Rio de Janeiro: fuja do roteiro óbvio

Tá, a gente sabe que o Cristo Redentor encanta, que o Museu do Amanhã é espetacular e que o pôr do sol do Arpoador é de arrepiar… Mas se você está no Rio de Janeiro, que tal fugir daquele roteiro óbvio e conhecer um outro lado da Cidade Maravilhosa?

1️⃣Experimente a feijoada de frutos do mar do Bar do David. Fica na comunidade do Chapeu Mangueira, no Leme. Sem perigo nenhum! O lugar já ganhou vários prêmios de gastronomia.

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Bolinho de milho com queijo, recheado de carne seca. O petisco foi campeão do Comida Di Buteco do Rio de Janeiro, e Vice Campeão Nacional 2017 (Foto: @bar_dodavid)
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A famosa feijoada de frutos do mar (Foto: @bar_dodavid)

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End:  Ladeira Ari Barroso, 66 – Leme – Chapéu Mangueira – (21) 25424713/ 964831046 Terça a domingo de 8h às 22h. bardodavidrio@gmail.com

2️⃣Faça stand up paddle nas Ilhas Tijuquinhas. O pessoal costuma sair do Posto 2, na Barra da Tijuca (até o paraíso são 40 minutos). Se não tiver força no braço pegue um pranchão, que comporta 10 passageiros. Preços a partir de R$100. Eu indico o Espaço Pura Vida.  

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Passeio pelas Ilhas Tijuquinhas (Foto: @espacopuravida)
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Passeio pelas Ilhas Tijuquinhas (Foto: @espacopuravida)


3️⃣ Visite a Ilha de Paquetá! Para chegar até lá, basta pegar uma barca saindo da Praça XV (centro da cidade). São aproximadamente 15 km de travessia marítima, com visual da Baía de Guanabara: Ilha Fiscal, Ponte Rio/Niterói, Ilha do Sol, Jurubaíbas… 

A ilhota é Área de Preservação do Ambiente Cultural (APAC). Prepare-se para voltar no tempo… casinhas antigas, paisagens bucólicas, comida caseira… Imagine um Rio dos anos 1950, sem violência e sem carros! Lá só é permitida a entrada de bikes. Dê a volta na ilha de bike, charrete elétrica ou a pé! Vale ainda pernoitar!   

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Mala de verão: o que levar?

Me preocupo em não levar muita coisa na mala quando viajo, mas no verão, alguns produtos são essenciais. Fiz uma listinha do que não abro mão! E você? O que costuma colocar na sua mochila de férias?

11. Protetor solar La Roche-Posay – Anthelios Airlicium Pele Clara – R$89,90 (50g) – não preciso nem dizer o motivo, certo? rs

2. Chinelo Lez a Lez – R$79 – básico girls, mesmo que seja lugar de trilha, levar uma sandália ajudar a descansar os pés.

3. Água termal Vichy – R$64,90 (150 ml) – parece fútil né? Mas não é.. Ela hidrata e acalma a pele ressacada, alivia a sensação de ardência, combate a vermelhidão, entre outros benefícios.

4. Boia de copo Riachuelo – R$12,90 – Ok, esse sim não é tão necessário… rs Mas quem resiste a essa fofura pra colocar o seu suco ou cervejinha?

5. Necessaire Casaquetem – R$115 – Não importa a marca e nem o preço, separe seus itens em várias necessaire. Uma para maquiagem, outra para produtos de banho, uma terceira para bijuterias e assim vai.. Fica mais fácil de localizar depois…

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6. Garrafa térmica Bagaggio – R$119,90 – hidratar-se onde estiver é super importante… Leve sempre na bolsa e vá abastecendo. A bebida fica geladinha.

7. Óleo de coco vegetal Amend – R$38 – Eu nunca deixo de levar algo para hidratar os fios, escolha o produto que mais combina com o seu cabelo. Esse óleo, assim como leave in, eu uso bastante durante e pós praia.

8. Chapéu Renner 59,90. Essencial né people? Chapeu, boné, viseira… Assim como o protetor solar, não deve sair da bolsa.

9. Betacaroteno Sundown (90 cápsulas) – R$56,30. Não é item primordial, mas eu gosto de tomar elas no verão porque ajudam a manter o bronzeado. Claro, também existem alimentos que encontramos o betacaroteno em abundância: cenoura, abóbora, damasco, couve, goiaba, espinafre, mamão… Procuro conciliar os dois…

10. Toalha de praia Havaianas – R$99,90 – Tem tantas toalhas e cangas bacanas por aí né? Difícil é escolher uma só… rs Geralmente levo duas para alternar no dia a dia caso não dê tempo de secar.

E você, o que não pode falta na sua mala de verão?

3 dicas de restaurantes vegetarianos em São Paulo. Você não vai resistir (mesmo se for carnívoro!)

Como não como carne há 10 anos, eu adoro descobrir restaurantes que tenham um menu vegetariano. Em cada cidade que visito já trato de dar uma “googada”. Mas o que muita gente precisa saber é: você não tem que ser vegetariana pra frequentar uma casa natureba. Tá a fim de comer algo leve? Ter uma refeição equilibrada? Que tal quebrar esse tabu? Te garanto que o menu vai muito além do alface!

Por isso, separei três restaurantes que conheci em São Paulo (eu sei, essa cidade tem milhões de opções pra comer, de cardápio turco a sírio), mas dê uma chance ao mood #greenlife.

Raízes Zen Perdizes

É uma casa lacto-vegetariano, mas a maior parte do cardápio é vegana. Usa produtos agroecológicos ou orgânicos. A cada dia você degusta um menu diferente. No dia que fui, tinha salada com brotos, strogonoff de cogumelos e cheesecake ou brownie. Outras boas opções: quibe de abóbora, pizza de gorgonzola com damasco, Berinjela à parmegiana… Gasto médio: R$70

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Salada com abobrinha, broto e molho de maracujá no Raízes Zen (Foto: Renata Telles)
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Strogonoff de cogumelos no Raízes Zen (Foto: Renata Telles)
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Cheesecake de morango. Ao fundo, brownie no Raízes Zen   (Foto: Renata Telles)

Maoz Vegetarian

Rede de fast food vegetariano da Holanda que chegou no Brasil há uns três anos. Possui unidade na rua Augusta. O lugar serve batatas belgas, hommus no prato com pão pita integral ou palitos de cenoura e pepino, falafel, saladas, entre outros. Gasto: de R$15 a R$29

End: R. Augusta, 1523 – Consolação

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Sanduiche de falafel com batata frita no Maoz (@maozvegetarian)

Banana Verde

Localizado no coração da Vila Madalena, o restaurante tem comida contemporânea com opções como bobó de cogumelos, quiches, risotos, picadinho e sucos deliciososss! Gasto: cerca de R$70

End: Rua Harmonia, 278 – Vila Madalena

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Bobó de cogumelos do Banana Verde. Aprovadíssimo! (Foto: @resbananaverde)
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Pão de mel (Foto: @resbananaverde)

 

Poderia fazer uma lista com mais de 20 restaurantes vegetarianos em Sampa, mas esses são os que mais frequento. Você conhece algum? Quer indicar uma casa?

Bonito: confira um guia com dicas de passeios, hospedagem e gastronomia do melhor destino de ecoturismo do Brasil

Bonito não é só bonito. Aliás, essa palavra chega a ser modesta na hora de descrever os encantos da cidade, localizada no Mato Grosso do Sul. Não é à toa que ela já ganhou até o prêmio de melhor destino de turismo responsável no mundo!

Além das belezas naturais (rios de água cristalina, grutas, piscinas, cachoeiras…), Bonito possui uma infraestrutura fenomenal pra você curtir todos os passeios em segurança. Tudo lá dá certo (e me desculpem o preconceito, nem parece Brasil… rsrs).

Passei 6 dias na cidade, incluindo o Réveillon, e se pudesse, teria ficado mais uns 4 dias por lá. São dezenas de passeios que incluem flutuação, trilhas, rapel, tirolesa, bike, quadriciclo… Eu estava precisando de um destino onde eu pudesse me desligar do estresse e da multidão. Quando escolhi Bonito pro Ano Novo já sabia que não teria badalação. Ótimo! Não estava a fim de empurra-empurra na virada.

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A praça da cidade (Foto: Renata Telles)

Então, lá vai a primeira dica: Quer um Réveillon tranquilo? Coloque Bonito na sua listinha! A pracinha da cidade é o lugar onde todos se reúnem antes da meia-noite. Há fogos de artifício e a maioria dos bares e restaurantes permanecem abertos (e o melhor, não cobram nada a mais por isso). Escolhi o Bar Taboa que ainda me deixou levar Champanhe. O cardápio permaneceu com o mesmo preço!

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Bar Taboa: cerveja artesanal e petiscos

Claro, há possibilidade de você fechar uma ceia em um restaurante e pagar cerca de R$200 a R$400, mas de verdade? Preferi gastar esse din din em passeios.

A grana

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Por falar em reais… Bonito pode ser perfeito, lindo, encantador, mas é carooooo pra caramba! Fui fazendo meu roteiro e quando vi já tinha gasto cerca de R$1500. Cada atração custa entre R$80 e R$1000 (simmm, esse valor vale pra você flutuar no Abismo.. conto mais depois..) e todas elas estão localizadas em propriedades privadas. Os passeios que optei giraram em torno de R$100 a R$250.

Existem muitas agências de turismo na cidade, entretanto, os preços são todos tabelados. A única coisa que pode mudar é o valor do transfer até o destino (e mesmo assim, muito pouco…). Você fecha carro privado ou van. Eu preferi fechar van (por ser mais em conta)

Dica 2:Nunca, nunca, nunca, deixe de reservar seu passeio com antecedência (principalmente em alta temporada. Eu precisei marcar tudo 4 meses antes (!!!). Ao chegar no hostel presenciei viajantes desesperados por uma vaga pra Gruta Azul ou Flutuação, por exemplo.

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Como chegar?

Chegar por Campo Grande é o meio mais barato. Eu consegui uma passagem (ida e volta) por R$450. Do aeroporto você pode pegar um transfer (geralmente cobram R$100 cada perna) até Bonito (a viagem dura cerca de 4h).

Também é possível comprar uma passagem de avião direto pra Bonito. Desde 2017 a Azul disponibiliza voos, porém, os bilhetes são mais caros.

Onde ficar?

Olha, aí depende. Quanto você quer gastar? Quer luxo e conforto? Ou prefere algo em conta? Bonito tem resorts ma-ra-vi-lho-sos, além de pousadas e hostels. Mas, como falei antes, prefiro economizar pra gastar conhecendo a cidade 🙂

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Redário do Hi Hostel

Minha escolha foi o Hi Hostel (reserve aqui!). O lugar é simples, mas com uma vibe bem legal! Tem piscina, redário, quartos limpinhos com ar condicionado, banheiro privativo, cozinha pra você fazer a sua comida e fica a 25 minutos a pé do centrinho. O hostel ainda conta com uma agência turística. Para facilitar, acabei fechando tudo com eles.

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Área da piscina (Foto: Renata Telles)

O que fazer?

Chegamos na melhor parte né? Eu precisei escolher 6 passeios, senão teria que voltar à pé de Bonito até São Paulo… rs

Gruta Azul – Comecei a desbravar Bonito por uma das atrações mais famosas da cidade. Para chegar até o lago, é preciso descer quase 300 degraus, o equivalente a um prédio de 20 andares.

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Look do dia na Gruta Azul…. hahahaha

A água é cristalina – a cor azulada é fruto da incidência do sol combinado com outros fatores como localização da gruta e presença de minerais no fundo do lago. Nas primeiras horas da manhã o tom fica ainda mais intenso! Visite o lugar entre dezembro e janeiro (o azul é perfeito!!)

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Gruta Azul (Foto: Renata Telles)

Em mergulhos na Gruta do Lago Azul, foi descoberto inúmeros fósseis de animais extintos, como a Preguiça Gigante, Tigre Dente-de-Sabre, Mastodontes e outras espécies.

Existe também um projeto paralelo, que estuda um crustáceo pré-histórico que vive nas águas da Gruta do Lago Azul, tão antigo quanto os próprios dinossauros, trata-se de um camarão de água doce denominado Potiicoara Brasiliensis, catalogado em 2002.

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Gruta Azul: primeiro passeio do roteiro

P.S: É obrigatório o uso de tênis e desse lindo e fedorento capacete rs (eles não lavam e fica um cheiro de suor horrível!!)

Serra da Bodoquena –  não estava nos meus planos… Era para conhecer a Estância Mimosa, mas como choveu demais dias antes de eu chegar, precisei cancelar o passeio porque a água estaria muito turva. A chuva encheu tantos os rios que 90% dos balneários estavam fechados! Eu ainda consegui visitar a Praia da Figueira (conto mais abaixo)

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Serra da Bodoquena

Pois bem, com o cancelamento da Mimosa, optei por conhecer a Serra. É um passeio tranquilo, bom para famílias, terceira idade e crianças. Valeu a pena? Sim, mas não posso dizer que foi o lugar mais lindo que visitei!

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Trilha na Serra da Bodoquena

Localizada a 70 km da cidade de Bonito-MS, a Serra da Bodoquena começa com um percurso de 2.500 m pela mata (trilha leve) e passa por cachoeiras e piscinas naturais, totalizando 4 paradas para banho e um passeio de bote pelo Rio Betione

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Tirolesa na Serra da Bodoquena

Depois da trilha, aproveite a área de lazer com piscina, tirolesa, quiosque (bar), redes, quadra de vôlei… O almoço, já incluso, é delicioso, bem caseiro e ainda inclui a sopa paraguaia, prato típico do… Paraguai 🇵🇾 (jura?! 😂) e MS. Ela é uma espécie de bolo salgado. Leva milho, leite, óleo, queijo em abundância e cebola!

Rio da Prata – passeio obrigatório em Bonito. Aliás, curti super as opções de flutuação! As mais famosas são: Nascente Azul (leia mais abaixo), Rio Sucuri e Aquário Natural.

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Olha essa águaaaaa! Flutuação no Rio da Prata

Tudo começa com uma trilha agradável (bem leve) que nos leva até a nascente do Rio Olho D’Água. Imagina uma piscina natural de água cristalina?!!! Fiquei encantada!! São cerca de 2km de percurso em um passeio subaquático onde vemos várias especies de peixe.

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Flutuação no Rio da Prata

Confesso que esperava ver cardumes (na mesma quantidade que presenciei em Porto de Galinhas), mas por conta da chuva e período, eles estavam escassos. Entretanto, vi um filhote de jacaré na beira do rio 🐊

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Rio da Prata

Nascente Azul – Outro passeio de flutuação que vale no roteiro! Aliás, não saia de Bonito sem ter tido essa experiência. Ô lugarzinhoooo lindo! Além de nadar com várias espécies de peixes, você curte o lago, a tirolesa e o redário. Para a minha infelicidade, choveuuuu pacas na parte da tarde e não consegui aproveitar tanto as atrações. O investimento gira em torno de R$200, fora o transporte!

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Flutuação na Nascente Azul

Cachoeira Boca da Onça – sem dúvida, O MELHOR PASSEIO. Se você vai a Bonito, já deixa reservado! Ela está localizada a 34 km da cidade de Bodoquena e a 55 km da cidade de Bonito. A trilha começa à 3.500m de distância desde a sede do receptivo até o caminho que dá início ao percurso de 4.000 m pela mata do Rio Salobra.

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Cachoeira Boca da Onça

É fácil? Bem… Até a trilha seguimos em um caminhãozinho (tipo de safári). Já na mata, é preciso ter um pouquinho de preparo físico. Você sobe e desce, mas nada muito difícil. A gente foi parando, respirando, lendo plaquinhas com poemas…

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Plaquinhas com poemas durante a trilha da Boca da Onça (Foto: Renata Telles)

No caminho, passamos por 8 cachoeiras, mas só conseguimos mergulhar em 2 (geralmente o visitante entra em 4 delas). One more time, a bendita chuva atrapalhou e por segurança, não entramos no Buraco do Macaco e em uma outra queda. Há ainda um quiosque com banheiro que funciona como ponto de apoio. Ele vende bebida e lanchinhos (mas leve o seu na mochila!). Caso contrário,  desembolse R$10 por um copo de açaí e R$6 por um salgadinho industrializado (o que na minha humilde opinião, não combina com a vibe natureza… Você está ali respirando ar puro, se exercitando e aí vai comer Fandangos? hahahaha)

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Cachoeira Boca da Onça

Siga mais um pouquinho pela mata e… UAU! Cuidado pra não infartar ao ver tanta beleza.. rs A Boca da Onça tem 156m de altura, é a maior cachoeira do estado de Mato Grosso do Sul. Tirei 10 mil fotos (e não foi exagero), agradeci por estar ali, mergulhei pra tirar a zica… Não sei explicar, mas a energia naquela cachoeira é diferente de tudo que já vi.

Depois de relaxar, é hora de encarar a volta da trilha. Prepare-se, são 886 degraus pra subir… Há uma escada de madeira com corrimão, bem segura. Subi no meu ritmo, não há pressa e o guia te acompanha na maior paciência. Dei a sorte de cair no grupo da Nara, gente boníssima que tirou todas as minhas dúvidas.

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Força pra subir os 886 degraus!!

Terminando o passeio, se jogue no buffet da fazenda. Tudo tãooo gostoso gente! O almoço está incluso no pacote e aqui não há opção de comprar separado. Aproveite ainda pra curtir a piscina do local…

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Após a trilha, dá curtir a piscina da Fazenda da Boca da Onça (Foto: Renata Telles)
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Buffet incluso na Fazenda Boca da Onça (Foto: Renata Telles)

Praia da Figueira – Assim como a Serra da Bodoquena, a Figueira não estava nos meus planos. Queria mesmo conhecer o Balneário Municipal, mas ele estava interditado por conta do mau tempo. Seguimos então pra Figueira, também um balneário, entretanto, com entrada mais cara (R$65 contra R$36 do Municipal). Como disseram pra gente que não precisava reservar ingressos nesta atração específica, fechamos um táxi (cerca de R$140) e seguimos até lá.

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Praia da Figueira

Mas furadas acontecem e…. o lugar estava com lotação esgotada! Claro, com a chuva todos optaram pela Figueira, único balneário aberto. Como somos brasileiras e não desistimos nunca, suplicamos pra entrar e após 30 minutos lá estava eu e minhas amigas nos bronzeando na “areia” e tomando banho em águas calmas em uma lagoa de 60.000 m² repleta de peixes.

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Praia da Figueira (Foto: Renata Telles)

Não vá esperando comida boa e barata. Tudo caro! Pedi no máximo uma batata frita que demorou cerca de 2 horas pra chegar (eles não estavam acostumados a receber tantos visitantes ao mesmo tempo).

#ficaadica: Mesmo que todos te digam “balneário não precisa de reserva.. é só comprar ingresso na hora…”, duvide.. Pegue o telefone e ligue pra saber se ainda há vagas (especialmente em alta temporada!).

Buraco das Araras – Ele fica no caminho para o Rio da Prata, por isso, as agências tentam vender os dois passeios juntos. Como já sou cobra criada, pesquisei antes sobre a atração e vi muitas pessoas reclamando… Minha amiga, mesmo assim, decidiu ir.  É uma atração de observação e contemplação. Você segue até um buraco com 500 metros de circunferência e 100 metros de profundidade (resultante do desmoronamento de blocos rochosos) e tenta avistar araras, tucanos, entre outros… Às vezes você vê milhares de araras, às vezes, nenhuma…

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Entrada do Buraco das Araras

People, sinceramente, se você está em Bonito você vai ver arara por toda a parte, em qualquer lugar, seja na cidade ou em uma fazenda. Era só olhar pro céu e ela estavam elas.. Vi vermelha, azul, vi tucano… E não precisei pagar R$70 pra entrar em um buraco. Massss… essa é minha opinião! Is up to you!

Onde comer?

Eu decidi cometer uma extravagância e visitar a Casa do João, um dos restaurantes mais famosos de Bonito. Caroooo, mas delicioso. Tem cerveja artesanal e comidas típicas. Prove os peixes e a farofa de alho :). Custo: cerca de R$70 por pessoa.

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Pirarara, peixe da Amazônia, com bobó de banana, farofa de alho e pirão da Casa do João      (Foto: Renata Telles)
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Cerveja artesanal na Casa do João (Foto: Renata Telles)

No dia seguinte, fui até outra casa muito elogiada, Juanita. Me encantei pela chef. Ela vai até todas as mesas cumprimentar os clientes, assim como seu filho. Não que no João isso não aconteça, ele também foi muito solícito e nos contou toda a sua história, mas no restaurante Juanita senti como se estivesse na casa da minha avó ♥. Era tudo muito aconchegante. Provamos o pacu na brasa, prato mais vendido de lá! A conta é menos salgada, saiu a R$42 por pessoa.

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Pacu na brasa no restaurante Juanita (Foto: Renata Telles)

Com a carteira vazia, a realidade me chamou de volta à terra. No terceiro dia, decidi ser mais humilde. Conheci os famosos pastéis de Bonito. Eles custam entre R$8 e R$22 (dependendo do sabor). Provei o de palmito com catupiry, dos deuses! Quanto recheiooo minha gente…

Assim como peixe, sorvete é uma coisa que não falta na cidade. Tem dezenas de sabores diferentes, sempre de frutas exóticas. Também experimentei o tal do “sorvete assado”. Ele vai ao forno por alguns segundos e ainda leva frutas e marshmallow. Sensacional!!! Só a superfície fica torradinha, o sorvete continua geladinho.

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Sorvete assado (Foto: Renata Telles)

Para quem é fã de chá, a dica é provar o tereré! A erva mate é consumida em uma cuia pelos moradores (bem parecido com o chimarrão), mas em Bonito eles bebem gelado.

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Você encontra tereré em todos os supermercados (Foto: Renata Telles)

Quer tirar mais dúvidas sobre Bonito? Me escreva, deixe seu recado!