Gente que é louca por… produtos inspirados em viagens

Quem é louca por viagem (como eu!) não se contenta somente em rodar o mundo. A gente quer trazer na mala a bandeira do país, o ímã de geladeira, a almofada personalizada… Eu chegava até a guardar ingressos de museus e bilhetes aéreos. Depois de muitas trips e um baú cheio de papel, me perguntei: pra quê?

Aos poucos fui aprendendo que menos é mais! Vou de mochila e volto com… uma mochila! Sem milhões de sacolas e presentes, apenas compro o que realmente amei! O único exagero que cometo é tirar 10.758 fotos 🙂

Entretanto…. preciso admitir que ainda mantenho um vício. Sou a-pai-xo-na-da por produtos inspirados em viagens. A decoração da minha casa é toda temática: de mapa mundi na parede a um saleiro em forma de mulher muçulmana…

Por isso, esse cantinho Moda pra viagem será para falar sobre esses produtinhos que nos enlouquecem! Separei 4 itens fofos (e super úteis) para as nossas trips!

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1 – Kit de embalagens sustentáveis (bom pra guardar as calcinhas, calçados, roupa suja)Simple Organic. R$35

2 – Tag de bagagem – AliExpress. R$2,09

3 – Tag de bagagem divertida (legal pra lembrar do nosso cartão de crédito e maneirar na hora de gastar.. rsrs)Submarino. R$12,50

4 – Bolsa de viagem – Imaginarium. R$399,90

Nota: Este NÃO É um publieditorial/post patrocinado.
Para saber sobre produtos, entre outras informações, clique sobre seus respectivos nomes.

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Como foi mochilar durante um mês pela Índia: o choque de realidade, as roubadas e a transformação espiritual

Quando decidi viajar me perguntaram: mas logo a Índia? Por quê? E a resposta a todos foi a mesma: “por quê não?”. Deixei preconceitos de lado e me despi da vaidade assim que pisei no aeroporto internacional Indira Gandhi em Delhi, capital do país. O primeiro dia, confesso, foi assustador.

Leprosos pediam dinheiro no sinal, crianças imploravam por comida e a cidade cheirava mal de tanta sujeira, fezes de animais e poluição.

Entretanto, depois de 24 horas eu já circulava normalmente em meio a vacas, macaquinhos, tuk tuks (triciclos que funcionam como táxis), carroças, ônibus, bicicletas, buzinas ensurdecedoras e um calor escaldante (que beirava os 40). Vi a harmonia em meio ao caos, a riqueza do passado e a pobreza do presente. Os palácios suntuosos, as mesquitas, os templos budistas e hindus rodeados por barracos e casas aos pedaços.

Fiquei dois dias em Delhi e conheci os principais pontos. Preferi contratar uma agência de turismo local, que incluía motorista e guia. É a melhor forma de evitar estresses e não ser passada para trás.

Os serviços dos hotéis também são confiáveis e a diferença de preço não é grande. Visitei a linda Jami Masjid, a maior mesquita da Índia, o complexo Qutub Minar, o Templo de Lótus e o Red Fort (Lal Qila), símbolo da nacionalidade indiana. Me emocionei no Raj Gha, o Memorial do Mahatma Gandhi, e conheci a sua casa. Ali o maior líder político e espiritual do país foi assassinado em 1948.

Depois de um longo dia de passeio, me preparei psicologicamente para embarcar na primeira viagem de trem. A estação ferroviária de Delhi dá medo. Milhares de plataformas, pouca informação e muita gente se esbarrando. Não basta ficar ligada no painel, é preciso confirmar seu trem na bilheteria. Quase sempre há problemas e atrasos.

Comprei bilhetes de segunda classe (a primeira custa o dobro do preço e não possui grandes diferenças). Você divide o vagão com três pessoas e tem direito a travesseiro e coberta. Nada luxuoso e muito confortável ou limpo, porém, mais seguro do que a sleeper class, área popular do trem. Dormi na companhia de uma familia indiana (ufa!) que adorava comer pepino cru com sal, aliás, mania nacional (a qual eu não aderi).

Não se assuste com os banheiros, eles não tem vaso sanitário, somente um buraco no chão (e haja equilibrio!). Foram 10 longas horas até chegar na manhã seguinte em Varanasi, a cidade mais sagrada da Índia.

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Rio Ganges em Varanasi (Foto: Renata Telles)

Santificada pela onipresença de Shiva e pelo famoso Rio Ganges, Varanasi respira religião. A todo momento é possível ver cerimônias e ritos de passagem pelos ghats (escadarias) às margens do sagrado rio. Os indianos se banham, lavam roupas e jogam restos mortais na água – totalmente suja. É como se você mergulhasse no Rio Tietê. Perguntei a um morador se ele não tinha medo de contrair uma doença. “Todos os dias nadamos e bebemos água daqui. Nunca ninguém morreu, é o milagre de Shiva”, afirmou.

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Moradores lavam roupas no Ganges…. (Foto: Renata Telles)
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Eles também tomam banho ali… mesmo lugar onde corpos são jogados (Foto: Renata Telles)

Não entrei no rio, mas preciso admitir que a cidade emana energia. Vi o nascer do sol de um barquinho no meio do Ganges e percorri a pé as ruazinhas de Varanasi. Experimentei o tradicional Chai (chá com leite e pimenta), fiz tatuagem de henna na casa de uma jovem indiana e me rendi a medicina ayurvédica. Eu já me considerava uma indiana, quer dizer, quase… Alguns cuidados não deixava de lado: escovava os dentes com água mineral, só comprava líquidos com lacre e passava longe de barraquinhas e restaurantes duvidosos. Na bolsa, álcool gel, bananas e barras de cereais. Não é exagero, acredite! Durante a viagem me deparei com diversos gringos pálidos que abusaram dos temperos de rua e tiveram diarréia. Posso garantir que saí ilesa da Índia! Não precisei usar nenhum remédio da minha farmácia.

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Tatuagem de henna na “casa” de uma moradora em Varanasi. Era apenas um cômodo sem banheiro e sem luz!

O incrível Taj Mahal

Após dois dias peguei um avião para Khajuraho onde conheci o Templo do Kama Sutra. Viajei na mesma tarde de trem até chegar em Agra para conhecer o famoso Taj Mahal. Qualquer fotografia não traduz a beleza daquele lugar. Contemplei o monumento por quatro horas e acompanhei de perto uma linda história de amor. O imperador Shah Jahan construiu o túmulo em memória da esposa favorita, Mumtaz Mahal, que morreu em 1631. Cerca de 20 mil operários trabalharam por 12 anos até finalizá-lo em 1643.

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Taj Mahal – quatros horas de contemplação

O lugar é limpíssimo, super conservado e com forte esquema de segurança. No fim da tarde as filas são gigantes, por isso, o ideal é visitá-lo no nascer do sol ou por volta das 14h (o horário que escolhi).

Próxima parada: Jaipur, no estado do Rajastão. Viajei de carro cerca de quatro horas até o deserto da Índia. Conhecida como a cidade rosada (todas as casinhas são rosas), Jaipur guarda o magnífico Amber Fort, parada obrigatória. Para chegar no alto do palácio é preciso pegar a “carona” de um elefante. No trânsito, além de vacas e macacos, agora era possível cruzar com camelos.

O melhor mesmo é manter os olhos fechados enquanto estiver dentro de um automóvel ou certamente você terá um AVC. Não existe mão e contra-mão e as ultrapassagens arrepiam! Por incrível que pareça, não vi nenhum acidente!

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Celebração para Shiva em Rishikesh (Foto: Renata Telles)

Paz e meditação

Esqueça o barulho dos carros, os pedintes e as centenas de indianos que rodeiam os turistas com produtos de artesanato. Em Dharamshala até o cheiro é agradável. Uma cidadezinha localizada no estado de Himachal Pradesh, norte da India. O calor infernal deu lugar ao clima das montanhas do Himalaia. Nas ruazinhas, monges simpáticos de olhinhos puxados. Em Dharamshala estão instalados o líder religioso Dalai Lama e o governo do Tibet em exílio. Aproveitei para me aprofundar na cultura tibetana, conhecer o Mosteiro Namgyal e passar pela casa do Dalai Lama (não aberta à visitação). A região sem dúvida é uma das mais agradáveis da Índia assim como Rishikesh, a capital mundial da Yoga e ponto inicial do Rio Ganges (a água é cristalina).

 

Em cada esquina existe uma escola ou ashram à sua escolha. O mais popular fica na beira do rio e chama-se Parmarth Niketan. Eu escolhi o Swami Rama Sadhaka Grama e não me arrependo. Entretanto, é preciso ter disciplina, acordar as 5h, meditar, seguir a cartilha do lugar, ajudar na cozinha, entre outras atividades (lá eles cobram a diária de 35 dólares).

É impossível não lembrar de Julia Roberts no filme Comer, Rezar e Amar. Diferentemente da personagem, eu não consegui ficar vários dias no ashram. Minha barriga roncava a cada meditação e preferi trocar o retiro por um hotel confortável onde pude comer muffins deliciosos de chocolate.

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Café da manhã no Ashram (Foto: Renata Telles)

Andei a pé em Rishikesh, molhei os pés no Ganges (sim, é possível até nadar sem preocupações com sujeira, mas não vá beber a água) e passei tardes no Little Buddha Café, onde tomei o melhor Chai. Depois de viajar por nove cidades (ainda visitei o Golden Temple em Amritsar e acompanhei a peregrinação de fieis hindus em Haridwar), constatei que aprendi tanto em tão pouco tempo que tudo valeu a pena e nada do que havia lido em livros me preparou para o que vi e vivi.

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Golden Temple, construído em 1574 (Foto: Renata Telles)

 

Já ouviu falar da Rota do Whisky na Escócia? Saiba tudo sobre a trip!

Eu adoro visitar vinícolas pelo mundo (mesmo quando algumas delas são furadas.. rs), mas fiquei bem curiosa quando recebi esse roteiro sobre a Rota do Whisky na Escócia! Oi???

Apesar de não ser amante da bebida, eu me aventuraria super nessa trip. Rica em história e paisagens pitorescas, a Escócia guarda também a produção do whisky mais tradicional do mundo, com cinco regiões produtoras: Campbeltown, Highlands, Lowlands, Speyside e Islay. São mais de 100 destilarias em funcionamento em todo o país, com cerca de 40 delas concentradas em Speyside. A viagem ainda inclui passagem por Edimburgo, visitas a seis destilarias, passeios a castelos, entre outros..

A Snew Travel realiza o roteiro regularmente e compartilha com a gente algumas dicas! Quem se anima?

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Castelo de Ballindalloch (Foto: Visit Scotland)

Speyside 

Onde se hospedar – Com chegada pelo aeroporto de Inverness, capital da famosa região das Highlands, uma boa opção é se hospedar em Elgin, cidade bem localizada para explorar Speyside.

Destilarias – Visite a Strathisla, conhecida como “a Casa de Chivas”, Glenfiddich, que por muitos anos foi a marca de single malts mais vendida em todo mundo, Glen Moray, pioneira na maturação em barris que já tiveram outras bebidas, Macallan, considerada por muitos o Rolls Royce dos single malts escoceses por sua elegância e sabor marcante, Cardhu, que destina cerca de 75% de sua produção para a linha Johnnie Walker, e Glenlivet, detentora do título de marca mais vendida de single malts em todo o mundo e conhecida por sabores suaves e florais.

Entre um gole e outro, também dá pra conhecer o Knockando Wool Mill, um antigo moinho de lã que produz os tradicionais tecidos na estampa Tartan da Escócia, e o castelo de Ballindalloch, rico em história e jardins floridos.

 

Edimburgo

Onde se hospedar – São aproximadamente 3 horas e meia entre Speyside e a capital da Escócia. Vale esticar até lá! Uma boa pedida é hospedar-se na Royal Mile, principal via do centro histórico da cidade, conhecido como Old Town. A região preserva os aspectos da vila medieval que foi um dia (imaginaaa se sentir em um filme antigo?!!♥)

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Igreja de St. Gilles (Foto: Visit Scotland)

O que ver – De Royal Mile, é possível explorar a pé as maiores atrações da cidade: Igreja de St. Gilles, Castelo de Edimburgo e Scotch Whisky Experience (atração imperdível para quem está traçando a rota do whisky).

Tem mais!! Aguenta mais uma dose? Aproveite os pubs da cidade. O The White Hart Inn, é o mais antigo da cidade (aberto desde 1516!!), ou o The Last Drop Pub, ambos localizados no Grassmarket.

New Town, considerada uma obra-prima de planejamento urbano, também não pode ficar fora de seu roteiro. Lá você pode explorar lojas, parques e construções em estilo neoclássico. Há, ainda, o Scott Monument, um tributo ao mais famoso autor escocês, Sir Walter Scott (1771-1832), que é uma torre em estilo gótico vitoriano, com 60,9 metros de altura (o maior do mundo em homenagem a um escritor).

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Scott Monument (Foto: Expedia)

A viagem acontece em setembro!!

Roteiro do vinho em São Roque, vale mesmo a pena?

Finalmente conheci a tão famosa cidade de São Roque, interior de São Paulo. Sempre ouvi muitas pessoas falando que eu precisava fazer esse passeio, provar os vinhos, visitar as vinícolas… Do jeito que me contavam, imagina campos de uvas lindíssimos como os que vi em Napa Valley, na Califórnia, provas generosas de vinho e explicações de enólogos… Mas não foi bem isso que eu encontrei… Se você, assim como eu, esperava conhecer um lugar nos moldes da Toscana, é melhor parar de ler este post por aqui….

Ou… você pode se conformar… e adaptar essa trip em um divertido programa gastronômico. Assim como eu fiz! Bora lá!

Saí por volta das 7h de um domingo e fechei passeio com uma empresa que disponibilizava ônibus ida e volta. Para quem prefere ir de carro, a viagem dura em média 1 hora (saindo de SP).

Meu passeio incluía visitação em seis vinícolas, as principais da cidade, entretanto, existem dezenas por lá e quem for de carro tem a possibilidade de explorar outros locais. Ao chegar nas vinícolas, descobri que elas, na verdade, eram adegas! Fui logo perguntando a um funcionário: “Onde ficam os campos de uva?”. “Haaa moça, não ficam aqui dentro, em média, a uns 3km daqui, mas você não consegue visitar”, ele me disse.

Pronto. Meu mundo caiu! rs Ok, já estava ali. Então, vamos experimentar os vinhos nas adegas, certo? Não sei se era o dia, se é sempre cheio, mas os balcões estavam abarrotados de gente e você precisava se enfiar entre as pessoas para chegar ao vendedor e pedir uma provinha (bem “inha'” mesmo)… Entre tanto tumulto, era quase impossível prestar atenção na explicação (superficial) do funcionário. “É suave… é seco… esse tem frutas…”. Tá bem, me dá o seco! E ele vinha com aquele copinho de plástico de cafezinho, pingava “10 gotas” e me dava! (Cheguei a olhar em volta e me perguntar: onde estão as câmeras? Só podia ser pegadinha… hahahaha). Esperava no mínimo uma taça de vidro e pelo menos três dedos de vinho para que realmente pudesse experimentar a bebida.

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Villa Don Patto – cheguei primeiro no balcão para fotografar    antes da multidão… rs Mas precisei ser rápida

Depois da primeira adega, vi que todas as outras iam ser assim também. Beleza. Não vamos nos estressar né? A gente aproveita o que tem e foi isso que fiz! Na primeira parada, Vila Don Patto, conheci seu tradicional pão de alho molhado no azeite. Delicioso! (e claro, comprei um inteiro pra levar). Os vinhos não curti tanto, mas nem vou entrar no mérito porque cada pessoa tem um paladar. O ruim pra mim pode ser ótimo pra você ou vice-versa.

Outra adega que destaco é a Quinta do Olivardo. Que gracinha de lugar! Com uma gastronomia inspirada em tradicionais receitas da Ilha da Madeira, em Portugal, da cozinha saem bolinhos de bacalhau, com casquinha crocante e textura cremosa (tem queijo canastra dentro!!! É de comer rezando! ).  Os visitantes contam ainda com uma pequena fábrica de pasteis de nata (Belém), além de um cafezinho passado em coador de pano, preparado em um fogão a lenha.

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Quinta do Olivardo – o melhor restaurante
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Quinta do Olivardo – pasteis de belém, leitão, vinho…
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O famoso bolinho de bacalhau com queijo canastra. Prove! Prove!

Já a Góes, uma das maiores e mais tradicionais, está no mercado desde 1938, e mantém sua loja instalada em uma área de 400 m2. Queijos, geleias, vinhos, artesanato, tudo muito bonitinho e gostoso! Essa sim possui visitas guiadas às suas vinícolas (o ideal é que você ligue antes para marcar!).

Na Bella Aurora, não saia sem degustar suas cachaças. Tem todossss os sabores que você possa imaginar! Olha só!

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Bella Aurora: cachaças de gengibre, uva verde, maracujá, menta, tangerina, chocolate, entre outras

E foi na Bella Aurora que pude matar um pouquinho da minha vontade de pisar em um vinhedo.. Mas como não estamos na época de uvas, ele estava assim ó…

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Vinhedo da Bella Aurora: sem uvas

Mas deu pra fingir melhor aqui… rs

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Vinhedo Bella Aurora
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Simpática lojinha na Bella Aurora

No fim, colocando na balança, curti sim o passeio! Conheci um pouquinho da história de cada vinícola (alguns possuem uma pequena sala “museu”como a Canguera), mesmo não vendo os lindíssimos campos de uva… Voltei pra casa com 4 garrafas de vinho, queijos temperados, geleia de mexerica (tangerina) e o pão de alho (Viva a gordice! rs)

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Salinha “museu” da vinícola Canguera, criada em 1950

Todas as vinícolas possuem restaurantes com fartos cardápios. Em média duas pessoas gastam R$110 para almoçar. Eu indico a Quinta do Olivardo, gastronomia portuguesa de primeira! ♥