Réveillon zen: opções de virada no meio da natureza

Todo ano, quando o Réveillon se aproxima, eu digo: dessa vez será diferente! Vou fazer algo fora do comum e fugir do trânsito e confusão. E o que acontece? Lá estou eu no mesmo lugar, no meio de uma multidão, segurando uma taça de plástico e disputando um pedaço de água pra pular as 7 ondas…

2017 tá chegando ao fim e dessa vez, eu finalmente poderei realizar um sonho que tinha há tempos: passar a virada no meio da natureza! Antes de chegar à decisão final analisei três opções. E se você está na mesma vibe que eu, mas ainda não fechou com ninguém, ta aí a sua chance de entrar em 2018 com muita energia boa!

Acomode-se, pegue uma bebida e vamos lá!

Chapada dos Veadeiros – Goiás

Localizado no município de Alto Paraíso, Goiás, a Chapada é procurada por aqueles que desejam aproveitar o contato com a natureza ou experimentar seu lado esotérico. É lá que fica o Paraíso dos Pândavas! O yoga resort possui mais de 400 hectares de Cerrado preservado com cachoeiras e mirantes, a 250 km de Brasília. O lugar oferece retiros para pessoas de todas as idades e este ano tem programa especial de Réveillon.

O pacote vai de 26/12 até 01/01 e inclui meditação mântrica, passeios na natureza, banhos de cachoeira, palestras sobre o yoga e comida vegetariana.

♥ Para saber mais sobre a viagem é só clicar aqui!

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Foto: Booking

Fiquei com a pulga atrás da orelha, já estava quase fechando a trip, mas decidi seguir na pesquisa. Ao mesmo tempo que não queria multidão, também não desejava isolamento total (ok, sou louca!). Ainda assim, o resort está na minha listinha de desejos para 2018. Quero muito conhecer o lugar, nem que seja para passar um fim de semana! Tenho certeza que sairei de lá renovada!

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Foto: Tripadvisor

Península de Maraú – Bahia

Mais um lugar paradisíaco pronto para fazer você entrar em alfa. Fundada no início dos anos 2000, a ecovila Inkiri Piracanga fica perto de Itacaré, na Bahia, e também oferece cursos, vivências e terapias holísticas.

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Foto: Inkiri Piracanga 

♥ A comunidade tem pacote especial de Ano Novo que vai do dia 28/12 a 04/01. Conheça o roteiro aqui!

Depois de ler, reler, ler, reler, decidi, one more time, seguir adiante na minha pesquisa. Ainda queria um lugar onde eu pudesse relaxar, meditar e sim, tomar uma cervejinha 🙂

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Foto: Inkiri Piracanga 

Assim como o Paraíso dos Pândavas, a comunidade está nos meus planos para 2018. Ter a experiência de passar alguns dias na ecovila deve ser incrível! Fora o Réveillon é possível fazer diversos cursos como reiki, gastronomia vegana, surf yoga, etc.

Bonito – Mato Grosso do Sul

A 300 quilômetros de Campo Grande está localizado Bonito, o polo do ecoturismo no Brasil. Para vocês terem uma ideia, em 2013, ele levou o prêmio de melhor destino de turismo responsável do mundo, o World Responsible Tourism Awards.

21910785_1732260587069220_3714387558390562816_n.Águas de Bonito
Gruta azul (Foto: Águas de Bonito)

O município conta com cerca de 40 atrativos que possibilitam aos visitantes várias opções de atividades como visitar grutas, tomar banho de cachoeiras, fazer trilhas, praticar arvorismo, boia cross, rapel, passear de quadriciclo, a cavalo ou de bike. A noite também é animada, há alguns bares com música no centro de Bonito.

♥ Lendo algumas matérias sobre o lugar, percebi que Bonito poderia ser uma boa opção. Dá pra relaxar e fazer trilhas de dia e curtir um pouco à noite. Vai estar cheio? Sim! Mas não como Copacabana ne… rs Então, decidi apostar.

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Cachoeira Boca da Onça (Foto: @espenp)

Cotei as três viagens e Bonito saiu a mais barata incluindo hostel, passeios e alimentação. Dando tudo certo, passo todas as infos depois!

Se vai ser o melhor Réveillon da vida? Isso eu não sei, posso até me decepcionar com o lugar, mas uma coisa é certa. Consegui sair da rotina óbvia de todos os anos… :

Não ganhei um centavo pelo post. Esse é apenas um texto onde compartilho os lugares que ficaram entre os MEUS favoritos. Existem outros? Milhares!  Quer indicar algum? Sugere nos comentários! 

Onde será a sua virada? 

 

 

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Tudo o que você precisa saber sobre o Jalapão: dicas, roteiro, hospedagem…

Quando decidi viajar para o Jalapão, ouvi de alguns amigos: “Mas onde fica isso?”. Os mais surdinhos, pasmem, diziam: “Japão? Que irado!”.  Depois de muitas risadas, eu explicava com toda calma do mundo que Jalapão é uma região do cerrado brasileiro, localizado no Tocantins.

Eles torciam o nariz… “O que tem pra fazer nesse fim de mundo?”.

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Fervedouro Bela Vista (Foto: Renata Telles)

E sim, eu mostrava uma dessas fotos para os meus amigos… rs Convenci você também?

A verdade é que o Jalapão já é um velho conhecido dos mochileiros roots e de uns cinco anos pra cá virou destino hype entre muitos viajantes (agora com a novela O Outro Lado do Paraíso, a tendência é que o roteiro fique ainda mais disputado – e caro!).

Mas antes de te falar tudooo sobre essa trip, tem algumas coisinhas que você precisa saber:

1 – Tem medo de insetos? Não vá… Você certamente vai cruzar com sapos, borboletas, besouros e até baratas (mas esse episódio eu conto mais abaixo… rs)

2 – Não existem resorts por lá e a estrutura de pousadas é bem precária. Quer conforto de hotel? Então desista de ir. Você dorme em quartos simples que possuem apenas cama e banheiro. Nem espelho eu achei… rs

3 – As atrações turísticas são distantes uma das outras. É preciso ter um carro 4X4, ele será seu melhor amigo para enfrentar as estradas de terra. Eu rodei quase 1000 quilômetros em 4 dias. Tenha em mente que a maior parte do tempo você estará dentro de um carro tentando chegar no seu destino.

4 – Dá pra ir por conta própria? Olha, até dá, mas é altamente recomendável ter um guia com você. Eu fechei carro + passeios + hospedagem + comida apenas com um guia (Cristiano Tavares – ele é bem conhecido e super recomendável!). Não me preocupei com nada ao chegar lá! Além do mais, você precisa saber pilotar muito bem uma 4X4 porque senão ficará atolado na estrada.

Ainda quer visitar o Jalapão? Simmmm?! Tenha uma certeza: você não vai ver nada igual no resto do mundo! Prepare-se para se apaixonar por esses cenários cinematográficos ❤

O que é o Jalapão?

Localizada no Estado do Tocantins, a região encanta por suas águas azuis, chapadões e serras com clima de savana, além da paisagem de cerrado, com direito a dunas alaranjadas, nascentes e impressionantes formações rochosas.

A maioria dos atrativos fica nas cidades de Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta do Tocantins e São Félix do Tocantins. Em meio a 34 mil km² de paisagem árida, a região é cortada por uma imensa teia de rios, riachos e ribeirões, todos de águas transparentes e potáveis.

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Quando ir?

É possível visitar o lugar o ano todo!! A estação seca vai de maio a setembro e a chuvosa, de outubro a abril. Eu fui no feriado de Finados e peguei uma temperatura de 30 graus! De madrugada chovia muito, mas durante o dia lá estava aquela temperatura do demo…

Como chegar?

Não há aeroportos na região do Jalapão, por isso o único meio de transporte até lá é por via terrestre. Para quem chega de outros estados o ideal é ir de avião até Palmas, capital do Tocantins, e de lá seguir de carro até o Jalapão. A principal via de acesso, a partir de Palmas, é a TO-030 até Santa Tereza do Tocantins, e depois a TO-130 até Ponte Alta.

Quantos dias devo ficar?

Em quatro dias conheci as principais atrações, dá pra ficar mais? Sim, se tiver mais tempo, planeje a viagem para 7 dias.

O que levar?

Dinheiro! Não existem caixas eletrônicos por lá, eu só achei um no aeroporto de Palmas, foi o que me salvou. Alguns estabelecimentos aceitam cartões.

A bagagem: esqueça a mala de rodinhas! Leve uma mochila com pouquíssima roupa! Você passará a maior parte do tempo de biquíni e shorts. Não esqueça do filtro solar, chapéu e repelente (tem muitosssss mosquitos!)

O que tem pra ver lá?

Fervedouros espetaculares !!! “Ferve- o quê?” WTF is this? São piscinas naturais, cristalinas e de areia branquinha rodeadas de bananeiras. Por conta de um fenômeno chamado de ressurgência das águas, é impossível afundar o corpo. Isso acontece porque sob a piscina há um lençol freático e logo abaixo uma rocha impermeável. Sem encontrar vazão pela rocha, a água nasce e é jorrada com muita pressão, empurrando para cima a areia e o que houver sobre ela. A sensação é muito curiosaaaa, você vai se divertir!

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Fervedouro Bela Vista

Eu visitei os quatro principais (há dezenas catalogados). Todos ficam em propriedades particulares e é preciso pagar de R$10 a R$25 reais dependendo do lugar. Infelizmente não dá pra ficar horas nadando… Como eles são pequenos, há limite de pessoas e tempo estipulado (apenas 20 minutos por grupo). Os fervedouros estão localizados na estrada que liga Mateiros a São Félix.

Fervedouro do Ceiça (ou das Bananeiras) – Foi o primeiro a ser divulgado para o público (tem mais de 20 anos) e é um dos mais famosos do Jalapão. Tem muitosss peixinhos em sua água ❤

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Fervedouro do Ceiça

Fervedouro  Bela Vista – Um dos mais lindos, quando entrei ali mal pude acreditar no que estava vendo… O grande poço redondo, com 15 metros de diâmetro, tem água extremamente azul. Aproveitei pra almoçar no local, comida simples, gostosa e bem caseira. Também dá pra dormir por lá. Eles alugam quartos.

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Fervedouro Bela Vista

Fervedouro do Alecrim – Como já tinha visitado o Bela Vista e o Ceiça achei esse bem fraquinho. A água é mais turva, verde.

Fervedouro dos Buritis – Igualmente lindo, azul e com muito verde a sua volta. Eu não conseguia parar de clicar, tive que brigar com a memória do meu celular…

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Cachoeira do Formiga

Se não bastassem os fervedouros paradisíacos, me deparo com a cachoeira mais linda que já vi na vida! Sério, não estou exagerando. É um cenário dos sonhos! A cachoeira do Formiga (tem esse nome por conta do nome do Rio, Formiga) é morninha e a sua cor é de enlouquecer!! Nem precisa colocar filtro nas fotos… hahahaha Aproveite a queda d’água para uma massagem nos ombros, relaxe e sinta a vibe do lugar…

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Cachoeira do Formiga
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Cachoeira do Formiga (Foto: Renata Telles)

Cachoeira da Velha

É a maior queda d’água do Parque Estadual do Jalapão. Não dá pra nadar, é perigoso, mas existe uma plataforma de madeira pra visitação. Para os mais corajosos, há a possibilidade de fazer rafting (se não me engano, custa entre R$100 a R$150).

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Cachoeira da Velha – ainda dei sorte de ter arco-íris (Foto: Renata Telles)
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Cachoeira da Velha

Prainha do Rio Novo

Está localizada a poucos metros da Cachoeira da Velha, tem longa faixa de areia branca, água tranquila e muita sombra para quem quiser descansar. Fiquei pouquíssimo tempo nesse paraíso e se pudesse teria passado o dia inteiro deitada na beira do rio.

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Prainha do Rio Novo (Foto: Renata Telles)

Serra do Espírito Santo

Saindo de Mateiros, são cerca de 30 km de estrada arenosa até a serra. Ela oferece uma vista deslumbrante do cerrado! Mas pra chegar até lá é preciso enfrentar uma trilha íngreme de cerca de 500 metros (pra mim pareceu 5 km.. rs). Ela conta com corrimão em alguns trechos e pontos de paradas com banquinhos para respirar e repor as energias. Eu subi por volta das 5h pra ver o nascer do sol (é o recomendável já que mais tarde faz muitooo calor). Se valeu a pena? Veja as fotos!

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Nascer do sol da serra do Espírito Santo (Foto: Renata Telles)
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Nascer do sol da serra do Espírito Santo

Dunas do Jalapão

É um dos grandes cartões postais da região e fica dentro do Parque Estadual do Jalapão. A subida é fácil, mas confesso que não estava aguentando de calor lá em cima (ok, fui em um horário ingrato… então fica a dica: prefira o por do sol!)

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Dunas do Jalapão (Foto: Renata Telles)

 

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Dunas do Jalapão

Pedra furada

Mais um lugar de encher os olhos! Trata-se de um grande conjunto de blocos de arenitos, que foi esculpido pela ação da chuva e dos ventos, formando diversos buracos em formatos de arcos que lembram alguns portais. Assisti o por do sol de lá, vi diversas araras e saí de lá com a certeza de já querer voltar!

Aos noveleiros: A Pedra Furada, aliás, foi usada como locação na trama global O Outro lado do Paraíso.

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Pedra Furada (Foto: Renata Telles)
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Pedra Furada – assista o por do sol de lá
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Arara azul na Pedra Furada (Foto: Renata Telles)

Povoado Mumbuca

Fica no município de Mateiros, perto da rodovia TO-110 e a população é uma espécie de grande família que se originou de remanescentes de quilombolas e indígenas que habitavam a região. A base da economia local é o artesanato de capim dourado. Por onde você passa encontra brincos, colares, bolsas… Uma vez por ano, geralmente em setembro, é realizada a festa da colheita do capim dourado com manifestações culturais e cantorias.

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Artesanato local feito com capim dourado. Há diversas lojas no Jalapão (Foto: Renata Telles)

Onde ficar?

Existem muitas pousadas no Jalapão, todas são bem simples e algumas possuem café da manhã farto. Em São Félix super indico a Encanto. Ela tem pequenos chalés. Já em Mateiros eu NÃO indico a União Tavares. E é aí que entram as baratas… Os quartos estavam infestados delas. Uma das minhas amigas acordou com o bichinho em cima dela no meio da madrugada.. Nada simpático e higiênico né? Conclusão: deixamos a pousada às 3h e seguimos para a trilha do Espírito Santo já que não conseguimos dormir mais!

Na cidade de Ponte Alta ficamos em uma pousada que ainda está em fase de testes. Se chama Fazendinha. Se depender de mim já está aprovada! O lugar é imenso, a comida deliciosa e você ainda consegue tomar banho de rio. O proprietário ainda vai melhorar a estrutura. Por enquanto há apenas 3 quartos.

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Chalés da pousada Encanto em São Felix (Foto: Renata Telles)
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Pousada Fazendinha em Ponte Alta. Há ainda um rio dentro da propriedade (Foto: Renata Telles)

O que comer?

Pra mim o tópico mais complicado já que não como carne. As refeições são basicamente arroz, feijão, macaxeira, carne de vaca ou frango e uma saladinha safada… rs Precisei pedir um ovinho todos os dias. Me salvou! Haaaa, prove os picolés e sorvetes de massa da marca Frutos de Goiás, são incríveis… Experimentei o de cajá, buriti, pequi, cupuaçu, araticum e taperebá.

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Café da manhã na Fazendinha (Foto: Renata Telles)
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Sorvetes com frutas típicas (Foto: Renata Telles)

Trilha das 7 praias + Itamambuca: você não vai querer ir embora de Ubatuba

Moro em São Paulo há sete anos (sou carioca), mas confesso que nunca me joguei direito pelo litoral paulista. Conheci Ilha Bela, Maresias, algo de Santos e Guarujá… Na minha cabeça, só o Rio era bonito… rs Eu sei, puro preconceito!

Depois de conhecer a Prainha Branca, decidi viajar para Ubatuba, no litoral norte. Ao chegar na cidade me xinguei 1768 vezes: “Como pude ignorar esse paraíso por tanto tempo?”

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Da primeira vez, fiz um bate e volta. O destino?  Trilha das 7 praias. A passagem de ônibus custa em média R$70 (cada perna), já estava disposta a pegar o busão quando vi que no Facebook existem agências que disponibilizam transporte (van executiva) pelo mesmo preço. Fechei com uma delas e parti pra aventura!

Saí de Sampa na madrugada de uma sexta-feira e cheguei em Ubatuba por volta das 4h30. Fizemos uma horinha, tomamos café e por volta das 7h iniciamos a trilha!

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Nascer do sol em Ubatuba (Foto: Renata Telles)

A caminhada dura cerca de 6 horas (são 10km), mas você vai parando nas praias para dar um mergulho e recarregar as energias. Nada é corrido! Faça no seu tempo!

Iniciamos a trilha pela Praia da Lagoinha (dentro de um condomínio) e finalizamos em Fortaleza. É fácil? Olha… veja bem… considero nível médio porque tem horas que você só contorna a praia e em outras enfrenta grandes subidas.. Já em uma das descidas, é possível até se segurar numa corda colocada no meio da mata (assim ninguém corre o risco de escorregar).

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Subida na trilha das 7 Praias (Foto: Renata Telles)

Dá para você fazer tudo sozinha? Dá sim, o caminho é bem sinalizado (mas evite a trilha à noite né girls!). Eu preferi contratar uma guia porque quando visito um lugar gosto de conhecer sua história, curiosidades, dados, etc… Super indico a Vânia (siga no instagram @napegada012)

Bora conhecer as praias?

1 – Praia do Oeste

Tem uma faixa bem extensa e fina, muita vegetação e pedras. Reparem na areia escura, parece sujeira né? Mas são minerais!!

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Praia do Oeste (Foto: Renata Telles)

2 – Praia do Peres

O visual é bem parecido com a Praia do Oeste, mas aqui há barcos de pesca, um bar e casinhas.

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Praia do Peres (Foto: Renata Telles)

3 – Praia do Bonete ou Bonetinho

O mar é bem calminho, ideal para um mergulho e descanso! Como a águe é bem clarinha, é possível ver tartarugas e peixes (leve uma máscara de snorkeling)

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Bonetinho (Foto: Renata Telles)

4 – Praia Grande do Bonete

Tem 2 km de extensão e abriga um vilarejo de pescadores com algumas casas de veraneio (a comunidade vive ali há uns 200 anos e todo ano rola festa de São Sebastião com muita música e até competição de canoa). A praia ainda conta com bares e restaurantes rústicos. Em frente ela é possível avistar a Ilha do Mar Virado, sítio arqueológico onde foram descobertos vestígios de uma civilização de 2000 anos atrás.

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Praia do Bonete (Foto: Renata Telles)

 

5 – Praia Deserta

Há muito tempo não via tantas conchinchas em uma praia! ❤️ Cerca de 85% de Ubatuba é considerada área de conservação, por isso, a importância de visitar o local com consciência ambiental! Leve sacolas para guardar seu lixinho, não descarte nada na mata (pode fazer mal aos bichinhos) e evite pegar conchas (desequilibra toda a natureza e não é exagero!). Quer uma lembrança do local? Fotoooo galera!

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Praia Deserta (Foto: Renata Telles)

 

6- Praia do Cedro (a mais lindaaaa!)

Aqui você encontra um quiosque para comer e beber (não vá esperando grandes refeições, são apenas lanchinhos…), stand up, caiaque e uma faixa de areia lotada de pedras… O mar é calmo e assim como a Praia Deserta, não tem muita gente.

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Praia do Cedro

7 – Praia da Fortaleza

Após passar por 6 praias, Fortaleza foi nosso destino final. O lugar é mais urbano, cheio e lotado de quiosques. Dá pra almoçar delícias!!! Em termos de beleza, não curti… Por mim ficaria a tarde inteira no Cedro 🙂

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Recompensa: cerva gelada na Praia da Fortaleza (Foto: Renata Telles)

Vista bônus: Entre o Cedro e a Fortaleza localiza-se uma pequena trilha que nos leva até o Costão (foto abaixo, não deixe de visitar! ). O lugar é lindoo, revigorante, saí de lá em paz, como se tivesse acabado de meditar!

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Costão (Foto: Renata Telles)

Ubatuba tem cerca de 105 praias e tenho certeza que uma combina com você!

Itamambuca e Félix são famosas pelas boas ondas e reúnem os surfistas (gatíssimosss!). Já Prumirim e Almada são praticamente desertas. Nas proximidades de Caraguatatuba, ao Sul, as tranquilas Domingas Dias e Enseada são frequentadas por famílias, enquanto Grande e Tenório têm faixas de areia disputadas . A cidade ainda tem cachoeiras, trilhas (como essa que fiz – passando por 7 praias) e ilhas para mergulho. Minha próxima parada sera a Ilha das Couves!

Itamambuca

A uns 20 minutos de Fortaleza está o município de Itamambuca. A praia é palco dos mais importantes campeonatos de surf e apresenta ondas regulares o ano inteiro. Mas se você não curte tanto mar agitado, pode relaxar nas águas claras do Rio Itamambuca. A vibe do lugar é tãooo legal que você não vai querer ir embora!

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Riozinho na Praia de Itamambuca (Foto: Renata Telles)
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Itamambuca (Foto: Renata Telles)

Bateu fome? A praia tem várias opções de lanches e drinks (mas não é barato… é bom avisar!)

Do outro lado do rio concentram-se os hostels, campings, pousadas e até um eco resort. A diária em um hostel sai (em média) R$50. Se quiser uma suíte, o preço sobe pra R$100 (cerca de). Tudo depende de uma boa pesquisa e pechincha 🙂

Almoçar por Itamambuca também pode ser barato ou caro.. Is up to you! Existem boas opções de restaurantes, eu preferi escolher um com comida caseira (paguei o PF mara por R$24). Mas passei por lugares que oferecia menu por R$20.

Haaaaaa e quer um lugar delicioso pra café da manhã ou brunch? Padaria Integrale! Eles possuem um cardápio gigaa com mil tipos de lanches, tudo bem natural 😊.
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Provei os pães de queijo de azeitona, meia-cura, parmesão, ervas e provolone, além do tradicional pãozinho com requeijão. 😋 O suco foi de laranja com cenoura pra ajudar no bronze😎. O lugar abre as 7h30! Chegue cedo, há fila de espera.

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Pães de queijo do Integrale (Foto: Renata Telles)

Quer planejar suas férias? Escolher sua pousada, hotel ou hostel?  É só clicar aqui!

 

 

Praia Branca: um pequeno paraíso no Guarujá

Se você sempre teve preconceito com as praias do litoral sul por serem cheias e algumas, muito sujas e feias, atenção: é hora de rever seus conceitos! A quase duas horas de São Paulo, a Praia Branca, localizada na divisa entre Guarujá e Bertioga, é considerada um refúgio para quem procura paz, descanso e natureza!

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Paz e descanso na Praia Branca (Foto: Renata Telles)

Vem comigo!

O local tem apenas 1350 metros de extensão e conta com poucos quiosques, bem diferente das praias urbanas. No lado esquerdo as ondas são bem fortes, então se você não curte tomar caldo, corra para o lado direito (ali o mar é calminho, rola quase uma piscininha… <3).

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Dá para ir de barco para a Prainha Branca (Foto: Renata Telles)

Como chegar?

Vindo de Sampa, é possível pegar um ônibus saindo do Terminal Jabaquara ou Tietê com destino à Bertioga. Do Tietê a viagem é um pouco mais longa (2h30), então, prefira o Jabaquara (o percurso dura apenas 1h30). Preço: Em média, R$30 mangos cada perna.

Ao chegar na rodoviária de Bertioga (maneira de dizer, ok? Na verdade o motorista para num ponto de ônibus que possui apenas um guichê… rs), você logo dá de cara com as balsas. Pegue uma até o outro lado (a travessia é de graça!).

De carro: há duas alternativas, ir pelo Guarujá via Imigrantes e ao chegar lá pegue a Estrada de Pernambuco em direção a Bertioga. Deixe o carro no estacionamento perto da trilha. A outra opção é por Bertioga (via Imigrantes). Estacione na cidade e atravesse a pé de balsa.

E daí eu já tô na praia? Não, calma! O acesso até lá é por trilha! Você vai andar aproximadamente 30 min, depende do seu ritmo…  Tudo é bem sinalizado!

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Trilha para Prainha Branca. O início cansa por ser subida, mas depois melhora e você consegue curtir a paisagem… rs (Foto: Nativos do Mundo)

Não tenho preparo físico e agora? Não criemos pânico! Rebobine a fita… (tá, se você tem menos de 20 anos de idade, não vai entender essa expressão… dá um Google aí! :))

Também é possível chegar até a prainha de barco! Logo ao lado das balsas, você encontra diversas lanchas estacionadas. Cada trecho custa R$15 (e não demora nadinha.. Em 10 minutos você já está estacionando no paraíso!).

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No caminho pra praia, de barco (Foto: Renata Telles)
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Prainha Branca (Foto: Renata Telles)

Posso dormir na Praia Branca?

Sim! Ali existem campings e alguns quartos disponíveis, tudo muito simples, roots. Não vá achando que está no Caribe. Eu não dormi por lá, e mesmo sabendo que existiam alguns quiosques, preferi levar meu kit de sobrevivência com água, biscoitos, sanduba e frutas (coisas de capricorniana… rs). Entretanto, há PFs, pasteis, cerveja, açaí.. Um dos quiosques mais famosos de lá e o Bar do Laricas. A maioria dos estabelecimentos aceita cartões 🙂 , entretanto, a conexão não é tão boa.. Meu cel, por exemplo, não pega lá! Portanto, leve dinheiro!

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Fim de tarde na Prainha. À noite rolam festinhas na areia (Foto: Renata Telles)

Refúgio hippie

A Praia Branca me lembrou muitooo a vibe de Ilha Grande, mais especificamente, a Praia de Palmas. De manhã a galera curte a praia, à noite, rola um som na areia. Pode ser reggae, forró e… funk. Aí vai do seu gosto… Procure o pedaço que combine mais com você! Haaa e o céu é um escândalo, há tempos não via tantas estrelas…

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Prainha Branca (Foto: Renata Telles)

A única coisa que me chateou foi ver tanto lixo no local. As pessoas ainda são muito mal educadas, acabam de comer e jogam tudo na areia. Custa levar um saco plástico e recolher tudo? #ficaadica

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O mar é bravo do lado esquerdo, mas calmo no direito (Foto: Renata Telles)

Aproveite e visite:

Ao lado dali fica a Praia Preta, menor, calma e ainda mais deserta. Quando a maré está baixa, você consegue chegar andando pela areia, caso contrário, existe uma pequena trilha. Visite ainda a Praia de Camburizinho.  A caminhada é um pouco mais longa (1h), porém, compensa! Também dá para fechar passeios de barco até essas praias 🙂

Assista ao vídeoooo do passeio!

Dicas!

  • NÃO VÁ DURANTE O FERIADO! Além de pegar cerca de 6 horas de viagem na estrada, a praia fica entupida de gente….
  • Leve repelente para as trilhas
  • Não esqueça do boné, protetor e água (no meio das trilhas não há qualquer estrutura)

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5 gordices (lindas e deliciosas!) que você precisa experimentar em Nova York

A gente sabe que americano é expert em criar lanches deliciosos (e calóricos), né? Pois bem, passei pela Big Apple na semana passada e experimentei as guloseimas que estão dando o que falar em Nova York neste verão. Do Brooklyn à Chinatown, anote as dicas! Se você está de viagem marcada, já vai correndo na esteira para se jogar sem culpa nas gordices! Isso é o que chamo de uma verdadeira food porn! Rs

Eu não curto o bairro de Chinatown (sorry!). Muita gente na rua e a cada passo aparece um oriental te oferecendo algo, quase que te puxando pelo braço… Dessa vez, entretanto, abri uma exceção para conhecer duas sorveterias maravicherry. Só de lembrar já fico aguando…

A primeira é a Wukongus, que vende verdadeiras obras de arte em forma de sorvete. Você escolhe o sabor da bola, a cor do algodão doce e adiciona quantos topping quiser!!! (lógico que coloquei 3645… rs).

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Sente a obra de arte!! hahahahaha Nem queria comer…. rs (Foto: Renata Telles)

 

Optei pelo Caramel Pecan Turtles (caramelo com nozes)  e finalizei com algodão doce, marshmallow, canudinho de chocolate, balas, castanhas, sucrilhos coloridos e por aí vai… rs Paguei a bagatela de $6,99 e posso garantir: foi o melhor sorvete da vida! Eu não queria comer no início de tanta pena… hahahaha Tirei milhares de fotos da “escultura”.

 

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Lindo demais ne? (Foto: Wukongus)

A segunda parada foi no Taiyaki NYC. O lugar aberto há pouco tempo vende uma adaptação do taiyaki, doce japonês que dá nome do local. Fui na hora do almoço (estrategicamente para não pegar filas… hehe. Por volta de 12h, quando abre a sorveteria, é supertranquilo e pude degustar minha iguaria sem estresse).

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Queria fazer 1000 imagens antes de comer… hahahaha (Foto: Renata Telles)

Feito de massa de panqueca e recheado com uma pasta doce de feijão vermelho, o bolinho é assado em forma de peixinho (e é usado no lugar da tradicional casquinha de sorvete). São cinco opções de sabores e centenas de toppings. Escolhi um dos mais pedidos, o Unicorn Taiyaki (olha que gracinha na imagem abaixo!). Mais uma vez, de tão fotogênico, tive pena de comer… rs Paguei $7,99.

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Esse foi o meu sorvete de unicórnio… Lindo ne? (Foto: Renata Telles)

Ainda em Chinatown há a cafeteria Sweet Moment. As bebidas são servidas com cremes nos sabores chocolate, matcha e red velvet. Olhem as carinhas, são muitooo fofas ♥.

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Café com creme de chocolate, red velvet e matcha (Foto: Sweet Moment)

Também há milk-shakes e sorvetes combinados com diversas frutas. Gamei nessa melancia, mesmo não sendo fã. Acho que vale uma visita, certo? rs

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Dá até pena de comer… (Foto: @ehgg)

Já em East Village visitei a famosa Wowfulls. Também é uma sorveteria (a portinha é estreita, você não dá nada pelo lugar) e sua casquinha é feita de waffles.

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Escolhi um sorvete de matcha com balas e calda de caramelo (Foto: Renata Telles)

A guloseima é gigante e assim como as lojas de Chinatown, não há limites de topping. Provei o sabor preferido dos nova-iorquinos, matchá (espécie de chá verde que acelera o metabolismo e queima de gordura.. vai que funciona ne.. hahahaha).

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Já esse era de vanilla com marshmallow, morango e chocolate… Delicia! (Foto: Renata Telles)

Do outro lado da ilha, no Brooklyn, mais especificamente em Williamsburg, foi a vez de experimentar o tradicional bagel americano. Mas não era qualquer um… Eu, que sou apaixonada por pão, precisava conhecer os quitutes co-lo-ri-dos da The Bagel Store! Os rainbows bagels, de tão fofos, parecem até massinha de criança…

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Gulaaaa.. Comprei 4 e deixei até para o café-da-manhã (Foto: The Bagel Store)

Você pode comer com ou sem recheio. Prepare-se para os sabores: nutella, morango, abóbora, tomate seco, cookies, manteiga de amendoim e outras dezenas de opções doces e salgadas.. Minha fome era tanta que comprei 3 bagels simples e 1 com recheio de morango. Exagerei né minha gente?! Aguentei comer metade de um (achei enjoativo, confesso). Os outros eu guardei para o café do dia seguinte. Esquentei no forninho, mas, sinceramente, já não estavam tão gostosos.

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Meu lindo bagel… (Foto: Renata Telles)
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Dá para resistir? Você pode escolher entre dezenas de recheios… (Foto: The Bagel Store)
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Escolhi recheio de morango.. É gostoso, mas não consegui comer tudo… Acaba enjoando            (Foto: Renata Telles)

 

Já ouviu falar da Rota do Whisky na Escócia? Saiba tudo sobre a trip!

Eu adoro visitar vinícolas pelo mundo (mesmo quando algumas delas são furadas.. rs), mas fiquei bem curiosa quando recebi esse roteiro sobre a Rota do Whisky na Escócia! Oi???

Apesar de não ser amante da bebida, eu me aventuraria super nessa trip. Rica em história e paisagens pitorescas, a Escócia guarda também a produção do whisky mais tradicional do mundo, com cinco regiões produtoras: Campbeltown, Highlands, Lowlands, Speyside e Islay. São mais de 100 destilarias em funcionamento em todo o país, com cerca de 40 delas concentradas em Speyside. A viagem ainda inclui passagem por Edimburgo, visitas a seis destilarias, passeios a castelos, entre outros..

A Snew Travel realiza o roteiro regularmente e compartilha com a gente algumas dicas! Quem se anima?

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Castelo de Ballindalloch (Foto: Visit Scotland)

Speyside 

Onde se hospedar – Com chegada pelo aeroporto de Inverness, capital da famosa região das Highlands, uma boa opção é se hospedar em Elgin, cidade bem localizada para explorar Speyside.

Destilarias – Visite a Strathisla, conhecida como “a Casa de Chivas”, Glenfiddich, que por muitos anos foi a marca de single malts mais vendida em todo mundo, Glen Moray, pioneira na maturação em barris que já tiveram outras bebidas, Macallan, considerada por muitos o Rolls Royce dos single malts escoceses por sua elegância e sabor marcante, Cardhu, que destina cerca de 75% de sua produção para a linha Johnnie Walker, e Glenlivet, detentora do título de marca mais vendida de single malts em todo o mundo e conhecida por sabores suaves e florais.

Entre um gole e outro, também dá pra conhecer o Knockando Wool Mill, um antigo moinho de lã que produz os tradicionais tecidos na estampa Tartan da Escócia, e o castelo de Ballindalloch, rico em história e jardins floridos.

 

Edimburgo

Onde se hospedar – São aproximadamente 3 horas e meia entre Speyside e a capital da Escócia. Vale esticar até lá! Uma boa pedida é hospedar-se na Royal Mile, principal via do centro histórico da cidade, conhecido como Old Town. A região preserva os aspectos da vila medieval que foi um dia (imaginaaa se sentir em um filme antigo?!!♥)

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Igreja de St. Gilles (Foto: Visit Scotland)

O que ver – De Royal Mile, é possível explorar a pé as maiores atrações da cidade: Igreja de St. Gilles, Castelo de Edimburgo e Scotch Whisky Experience (atração imperdível para quem está traçando a rota do whisky).

Tem mais!! Aguenta mais uma dose? Aproveite os pubs da cidade. O The White Hart Inn, é o mais antigo da cidade (aberto desde 1516!!), ou o The Last Drop Pub, ambos localizados no Grassmarket.

New Town, considerada uma obra-prima de planejamento urbano, também não pode ficar fora de seu roteiro. Lá você pode explorar lojas, parques e construções em estilo neoclássico. Há, ainda, o Scott Monument, um tributo ao mais famoso autor escocês, Sir Walter Scott (1771-1832), que é uma torre em estilo gótico vitoriano, com 60,9 metros de altura (o maior do mundo em homenagem a um escritor).

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Scott Monument (Foto: Expedia)

A viagem acontece em setembro!!

Roteiro do vinho em São Roque, vale mesmo a pena?

Finalmente conheci a tão famosa cidade de São Roque, interior de São Paulo. Sempre ouvi muitas pessoas falando que eu precisava fazer esse passeio, provar os vinhos, visitar as vinícolas… Do jeito que me contavam, imagina campos de uvas lindíssimos como os que vi em Napa Valley, na Califórnia, provas generosas de vinho e explicações de enólogos… Mas não foi bem isso que eu encontrei… Se você, assim como eu, esperava conhecer um lugar nos moldes da Toscana, é melhor parar de ler este post por aqui….

Ou… você pode se conformar… e adaptar essa trip em um divertido programa gastronômico. Assim como eu fiz! Bora lá!

Saí por volta das 7h de um domingo e fechei passeio com uma empresa que disponibilizava ônibus ida e volta. Para quem prefere ir de carro, a viagem dura em média 1 hora (saindo de SP).

Meu passeio incluía visitação em seis vinícolas, as principais da cidade, entretanto, existem dezenas por lá e quem for de carro tem a possibilidade de explorar outros locais. Ao chegar nas vinícolas, descobri que elas, na verdade, eram adegas! Fui logo perguntando a um funcionário: “Onde ficam os campos de uva?”. “Haaa moça, não ficam aqui dentro, em média, a uns 3km daqui, mas você não consegue visitar”, ele me disse.

Pronto. Meu mundo caiu! rs Ok, já estava ali. Então, vamos experimentar os vinhos nas adegas, certo? Não sei se era o dia, se é sempre cheio, mas os balcões estavam abarrotados de gente e você precisava se enfiar entre as pessoas para chegar ao vendedor e pedir uma provinha (bem “inha'” mesmo)… Entre tanto tumulto, era quase impossível prestar atenção na explicação (superficial) do funcionário. “É suave… é seco… esse tem frutas…”. Tá bem, me dá o seco! E ele vinha com aquele copinho de plástico de cafezinho, pingava “10 gotas” e me dava! (Cheguei a olhar em volta e me perguntar: onde estão as câmeras? Só podia ser pegadinha… hahahaha). Esperava no mínimo uma taça de vidro e pelo menos três dedos de vinho para que realmente pudesse experimentar a bebida.

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Villa Don Patto – cheguei primeiro no balcão para fotografar    antes da multidão… rs Mas precisei ser rápida

Depois da primeira adega, vi que todas as outras iam ser assim também. Beleza. Não vamos nos estressar né? A gente aproveita o que tem e foi isso que fiz! Na primeira parada, Vila Don Patto, conheci seu tradicional pão de alho molhado no azeite. Delicioso! (e claro, comprei um inteiro pra levar). Os vinhos não curti tanto, mas nem vou entrar no mérito porque cada pessoa tem um paladar. O ruim pra mim pode ser ótimo pra você ou vice-versa.

Outra adega que destaco é a Quinta do Olivardo. Que gracinha de lugar! Com uma gastronomia inspirada em tradicionais receitas da Ilha da Madeira, em Portugal, da cozinha saem bolinhos de bacalhau, com casquinha crocante e textura cremosa (tem queijo canastra dentro!!! É de comer rezando! ).  Os visitantes contam ainda com uma pequena fábrica de pasteis de nata (Belém), além de um cafezinho passado em coador de pano, preparado em um fogão a lenha.

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Quinta do Olivardo – o melhor restaurante
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Quinta do Olivardo – pasteis de belém, leitão, vinho…
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O famoso bolinho de bacalhau com queijo canastra. Prove! Prove!

Já a Góes, uma das maiores e mais tradicionais, está no mercado desde 1938, e mantém sua loja instalada em uma área de 400 m2. Queijos, geleias, vinhos, artesanato, tudo muito bonitinho e gostoso! Essa sim possui visitas guiadas às suas vinícolas (o ideal é que você ligue antes para marcar!).

Na Bella Aurora, não saia sem degustar suas cachaças. Tem todossss os sabores que você possa imaginar! Olha só!

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Bella Aurora: cachaças de gengibre, uva verde, maracujá, menta, tangerina, chocolate, entre outras

E foi na Bella Aurora que pude matar um pouquinho da minha vontade de pisar em um vinhedo.. Mas como não estamos na época de uvas, ele estava assim ó…

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Vinhedo da Bella Aurora: sem uvas

Mas deu pra fingir melhor aqui… rs

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Vinhedo Bella Aurora
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Simpática lojinha na Bella Aurora

No fim, colocando na balança, curti sim o passeio! Conheci um pouquinho da história de cada vinícola (alguns possuem uma pequena sala “museu”como a Canguera), mesmo não vendo os lindíssimos campos de uva… Voltei pra casa com 4 garrafas de vinho, queijos temperados, geleia de mexerica (tangerina) e o pão de alho (Viva a gordice! rs)

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Salinha “museu” da vinícola Canguera, criada em 1950

Todas as vinícolas possuem restaurantes com fartos cardápios. Em média duas pessoas gastam R$110 para almoçar. Eu indico a Quinta do Olivardo, gastronomia portuguesa de primeira! ♥

 

 

 

 

 

 

 

Sem passaporte? Conheça países para viajar somente com seu RG

Essa semana a gente quase infartou quando soube que a Polícia Federal suspendeu, por tempo indeterminado, a emissão de novos passaportes em todo o país. Quem estava com planos de viajar para os Estados Unidos ou Europa, por exemplo, precisou repensar na trip. Mas calma, nem tudo está perdido! Existem ótimas opções de lugares para conhecer usando apenas o nosso RG! Separei meus 6 países favoritos!

Argentina – Bem do nosso ladinho, nossos hermanos oferecem cidades históricas, vinícolas encantadoras e  boa gastronomia. Buenos Aires, Mendonza, Patagônia… São passeios para todos os gostos e bolsos (além de ser super em conta!). Lembro que uma vez consegui comprar uma passagem aérea de R$200 reais. Mais barato que ir ao Rio de Janeiro.

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As vinícolas de Mendonza

Uruguai – Sou apaixonada por esse destino! Montevidéu, Punta, Colônia Del Sacramento e toda a costa passando por paraísos como Punta Del Diablo e Cabo Polônio… Vale a pena alugar um carro e passar por todas essas cidades. O país é pequeno, barato e hospitaleiro.

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Casapueblo: parada obrigatório em Punta Ballena

Chile – Você vai se surpreender com esse destino. De praia à neve, com vistas paradisíacas. Eu aluguei um carro e fui conhecer Cajon Del Maipo, um espetáculo da natureza pertinho de Santiago com direito a banhos termais. Olha essa foto abaixo!! Te convenci?

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Cajon Del Maipo: surpreenda-se com o lugar

Venezuela – Que tal conhecer Los Roques? Situado a aproximadamente 170 quilômetros da costa do país, em pleno mar do Caribe, o arquipélago possui cerca 50 ilhas e uma infinidade de atrativos!

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Dias de descanso nesse paraíso na Venezuela… Que tal?

Peru – De floresta ao deserto, a diversidade geográfica é imensa! Passe pela capital Lima, visite Cusco e claro, Machu Picchu, o destino mais procurado pelos turistas. É quase uma viagem espiritual, você volta outra pessoa 🙂

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Machu Picchu: destino mais procurado no Peru

Colômbia – Faça a dobradinha Cartagena das Índias + San Andres! Você vai pirar com as praias e a cidadezinha histórica super colorida. Serão dias de descanso e aprendizado!

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Todo o colorido de Cartagena

Ainda há opções de visitar Equador, Paraguai e óbvio, lugares incríveis dentro do Brasil, como por exemplo, a Amazônia. Voltei de lá recentemente e me surpreendi com o “pulmão do mundo”. Mais pra frente coloco um post completo da viagem!

 

 

 

 

 

Fuja do roteiro “turistão” de NY! Confira dicas de lugares nada óbvios na Big Apple

Empires States? Estátua da Liberdade? Pra que enfrentar horas de fila para conhecer lugares tão batidos? Nova York reserva um mundo de possibilidades! Confira a listinha abaixo e mude seu roteiro!

Chelsea Market –  Visite o complexo gastronômico, localizado no bairro do Chelsea. Ele possui várias lojas onde você encontra vinhos, queijos, pães, acessorios de cozinha, confeitaria, gelatos e restaurantes… Eu souuuu muito apaixonada pelo mercado e sempre que estou na cidade dou uma passadinha!

Adoro os doces, as massas e os azeites trufados e de manjericão de lá! Vale super a visita! Antes de virar mercado, funcionou ali na década de 1950 a fábrica de biscoitos Nabisco – National Biscoit Company, que produz o famoso biscoito Oreo. 

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Doces do Chelsea Market

High Line – Ali pertinho do Chelsea Market localiza-se o parque suspenso de aproximadamente 2,5 km construído em 2009 em uma via férrea elevada de Nova York.  Ele fica a 8 metros de altura e atravessa 3 regiões (Meatpacking, West Chelsea e Midtown West).

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High Line (o parque suspenso de NY)

Metropolitan Museum of Art – Gosta de museu? Não? Mas esse você precisa conhecer! O Met é um dos maiores e mais importantes do mundo! Fundado em 1870 e inaugurado ao público em 1872, ele possui coleção de pinturas europeias, obras da arte antiga e oriental, além de galerias com foco na arte africana, asiática, oceânica e islâmica. Ele tb tem um espaço dedicado a exposições de moda (que amoooo demais!). Nessa edição, eles destacam o trabalho da estilista japonesa Rei Kawakubo, da grife Comme des Garçons, com 150 looks!

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Escadaria do Met

Central Park – Ok, você vai querer fazer a famosa foto no memorial Strawberry Fields, dedicado ao cantor John Lennon. Tudo bem! Sem problemas! Mas depois, se perca no parque, faça um piquenique, conheça o Bethesda Terrace (que te dá uma vista linda do parque) e o castelo Belvedere. Ande sem pressa e curta o momento like a new yorker!

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Central Park

Rockefeller Center – Quer ver a Big Apple do alto? Esqueça o Empire States e vá ao topo do Rockefeller. Você pode comprar ingresso que te dá direito a 2 visitas no dia (de manhã e no pôr-do-sol – lindíssimooo!) Sente a vista abaixo! 😍

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Vista da Big Apple (Foto: Time Out)

Brooklyn Bridge –  Vale a pena gastar um dia e conhecer o outro lado da cidade. Alugue uma bike, pegue um metrô ou atravesse a ponte a pé. É uma caminhada gostosa de 2km e vc faz cada clique lindo! No fim da ponte você encontra um arco-íris com pote de ouro! Brinks! 😬 Na verdade você praticamente dá de cara com o Brooklyn Bridge Park. Basta andar 10 minutinhos. Aí, é sentar na grama verdinha e se deliciar com um gelato! (visite a Brooklyn Ice Factory!)

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Brooklyn Bridge

Brooklyn Bridge Park – Quem estiver em NY até o dia 1 de setembro pode conferir a instalação Descension, do artista plástico indiano Anish Kapoor. Com cerca de 8 metros de diâmetro, a piscina giratória é cercada por um corrimão, convidando o público a olhar suas profundezas… Essa obra já rodou o mundo e é a primeira vez na America do Norte. Amazing pic by @nyclovesnyc. 

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Obra do plástico indiano Anish Kapoor (Foto: nyclovesnyc)
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Brooklyn Bridge Park

No verão os parques de NY possuem uma programação incrível de atividades culturais, festivais, shows e se você vai viajar pra lá nessa época não deixe de conferir a programação. Lembro que assisti ao show da Janelle Monroe “di gratis”

🚫Atenção: nada de comprar uma breja e abrir no parque. Em NY, é proibido consumir bebidas alcóolicas em lugares públicos! Mas os americanos costumam adotar um jeitinho brasileiro… eles colocam as garrafas dentro de um saco de pão. Entretanto, você ainda corre o risco de ser pego!

No Brooklyn, a pedida é o Charleston! Sério, melhor dica ever!! Durante o happy hour, na compra de qualquer chopp vc ganha uma pizza! Ok, não vá achando que o prato é feito por um chef italiano. Tenha em mente que é uma pizza americana, mas de graça tá valendo! 😂 E depois que o happy hour acaba eles cobram apenas 1 dolar por cada redonda ❤ O bar é bem no estilo rock n roll e no porão rolam vários shows. Eu, claro, preferi ficar no balcão comendo inúmeras pizzas depois de bater perna pelo bairro o dia todo! End: 174 Bedford Ave – Brooklyn

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A pizza free do Charleston

Williamsburg – Passear a pé por esse bairro é delicioso! Além de lojinhas super cool (você encontra marcas diferentes e foge do fast fashion de Manhattan) e restaurantes de TODOS os tipos, no fim de semana rola feirinha de rua com diferentes artistas e estilistas… Pontos chaves: entre as ruas 11 e Metropolitan Avenue (norte e sul), e entre Bedford Avenue e Kent Street (leste e oeste).

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Arte de rua

Surf Bar – Andando pelas ruas do Brooklyn descobri o @surfbarbrooklyn . Por um instante achei até que estivesse no Havaí! 😜. A casa é especializada em comidinhas da praia (sea food) e drinks refrescantes como a famosa piña colada e mojito. Tudooo é no mood praiano! E vc literalmente coloca o pé na areia. End: 139 N 6th, Brooklyn 11249

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Surf Bar (Foto: Divulgação)

Conheça a nova padaria de Olivier Anquier no centro de São Paulo

Para quem curte uma boa padoca (especialmente em São Paulo) a dica é visitar o Mundo Pão do Olivier, no centro da cidade. O nome já te lembrou alguém né? Isso mesmo, a padaria é do chef francês Olivier Anquier e reúne receitas de família, fórmulas exclusivas e criações especiais do apresentador.

Fui convidada para a inauguração do espaço na terça-feira (30) e precisei interromper minha dieta por um motivo especial! Não tem como resistir ao cheirinho dos pães frescos…  Era pão de azeitona, nozes, passas, escarola… Saí com uma sacola gigante!! 🙂

Durante um bate-papo, Olivier me disse que o projeto é inovador. “Pão é bem simbólico, é algo caloroso, mexe com a família, valores. É um conceito bem moderno, não é uma boutique de pão, não é uma padoca. É uma terceira proposta que não sei nomear… (risos). Você se serve, pesa o seu pão e vai até o caixa, onde tem uma ilha de café”, explicou.

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Croissant de chocolate (Foto: Leo Feltran /Divulgação)

Além dos pães e sanduíches de rosbife, o espaço tem uma seção dedicada a folhados. Olivier criou uma linha chamada “suculento”! A linha inclui 8 sabores de recheios de fruta (R$ 8,50)– entre eles, limão, maracujá, banana com chocolate, romeu e julieta, abacaxi, coco com chocolate, morango e maçã (Sérioooo, experimente! Fui ao céu e voltei!)

Não importa se você mora em Sampa ou só está de passagem. Reserve uma manhã ou tarde para se deliciar no Mundo Pão do Olivier. Aproveite ainda para fazer um tour (a pé ou de bike ) pelo centro histórico ❤

Endereço: Rua 7 de Abril, 425 Loja 1 (em frente ao metrô República)
Horário funcionamento: segunda a sexta das 7hàs 20h. Sábados, domingos e feriados das 8h30 às 19h.