas cama e banheiro. Nem espelho eu achei… rs

3 – As atrações turísticas são distantes uma das outras. É preciso ter um carro 4X4, ele será seu melhor amigo para enfrentar as estradas de terra. Eu rodei quase 1000 quilômetros em 4 dias. Tenha em mente que a maior parte do tempo você estará dentro de um carro tentando chegar no seu destino.

4 – Dá pra ir por conta própria? Olha, até dá, mas é altamente recomendável ter um guia com você. Eu fechei carro + passeios + hospedagem + comida apenas com um guia (Cristiano Tavares – ele é bem conhecido e super recomendável!). Não me preocupei com nada ao chegar lá! Além do mais, você precisa saber pilotar muito bem uma 4X4 porque senão ficará atolado na estrada.

Ainda quer visitar o Jalapão? Simmmm?! Tenha uma certeza: você não vai ver nada igual no resto do mundo! Prepare-se para se apaixonar por esses cenários cinematográficos <3

O que é o Jalapão?

Localizada no Estado do Tocantins, a região encanta por suas águas azuis, chapadões e serras com clima de savana, além da paisagem de cerrado, com direito a dunas alaranjadas, nascentes e impressionantes formações rochosas.

A maioria dos atrativos fica nas cidades de Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta do Tocantins e São Félix do Tocantins. Em meio a 34 mil km² de paisagem árida, a região é cortada por uma imensa teia de rios, riachos e ribeirões, todos de águas transparentes e potáveis.

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Quando ir?

É possível visitar o lugar o ano todo!! A estação seca vai de maio a setembro e a chuvosa, de outubro a abril. Eu fui no feriado de Finados e peguei uma temperatura de 30 graus! De madrugada chovia muito, mas durante o dia lá estava aquela temperatura do demo…

Como chegar?

Não há aeroportos na região do Jalapão, por isso o único meio de transporte até lá é por via terrestre. Para quem chega de outros estados o ideal é ir de avião até Palmas, capital do Tocantins, e de lá seguir de carro até o Jalapão. A principal via de acesso, a partir de Palmas, é a TO-030 até Santa Tereza do Tocantins, e depois a TO-130 até Ponte Alta.

Quantos dias devo ficar?

Em quatro dias conheci as principais atrações, dá pra ficar mais? Sim, se tiver mais tempo, planeje a viagem para 7 dias.

O que levar?

Dinheiro! Não existem caixas eletrônicos por lá, eu só achei um no aeroporto de Palmas, foi o que me salvou. Alguns estabelecimentos aceitam cartões.

A bagagem: esqueça a mala de rodinhas! Leve uma mochila com pouquíssima roupa! Você passará a maior parte do tempo de biquíni e shorts. Não esqueça do filtro solar, chapéu e repelente (tem muitosssss mosquitos!)

O que tem pra ver lá?

Fervedouros espetaculares !!! “Ferve- o quê?” WTF is this? São piscinas naturais, cristalinas e de areia branquinha rodeadas de bananeiras. Por conta de um fenômeno chamado de ressurgência das águas, é impossível afundar o corpo. Isso acontece porque sob a piscina há um lençol freático e logo abaixo uma rocha impermeável. Sem encontrar vazão pela rocha, a água nasce e é jorrada com muita pressão, empurrando para cima a areia e o que houver sobre ela. A sensação é muito curiosaaaa, você vai se divertir!

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Fervedouro Bela Vista

Eu visitei os quatro principais (há dezenas catalogados). Todos ficam em propriedades particulares e é preciso pagar de R$10 a R$25 reais dependendo do lugar. Infelizmente não dá pra ficar horas nadando… Como eles são pequenos, há limite de pessoas e tempo estipulado (apenas 20 minutos por grupo). Os fervedouros estão localizados na estrada que liga Mateiros a São Félix.

Fervedouro do Ceiça (ou das Bananeiras) – Foi o primeiro a ser divulgado para o público (tem mais de 20 anos) e é um dos mais famosos do Jalapão. Tem muitosss peixinhos em sua água <3

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Fervedouro do Ceiça

Fervedouro  Bela Vista – Um dos mais lindos, quando entrei ali mal pude acreditar no que estava vendo… O grande poço redondo, com 15 metros de diâmetro, tem água extremamente azul. Aproveitei pra almoçar no local, comida simples, gostosa e bem caseira. Também dá pra dormir por lá. Eles alugam quartos.

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Fervedouro Bela Vista

Fervedouro do Alecrim – Como já tinha visitado o Bela Vista e o Ceiça achei esse bem fraquinho. A água é mais turva, verde.

Fervedouro dos Buritis – Igualmente lindo, azul e com muito verde a sua volta. Eu não conseguia parar de clicar, tive que brigar com a memória do meu celular…

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Cachoeira do Formiga

Se não bastassem os fervedouros paradisíacos, me deparo com a cachoeira mais linda que já vi na vida! Sério, não estou exagerando. É um cenário dos sonhos! A cachoeira do Formiga (tem esse nome por conta do nome do Rio, Formiga) é morninha e a sua cor é de enlouquecer!! Nem precisa colocar filtro nas fotos… hahahaha Aproveite a queda d’água para uma massagem nos ombros, relaxe e sinta a vibe do lugar…

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Cachoeira do Formiga
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Cachoeira do Formiga (Foto: Renata Telles)

Cachoeira da Velha

É a maior queda d’água do Parque Estadual do Jalapão. Não dá pra nadar, é perigoso, mas existe uma plataforma de madeira pra visitação. Para os mais corajosos, há a possibilidade de fazer rafting (se não me engano, custa entre R$100 a R$150).

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Cachoeira da Velha – ainda dei sorte de ter arco-íris (Foto: Renata Telles)
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Cachoeira da Velha

Prainha do Rio Novo

Está localizada a poucos metros da Cachoeira da Velha, tem longa faixa de areia branca, água tranquila e muita sombra para quem quiser descansar. Fiquei pouquíssimo tempo nesse paraíso e se pudesse teria passado o dia inteiro deitada na beira do rio.

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Prainha do Rio Novo (Foto: Renata Telles)

Serra do Espírito Santo

Saindo de Mateiros, são cerca de 30 km de estrada arenosa até a serra. Ela oferece uma vista deslumbrante do cerrado! Mas pra chegar até lá é preciso enfrentar uma trilha íngreme de cerca de 500 metros (pra mim pareceu 5 km.. rs). Ela conta com corrimão em alguns trechos e pontos de paradas com banquinhos para respirar e repor as energias. Eu subi por volta das 5h pra ver o nascer do sol (é o recomendável já que mais tarde faz muitooo calor). Se valeu a pena? Veja as fotos!

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Nascer do sol da serra do Espírito Santo (Foto: Renata Telles)
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Nascer do sol da serra do Espírito Santo

Dunas do Jalapão

É um dos grandes cartões postais da região e fica dentro do Parque Estadual do Jalapão. A subida é fácil, mas confesso que não estava aguentando de calor lá em cima (ok, fui em um horário ingrato… então fica a dica: prefira o por do sol!)

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Dunas do Jalapão (Foto: Renata Telles)

 

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Dunas do Jalapão

Pedra furada

Mais um lugar de encher os olhos! Trata-se de um grande conjunto de blocos de arenitos, que foi esculpido pela ação da chuva e dos ventos, formando diversos buracos em formatos de arcos que lembram alguns portais. Assisti o por do sol de lá, vi diversas araras e saí de lá com a certeza de já querer voltar!

Aos noveleiros: A Pedra Furada, aliás, foi usada como locação na trama global O Outro lado do Paraíso.

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Pedra Furada (Foto: Renata Telles)
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Pedra Furada – assista o por do sol de lá
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Arara azul na Pedra Furada (Foto: Renata Telles)

Povoado Mumbuca

Fica no município de Mateiros, perto da rodovia TO-110 e a população é uma espécie de grande família que se originou de remanescentes de quilombolas e indígenas que habitavam a região. A base da economia local é o artesanato de capim dourado. Por onde você passa encontra brincos, colares, bolsas… Uma vez por ano, geralmente em setembro, é realizada a festa da colheita do capim dourado com manifestações culturais e cantorias.

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Artesanato local feito com capim dourado. Há diversas lojas no Jalapão (Foto: Renata Telles)

Onde ficar?

Existem muitas pousadas no Jalapão, todas são bem simples e algumas possuem café da manhã farto. Em São Félix super indico a Encanto. Ela tem pequenos chalés. Já em Mateiros eu NÃO indico a União Tavares. E é aí que entram as baratas… Os quartos estavam infestados delas. Uma das minhas amigas acordou com o bichinho em cima dela no meio da madrugada.. Nada simpático e higiênico né? Conclusão: deixamos a pousada às 3h e seguimos para a trilha do Espírito Santo já que não conseguimos dormir mais!

Na cidade de Ponte Alta ficamos em uma pousada que ainda está em fase de testes. Se chama Fazendinha. Se depender de mim já está aprovada! O lugar é imenso, a comida deliciosa e você ainda consegue tomar banho de rio. O proprietário ainda vai melhorar a estrutura. Por enquanto há apenas 3 quartos.

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Chalés da pousada Encanto em São Felix (Foto: Renata Telles)
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Pousada Fazendinha em Ponte Alta. Há ainda um rio dentro da propriedade (Foto: Renata Telles)

O que comer?

Pra mim o tópico mais complicado já que não como carne. As refeições são basicamente arroz, feijão, macaxeira, carne de vaca ou frango e uma saladinha safada… rs Precisei pedir um ovinho todos os dias. Me salvou! Haaaa, prove os picolés e sorvetes de massa da marca Frutos de Goiás, são incríveis… Experimentei o de cajá, buriti, pequi, cupuaçu, araticum e taperebá.

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Café da manhã na Fazendinha (Foto: Renata Telles)
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Sorvetes com frutas típicas (Foto: Renata Telles)

Trilha das 7 praias + Itamambuca: você não vai querer ir embora de Ubatuba

Moro em São Paulo há sete anos (sou carioca), mas confesso que nunca me joguei direito pelo litoral paulista. Conheci Ilha Bela, Maresias, algo de Santos e Guarujá… Na minha cabeça, só o Rio era bonito… rs Eu sei, puro preconceito!

Depois de conhecer a Prainha Branca, decidi viajar para Ubatuba, no litoral norte. Ao chegar na cidade me xinguei 1768 vezes: “Como pude ignorar esse paraíso por tanto tempo?”

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Da primeira vez, fiz um bate e volta. O destino?  Trilha das 7 praias. A passagem de ônibus custa em média R$70 (cada perna), já estava disposta a pegar o busão quando vi que no Facebook existem agências que disponibilizam transporte (van executiva) pelo mesmo preço. Fechei com uma delas e parti pra aventura!

Saí de Sampa na madrugada de uma sexta-feira e cheguei em Ubatuba por volta das 4h30. Fizemos uma horinha, tomamos café e por volta das 7h iniciamos a trilha!

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Nascer do sol em Ubatuba (Foto: Renata Telles)

A caminhada dura cerca de 6 horas (são 10km), mas você vai parando nas praias para dar um mergulho e recarregar as energias. Nada é corrido! Faça no seu tempo!

Iniciamos a trilha pela Praia da Lagoinha (dentro de um condomínio) e finalizamos em Fortaleza. É fácil? Olha… veja bem… considero nível médio porque tem horas que você só contorna a praia e em outras enfrenta grandes subidas.. Já em uma das descidas, é possível até se segurar numa corda colocada no meio da mata (assim ninguém corre o risco de escorregar).

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Subida na trilha das 7 Praias (Foto: Renata Telles)

Dá para você fazer tudo sozinha? Dá sim, o caminho é bem sinalizado (mas evite a trilha à noite né girls!). Eu preferi contratar uma guia porque quando visito um lugar gosto de conhecer sua história, curiosidades, dados, etc… Super indico a Vânia (siga no instagram @napegada012)

Bora conhecer as praias?

1 – Praia do Oeste

Tem uma faixa bem extensa e fina, muita vegetação e pedras. Reparem na areia escura, parece sujeira né? Mas são minerais!!

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Praia do Oeste (Foto: Renata Telles)

2 – Praia do Peres

O visual é bem parecido com a Praia do Oeste, mas aqui há barcos de pesca, um bar e casinhas.

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Praia do Peres (Foto: Renata Telles)

3 – Praia do Bonete ou Bonetinho

O mar é bem calminho, ideal para um mergulho e descanso! Como a águe é bem clarinha, é possível ver tartarugas e peixes (leve uma máscara de snorkeling)

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Bonetinho (Foto: Renata Telles)

4 – Praia Grande do Bonete

Tem 2 km de extensão e abriga um vilarejo de pescadores com algumas casas de veraneio (a comunidade vive ali há uns 200 anos e todo ano rola festa de São Sebastião com muita música e até competição de canoa). A praia ainda conta com bares e restaurantes rústicos. Em frente ela é possível avistar a Ilha do Mar Virado, sítio arqueológico onde foram descobertos vestígios de uma civilização de 2000 anos atrás.

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Praia do Bonete (Foto: Renata Telles)

 

5 – Praia Deserta

Há muito tempo não via tantas conchinchas em uma praia! ❤️ Cerca de 85% de Ubatuba é considerada área de conservação, por isso, a importância de visitar o local com consciência ambiental! Leve sacolas para guardar seu lixinho, não descarte nada na mata (pode fazer mal aos bichinhos) e evite pegar conchas (desequilibra toda a natureza e não é exagero!). Quer uma lembrança do local? Fotoooo galera!

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Praia Deserta (Foto: Renata Telles)

 

6- Praia do Cedro (a mais lindaaaa!)

Aqui você encontra um quiosque para comer e beber (não vá esperando grandes refeições, são apenas lanchinhos…), stand up, caiaque e uma faixa de areia lotada de pedras… O mar é calmo e assim como a Praia Deserta, não tem muita gente.

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Praia do Cedro

7 – Praia da Fortaleza

Após passar por 6 praias, Fortaleza foi nosso destino final. O lugar é mais urbano, cheio e lotado de quiosques. Dá pra almoçar delícias!!! Em termos de beleza, não curti… Por mim ficaria a tarde inteira no Cedro 🙂

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Recompensa: cerva gelada na Praia da Fortaleza (Foto: Renata Telles)

Vista bônus: Entre o Cedro e a Fortaleza localiza-se uma pequena trilha que nos leva até o Costão (foto abaixo, não deixe de visitar! ). O lugar é lindoo, revigorante, saí de lá em paz, como se tivesse acabado de meditar!

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Costão (Foto: Renata Telles)

Ubatuba tem cerca de 105 praias e tenho certeza que uma combina com você!

Itamambuca e Félix são famosas pelas boas ondas e reúnem os surfistas (gatíssimosss!). Já Prumirim e Almada são praticamente desertas. Nas proximidades de Caraguatatuba, ao Sul, as tranquilas Domingas Dias e Enseada são frequentadas por famílias, enquanto Grande e Tenório têm faixas de areia disputadas . A cidade ainda tem cachoeiras, trilhas (como essa que fiz – passando por 7 praias) e ilhas para mergulho. Minha próxima parada sera a Ilha das Couves!

Itamambuca

A uns 20 minutos de Fortaleza está o município de Itamambuca. A praia é palco dos mais importantes campeonatos de surf e apresenta ondas regulares o ano inteiro. Mas se você não curte tanto mar agitado, pode relaxar nas águas claras do Rio Itamambuca. A vibe do lugar é tãooo legal que você não vai querer ir embora!

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Riozinho na Praia de Itamambuca (Foto: Renata Telles)
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Itamambuca (Foto: Renata Telles)

Bateu fome? A praia tem várias opções de lanches e drinks (mas não é barato… é bom avisar!)

Do outro lado do rio concentram-se os hostels, campings, pousadas e até um eco resort. A diária em um hostel sai (em média) R$50. Se quiser uma suíte, o preço sobe pra R$100 (cerca de). Tudo depende de uma boa pesquisa e pechincha 🙂

Almoçar por Itamambuca também pode ser barato ou caro.. Is up to you! Existem boas opções de restaurantes, eu preferi escolher um com comida caseira (paguei o PF mara por R$24). Mas passei por lugares que oferecia menu por R$20.

Haaaaaa e quer um lugar delicioso pra café da manhã ou brunch? Padaria Integrale! Eles possuem um cardápio gigaa com mil tipos de lanches, tudo bem natural 😊.
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Provei os pães de queijo de azeitona, meia-cura, parmesão, ervas e provolone, além do tradicional pãozinho com requeijão. 😋 O suco foi de laranja com cenoura pra ajudar no bronze😎. O lugar abre as 7h30! Chegue cedo, há fila de espera.

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Pães de queijo do Integrale (Foto: Renata Telles)

Quer planejar suas férias? Escolher sua pousada, hotel ou hostel?  É só clicar aqui!

 

 

Como foi mochilar durante um mês pela Índia: o choque de realidade, as roubadas e a transformação espiritual

Quando decidi viajar me perguntaram: mas logo a Índia? Por quê? E a resposta a todos foi a mesma: “por quê não?”. Deixei preconceitos de lado e me despi da vaidade assim que pisei no aeroporto internacional Indira Gandhi em Delhi, capital do país. O primeiro dia, confesso, foi assustador.

Leprosos pediam dinheiro no sinal, crianças imploravam por comida e a cidade cheirava mal de tanta sujeira, fezes de animais e poluição.

Entretanto, depois de 24 horas eu já circulava normalmente em meio a vacas, macaquinhos, tuk tuks (triciclos que funcionam como táxis), carroças, ônibus, bicicletas, buzinas ensurdecedoras e um calor escaldante (que beirava os 40). Vi a harmonia em meio ao caos, a riqueza do passado e a pobreza do presente. Os palácios suntuosos, as mesquitas, os templos budistas e hindus rodeados por barracos e casas aos pedaços.

Fiquei dois dias em Delhi e conheci os principais pontos. Preferi contratar uma agência de turismo local, que incluía motorista e guia. É a melhor forma de evitar estresses e não ser passada para trás.

Os serviços dos hotéis também são confiáveis e a diferença de preço não é grande. Visitei a linda Jami Masjid, a maior mesquita da Índia, o complexo Qutub Minar, o Templo de Lótus e o Red Fort (Lal Qila), símbolo da nacionalidade indiana. Me emocionei no Raj Gha, o Memorial do Mahatma Gandhi, e conheci a sua casa. Ali o maior líder político e espiritual do país foi assassinado em 1948.

Depois de um longo dia de passeio, me preparei psicologicamente para embarcar na primeira viagem de trem. A estação ferroviária de Delhi dá medo. Milhares de plataformas, pouca informação e muita gente se esbarrando. Não basta ficar ligada no painel, é preciso confirmar seu trem na bilheteria. Quase sempre há problemas e atrasos.

Comprei bilhetes de segunda classe (a primeira custa o dobro do preço e não possui grandes diferenças). Você divide o vagão com três pessoas e tem direito a travesseiro e coberta. Nada luxuoso e muito confortável ou limpo, porém, mais seguro do que a sleeper class, área popular do trem. Dormi na companhia de uma familia indiana (ufa!) que adorava comer pepino cru com sal, aliás, mania nacional (a qual eu não aderi).

Não se assuste com os banheiros, eles não tem vaso sanitário, somente um buraco no chão (e haja equilibrio!). Foram 10 longas horas até chegar na manhã seguinte em Varanasi, a cidade mais sagrada da Índia.

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Rio Ganges em Varanasi (Foto: Renata Telles)

Santificada pela onipresença de Shiva e pelo famoso Rio Ganges, Varanasi respira religião. A todo momento é possível ver cerimônias e ritos de passagem pelos ghats (escadarias) às margens do sagrado rio. Os indianos se banham, lavam roupas e jogam restos mortais na água – totalmente suja. É como se você mergulhasse no Rio Tietê. Perguntei a um morador se ele não tinha medo de contrair uma doença. “Todos os dias nadamos e bebemos água daqui. Nunca ninguém morreu, é o milagre de Shiva”, afirmou.

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Moradores lavam roupas no Ganges…. (Foto: Renata Telles)
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Eles também tomam banho ali… mesmo lugar onde corpos são jogados (Foto: Renata Telles)

Não entrei no rio, mas preciso admitir que a cidade emana energia. Vi o nascer do sol de um barquinho no meio do Ganges e percorri a pé as ruazinhas de Varanasi. Experimentei o tradicional Chai (chá com leite e pimenta), fiz tatuagem de henna na casa de uma jovem indiana e me rendi a medicina ayurvédica. Eu já me considerava uma indiana, quer dizer, quase… Alguns cuidados não deixava de lado: escovava os dentes com água mineral, só comprava líquidos com lacre e passava longe de barraquinhas e restaurantes duvidosos. Na bolsa, álcool gel, bananas e barras de cereais. Não é exagero, acredite! Durante a viagem me deparei com diversos gringos pálidos que abusaram dos temperos de rua e tiveram diarréia. Posso garantir que saí ilesa da Índia! Não precisei usar nenhum remédio da minha farmácia.

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Tatuagem de henna na “casa” de uma moradora em Varanasi. Era apenas um cômodo sem banheiro e sem luz!

O incrível Taj Mahal

Após dois dias peguei um avião para Khajuraho onde conheci o Templo do Kama Sutra. Viajei na mesma tarde de trem até chegar em Agra para conhecer o famoso Taj Mahal. Qualquer fotografia não traduz a beleza daquele lugar. Contemplei o monumento por quatro horas e acompanhei de perto uma linda história de amor. O imperador Shah Jahan construiu o túmulo em memória da esposa favorita, Mumtaz Mahal, que morreu em 1631. Cerca de 20 mil operários trabalharam por 12 anos até finalizá-lo em 1643.

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Taj Mahal – quatros horas de contemplação

O lugar é limpíssimo, super conservado e com forte esquema de segurança. No fim da tarde as filas são gigantes, por isso, o ideal é visitá-lo no nascer do sol ou por volta das 14h (o horário que escolhi).

Próxima parada: Jaipur, no estado do Rajastão. Viajei de carro cerca de quatro horas até o deserto da Índia. Conhecida como a cidade rosada (todas as casinhas são rosas), Jaipur guarda o magnífico Amber Fort, parada obrigatória. Para chegar no alto do palácio é preciso pegar a “carona” de um elefante. No trânsito, além de vacas e macacos, agora era possível cruzar com camelos.

O melhor mesmo é manter os olhos fechados enquanto estiver dentro de um automóvel ou certamente você terá um AVC. Não existe mão e contra-mão e as ultrapassagens arrepiam! Por incrível que pareça, não vi nenhum acidente!

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Celebração para Shiva em Rishikesh (Foto: Renata Telles)

Paz e meditação

Esqueça o barulho dos carros, os pedintes e as centenas de indianos que rodeiam os turistas com produtos de artesanato. Em Dharamshala até o cheiro é agradável. Uma cidadezinha localizada no estado de Himachal Pradesh, norte da India. O calor infernal deu lugar ao clima das montanhas do Himalaia. Nas ruazinhas, monges simpáticos de olhinhos puxados. Em Dharamshala estão instalados o líder religioso Dalai Lama e o governo do Tibet em exílio. Aproveitei para me aprofundar na cultura tibetana, conhecer o Mosteiro Namgyal e passar pela casa do Dalai Lama (não aberta à visitação). A região sem dúvida é uma das mais agradáveis da Índia assim como Rishikesh, a capital mundial da Yoga e ponto inicial do Rio Ganges (a água é cristalina).

 

Em cada esquina existe uma escola ou ashram à sua escolha. O mais popular fica na beira do rio e chama-se Parmarth Niketan. Eu escolhi o Swami Rama Sadhaka Grama e não me arrependo. Entretanto, é preciso ter disciplina, acordar as 5h, meditar, seguir a cartilha do lugar, ajudar na cozinha, entre outras atividades (lá eles cobram a diária de 35 dólares).

É impossível não lembrar de Julia Roberts no filme Comer, Rezar e Amar. Diferentemente da personagem, eu não consegui ficar vários dias no ashram. Minha barriga roncava a cada meditação e preferi trocar o retiro por um hotel confortável onde pude comer muffins deliciosos de chocolate.

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Café da manhã no Ashram (Foto: Renata Telles)

Andei a pé em Rishikesh, molhei os pés no Ganges (sim, é possível até nadar sem preocupações com sujeira, mas não vá beber a água) e passei tardes no Little Buddha Café, onde tomei o melhor Chai. Depois de viajar por nove cidades (ainda visitei o Golden Temple em Amritsar e acompanhei a peregrinação de fieis hindus em Haridwar), constatei que aprendi tanto em tão pouco tempo que tudo valeu a pena e nada do que havia lido em livros me preparou para o que vi e vivi.

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Golden Temple, construído em 1574 (Foto: Renata Telles)

 

Roteiro do vinho em São Roque, vale mesmo a pena?

Finalmente conheci a tão famosa cidade de São Roque, interior de São Paulo. Sempre ouvi muitas pessoas falando que eu precisava fazer esse passeio, provar os vinhos, visitar as vinícolas… Do jeito que me contavam, imagina campos de uvas lindíssimos como os que vi em Napa Valley, na Califórnia, provas generosas de vinho e explicações de enólogos… Mas não foi bem isso que eu encontrei… Se você, assim como eu, esperava conhecer um lugar nos moldes da Toscana, é melhor parar de ler este post por aqui….

Ou… você pode se conformar… e adaptar essa trip em um divertido programa gastronômico. Assim como eu fiz! Bora lá!

Saí por volta das 7h de um domingo e fechei passeio com uma empresa que disponibilizava ônibus ida e volta. Para quem prefere ir de carro, a viagem dura em média 1 hora (saindo de SP).

Meu passeio incluía visitação em seis vinícolas, as principais da cidade, entretanto, existem dezenas por lá e quem for de carro tem a possibilidade de explorar outros locais. Ao chegar nas vinícolas, descobri que elas, na verdade, eram adegas! Fui logo perguntando a um funcionário: “Onde ficam os campos de uva?”. “Haaa moça, não ficam aqui dentro, em média, a uns 3km daqui, mas você não consegue visitar”, ele me disse.

Pronto. Meu mundo caiu! rs Ok, já estava ali. Então, vamos experimentar os vinhos nas adegas, certo? Não sei se era o dia, se é sempre cheio, mas os balcões estavam abarrotados de gente e você precisava se enfiar entre as pessoas para chegar ao vendedor e pedir uma provinha (bem “inha'” mesmo)… Entre tanto tumulto, era quase impossível prestar atenção na explicação (superficial) do funcionário. “É suave… é seco… esse tem frutas…”. Tá bem, me dá o seco! E ele vinha com aquele copinho de plástico de cafezinho, pingava “10 gotas” e me dava! (Cheguei a olhar em volta e me perguntar: onde estão as câmeras? Só podia ser pegadinha… hahahaha). Esperava no mínimo uma taça de vidro e pelo menos três dedos de vinho para que realmente pudesse experimentar a bebida.

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Villa Don Patto – cheguei primeiro no balcão para fotografar    antes da multidão… rs Mas precisei ser rápida

Depois da primeira adega, vi que todas as outras iam ser assim também. Beleza. Não vamos nos estressar né? A gente aproveita o que tem e foi isso que fiz! Na primeira parada, Vila Don Patto, conheci seu tradicional pão de alho molhado no azeite. Delicioso! (e claro, comprei um inteiro pra levar). Os vinhos não curti tanto, mas nem vou entrar no mérito porque cada pessoa tem um paladar. O ruim pra mim pode ser ótimo pra você ou vice-versa.

Outra adega que destaco é a Quinta do Olivardo. Que gracinha de lugar! Com uma gastronomia inspirada em tradicionais receitas da Ilha da Madeira, em Portugal, da cozinha saem bolinhos de bacalhau, com casquinha crocante e textura cremosa (tem queijo canastra dentro!!! É de comer rezando! <3 ).  Os visitantes contam ainda com uma pequena fábrica de pasteis de nata (Belém), além de um cafezinho passado em coador de pano, preparado em um fogão a lenha.

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Quinta do Olivardo – o melhor restaurante
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Quinta do Olivardo – pasteis de belém, leitão, vinho…
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O famoso bolinho de bacalhau com queijo canastra. Prove! Prove!

Já a Góes, uma das maiores e mais tradicionais, está no mercado desde 1938, e mantém sua loja instalada em uma área de 400 m2. Queijos, geleias, vinhos, artesanato, tudo muito bonitinho e gostoso! Essa sim possui visitas guiadas às suas vinícolas (o ideal é que você ligue antes para marcar!).

Na Bella Aurora, não saia sem degustar suas cachaças. Tem todossss os sabores que você possa imaginar! Olha só!

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Bella Aurora: cachaças de gengibre, uva verde, maracujá, menta, tangerina, chocolate, entre outras

E foi na Bella Aurora que pude matar um pouquinho da minha vontade de pisar em um vinhedo.. Mas como não estamos na época de uvas, ele estava assim ó…

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Vinhedo da Bella Aurora: sem uvas

Mas deu pra fingir melhor aqui… rs

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Vinhedo Bella Aurora
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Simpática lojinha na Bella Aurora

No fim, colocando na balança, curti sim o passeio! Conheci um pouquinho da história de cada vinícola (alguns possuem uma pequena sala “museu”como a Canguera), mesmo não vendo os lindíssimos campos de uva… Voltei pra casa com 4 garrafas de vinho, queijos temperados, geleia de mexerica (tangerina) e o pão de alho (Viva a gordice! rs)

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Salinha “museu” da vinícola Canguera, criada em 1950

Todas as vinícolas possuem restaurantes com fartos cardápios. Em média duas pessoas gastam R$110 para almoçar. Eu indico a Quinta do Olivardo, gastronomia portuguesa de primeira! ♥

 

 

 

 

 

 

 

Sem passaporte? Conheça países para viajar somente com seu RG

Essa semana a gente quase infartou quando soube que a Polícia Federal suspendeu, por tempo indeterminado, a emissão de novos passaportes em todo o país. Quem estava com planos de viajar para os Estados Unidos ou Europa, por exemplo, precisou repensar na trip. Mas calma, nem tudo está perdido! Existem ótimas opções de lugares para conhecer usando apenas o nosso RG! Separei meus 6 países favoritos!

Argentina – Bem do nosso ladinho, nossos hermanos oferecem cidades históricas, vinícolas encantadoras e  boa gastronomia. Buenos Aires, Mendonza, Patagônia… São passeios para todos os gostos e bolsos (além de ser super em conta!). Lembro que uma vez consegui comprar uma passagem aérea de R$200 reais. Mais barato que ir ao Rio de Janeiro.

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As vinícolas de Mendonza

Uruguai – Sou apaixonada por esse destino! Montevidéu, Punta, Colônia Del Sacramento e toda a costa passando por paraísos como Punta Del Diablo e Cabo Polônio… Vale a pena alugar um carro e passar por todas essas cidades. O país é pequeno, barato e hospitaleiro.

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Casapueblo: parada obrigatório em Punta Ballena

Chile – Você vai se surpreender com esse destino. De praia à neve, com vistas paradisíacas. Eu aluguei um carro e fui conhecer Cajon Del Maipo, um espetáculo da natureza pertinho de Santiago com direito a banhos termais. Olha essa foto abaixo!! Te convenci?

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Cajon Del Maipo: surpreenda-se com o lugar

Venezuela – Que tal conhecer Los Roques? Situado a aproximadamente 170 quilômetros da costa do país, em pleno mar do Caribe, o arquipélago possui cerca 50 ilhas e uma infinidade de atrativos!

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Dias de descanso nesse paraíso na Venezuela… Que tal?

Peru – De floresta ao deserto, a diversidade geográfica é imensa! Passe pela capital Lima, visite Cusco e claro, Machu Picchu, o destino mais procurado pelos turistas. É quase uma viagem espiritual, você volta outra pessoa 🙂

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Machu Picchu: destino mais procurado no Peru

Colômbia – Faça a dobradinha Cartagena das Índias + San Andres! Você vai pirar com as praias e a cidadezinha histórica super colorida. Serão dias de descanso e aprendizado!

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Todo o colorido de Cartagena

Ainda há opções de visitar Equador, Paraguai e óbvio, lugares incríveis dentro do Brasil, como por exemplo, a Amazônia. Voltei de lá recentemente e me surpreendi com o “pulmão do mundo”. Mais pra frente coloco um post completo da viagem!