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Berna além dos cartões-postais: roteiro completo pela capital da Suíça

Berna. Crédito: Renata Telles

Quando alguém fala em viajar para a Suíça, é quase automático pensar em Zurique, Genebra ou Interlaken. Mas pouca gente sabe que a capital do país é, na verdade, Berna — uma cidade charmosa, cercada pelo rio Aar, com um centro histórico medieval preservado e um ritmo muito mais tranquilo do que as grandes metrópoles suíças.

Passei quatro dias explorando Berna e decidi fugir do roteiro tradicional. Claro que visitei os pontos turísticos clássicos, mas também mergulhei na cultura local, conheci cervejarias artesanais, aprendi a fazer pão de mel suíço, visitei uma fábrica de chocolate longe das grandes marcas e ainda pedalei por vilarejos que parecem ter saído de um filme. Neste guia você encontra meu roteiro completo, com dicas práticas e experiências que realmente fizeram a diferença na viagem.

O que você vai encontrar neste guia

  1. Onde fica Berna
  2. Como chegar
  3. Melhor época para visitar
  4. Roteiro completo
  5. Onde comer
  6. Onde se hospedar
  7. Dicas práticas para economizar

Onde fica Berna?

Berna está localizada no centro-oeste da Suíça e é a capital política do país desde 1848. Apesar de não ser a maior cidade suíça, concentra importantes instituições federais, como o Parlamento, além de embaixadas e órgãos do governo.

Seu centro histórico forma praticamente uma península cercada pelo rio Aar (Aare, em alemão), responsável por um dos cenários mais bonitos da cidade. Não por acaso, essa área foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO em 1983 graças ao excelente estado de preservação da arquitetura medieval.

Como chegar a Berna

Saindo do Brasil

Não existem voos diretos entre Brasil e Berna. A opção mais comum é desembarcar em Zurique, principal porta de entrada do país, ou em Genebra. A partir de Zurique, basta pegar um trem da companhia ferroviária suíça (SBB). A viagem dura cerca de 1 hora e os trens partem praticamente a cada meia hora. Também é possível chegar de carro, em uma viagem de aproximadamente 1h30.

Saindo de Portugal

Lisboa e Porto oferecem voos diretos para Zurique e Genebra durante todo o ano. Depois do desembarque, o trajeto de trem até Berna é rápido, confortável e extremamente pontual. Se você pretende conhecer outras cidades suíças, vale muito a pena investir no Swiss Travel Pass, que dá acesso ilimitado a trens, ônibus e barcos, além de entrada gratuita em diversos museus.

Melhor época para visitar Berna

A resposta depende muito do tipo de viagem que você procura.

Primavera (março a maio)

É quando a cidade começa a ganhar cores novamente. As temperaturas ficam entre 10°C e 20°C, os parques florescem e o movimento ainda é tranquilo.

Verão (junho a agosto)

Foi a época em que visitei Berna — e, na minha opinião, uma das melhores. Os dias são longos, o sol se põe perto das 21h30 e as temperaturas costumam variar entre 22°C e 30°C. É justamente nessa época que o rio Aar vira uma enorme piscina natural, com moradores e turistas mergulhando, praticando stand up paddle e caiaque. Além disso, cafés, bares e restaurantes ocupam as calçadas, criando um clima delicioso para caminhar sem pressa.

Outono (setembro a novembro)

As árvores ficam douradas e a cidade ganha um charme especial. É uma excelente época para quem gosta de temperaturas mais amenas e menos turistas.

Inverno (dezembro a fevereiro)

Berna se transforma completamente. As temperaturas frequentemente ficam abaixo de zero e, dependendo do período, pode nevar. Os mercados de Natal deixam a cidade ainda mais charmosa.

Uma dica que pouca gente conhece

Uma das maiores surpresas da viagem foi descobrir que quem se hospeda em Berna recebe um cartão de transporte público gratuito. Funciona assim: ao fazer o check-in, o hotel entrega um passe válido durante toda a estadia. Com ele, você pode usar ônibus e bondes (trams) à vontade dentro da cidade, sem pagar absolutamente nada. É uma facilidade enorme, principalmente para quem quer explorar diferentes bairros sem precisar se preocupar com bilhetes.

O que fazer em Berna: explore um dos centros históricos mais bonitos da Europa

Se existe um lugar onde você deve começar sua viagem por Berna, é pelo centro histórico. Apesar de compacto, ele é cheio de pequenas descobertas. Minha dica é simples: esqueça o mapa por algumas horas e apenas caminhe. As ruas de pedra, as fachadas coloridas e as inúmeras arcadas criam aquela sensação de que você voltou alguns séculos no tempo — mas sem abrir mão do conforto de uma cidade moderna.

Centro histórico. Crédito: Renata Telles
Centro histórico. Crédito: Renata Telles

Fundada em 1191 pelo duque Bertoldo V de Zähringen, Berna preserva praticamente a mesma estrutura urbana da Idade Média. Não é à toa que seu centro histórico foi reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO. A cidade sobreviveu a incêndios, guerras e transformações ao longo dos séculos, mas continua mantendo uma identidade muito própria.

Caminhe sem pressa pelas ruas medievais

Uma das coisas que mais gostei em Berna foi justamente não precisar correr de um ponto turístico para outro. Tudo acontece naturalmente. Enquanto você caminha, vai encontrando pequenas praças, cafés, lojas independentes, restaurantes e dezenas de fontes históricas espalhadas pelas ruas. Aliás, vale uma curiosidade: Berna possui mais de 100 fontes públicas, muitas delas construídas ainda no século XVI. E o melhor: a água é potável.

Durante todo o roteiro eu andava com uma garrafinha na mochila. Sempre que encontrava uma fonte, era só reabastecer. Além de economizar, ainda era uma forma deliciosa de enfrentar os dias quentes do verão suíço.

Os antigos porões escondem um dos maiores segredos da cidade

Pouca gente percebe isso logo de cara. Ao caminhar pelas ruas do centro histórico, você vai notar diversas escadas descendo para um nível abaixo da calçada. Hoje esses espaços abrigam cafés, galerias, restaurantes, antiquários e lojas de design. Mas nem sempre foi assim.

Centro histórico. Crédito: Renata Telles

Na Idade Média, esses porões funcionavam como depósitos para armazenar alimentos, vinho, lenha e mercadorias durante o inverno rigoroso. Com o passar dos anos, eles foram sendo adaptados e ganharam uma nova função, tornando-se alguns dos espaços comerciais mais charmosos da cidade.

Não deixe de visitar o famoso relógio astronômico

Um dos símbolos mais conhecidos de Berna é a Zytglogge, torre medieval construída no século XIII. À primeira vista, muita gente apenas tira uma foto e segue caminhando. Mas vale a pena parar alguns minutos. Pouco antes de cada hora cheia, pequenas figuras mecânicas entram em movimento enquanto o relógio anuncia a passagem do tempo — um espetáculo que acontece há séculos e continua reunindo turistas todos os dias.

Relógio Zytglogg. Crédito: Renata Telles

Quem quiser ir além pode fazer uma visita guiada ao interior da torre. Eu recomendo muito. Além de conhecer o antigo mecanismo do relógio, ainda é possível subir até o topo e ter uma das vistas mais bonitas de Berna.

A casa onde Einstein mudou a ciência

Outra parada obrigatória é a Einsteinhaus, o apartamento onde Albert Einstein viveu entre 1903 e 1905. Foi justamente durante esse período em Berna que ele escreveu alguns dos artigos científicos mais importantes da história, incluindo o trabalho que deu origem à Teoria da Relatividade Especial. Hoje o apartamento foi transformado em museu e preserva móveis, documentos e objetos pessoais do cientista. Mesmo para quem não é apaixonado por física, é uma visita interessante por mostrar um lado muito mais humano de Einstein.

O mercado de rua que acontece toda quarta-feira

Se você estiver em Berna em uma quarta-feira, coloque esse passeio na agenda. Logo pela manhã, a cidade ganha um clima completamente diferente com o mercado semanal instalado nas principais ruas do centro histórico. São dezenas de barracas vendendo flores, frutas, legumes, pães artesanais, embutidos, queijos suíços, azeitonas, geleias e doces típicos.

Foi um dos lugares onde mais senti a rotina dos moradores. Enquanto os turistas fotografavam os prédios históricos, os suíços faziam compras para o almoço, tomavam café nas barraquinhas e conversavam tranquilamente. É aquele tipo de experiência simples que aproxima qualquer viajante da cultura local.

Berna também é a capital da cerveja na Suíça

Muita gente associa a Suíça ao chocolate, aos queijos e aos relógios. Eu também. O que eu não imaginava é que Berna é considerada por muitos suíços a capital da cerveja artesanal do país. A cidade reúne dezenas de microcervejarias e brewpubs espalhados pelos bairros, cada um com sua própria produção e personalidade. Se você gosta de cerveja, vale reservar pelo menos uma tarde para conhecer esse outro lado da capital suíça. Foi exatamente isso que eu fiz.

Degustação de cervejas na Barbière

Minha experiência aconteceu na Barbière, uma cervejaria artesanal bastante tradicional em Berna. Além de funcionar como bar e restaurante, o local também oferece experiências de degustação mediante reserva. Vale consultar o site ou o Instagram oficial para conferir os horários disponíveis.

Minha experiência de degustação de cerveja. Crédito: Renata Telles

Durante a visita, conheci um pouco da história da cervejaria, aprendi sobre o processo de produção e, claro, experimentei alguns dos rótulos da casa. E aí vieram as surpresas. Além das cervejas mais tradicionais, provei versões feitas com casca de laranja, framboesa e até uma cerveja produzida com ostra. Sim, ostra.

Confesso que fui desconfiada, mas a ideia da degustação é justamente essa: sair da zona de conforto e descobrir novos sabores. No fim da tarde, a Barbière ganha outro clima. As mesinhas externas ficam cheias de moradores saindo do trabalho para o happy hour, enquanto o salão interno também recebe bastante movimento.

Aprendi a fazer o tradicional pão de mel de Berna

Outra experiência que entrou facilmente para a lista das minhas favoritas foi conhecer a Bread à Porter, uma padaria artesanal comandada por Patrick Bohnenblust, padeiro há mais de quatro décadas.

Ali eu participei de uma oficina para aprender a preparar um dos doces mais tradicionais da cidade: o pão de mel bernês. Foi uma oportunidade de entender como uma receita tão simples consegue atravessar gerações. Patrick fala do pão como quem conta a história da própria família. Dá para perceber, no brilho dos olhos, o orgulho que ele sente pelo ofício.

Entre uma etapa e outra da receita, ele compartilhou curiosidades sobre os ingredientes, mostrou técnicas tradicionais e explicou por que o pão de mel continua sendo um dos doces mais queridos da região. Foi uma daquelas experiências que dificilmente aparecem nos roteiros tradicionais, mas que aproximam o viajante da cultura local de um jeito muito mais verdadeiro.

Uma fábrica de chocolate longe das multidões

Quando pensamos em chocolate suíço, normalmente lembramos da Lindt. Mas a verdade é que existem inúmeras chocolaterias artesanais espalhadas pelo país — e algumas delas proporcionam experiências muito mais intimistas.

Foi assim que conheci a Casa Nobile. A fábrica fica em uma pequena comuna a cerca de 20 quilômetros de Berna, facilmente acessível de trem. A viagem já vale o passeio.

Chegando lá, participei de um workshop onde aprendi sobre todo o processo de fabricação do chocolate e pude produzir minha própria barra — ou melhor, um simpático ursinho de chocolate que, obviamente, acabou indo embora comigo.

Além da oficina, também conheci um pouco da história da marca, que já foi reconhecida entre as melhores chocolaterias da Suíça pela qualidade da produção artesanal. A degustação, claro, faz parte da experiência. Difícil é sair de lá sem comprar algumas caixas para levar na mala.

Não conseguiu ir até a fábrica?

Sem problemas. A Casa Nobile também possui uma loja no centro histórico de Berna. Além dos chocolates artesanais, o espaço vende bombons, barras especiais e gelatos. Vale a visita nem que seja apenas para um pit stop durante o passeio pela cidade.

O passeio que mais me surpreendeu em Berna: 30km de bike por vilarejos suíços

Se eu tivesse que escolher apenas uma experiência para recomendar em Berna, provavelmente seria essa. Muito mais do que caminhar pelo centro histórico, pedalar pelos arredores da cidade foi a forma mais bonita que encontrei de conhecer a Suíça de verdade.

Passeio de bike. Crédito: Renata Telles

O país tem uma cultura fortíssima da bicicleta. Ciclovias bem sinalizadas, respeito absoluto entre motoristas e ciclistas e paisagens que tornam qualquer pedal muito mais prazeroso. Por isso, minha dica é: reserve uma manhã ou uma tarde inteira para fazer esse passeio.

Onde alugar bicicleta em Berna

Eu aluguei minha bike na Thömus, uma das marcas suíças mais conhecidas quando o assunto é ciclismo. A loja oferece bicicletas elétricas e convencionais. Optei pela elétrica — e agradeci por isso nas subidas.

Passeio de bike. Crédito: Renata Telles

Antes de sair, a equipe explica todo o funcionamento da bicicleta, ajusta o equipamento ao seu tamanho e ainda sugere diferentes rotas de acordo com o tempo disponível. Meu roteiro teve cerca de 30km, percorridos em aproximadamente três horas, sempre no meu ritmo. O melhor de tudo é que não existe pressa. A graça está justamente em parar sempre que surgir uma paisagem bonita. E isso acontece o tempo inteiro.

Vilarejos que parecem ter saído de um filme

Paisagens lindas pelo meio do caminho. Crédito: Renata Telles

Ao deixar Berna para trás, a paisagem muda completamente. Casas de madeira, fazendas, campos verdes, vacas pastando e montanhas ao fundo vão surgindo pelo caminho. É aquele cenário que a gente costuma ver em cartões-postais — só que agora pedalando no meio dele. Foi impossível não fazer várias paradas para fotos. Mas a maior surpresa ainda estava por vir.

A lojinha sem funcionários que funciona na base da confiança

Durante o percurso, encontrei uma pequena venda de queijos artesanais à beira da estrada. O curioso? Não havia ninguém trabalhando. Os produtos estavam organizados nas prateleiras, os preços identificados e uma caixinha para deixar o pagamento.

Você simplesmente escolhia o que queria comprar, colocava o dinheiro na caixa e seguia viagem. Sem fiscalização. Sem ninguém conferindo. Apenas confiança. É uma cena que resume muito da cultura suíça e que me marcou bastante durante a viagem. Em outro momento, me deparei com um cooler com bebida gelada. Mais uma vez, nada de vendedor. Você escolhia o produto, deixava o dinheiro e seguia viagem.

O azul-turquesa do rio Aare impressiona ao vivo

Depois de algumas horas pedalando, finalmente cheguei ao rio Aare. Foi ali que entendi por que tanta gente fala das águas cristalinas de Berna. O tom azul-turquesa impressiona. E o mais legal é que esse lugar não é apenas um ponto turístico. Ele faz parte da rotina dos moradores.

Nos dias mais quentes, famílias inteiras se reúnem por ali para nadar, fazer piqueniques, andar de caiaque, remar de stand up paddle ou simplesmente relaxar na margem. Eu também aproveitei para entrar na água. Depois de tantos quilômetros de pedal, foi praticamente um prêmio.

Vale a pena reservar um tempo para viver o verão suíço

Ao lado do rio existe uma pequena lanchonete onde é possível fazer uma pausa. Aproveitei para experimentar uma opção vegetariana enquanto observava o movimento (aliás, pra quem não come carne, Berna é perfeita. Não tive qualquer dificuldade em encontrar refeições a base de soja, cogumelo, seitan… tudo delicioso)

Lanche vegetariano. Crédito: Renata Telles

Onde comer em Berna

Era interessante perceber como quase não havia turistas naquele lugar. A maioria das pessoas estava simplesmente vivendo a cidade. Foi ali que tive a sensação de estar conhecendo uma Berna muito diferente daquela dos guias tradicionais. E, para mim, justamente a mais interessante.

Uma das coisas que mais me surpreendeu na capital suíça foi a gastronomia. Muito além do tradicional fondue, Berna reúne restaurantes históricos, brasseries elegantes e espaços que valorizam ingredientes regionais e sazonais. Estes foram alguns dos meus favoritos.

Kornhauskeller

Se existe um restaurante que vale a visita pela experiência completa, esse lugar é o Kornhauskeller. Localizado dentro de um antigo celeiro do século XVIII, o restaurante ocupa um impressionante salão subterrâneo com teto abobadado, afrescos históricos e uma arquitetura que lembra uma igreja. É impossível entrar ali sem ficar alguns minutos admirando o ambiente.

Kornhauskeller: berinjela com queijo. Crédito: Renata Telles

No cardápio, aparecem clássicos da culinária suíça e especialidades de Berna, preparados com ingredientes regionais e sazonais. A carta de vinhos também merece destaque, com uma seleção bastante completa da adega da casa. É um ótimo lugar para um jantar especial ou para quem deseja viver uma experiência gastronômica em um dos espaços mais emblemáticos da cidade.

Harmonie

Se a ideia é experimentar um autêntico fondue suíço, minha dica é reservar uma mesa no Restaurant Harmonie. Funcionando desde 1915, ele é um dos restaurantes mais tradicionais da cidade e mantém aquele clima acolhedor de casa de família. Além do famoso fondue de queijo, o menu reúne pratos clássicos da culinária suíça, que remetem à comida feita pelas avós.

Harmonie: fondue é o carro-chefe da casa. Crédito: Renata Telles

Jack’s Brasserie

Outra excelente opção é a Jack’s Brasserie, localizada dentro do tradicional Hotel Schweizerhof. O restaurante homenageia seu fundador, Jack Gauer, e preserva parte da história do hotel, inclusive com cadeiras gravadas em homenagem a antigos hóspedes ilustres.

O menu combina pratos clássicos de brasserie com releituras contemporâneas, sempre utilizando ingredientes regionais e sazonais. A casa também possui uma carta de vinhos impressionante e foi reconhecida com 14 pontos no guia GaultMillau, um dos mais respeitados da gastronomia europeia.

Brasserie VUE

Se você procura um ambiente mais moderno e sofisticado, vale conhecer a Brasserie VUE, instalada no tradicional Bellevue Palace. A proposta mistura o charme da Belle Époque com um ambiente contemporâneo e descontraído. O cardápio é inspirado na culinária francesa, com pratos sazonais preparados sempre que possível com ingredientes locais. A carta de vinhos privilegia rótulos franceses e suíços.

Nos meses mais quentes, a varanda é um dos lugares mais agradáveis da cidade para almoçar ou jantar admirando a vista para o rio Aar e para os Alpes ao fundo

Onde se hospedar em Berna

Apesar de ser uma capital, Berna é relativamente compacta. Isso significa que, ficando na região do centro histórico, praticamente tudo pode ser feito a pé.

Hotel Kreuz Bern

Foi onde fiquei hospedada durante minha viagem e recomendo muito pela localização. O Hotel Kreuz está a poucos minutos das principais atrações turísticas, como a Zytglogge, o Parlamento Suíço e a estação central de trem.

Rooftop do Hotel Kreuz. Crédito: Renata Telles

O café da manhã está incluído na diária, o que ajuda bastante a economizar, principalmente considerando o custo da alimentação na Suíça. Outro diferencial é o rooftop do hotel. No fim da tarde, vale subir para apreciar a vista da cidade. Você pode comprar uma garrafa de vinho, levar alguns queijos, embutidos ou petiscos e transformar o espaço em um delicioso happy hour.

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Dicas práticas para sua viagem

Quantos dias ficar?

Na minha opinião, quatro dias foi o tempo ideal. Consegui conhecer o centro histórico com calma, fazer passeios fora do óbvio, visitar uma fábrica de chocolate, explorar cervejarias artesanais e ainda pedalar pelos arredores da cidade. Se o objetivo for apenas conhecer os principais pontos turísticos, dois dias costumam ser suficientes.

Dá para economizar com supermercados

Sim — e muito. A alimentação é um dos itens que mais pesa no orçamento de quem visita a Suíça. Uma boa estratégia é aproveitar as redes de supermercados, como Migros, Coop e Denner. Além de frutas, bebidas e lanches, eles vendem refeições prontas de ótima qualidade. Encontrei sanduíches por cerca de 5 francos suíços e pratos prontos a partir de 7 francos, valores bem mais baixos do que a média dos restaurantes.

Moeda

A moeda oficial é o franco suíço (CHF). Embora alguns estabelecimentos aceitem euros, o troco costuma ser devolvido em francos. O cartão de crédito é amplamente aceito em praticamente toda a cidade.

Idioma

Em Berna, o idioma oficial é o alemão suíço, embora praticamente todos falem alemão padrão. No turismo, inglês é amplamente utilizado, então você dificilmente terá dificuldades para se comunicar.

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